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  • há 4 minutos
Apresentadora chora nas redes sociais por não conseguir pagar as dívidas.

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Transcrição
00:00Agora vem cá, você aí de casa, tá achando que é só quem tem baixa renda que se endivida?
00:05Não é não, tá? Vários famosos aí, tem desabafado.
00:08Um grande exemplo é o ator Marcos Oliveira, o famoso Beissola, lembra?
00:12Então, ele disse que está passando momentos difíceis e quem também desabafou esses dias,
00:17na verdade ontem, foi a apresentadora Maíra Charkin.
00:21Ela foi até as redes sociais falar sobre problemas financeiros que vem enfrentando.
00:26Olha aí.
00:27Maíra Charkin tem 42 anos, é atriz, apresentadora e nesta segunda-feira usou as redes sociais
00:34para falar sobre suas dificuldades financeiras.
00:37Chorando demais, ela afirma que não ganha mal, ganha muito bem,
00:41mas os problemas deixados por uma vida sem controle financeiro estão sendo sentidos agora.
00:47E eu estou me virando, eu faço acontecer, eu vendo meus produtos.
00:54Eu crio meus conteúdos, eu consigo minhas parcerias.
00:57É difícil conseguir hoje marcas que te têm dinheiro.
01:02Geralmente elas vão e topam fazer com você uma reforma.
01:06Até a mensalidade do filho está atrasada.
01:09Eu também estou com a escola do Gael atrasada, o pagamento.
01:14Eu acho que vou ter que tirar ele da escola, porque eu não estou conseguindo ver uma maneira
01:19de manter ele da escola, a gente está se desdobrando, mas, nossa, foram dois, três anos
01:26que eu fiquei sem ter renda nenhuma.
01:30Então, assim, um buraco foi cavado fundo.
01:34Então, até esse buraco tampar, eu acredito que até o final do ano a gente consiga tampar esse buraco.
01:40E que aí, sim, vai dar tudo certo.
01:46Viu aí, né? Não está fácil para ninguém.
01:49Mas vem uma boa notícia, que é o seguinte, gente.
01:51Deve ser sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro, nos próximos dias, a lei do superendividamento.
01:57Essa lei é extremamente importante para ajudar os mais de 60 milhões de brasileiros que estão aí
02:03com a corda no pescoço justamente por causa das dívidas.
02:06Então, bora bater um papo sobre esse assunto aqui com a gente, a Denise Isaíta,
02:10que ela é gerente do Procon de Vitória e também advogada especialista em Direito do Consumidor.
02:16E a gente também recebe aqui, gente, a dona Sueli, que está passando um sufoco aí para pagar as contas.
02:22Na verdade, já esteve num momento pior.
02:25Agora está até um pouquinho mais esperançosa, né, dona Sueli?
02:28Boa tarde. Obrigada pela presença de vocês.
02:30Boa tarde. É um prazer estar aqui.
02:32É, ultimamente eu estava passando um sufoco muito grande, né?
02:37Graças a Deus, agora as coisas estão melhorando um pouquinho.
02:41Agora eu vou dar uma ajeitadinha nas minhas continhas, nas minhas dívidazinhas.
02:45Porque para tirar o nome um pouquinho, limpar um pouquinho do nome, né?
02:50Estava até com o nome sujo, então?
02:52Estou ainda, mas eu vou...
02:54Como muitos outros brasileiros também, né?
02:56Que tipo de dívida, além dos gastos que a gente sabe fixos aí de qualquer família,
03:02com água, luz, energia, comida, qual é o principal motivo da sua dívida hoje?
03:07Ah, o principal motivo meu é, assim, é eliminar, pagar o essencial que estou devendo
03:14para poder ficar, me estabilizar um pouquinho, né?
03:18Para ficar mais livre, para poder ter como comprar o que precisa hoje para dentro de casa.
03:26Porque o preço está um absurdo, né?
03:28Então as contas ficam um pouquinho difíceis.
03:32Não está sobrando nada no final do mês?
03:34Agora vai passar a sobrar um pouquinho, tá?
03:36Por que vai passar a sobrar?
03:38Explica para a gente, porque a senhora está desempregada.
03:40É, eu fiquei, tem muitos anos que eu não trabalho, né?
03:45Porque eu fiquei sem emprego e a idade foi chegando.
03:50E aí agora, graças a Deus, né?
03:53Eu consegui aí um benefíciozinho que vou começar a melhorar a minha situação financeira.
04:00Porque eu nunca tive renda fixa, né?
