- há 12 minutos
Agentes que ajudaram no socorro da criança atingida por barra de ferro contam como encontraram a família.
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NotíciasTranscrição
00:00Um outro acidente envolvendo uma criança foi registrado, a gente vem acompanhando no Balanço Geral
00:04e vamos reforçar aqui o assunto e fazer um alerta, tá?
00:07Inclusive a gente vai mostrar aí agora o vídeo gravado por populares.
00:12Nesse vídeo dá pra gente ver o exato momento em que a criança dá entrada no pronto-socorro do Hospital
00:18Infantil
00:18e Maternidade de Vila Velha, o Imaba.
00:21A mãe da criança é uma jovem que tá com a perna enfaixada, daqui a pouco deve aparecer aí nas
00:27imagens a mãe.
00:28Ela ficou desesperada, sem saber ao certo o que fazer.
00:32A bebezinha de apenas um ano e oito meses foi atingida na cabeça por uma barra de ferro na casa
00:38da família em Morada da Barra.
00:40Isso era por volta das nove da manhã, a avó tava limpando a tubulação, parte caiu em cima da neta.
00:47Assim que viu que havia acontecido a mãe, que tá grávida de sete meses, entrou em desespero.
00:53A jovem correu até a filha, a pegou nos braços e saiu pedindo socorro.
00:56Um vizinho da família viu a situação e colocou a criança no carro.
01:01Agentes da guarda municipal passavam na hora pelo bairro e ajudaram no socorro.
01:06A equipe ligou o giroflex e escoltou o veículo do vizinho até a unidade de saúde.
01:12E olha, o agente da guarda que participou do socorro, os agentes que participaram do socorro,
01:18estão aqui no estúdio comigo e vão conversar um pouquinho aqui com a gente.
01:24Vou apresentar aqui os dois, vou colocar aqui na minha lauda direitinho.
01:28Primeiro, parabéns pelo trabalho de vocês, acho que isso que faz toda a diferença, né?
01:32A sorte desta família em ter encontrado o Fábio Martinelli e o Luciano Daró.
01:37Bem-vindos, viu?
01:38Obrigado.
01:39Bom, na verdade, a nossa guarnição é responsável pela região 5 e por volta de 9h30 nós nos
01:47encontrávamos ali próximo à morada da Barra, quando nos depomos com um golfe preto vindo
01:53em nossa direção, né?
01:55De forma bem estranha, mas logo conseguimos identificar que dentro desse carro existia uma
02:03criança, ela estava muito ensanguentada e já interpretamos que precisaríamos de dar
02:08prioridade ao atendimento daquela criança e foi relatado que ela tinha sofrido um acidente
02:12dentro da residência.
02:13Logo em seguida, deslocamos a viatura na frente, um trabalho de escolta até o PA, na verdade,
02:22da Barra do Jucu, que era o local mais próximo, uma vez que a gente não tinha noção da gravidade
02:27da lesão que tinha essa criança.
02:30criança, imediatamente ela foi atendida, logo em seguida já foi encaminhada para a
02:35unidade do Hospital Infantil de Soteco e também demos prioridade, fizemos o acompanhamento,
02:44abertura de via, de cruzamentos, priorizando sempre o atendimento dessa criança.
02:49Ou seja, foram abrindo ali o caminho para que ela fosse atendida o quanto antes, né?
02:54Perfeitamente, perfeitamente, que até ali a gente não sabia da gravidade da situação,
02:57né? E chegando no PA, no PA não, desculpa, no hospital, ela já foi prontamente atendida
03:04e nós conseguimos informações com o médico, né? Que ela, o quadro era estável.
03:11Só que como a unidade de Soteco não é especializada em trauma e não tinha um médico, né?
03:20Um neurocirurgião no local, ela foi imediatamente transferida para a unidade de Vitória.
03:25Pois é, e é para lá que nós vamos agora, para o Hospital Infantil de Vitória, onde
03:30está a nossa repórter, Thalita Carvalho, que está acompanhando, apurando tudo lá do
03:35hospital. A Thalita está ouvindo a gente ou a gente está com problema de comunicação
03:39com a Thalita? Então, daqui a pouquinho, a gente vai conversar com a Thalita Carvalho,
03:43que está ao vivo no Hospital Infantil de Vitória, para onde essa criança foi levada para ter
03:48um atendimento, atendimento melhor, nada ainda da Thalita, não consegui entender aqui o
03:53que falaram no ponto. Estamos sem ainda o nosso link com a Thalita já já. A gente
03:57vai tentar estabelecer o contato com a Thalita Carvalho para saber como é que está essa
04:00criança, se ela já está lá internada, se a gente tem informações sobre o estado
04:05de saúde da criança, mas o fato é que aconteceu um acidente, um acidente dentro de casa, né?
