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  • há 6 horas
Alimentos e bebidas tiveram aumento três vezes maior do que outros produtos no ES. A correção salarial não acompanha o aumento dos preços.

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Transcrição
00:00Fazia tempo que Dona Valdete não ia ao supermercado.
00:03O filho é que andou fazendo compras nos últimos meses.
00:06Nesta sexta-feira, levou um susto quando viu com os próprios olhos o preço do feijão na prateleira.
00:13O pacote mais barato custava R$ 6,59.
00:16Quando meu filho chega com a nota em casa, eu vou olhar.
00:20E agora eu vi, porque eu vi aqui e vi que está caro.
00:24De acordo com uma pesquisa do Procon de Vitória,
00:26o valor do feijão subiu bastante desde o começo da pandemia.
00:30Em fevereiro de 2020, o pacote de 1 kg do preto, tipo 1,
00:35custava em média R$ 4,39 na capital.
00:38Passou a custar R$ 7,98.
00:42Alta de 81,78%.
00:45O motivo dessa alta tem de um lado explicação com o dólar.
00:50Dólar mais alto significa que alguns insumos vão ficar mais caros.
00:53É bom lembrar também que o combustível tem ficado mais caro.
00:57A gente percebe também uma pressão do lado da demanda.
01:00Muitas pessoas procurando esses itens no supermercado no ano passado,
01:06sem ter um aumento da oferta.
01:08Isso também contribuiu para que a gente tivesse a alta desses produtos.
01:14O feijão está no topo do ranking.
01:16Logo atrás dele, o óleo de soja, que teve aumento de 78%.
01:20O arroz subiu 65%.
01:23Eu vi que a senhora se espantou com o preço do arroz, né?
01:26Demais!
01:27Está muito caro.
01:29Os preços da esponja de aço e da carne bovina também sofreram aumento considerável.
01:35Subiram 61% e 46%, respectivamente.
01:39Quando a gente compara com a inflação média, que subiu algo em torno de 6%,
01:44significa que alimentos e bebidas estão subindo três vezes mais do que o preço de outros produtos e serviços na
01:55economia aqui do Estado.
01:56As famílias estão gastando mais para comprar os 18 itens considerados de primeira necessidade.
02:03pagavam R$ 118,93 em fevereiro, ou seja, 11,38% do salário mínimo, que na época era de
02:13R$ 1.045,00.
02:15E mesmo com o aumento do salário, as compras demandam uma parcela maior.
02:20O salário mínimo subiu para R$ 1.100,00.
02:23Mas, segundo o Procon de Vitória, 12,99% acabam destinados aos itens básicos da alimentação.
02:31Um total de R$ 142,87.
02:35A correção da remuneração não acompanha a disparada dos preços.
02:41As pessoas com salário mínimo tiveram uma correção em torno de 5%
02:46e os alimentos estão subindo a 18%, 20%.
02:50Então, isso significa que aquela correção que as pessoas estão recebendo da renda
02:56não está sendo suficiente para poder cobrir a alta de preços no supermercado.
03:02Isso, em outras palavras, significa o empobrecimento para muitas pessoas.
03:07Esses potes de iogurte aí não são para a casa do seu João.
03:10Do jeito que os preços estão subindo, o consultor de obras vem comprando somente o essencial.
03:16Mesmo aposentado, ele continua trabalhando para conseguir pagar as contas em dia.
03:21Não trabalhar não dá conta, não.
03:24Entendeu?
03:24Tem que trabalhar, porque as coisas estão muito caras.
03:27O preço do macarrão, que seria indicado para substituir o arroz e o feijão, também vem subindo.
03:33Esta nutricionista sugere outras alternativas para deixar as compras mais baratas
03:38sem que a alimentação seja comprometida.
03:40Se você come 100 gramas de arroz no seu prato, seja trocado por 100 gramas de batata doce.
03:45Pode ser trocado por também inhame, outras fontes de carboidrato.
03:50O feijão a gente pode trocar por ervilha, lentilha.
03:54O óleo a gente pode fazer várias outras trocas por banho de porco.
03:59A carne podemos escolher frango, ovo, carne de porco, peixe.
04:05E aí
04:06Obrigado.

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