04:02Depois que perdi, parei de trabalhar.
04:06Mas agora, se Deus quiser, eu vou quitar minhas contas todinhas.
04:12Aí, graças a Deus, eu não preciso pagar, assim, contas altas de água, luz, essas coisas assim, né?
04:21Aí vai dar para dar uma melhoradinha nas coisas, viver um pouquinho melhor, ter um confortozinho melhor.
04:26Pela idade, né?
04:27Vou fazer meia-meia, tem que pegar um confortozinho melhor.
04:33Assim como a dona Sueli, a gente sabe que tem 60 milhões de brasileiros que estão endividados, né, Denise?
04:40E essa lei vai ajudar muitos brasileiros de que forma?
04:44Boa tarde, Roberta.
04:45Boa tarde.
04:46Boa tarde, dona Sueli, a todos que nos assistem.
04:48Realmente, essa lei vai ajudar muitos brasileiros, muitos capixabas.
04:52Aqui em Vitória, nós temos 33 mil pessoas inscritas no SPC.
04:56Se a gente considerar o Espírito Santo, são 759 mil pessoas.
05:00Então, principalmente, todos esses capixabas, a lei vai ser muito benéfica, vai ser uma lei realmente muito boa,
05:08mas que nós esperamos muito também, né?
05:10Essa lei começou a tramitar no ano de 2012.
05:13A gente espera que nos próximos dias ela seja sancionada pelo presidente da República.
05:17E muita coisa vai mudar.
05:19Por quê, por exemplo?
05:20Uma delas é o seguinte, nós estamos nessa semana, Roberta, fazendo um mutirão de negociação de dívidas no PROCON de
05:25Vitória.
05:26Ou seja, nós convidamos o fornecedor para estar na frente do seu credor negociando.
05:31Isso não vai ser necessário mais, porque os fornecedores vão estar obrigados a atenderem os seus credores.
05:37O que poderia parecer óbvio, você poderia dizer, mas isso é um absurdo, mas é muito difícil para a pessoa
05:45que está devendo encontrar o seu credor.
05:47Porque muitas vezes ele se recusa a atender, a fazer uma negociação ou a fazer um elastecimento do prazo.
05:55Então, o mais importante que eu...
05:56É uma estratégia até?
05:58Muitas vezes, muitas vezes.
06:00Nós estamos lá com bancos oferecendo excelentes descontos, mas a gente também tem que ser muito verdadeiro.
06:05Grande parte dos descontos só acontece quando há um atraso grande.
06:09Então, se você dever o seu cartão de crédito hoje e procurar a sua administradora, você vai ouvir o seguinte,
06:15Ah, você não está inadimplente, então eu não posso fazer um plano de negociação para você.
06:20Isso vai acabar.
06:21Para a pessoa que buscar o seu fornecedor, para a pessoa que busca o seu credor, ela vai ter o
06:26direito à negociação.
06:28Eu considero o critério mais interessante, mas existem outros, né?
06:31Para o consumidor idoso, por exemplo, ele passa a ter o tempo de arrependimento.
06:37Então, ele faz a contratação, mas ele se arrepende.
06:40De repente, ele conversa com familiares, os familiares o ajudam naquele momento de aperto.
06:45Ele pode desistir, por exemplo, da contratação de um empréstimo.
06:49Isso é muito legal.
06:50Outras situações interessantes.
06:52Hoje, você assiste um pouquinho de TV, você ouve rádio, você vê uma enxurrada de publicidade chamando para crédito.
06:59Isso não vai poder acontecer da forma que é hoje.
07:02Vão ser proibidas algumas publicidades que dizem, por exemplo, que o juro é zero.
07:07A gente sabe que o juro não é zero, a gente sabe que a taxa não é zero, a gente
07:11sabe que não tem nada mágico nisso.
07:13Vão também acabar aquelas promoções.
07:16Faça um empréstimo e você vai ganhar o sorteio de uma viagem, por exemplo.
07:20Porque isso conquista, principalmente o idoso, fica muito feliz em concorrer, em participar de um sorteio ou de uma promoção.
07:28E, às vezes, por causa disso, ele contrata aquele empréstimo.
07:31Então, são várias as situações, principalmente o consumidor vulnerável, o consumidor idoso, ele vai estar mais tutelado, ele vai estar
07:39mais garantido após a sanção dessa lei.
07:42Então, cancelamento de um serviço que a pessoa contratou, vamos botar aí um empréstimo.
07:48A pessoa tem até sete dias, se a lei realmente for sancionada, vai ter até sete dias para desistir ou
07:56não.
