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  • há 3 semanas
Eles levaram dinheiro, celulares e a chave do carro do proprietário do estabelecimento.

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Transcrição
00:00Os suspeitos tocaram o terror numa petiscaria do bairro Vale Encantado, em Vila Velha.
00:05Um cliente teve a arma apontada para a cabeça. Balança!
00:10Uma rua tranquila, muitas residências e pouco comércio.
00:14Um dos únicos dessa rua é a petiscaria, que por volta das 11 horas da noite de ontem,
00:20quase na hora de encerrar o atendimento do dia, foi alvo dos criminosos.
00:24Eram quatro suspeitos. Um ficou dentro do carro, do lado de fora, um ficou parado na porta do estabelecimento,
00:32um terceiro ficou exatamente aqui, em pé, encostado nessa parede,
00:36e o quarto, que foi quem cometeu toda a ação, ele veio para cá.
00:40Ele rendeu um cliente que estava sentado aqui, colocou a arma na cabeça dele,
00:45enquanto isso, pegou dois celulares que estavam aqui no balcão, um nessa ponta e o outro mais ou menos aqui.
00:51Depois disso, ele pulou o balcão, rendeu o filho do proprietário, colocou a arma na cabeça dele,
00:57ele estava aqui, atrás do caixa.
00:59Ele aproveitou e levou todo o dinheiro, cerca de 500 reais, do trabalho daquela noite.
01:04Levou também a chave do carro, que estava aqui debaixo do balcão.
01:08Depois disso, ele pulou de volta e os três fugiram no carro, que já estava lá fora, esperando por eles.
01:14Pelo menos um estava armado, colocou a arma em cima do meu filho, de 16 anos,
01:19e aí meu filho estava atrás do balcão, estava meio longe para ele, eu acho,
01:23e aí ele rendeu o cliente que estava encostado no balcão e colocou a arma no pescoço dele.
01:27Gerlã tem a petiscaria há um ano, mas mora aqui no mesmo lugar há décadas.
01:33Esta é a primeira vez que passa por uma situação assim.
01:37Péssima a sensação, como comerciante, meu orador, é péssima.
01:40Pior ainda como pai, né, saber que seu filho ficou nessa situação.
01:42De acordo com um comerciante, policiais foram atrás dos suspeitos, mas não conseguiram encontrá-los.
01:49Ele reconhece o trabalho da polícia no local, mas reclama de outra situação.
01:55A questão maior aqui é essa leste-oeste, né, porque é uma rota de fuga,
01:59mas o policiamento no bairro não é ruim, sempre tem viatura passando e são sempre os mesmos policiais.
02:06Depois do susto, o comerciante não dormiu à noite.
02:10Ele crê que não foi o único.
02:12Você fica apreensivo, né, de se vão voltar, vão fazer mais alguma coisa, não sei, levaram a chave do carro.
02:19O carro ficou na rua, não tinha como movimentar, então a gente fica meio preocupado com isso.
02:24Um vizinho, morador do bairro há 30 anos, também já foi vítima de criminosos na mesma rua, bem ao lado
02:32da petiscaria.
02:32E não foi só uma vez.
02:34Levaram a caminhonete, roubaram, né, e no dia 29 de dezembro.
02:40Graças a Deus, no dia 6 de janeiro encontrei ela.
02:44E também teve o caso do meu reboque de cavalo.
02:47Também foi levado aqui na rua e encontrei lá em Batiba, abandonado lá.
02:53Depois voltaram, dias depois, e roubaram ele de novo.
02:58Ele não encontrei mais.
02:59Após prejuízos e traumas, o sentimento é esse.
03:04Ah, de revolta.
03:05A gente trabalha, luta para conseguir as coisas, para levar um bens que a gente trabalhou anos para conquistar e
03:12perder coisas diminutos.
03:14A gente trabalha, luta para conseguir as coisas.

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