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  • há 1 dia
No Espírito Santo, uma média de 51 mulheres por dia procuram a polícia para registrar boletim de ocorrência de violência doméstica, de acordo com a Secretaria Estadual de Segurança Pública.

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Transcrição
00:00O flagrante da brutalidade na frente da filha do casal de apenas nove meses.
00:05Uma mulher que estava na sala tenta proteger a vítima e pega a bebê.
00:09Já no quarto, as agressões continuam com chutes.
00:13Quem aparece nas gravações é o DJ Ives e a ex-mulher dele, Pamela Holanda.
00:19Neste outro vídeo, ele puxa os cabelos dela e dá socos na cabeça da mulher.
00:25Um amigo do agressor acompanha tudo e não faz nada para impedir.
00:30Quando a vítima consegue se soltar, Ives vai atrás e a violência continua.
00:35Até que durante os golpes, Pamela cai.
00:38Estas imagens retratam mais um caso de violência contra a mulher.
00:43A titular da Gerência de Proteção à Mulher aqui do Estado
00:46destaca os primeiros sinais que apontam para um futuro caso de violência.
00:52A estatística nossa é bem clara.
00:55Os relacionamentos muitas vezes começam com uma falta de respeito,
01:00um xingamento, um ciúme que as pessoas às vezes romantizam e acham normal e não é.
01:05E muitas vezes eles terminam com feminicídio.
01:09Existe uma progressão da gravidade desses atos.
01:14Então é importante a mulher estar atenta e denunciar.
01:16Dados da Secretaria Estadual de Segurança Pública aqui do Estado mostram que de janeiro a junho desse ano,
01:23mais de 9 mil ocorrências de violência contra a mulher foram registradas aqui no Espírito Santo.
01:29É como se todos os dias 51 mulheres procurassem a polícia.
01:35A violência contra a mulher é muito cultural na nossa sociedade, infelizmente.
01:41E muitas mulheres que sofrem esse tipo de violência têm uma dependência emocional, econômica, desse agressor.
01:49Muitas delas pensam às vezes que vai prejudicar o agressor ali se ela denunciar.
01:55Ela se preocupa às vezes mais com o homem do que com ela própria.
01:59Então assim, é muito importante que a mulher tenha consciência que ela está no relacionamento abusivo
02:04e que ela precisa denunciar para que ela saia, né?
02:09Busque ajuda para sair desse relacionamento abusivo.
02:12Esta moradora de Vila Velha, de 41 anos, entrou para as estatísticas.
02:17Ela conta que foi agredida e chegou a ser ameaçada com uma faca pelo companheiro.
02:22O crime ocorreu na frente dos filhos.
02:25O suspeito foi detido.
02:27Ele me deu um soco no peito e eu caí e se descai.
02:31Eu não caí, não machuquei não.
02:32Aí eu botei para fora, para o quintal.
02:33Chegou aqui no quintal, ele me agrediu com um soco e eu caí.
02:37Aí eu machuquei o joelho e um pouco a cabeça, mas a cabeça só foi pouco.
02:41E começou a socar.
02:42Uma ferramenta para ajudar essas mulheres é o projeto Sinal Vermelho contra a Violência Doméstica,
02:49que virou lei aqui no estado.
02:51A vítima, usando uma caneta ou batom vermelho, faz um X na palma da mão
02:57e como forma de pedido de socorro silencioso, mostra para algum funcionário
03:02de qualquer estabelecimento comercial, repartições públicas ou privadas.
03:08Para isso é importante os atendentes estarem atentos para compreender o sinal
03:13e assim acionar a polícia por meio do 190.
03:16É importante que os estabelecimentos comerciais tenham ciência dessa lei
03:21e que façam ali na medida do possível, peguem um cadastro dessa mulher,
03:28dependendo da situação, se possível, porque o recurso operacional da polícia militar
03:33ele é enviado para o local do estabelecimento comercial que assunou.
03:38O SOS Marias é outra forma de auxílio.
03:42A vítima baixa no celular o aplicativo, faz um cadastro simples
03:47e em qualquer situação de violência, aciona a polícia.
03:51Ela pode acionar o serviço emergencial da polícia militar com apenas um clique.
03:57Ela já é georreferenciada pelo GPS do aplicativo
04:02e ali basta depois apertar solicitar a viatura
04:05que a demanda dela já chega para o despachador de recurso da polícia militar.

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