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  • há 51 minutos
Criança morre vítima de bala perdida. Onde o Estado falhou?

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Transcrição
00:00É muito triste dar esse tipo de notícia aqui no programa, eu que sou mãe, você que deve ser também
00:05do outro lado da tela, pai, mãe.
00:07Mas nem precisa ser pai, mãe não, basta ter um coração, porque a gente fala agora do menino de 5
00:12anos que foi vítima de bala perdida no bairro Zumbi dos Palmares, em Vila Velha. Acompanhe.
00:19Jonathan Pereira ficou 4 dias internado na UTI lutando pela vida.
00:24A criança estava brincando em uma calçada quando foi atingida na cabeça por uma bala perdida.
00:30Além de Jonathan, uma mulher também foi vítima do tiroteio do último domingo no bairro Zumbi dos Palmares.
00:36A família do garoto não se conforma com a violência e buscos responsáveis pelo crime.
00:42A mãe do menino passou mal e precisou ser amparada ao sair do Departamento Médico Legal de Vitória.
00:47No próximo dia 30, Jonathan completaria 6 anos. O menino, segundo a família, era alegre e brincalhão.
00:57Muito triste, né, gente? E quando uma criança morre vítima de bala perdida, não é só a família que perde,
01:03dói em todo mundo.
01:04E a gente sabe que existem aí várias falhas, né? Várias. O Estado errou, a sociedade.
01:09Bora, então, conversar sobre esse assunto. Aqui eu recebo o Mestre em Segurança Pública, o Fabrício Sabahini,
01:16que ele também é diretor do Sindicato dos Policiais Federais aqui do Espírito Santo.
01:21Obrigada pela sua presença. E aqui comigo também, gente, o Tiago de Oliveira Gomes,
01:25que representa a central única das favelas no Morro do Romão, aqui em Vitória.
01:31Muito obrigada pela presença de vocês. Boa tarde.
01:34Infelizmente, hoje a gente está falando de um assunto muito triste e o Tiago, ele vive, nasceu, cresceu, foi criado
01:41no Morro do Romão.
01:42Ele conhece de perto, né, essa realidade, principalmente que as crianças enfrentam no dia a dia na favela, né, Tiago?
01:50Boa tarde, gente.
01:51Boa tarde. Boa tarde. Boa tarde, Alberto. Boa tarde, telespectadores.
01:55E realmente é uma situação muito complicada, né, quando a gente lida com essa situação,
01:59porque, como foi falado, isso não é só uma estatística, é uma vida que se perdeu, é uma família que
02:04está sofrendo.
02:05E isso representa, né, isso traz a reflexão, a discussão, essa temática, que é uma temática tão polêmica, né, e
02:14tão necessária.
02:16Eu que moro na periferia, no bairro do Forte Romão, né, moro há 28 anos, né, conheço a realidade,
02:23eu sei a necessidade dessa ação no poder público, as políticas públicas, e isso é necessário a gente ter essa
02:35discussão.
02:36Fabrício, a gente sabe, como eu abri aqui, falando na entrevista, foram vários erros nesse cenário, né?
02:43O Estado errou, a sociedade errou, que erros são esses? Onde estão?
02:48Pontua para a gente, pela sua experiência, onde estão esses erros?
02:52Boa tarde, Roberta.
02:54O que a gente vai falar aqui é muito sintético e nada, nenhum isolado, nenhuma política pouco isolada é a
03:03panaceia de segurança pública.
03:05Existem vários atos que você tem que realizar.
03:10Nós vemos aí hoje que, por exemplo, ao meu ver, sob minha ótica, a metodologia de segurança pública que está
03:20sendo aplicado,
03:21não obstante todo o compromisso dos integrantes da segurança pública no Estado,
03:29a metodologia aplicada às vezes não é a mais adequada.
03:33Mesmo o general americano no Afeganistão, ele viu que a metodologia de guerra, de combate direto, não resolviu o problema.
03:40Então, ele mudou a metodologia para questões de contra-insurgência, que se assemelha, a certo modo, à polícia de proximidade.
03:48A polícia tem que estar na comunidade, não ir para a comunidade.
03:52A partir do momento que você está na comunidade, você evita, de maneira preventiva, esse tipo de tiroteio ou um
04:01confronto mesmo com a polícia.