04:10Exatamente, exatamente. Infelizmente, é o que nós podemos constatar que é uma coisa
04:16frequente, né? E principalmente acidente envolvendo crianças. E no caso dessa criança,
04:21criança, ela tem aproximadamente dois anos de idade. Então, pelo que foi relatado pela
04:26avó, uma barra de ferro atingindo a região da testa de uma criança é altamente preocupante.
04:34Então, por isso, essa nossa preocupação de realmente priorizar o atendimento.
04:37Pois é, e ali o que a avó falou para vocês, de como é que tudo aconteceu? Porque, assim,
04:42uma barra de ferro cai em cima de uma criança?
04:44É positivo. A avó relatou que ela estava mexendo na parte de trás dessa residência,
04:52o quintal, no segundo pavimento, e essa barra se encontrava encostada na parede. Então,
04:58como ela fez uma desobstrução de uma tubulação na parte de cima, no impacto, essa vibração fez
05:05com que essa barra escorregasse e, infelizmente, a criança estava no local, atingindo a testa
05:13dessa criança, dessa menina.
05:15Gente, olha, é desesperador, né? E olha, no hospital, a avó da bebezinha de um ano e
05:20oito meses falou o que estava fazendo ali no momento do acidente, a aflição em ver
05:25a neta machucada.
05:27A gente não achou que deu uma rota, eu fazendo uma obra, eu não achei, eu estava
05:31pela colorada, eu não falei, ela não queria, eu falei, eu falei, ela foi, caiu, se ela
05:39caiu, bateu, assim, eu não vi, veio assim, eu não chamei, eu cortei o ferro de uma parede,
05:45quando apareceu, ela fez assim, pulou nele, ela virou e caiu, bateu, assim, aí o doutor
05:53me falou assim mesmo, eu estou falando que eu posso, aí vai ter que levar lá para
05:57fazer, para vir o teu vestido.
06:01A gente imagina só o desespero dessa avó e o desespero da mãe, que inclusive está
06:05grávida, né?
06:06De sete meses, se deparou com a filha ali, sofreu com essa barra de ferro, atingindo
06:12a cabeça um desespero no momento, né?
06:14É, total, e para nos deixarmos mais surpresos, foi relatado pela avó que a própria mãe
06:21não tinha nem conhecimento que estava grávida, ou seja, só descobriu a gravidez com sete
06:27meses.
06:28Mas ali agora, hoje, eu já sabia que estava grávida, né?
06:30Já, perfeitamente, inclusive ela foi até poupada, né, da situação, inclusive de estar
06:35acompanhando a filha no Hospital Infantil de Vitória, até mesmo estar preservando a gravidez
06:41dela, né?
06:42No estado emocional.
06:43Agora sim, vamos lá para o Hospital Infantil, onde fala, de onde fala a Thalita Carvalho,
06:48que está ao vivo ali na unidade.
06:50Thalita, boa tarde, tem alguma informação aí para a gente?
06:53A direção passou o estado de saúde da criança, Thalita?
06:59Ei, Juliana, boa tarde para você também.
07:02A direção não, mas a família sim.
07:04A repórter Marla Bermudes conversou com a avó agora um pouco mais cedo, inclusive a
07:11Marla viu a criança, falou que aparentemente ela está bem, ela está conversando.
07:18A avó falou que do lado de fora, por fora, fisicamente, a criança está bem, só está
07:24com a cabeça enfechada, mas ela veio aqui para o Hospital Infantil de Vitória por ser
07:29um hospital referência em neurologia.
07:32lá em Vila Velha, um hospital referência para ortopedia.
07:36Então, aqui, ela foi trazida para cá para poder fazer exames, para ver se por dentro
07:42está tudo bem ou se aconteceu alguma coisa, já que do lado de fora, aparentemente, a
07:48criança passa bem.
07:50A Marla falou que ela, inclusive, estava conversando.