07:56Mas isso tem que ser acima de 60 anos, né?
08:00No texto de hoje, sim, teria que ser acima de 60 anos, que é considerado o idoso.
08:04A gente não sabe como o projeto vai ser sancionado, a gente está tratando do anteprojeto.
08:08A gente tem expectativa que seja dessa forma e por que é legal ser cancelado?
08:13Porque toda compra cancelada, você não tem nenhuma taxa sobre ela, não é cobrado IOF, não é cobrado juros, não
08:19é cobrado multa.
08:20Ou seja, você cancela e realmente desiste daquele negócio e volta à sua situação anterior de quando você não havia
08:26feito aquele empréstimo.
08:28É muito positivo, é muito interessante, porque a gente ouve muito do consumidor também.
08:32O consumidor diz, olha, eu fiz o empréstimo, mas eu conversei com os meus filhos, eu conversei com os meus
08:37parentes, com os meus amigos
08:38e consegui esse valor para saudar algum tipo de dívida que ele tinha.
08:43Então, é bem interessante esse aspecto.
08:45A lei é muito positiva em vários aspectos, nós esperamos muito por ela.
08:49Ela começou a tramitar em 2012 e, assim, juristas, país afora, órgãos de defesa do consumidor estão ansiosos por essa
08:57tramitação, por essa sanção, na verdade.
08:59E a pessoa não precisa necessariamente estar super endividada para desistir do contrato que ela tinha feito?
09:06Não.
09:07Não precisa estar super endividada, esse é um conceito interessante.
09:10Quem é super endividado?
09:12Endividado quase todos nós somos, né?
09:14Endividado é aquela pessoa que paga a casa própria, paga o seu automóvel novo, paga o financiamento e do estudantil.
09:23A criança está estudando ou o adolescente ou o jovem está fazendo uma faculdade.
09:29Então, nós somos endividados em alguma medida.
09:32Mas super endividado é aquela pessoa que não consegue pagar as suas dívidas sem colocar em risco a sua vida
09:40mesmo,
09:40a sua existência, ou seja, sem ter ameaçado a compra do supermercado, ter ameaçado o pagamento da sua água, o
09:48pagamento da sua conta de energia elétrica.
09:51Essa é a pessoa super endividada que tem ameaçado o seu mínimo existencial.
09:56De sustento mesmo básico da família, né?
09:58Exatamente.
09:59Dona Sueli, você já passou por uma situação assim de tentar, por exemplo, fazer uma negociação com uma dívida, né?
10:07Com um empresário, com alguma empresa e não conseguir?
10:10Já, já tentei, já tentei pagar, mas nunca deu pra pagar.
10:19Já tentou fazer negociações?
10:20Já, já tentei.
10:22E quando, assim?
10:22Aí não dava.
10:24Aí eu tentava fazer um acordo com eles pra pagar, aí eu até pagava uma, mas depois não dava pra
10:34pagar mais,
10:34porque tem um lado da gente de comer, de se alimentar, então como que você vai tirar pra pagar uma
10:42dívida e deixar de comer,
10:43deixar de fazer suas coisas pessoais, não tem como.
10:49Então a dívida ficava pra lá, mas agora, se Deus quiser, eu vou acertar tudinho.
10:54Ó, ela tocou num ponto muito importante, né?
10:57Que ela fez a renegociação, mas ela assumiu ali uma parcela, um valor, que depois ela não tinha condições de
11:04pagar.
11:05Tá aí, né, Denise?
11:06A gente não pode assumir nada, porque senão a bola de neve vai só aumentando.
11:11O que era pra ser uma dívida pequena se tornou ainda maior.
11:13E é aí que muitas pessoas acabam caindo na tentação, até mesmo de pegar um empréstimo, aí quer dizer, pra
11:19poder cobrir uma dívida.
11:21Aí são duas, né?
11:22Como é que a gente faz pra não cair nisso?
11:24Exatamente.
11:24Muitos consumidores que estão conosco nessa semana do mutirão de negociação de dívidas, a situação foi essa que ela relatou.
11:31Eles fizeram algum tipo de negociação, a prestação era alta, eles não puderam arcar com essa prestação,
11:37voltaram a fazer negociação e não conseguiam pagar.
11:40Por quê? Porque tem várias outras despesas numa casa, né?
11:43Nós temos nosso custo fixo, que é formado pela moradia, pela alimentação, pelo transporte, pela saúde.
11:48Então nós temos diversos custos que ficam ameaçados, se porventura a gente compromete muito no empréstimo.