04:02Certo. E a gente vê, a gente estava até discutindo hoje nos bastidores, lá na redação, sobre esse assunto,
04:08que a gente vê vários erros.
04:10Vamos lá.
04:12Armas potentes nas mãos de traficante.
04:15Como que essas armas vão parar lá?
04:17Que é uma pergunta que todo mundo se faz e muitas das vezes são armas que nem a própria polícia
04:23tem.
04:26Bom, as armas a polícia tem.
04:29Não, mas às vezes a gente vê armas que não são utilizadas no dia a dia da polícia.
04:33Por exemplo, a gente ouve casos de fuzil.
04:36É, os fuzis, é porque nas polícias o fuzil é padronizado até para fins de treinamento.
04:41Então, as armas, muitas vezes, que os criminosos conseguem trazer, não tem esse padrão tão grande.
04:51Então, por isso que a gente vê armas diferenciadas.
04:53Agora, como chega, é da mesma forma que chegam as drogas.
04:58Isso é muito complicado você impedir todo, que não chegue nenhuma arma.
05:04É como dizer que não vai chegar nenhuma droga no Estado.
05:08Mas, se você for verificar, a maioria dos crimes letais no Espírito Santo não são fabricados por essas armas.
05:15Esse fuzil, a maioria dos crimes letais são praticados com um Revolve 38.
05:21E hoje a gente vê muito a arma de fabricação caseira sendo apreendida.
05:25Nem tanto fuzil.
05:26Se você for ver, a quantidade de mortes com um fuzil e com outras armas mais potentes é muito menor
05:34do que com um 38 velho, por exemplo.
05:36A sociedade também erra, né?
05:38Quando a gente financia, quando a gente compra, você de casa, por um acaso, você já comprou, por exemplo, um
05:45celular que foi roubado.
05:46Você que usa uma droga, que fuma um cigarrinho aqui, um cigarrinho ali, uma maconha.
05:53Que utiliza algum outro tipo de droga.
05:56Isso é uma forma também de contribuir para esse tipo de crime.
06:01É, de certa forma, sim, porque você capitaliza o crime, né?
06:06Esse é um debate muito amplo.
06:08Acho que merecia ter uma palestra aqui.
06:11Isso é uma coisa muito complicada.
06:14É a guerra do tráfico que acontece lá em cima e que acaba que as crianças se tornam vítimas?
06:18É um contexto que não existia antes aqui no Estado, vamos dizer, aproximadamente cinco anos atrás, a gente não existia
06:24fuzil aqui no Estado.
06:26Praticamente não existia fuzil.
06:28Mas, a partir do momento que existiu a guerra do tráfico, essas facções criminosas se armaram mais e nem para
06:36confrontar a polícia, mas para fazer guerra entre eles.
06:39A gente está vendo muito isso hoje em dia.
06:42Vamos ver agora, então.
06:43Vamos ver.
06:43Pode falar.
06:44Não, é interessante, porque quando a gente traz essa discussão à tona, a gente pensa-se muito na política repressiva.
06:50Fala um pouquinho mais perto do microfone.
06:52Quando a gente traz essa discussão da violência nas periferias, traz muito a ideia da política repressiva, né?
06:59Da polícia, né?
07:00A efetividade da polícia nas comunidades.
07:03Mas, como a gente estava falando lá fora, é uma ação interdisciplinar, né?
07:08São várias frentes que precisam ser desenvolvidas nas comunidades, a fim de que a gente venha evitar esse tipo de
07:14situação, né?
07:15Porque, quando a gente fala de políticas públicas, a gente não está falando só de mais polícia nas comunidades, né?
07:20Porque não é só assim que vai resolver o problema.
07:23A gente vê uma sociedade da periferia marginalizada, né?
07:29As margens da real sociedade.
07:30E, quando a gente fala de políticas públicas, é públicas para todos.
07:34E as políticas de promoção aos direitos fundamentais, por exemplo, né?
07:38Eu que sou estudante de direito, que é o direito à saúde, à educação, à moradia, à segurança.
07:43A gente vê vários direitos que são violados dentro da periferia, no qual o Estado, ele se torna omisso, né?
07:49Ele se ausenta de investir, de trazer investimentos.