07:54Então, dos males, o menor, né, Juliana?
07:58A criança continua aqui para poder fazer esses exames, para ver se por dentro está tudo
08:04direitinho.
08:04Tem que fazer esse procedimento mesmo, vir no hospital, porque às vezes do lado de fora
08:08está bem, mas foi uma pancada, uma barra de ferro na cabeça de uma criança de um ano
08:13e oito meses, né, Juliana?
08:14Então, precisa, sim, fazer esses exames.
08:16Mas, então, a família disse, trouxe essa boa notícia de que a criança está bem,
08:21sim, Juliana.
08:23Certo, Thalita.
08:23Obrigada aí pelas suas primeiras informações.
08:25Já, já, a gente volta a se falar, viu?
08:28E, olha, daqui a pouco nós vamos falar mais sobre esses acidentes com crianças.
08:32Continua aqui com a guarda de Vila Velha, que fez esse socorro, auxiliou no atendimento
08:36a essa menina de apenas um ano e oito meses, que acabou atingida por uma barra de ferro.
08:41E, olha, como a Thalita falou, por fora pode estar tudo bem, mas será que por dentro
08:46pode ter acontecido algum problema?
08:48Deixa eu colocar aqui, chamar para a nossa conversa o médico pediatra, doutor Rodrigo
08:53Abudig.
08:54Boa tarde, doutor Rodrigo.
08:55Obrigada por atender o Fala Espírito Santo, viu?
08:59Boa tarde, é um prazer estar aqui com vocês.
09:03Bom, Rodrigo, a gente viu aí a situação dessa criança, uma menininha de um ano e oito
09:06meses, uma barra de ferro, atingiu a cabeça dela, machucou, saiu sangue, foi para o hospital,
09:12mas ela está consciente.
09:13Ela fala com a família, ainda assim, pode haver algum perigo?
09:17A gente tem que fazer exames?
09:20Sempre quando existe um traumatismo no cérebro, a gente supõe que possa existir o que a gente
09:28chama de traumatismo cerebral.
09:31E isso pode levar a um aumento da pressão no cérebro.
09:37E isso pode levar, inclusive, à morte dessa criança.
09:43Dois sinais, dois sinais são importantes que a gente observe sempre quando a criança bate
09:49com a cabeça ou alguma coisa bate na cabeça da criança.
09:54A questão do vômito.
09:56A criança está muito bem, depois de um tempo ela começa a vomitar.
10:00Esse vômito pode ser um sinal de hipertensão intracraniana.
10:06Essa hipertensão ou porque teve um sangramento e esse sangramento leva ao aumento da pressão
10:13dentro do cérebro, dentro daquela caixa da calota craniana.
10:19E como é osso, esse cérebro acaba ficando lesionado.
10:26E a outra questão é a criança ficar sonolenta, é a criança ficar desorientada.
10:34Também um adulto, se cai, bate com a cabeça, ficar sonolento ou desorientado.
10:40Aí é importante procurar um serviço médico e, em geral, solicita-se uma tomografia para avaliar
10:46a extensão dessa lesão, a extensão desse traumatismo crânio encefálico.
10:53A gente chama de TCE, Traumatismo Crânio Encefálico.
10:57Bom, Rodrigo, deixa eu aproveitar que eu estou aqui com os dois guardas que ajudaram a atender
11:01a socorrência, ajudaram no socorro dessa criança, que é o Martinelli e o Daró.
11:06Como é que ela estava?
11:08Ela estava, você tinha me falado, né, que saindo sangue da cabeça, né, Martinelli?
11:13A criança?
11:14Não, não, na verdade, eu fiz questão de estar junto para poder verificar qual era
11:20a real situação dessa criança.
11:22Eu não consegui visualizar nem sangramento, nem...
11:25Ah, não tinha sangramento?
11:25Não, não tinha nenhum sangramento.
11:26A única coisa que eu consegui observar é que realmente existia uma certa sonolência.
11:31Então, isso que nos preocupou um pouco mais.
11:33Então, por isso que nós demos essa prioridade do atendimento, porque só por...
11:37Tinha algum afundamento, assim, algum galo?
11:40Um corte bem profundo, né, aproximadamente ali uns 5 a 7 centímetros de corte na testa.
11:48Mas não tinha sangue?
11:49Sangrando muito.
11:50Ah, então tinha sangramento.
