00:00...herança para quem procura por alguém desaparecido.
00:03Hoje tem mutirão para coleta de material genético.
00:06Isso vai ajudar a formar um banco de dados.
00:09Vamos ver a reportagem. Balança.
00:12Há cinco anos, a única forma de ver o seu Antônio Carlos é assim, por foto.
00:17É que ele desapareceu depois de tentar pegar uma carona em Campo Grande, Cariacica.
00:23A última informação que a gente teve é que ele estaria atrás do terminal de Campo Grande
00:27tentando pegar uma carona.
00:29A gente chegou e ia atrás, mas não consegue informação.
00:33Chega lá, mostra a foto.
00:34Eu não sei se por ele ser um rosto bem conhecido, assim, parecido.
00:39Então a pessoa fala assim, ah, acho que já vi, mas nunca acha ele, entendeu?
00:45Dos cinco anos de angústia a pelo menos três, a família não tem nenhuma pista de onde ele possa estar.
00:52No começo todo mundo ajuda, é novidade.
00:55E com o passar do tempo é muito difícil.
00:59A gente chega a compartilhar em grupos, essas coisas, mas cada vez que vai passando o tempo é mais difícil.
01:05Pessoas como a Leide, que tem familiares desaparecidos, agora podem ter seus materiais genéticos coletados
01:12para um banco de dados nacional, que facilitará o cruzamento de informações, caso alguém seja encontrado.
01:19Essa é uma campanha nacional, né, da Secretaria Nacional de Segurança Pública,
01:23que abrange todos os estados.
01:26Então o objetivo da campanha é coletar o DNA das famílias que possuem pessoas, parentes desaparecidos, né,
01:33e cadastrar no banco de perfis genéticos para fazer a checagem com o DNA de pessoas não identificadas,
01:42então vivas ou falecidas.
01:43Esse mutirão está acontecendo nessa quarta porque, como o projeto está no início,
01:48a Polícia Civil precisa recolher o máximo de dados possíveis.
01:52Mas, à medida que os casos forem acontecendo, as coletas individuais serão realizadas.
01:59A gente já tem algumas famílias cadastradas no Departamento Médico Legal.
02:03Se a pessoa possui um parente desaparecido, ela pode procurar a delegacia de desaparecidos,
02:07fazer o boletim de ocorrência, ir ao DML, né, ou entrar em contato pelo WhatsApp do DML
02:13para fazer, informar as primeiras características da pessoa, a data do desaparecimento.
02:19E, após 30 dias, se a pessoa permanecer desaparecida, ela já pode coletar o DNA.
02:24O familiar já pode doar o material.
02:26O pai da lei de hoje teria 63 anos.
02:29A falta de notícias não apaga a esperança de um dia poder reencontrar o seu Antônio
02:34ou, ao menos, viver o luto.
02:36Ainda tem a esperança de um dia encontrar ele com vida.
02:40A gente vê histórias de pessoas de 20, 30 anos desaparecidas e chega a ser encontrado.
02:46Ainda tem esperança, mas, se acontecer o pior, a esperança é que a família tenha esse alento.