07:52De forma que, quando a gente vê esse tipo de situação de guerras, a gente vê só nas periferias.
07:57A gente não vê nas áreas nobres disputas de tráfico.
08:01A gente não vê nas áreas nobres jovens mortos com armas de grosso calibre nas esquinas, né?
08:07Mães perdendo seus filhos nas esquinas.
08:09A gente vê uma ausência do Estado em política de educação, né?
08:13Uma efetividade ali de um patrulhamento ostensivo da polícia estando na comunidade para inibir essa guerra, esse confronto.
08:21De forma que essa criminalidade, pela ausência do Estado, não venha a recrutar essa juventude ou fazer com que crianças
08:31e famílias sejam vítimas, né?
08:32E olha só, gente, o secretário de Segurança Pública falou sobre esse assunto e prometeu reforçar aí o policiamento na
08:39região.
08:39Vamos acompanhar.
08:40O primeiro, nos solidarizar com a família da criança que, lamentavelmente, veio a falecer.
08:48Trata-se de uma guerra do tráfico.
08:50Nós atuamos muito na Grande Santa Rita e nós intensificaremos as ações.
08:56Nós estamos com um policiamento dedicado exclusivo da Polícia Militar e a participação também da Polícia Civil para a Grande
09:04Santa Rita.
09:05Primeiro de Maio, Santa Rita, Zumbi dos Palmares, Pedra dos Busos, enfim, toda essa região que, lamentavelmente, apresenta uma vulnerabilidade
09:14social e os jovens são cooptados para o tráfico de torpecentes.
09:18Continuaremos trabalhando para prender traficantes, homicidas, apreender armas de fogo e recolher drogas.
09:27E é exatamente o que a Tereza Loureiro falou aqui, ó.
09:30O problema é que a justiça falha e aí protege o bandido.
09:34Seria o famoso enxugar gelo, Fabrício, né?
09:37Que a polícia prende, o secretário falou aí pra gente, que houve uma operação, prendeu 1.200 bandidos e aí
09:44chega depois na justiça, vai e solta.
09:46É o famoso enxugar gelo?
09:47É, quando a polícia age, toda a sociedade falhou com o congregamento de pessoas, né?
09:56Agora, a questão do enxugar gelo, é muito importante dizer que, como a investigação é muito burocratizada, é muito cartorial,
10:07existe, às vezes, uma falta de efetividade na investigação pra você trazer provas concretas daquele crime.
10:14E a prisão se torna um pouco frágil.
10:17E a justiça acaba tendo que soltar até mesmo pra garantir os direitos fundamentais da pessoa.
10:23Porque, senão, você acaba criminalizando a periferia.
10:26Sim, as pessoas têm que ser presas e punidas por isso.
10:30Acho até que a audiência de custódia, apesar de ser louvável em garantir os direitos do cidadão,
10:37ela tem soltado demais, tem soltado muito rápido.
10:39Então, mesmo a pessoa que foi presa em flagrante num furto e num roubo, no outro dia, tá na rua.
10:45Então, é o popular, não dá nada.
10:47Entendeu?
10:48Ela tem que sentir uma certa responsabilização pelo ato que ela cometeu.
10:52Então, ficar um pouco tempo mais pra sentir a responsabilidade do seu ato,
10:58lógico, garantindo todos os seus direitos de defensoria,
11:01eu acho fundamental pra ter a sensação de efetividade e de punição ao que é feito de errado.
11:07E, gente, não é, infelizmente, não é o primeiro caso de crianças vítimas de bala perdida
11:13que a gente mostra aqui no Fala Espírito Santo.
11:16Vamos relembrar alguns outros casos?
11:17Olha só.
11:18Em março deste ano, a polícia prendeu um homem por tráfico de drogas no bairro Santa Mônica, em Guarapari.
11:25Na hora da prisão, houve uma confusão entre moradores e os policiais
11:29e uma criança de 11 anos foi atingida por um tiro na perna.
11:33A criança, na época, foi socorrida por populares.
11:36Também em março deste ano, uma criança de 11 anos foi vítima de bala perdida no bairro Solar de Anchieta,
11:42na Serra.
11:43A menina estava indo jogar o lixo fora quando foi atingida.