11:55E aí tem uma regrinha básica pra isso.
11:58Vem cá, Denise, por gentileza, vamos levantar aqui.
12:00A gente preparou, ó, pra você que tá em casa, presta bem atenção nessa regrinha, tá?
12:06Vamos lá, vamos simular um salário aí, um salário mínimo, você de casa ganhando um salário mínimo.
12:11Não é isso, Denise?
12:12Sim.
12:14Cadê o seu microfone? Pega ali pra gente, fazendo favor.
12:16Pega ali que eu te ajudo.
12:18Né? Vamos lá.
12:20Aqui, nós temos um salário mínimo de R$ 1.100 e tem uma regrinha básica mesmo.
12:24Roberta, é o 50, 20, 30.
12:29O que isso quer dizer?
12:3050% do salário mínimo ou do seu rendimento mensal, você vai gastar com o consumo existencial.
12:37Esse que a dona Sueli acabou de falar.
12:39É o consumo da moradia, da alimentação, do transporte e também da saúde.
12:45Então a gente não poderia gastar mais que R$ 550 com esse consumo existencial.
12:53Olha lá pros nossos telespectadores, isso, deixa aqui bem visível pra eles.
12:57Existencial.
12:59Então, 50% de...
13:0150% do salário mínimo vai ser gasto com o consumo existencial, que é a moradia, a saúde, a alimentação,
13:09os gastos com a energia elétrica, os gastos com a água também, são os consumos existencial.
13:15Tudo que a gente gasta pra gente se manter vivo, né?
13:18O básico, né?
13:19O básico, exatamente. 20%, que seriam R$ 220,00, a gente vai gastar com as nossas despesas financeiras.
13:29Quais são as nossas despesas financeiras?
13:31Primeiro é aquele valor que a gente vai guardar, que a gente vai poupar.
13:35É o nosso chamado fundo de reserva.
13:37O condomínio não tem fundo de reserva?
13:38Tem.
13:38Pois é, nós também temos o nosso fundo de reserva.
13:42Desses 20%, a gente vai poupar parte desse valor.
13:45E aí eu peço desculpa por essa letra horrível.
13:4720% a gente vai poupar e a gente também vai gastar com empréstimos, eventualmente com empréstimos e investimentos.
13:54E 30%, que são R$ 330,00, também a dona Sueli falou muito bem, a gente vai utilizar pra
14:01lazer, a gente vai utilizar pra nosso consumo de salão de beleza, pra viagens, tudo que é do prazer da
14:09família e também do indivíduo.
14:11No máximo, 30% desse percentual a gente vai gastar com as despesas de lazer.
14:16Tá certo, tá aqui bem explicado.
14:17A gente sabe que não é fácil, podemos voltar aqui pro lugar, a gente sabe que não é fácil, no
14:23papel é uma coisa, na prática é outra, a gente sabe que surgem imprevistos, mas é aí que também entra
14:29a criatividade do brasileiro, que a gente sabe que o brasileiro arregaça as mangas, aí começa a fazer um bolo
14:33pra vender, começa a fazer uma faxina pra aumentar a renda e assim a gente vai levando.
14:38O gás, a gente acabou de falar aí, que teve mais um aumento e por aí vai.
14:42Agora o importante é a gente tentar se educar financeiramente.
14:46Educar-se, exatamente.
14:47Interessante, Roberta, que muitas pessoas falam com a gente o seguinte, eu consigo me educar ganhando salário mínimo?
14:53Sim, a gente consegue se educar sim, desde que a gente destine cada percentual, cada parte pro que é interessante.
14:59A gente sempre tem que ter um dinheirinho guardado, né?
15:02A gente sempre tem que poupar alguma coisa.
15:04A gente fala em 20%, pode ser um percentual maior, se aquele mês foi melhor ou se pode ser um
15:09percentual menor, mas a gente precisa sempre ter uma reserva,
15:13a gente precisa também gastar um pouquinho com a nossa beleza ou também com o nosso lazer, mas a gente
15:19não pode deixar de lado a alimentação, as contas de energia elétrica, as contas de água,
15:23porque senão você não tem como dormir em paz, né?
15:26Você vive uma vida muito atribulada.
15:28Isso é verdade. Obrigada pela presença de vocês e a gente fica feliz de saber que agora a senhora vai
15:34conseguir colocar suas contas em dia,
15:36que é o que a gente deseja para todo mundo, né?
15:39Obrigada.
15:39Obrigada pela presença de vocês.

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