00:00Minha sobrinha, filha dela, recebeu o telefone que tinha matado a mãe dela.
00:06Eu estava na casa do meu marido e ela chegou lá gritando, mataram a Paula, mataram a Paula.
00:12Mas só que ela não soube explicar quem ligou para ela e nem como aconteceu o fato.
00:17Só chegou e falou que entraram dentro da casa, mataram ela e o marido dela em frente à filha dela
00:23de 5 anos.
00:24Ela estava desempregada no momento, ficava em casa cuidando da filha de 5 anos.
00:28E meu cunhado, ele trabalhava cortando madeira com caminhão, entregando madeira, entendeu?
00:36Eu não posso falar o acontecido do crime, o que foi, entendeu?
00:41Eu sei que todo mundo gostava dela.
00:43Era uma pessoa muito maravilhosa, era muito conhecida lá em Santa Maria.
00:48Tivemos sábado lá com ela, brincando, comemos churrasco e viemos embora no domingo.
00:54Ela deu um aperto na gêmea, me deu um aperto, um abraço para vir embora, despedida.
00:59Parece que foi uma despedida.
01:01Brincou com o meu marido, você não vai me dar um abraço?
01:04Aí ele foi e deu um abraço nela.
01:06E nisso que deu um abraço, nós viemos embora.
01:07Quando nós chegamos em casa, ela perguntou se eles chegaram bem.
01:10Eu falei, chegamos.
01:12Aí quando foi na terça-feira, por volta de 10h30, o telefone toca da filha dela,
01:19toca o telefone para poder dar a notícia.
01:21Está sendo difícil para todo mundo.
01:24A gente nem condições não tem.
01:26A gente tem conseguido as coisas por milagre de Deus.
01:30Está muito difícil, difícil mesmo.
01:32Minha irmã, que é assistente social, vai pegar a guarda dela e vai ficar com nós.
01:38Porque eu acho que ela tem que ficar com a família por parte da mãe, né?
01:44E a gente vai tentar dar todo o carinho que ela merece.
01:48Como ela está crescendo, não vai ter amor nem de pai nem de mãe,
01:51que o pai dela era muito apegado à mãe dela.
01:54E vai ser uma coisa muito difícil para a gente tentar reconstruir a vida dela.
02:00Olha só.
02:00Olha só.
02:03Olha só.
02:03Abertura