11:47Testemunhas contaram que homens encapuzados passaram de carro atirando pela rua.
11:52Em dezembro de 2020, um menino de dois anos que morava no bairro Gustavo Boni, em São Gabriel da Palha,
11:58foi atingido por uma bala perdida na cabeça enquanto brincava no quintal de casa.
12:03Dois homens estavam discutindo em frente a um bar.
12:06Um deles atirou e atingiu a criança que não resistiu.
12:13Muito triste essa realidade, né?
12:15E aqui o Dmitry participa com a gente pelo Facebook.
12:19Ele fala, o representante aqui do Morro do Romão, que é o Tiago, tem propriedade no que fala.
12:24E realmente, a gente estava conversando, ele falou que ele nasceu, cresceu, foi criado no morro.
12:29Você tem três filhos, né?
12:31Como que era a sua infância, hoje você tem 28 anos, vamos voltar aí, 20 anos atrás.
12:37Como que era a sua infância lá na comunidade e como que é hoje a infância dos seus filhos?
12:42O que você fazia e o que você hoje não deixa os seus filhos fazer?
12:45Então, é bem interessante, assim, a gente fazer essa, se relembrar, né?
12:50Essa história, porque há muito tempo atrás, né?
12:54Eu, criança, a gente brincava era de pique, a gente corria, brincava de pique se esconde, corria na comunidade.
13:01Minha mãe deixava a gente brincando até tantas horas fora de casa, depois a gente vinha.
13:06Mas, com o passar do tempo, a gente vê que essa evolução criminosa dentro da periferia, né?
13:12Ela evoluiu, né? De forma que as crianças hoje, antigamente não tinha muro, não tinha beco, né?
13:21Lá no bairro mesmo, era campo aberto.
13:23A minha casa lá era um barraco numa área barrenta.
13:28E, com o passar do tempo, quando essa criminalidade, né?
13:32Esse tráfico que não havia, pelo menos lá na comunidade, não havia esse tráfico como a gente vê hoje, né?
13:39Ele começou a evoluir, né? Ele começou a crescer.
13:43As pessoas começaram a construir muros, aí começou a criar aqueles becos dentro da comunidade.
13:47Aí entrou uma época, eu lembro que era uma época que era chamada de atire primeiro e pergunte depois, né?
13:53Foi a época que minha mãe, ela já não deixava mais eu ficar na rua.
13:56Ela falou assim, ó, não fique na rua, porque se a polícia te ver, ela vai atirar.
14:01E a gente cresceu com isso na cabeça, porque a gente via muito isso.
14:04Isso foi construído na nossa mente.
14:06E, de fato, hoje, quando eu tenho três filhos, né?
14:09Meu filho mais novo tem a idade dessa criança que foi morta, né?
14:14Do Jonathan, né?
14:15Então, hoje, eu não consigo deixar minhas crianças brincando, né?
14:19E a gente até, hoje, por exemplo, que eu represento a Cufa no bairro do Romão,
14:23a gente tem projetos sociais na comunidade, né?
14:26Diversas ações, tanto de assistencialismo, cursos, orientação.
14:31E a gente busca mudar a história da comunidade através dessas políticas, né?
14:37Porque é difícil você conviver na periferia, né?
14:40Você não tá lá, tipo assim, por nível opção, não, eu tô aqui porque eu gosto, né?
14:45Você tá ali por uma necessidade, mas poderia ser diferente, né?
14:49Não há parque, não há infraestrutura pra uma criança conviver dentro de uma periferia,
14:55porque o Estado, ele se ausenta dessa responsabilidade.
14:58De forma que você, às vezes, passa dentro da comunidade,
15:02você vê as crianças fazendo arminhas de isopor, né?
15:05Fazendo arminhas de cano, né?
15:08Com pregador, com bola, né?
15:09Do pô, pô, pô.
15:10E ali, ele já se espelha naquela ideia de bandido, bandido, né?
15:14Ninguém nem quer ser polícia, na verdade, não.
15:16É bandido contra bandido, porque essa referência do tráfico, né?
15:20Se tornou muito presente.
15:21Então, nós, como coletivo dentro da comunidade, a gente traz essa promoção do direito,
15:27essa promoção da educação, desconstruindo essa ideia errônea, né?
15:34Apontando, suprindo aquilo que o Estado deveria fazer,
15:37e nós, ali, como sociedade, estamos fazendo a nossa parte.
15:40Agora, Tiago, me corrija se eu estiver errada.
15:42A impressão que a gente tem é que, antigamente, mesmo existindo toda a criminalidade já,
15:47existia até um certo respeito pelos próprios moradores da comunidade, né?
15:52Os traficantes tinham respeito pelos moradores.
15:54Hoje, não.
15:55Se tiver uma criança no meio, eles não estão nem aí.
15:58É essa a impressão que a gente tem.
16:00Seria uma nova geração da criminalidade?
16:04É, parece que as coisas saíram do controle, até mesmo, dessas organizações criminosas, né?
16:09Porque, antes, quando eu estava falando com o Mestre ali fora, havia, acho que, talvez um só comando, né?
16:19Mas, devido esse avanço ali do tráfico, né, esse mercado que existe há anos,
16:24começou essa guerra entre facções e começou a criar grupos, subdividiram em grupos,
16:29e um grupo contra outro grupo.
16:31E aí, esses grupos buscando se fortalecer com armas e guerras.
16:35E, agora, você vê, antigamente, hoje, você vê pessoas que você nunca viram dentro da comunidade,
16:42transitando pela comunidade, né?
16:44Porque, com essa...
16:45E olha que ali, geralmente, todo mundo se conhece, né?
16:47É, geralmente, todo mundo se conhece.
16:48Então, essas pessoas transitando pela comunidade, a gente vê essa tendência, né, do tráfico, né?
16:55Comandar outras regiões dominando...
16:58É, antigamente, não existia esse contexto da guerra, né?
17:01Apesar de existir algumas facções, elas meio que não tentavam invadir o território do outro, né?
17:09Quando você tem uma invasão, a pessoa que invade não faz parte daquela comunidade.
17:15Isso responde o questionamento da Roberta.
17:17Então, ela não tem esse respeito referencial pela comunidade.
17:20E por que é tão difícil, assim, achar o culpado, ir até esse criminoso?
17:26Por que é tão difícil assim, Fabrício?
17:27É, a incursão sempre é o inusitado, né?
17:30O efeito surpresa até mesmo está colocado na questão da incursão que o criminoso utiliza para ter sucesso na sua
17:38empreitada.
17:39Por isso que eu acho importante a questão da presença da polícia anterior ao fato.
17:45Porque aí ela atua de forma preventiva.
17:47Se tem a presença policial antes do fato acontecer, muitas vezes essa incursão é abortada ou nem acontece.
17:54A polícia militar e civil do Espírito Santo estão agindo dessa forma, fizeram já duas ou três operações antes da
18:04incursão acontecer.
18:06Só que, particularmente, eu sinto falta do cerco tático preventivo, como foi o Propas no passado, particularmente.
18:14Existem muitas críticas operacionais ao Propas, mas você não pode jogar o menino fora com a água suja, né?
18:20Eu acho que a ideia é muito boa e podia ser implementada justamente no contexto preventivo, para que esse tipo
18:26de incursão não aconteça.
18:28Só que tem que ser feito também nos horários que acontece o crime.
18:32Não adianta você colocar ao meio-dia, você tem que colocar no horário que o crime acontece.
18:38Tá certo, gente.
18:39Olha, são vários comentários aqui no Facebook.
18:42Eu acho que o que a gente pode resumir disso tudo é que é aquilo que eu disse logo no
18:46início.
18:47Dói em todo mundo, né?
18:48Não perde só a família do Jonathan, uma criança de apenas cinco anos.
18:52Que a gente fala aqui, eu falo aqui com a voz até embargada, né?
18:56Nós somos pais.
18:57Perde todo mundo, perde a sociedade, porque nós temos coração.
19:01Se doeu em você, é porque você tem coração.
19:03Então, pense, reflita você também que está em casa, o que você também pode fazer.
19:08Será que você está, de alguma forma, contribuindo para esse tipo de crime?
19:12É importante a gente refletir isso também.
19:16Obrigada, viu?
19:17Obrigada pela presença de vocês.
19:18E fica aqui a nossa solidariedade para toda a família do Jonathan.
19:22Obrigada.
19:22Obrigada.

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