11:52Muito sangramento.
11:53Mas não, sangramento no corte, não no nariz e no nariz nem no...
11:57Exatamente.
11:57O sangue, porque bateu ali e sangrou, né, fez um corte...
12:01Exatamente.
12:02E ela estava sonolenta, doutor Abudiga.
12:04Então, assim, um corte maior, assim, na testa e uma sonolência dessa criança.
12:09Então, tá aí um sinal de alerta, né?
12:11É, na verdade, quando a barra bateu e lacerou a pele, então existe um sangramento e na cabeça
12:22é um sangramento abundante.
12:25Você tem que pegar um pano, de preferência um pano limpo e fazer pressão para poder parar
12:31de sangrar.
12:32E aí você só dando ponto que realmente você consiga que pare.
12:36Mas aí tem a possível lesão que possa ocorrer, porque tem a pele, tem o osso e depois tem
12:45as estruturas nobres que o osso protege.
12:49Então, realmente, tem que se pesquisar se não teve nenhuma lesão, nenhum sangramento
12:57próximo à área do encéfalo.
13:00E que realmente é uma situação perigosa, que às vezes demanda até uma intervenção
13:06imediata por um neurocirurgião para se promover a descompressão desse cérebro.
13:15E olha, a gente está aqui mostrando um acidente que aconteceu.
13:18No caso, a criança foi uma barra de ferro, foi um incidente ali dentro de casa.
13:22Mas são muitos os acidentes que acabam acontecendo e a gente tem participações aqui já na nossa
13:27transmissão no Facebook.
13:29Deixa eu ler aqui um comentário da Tassiele Girelli.
13:32Ela falou, Ju, minha filha de 4 anos colocou uma pérola de blusa, tipo uma miçanguinha,
13:36no nariz.
13:37Quando ela foi falar, já tinham passado 24 horas.
13:40Fiquei desesperada, corri com ela para o hospital.
13:43Graças a Deus, o autorino conseguiu retirar.
13:46Agradeço muito a Deus e a equipe do hospital que me tranquilizou.
13:50Obrigada mesmo de coração.
13:51Ela falou aqui, Tô Rodrigo, isso é muito comum, né?
13:54Crianças pequenas que acabam engolindo objetos, inserindo objetos no nariz, no ouvido.
14:02É, os riscos maiores de acidentes domésticos, a gente primeiro tem que pensar muito na questão
14:09das queimaduras, a área da cozinha é uma área perigosíssima, aquelas panelas que o cabo
14:18ficam virado para fora do fogão, que a criança se pendura naquele cabo e entorna o líquido
14:26quente por cima dela.
14:29Então, esse é um risco grande.
14:31As panelas sempre têm que estar colocadas para dentro do fogão, para ficar fora do alcance
14:36da criança.
14:38As queimaduras, em razão da eletricidade, então, aquelas tomadas, elas precisam estar
14:47tampadas.
14:49A questão da ingestão de medicamentos, por exemplo, é um risco seríssimo.
14:55Então, medicamentos têm que estar no alto, sob controle e supervisão de um adulto.
15:06O afogamento.
15:07Às vezes a gente pensa em piscina, não precisa.
15:10Uma bacia de água é suficiente para uma criança que vem engatinhando, ela cair dentro
15:19daquela bacia e se afogar com uma lâmina d'água pequena.
15:23Então, assim, a criança necessita de supervisão, a gente tem que estar olhando e quando a gente
15:29está fazendo alguma atividade que demande algum risco, como foi essa situação de mexer
15:38numa barra de ferro que pode cair, a criança não pode estar junto, não.
15:41Eles são interessados, eles são curiosos, mas a gente tem que estar prevenindo, um olhar
15:49de prevenção para que esses acidentes não ocorrem.
15:53Pois é, e a quantidade de acidentes envolvendo crianças assusta, viu, gente?
15:57Eu tenho números para passar para vocês aí de casa.
16:00Olha, de acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública, de janeiro a agosto desse
16:04ano, foram registradas 48 quedas de crianças aqui no Estado.
16:08Dados do site Criança Segura mostram que os acidentes são hoje a principal causa de
16:13morte de crianças de 1 a 14 anos no Brasil.
16:17Todos os anos no país, cerca de 3.600 crianças dessa faixa etária morrem e outras 111 mil
16:24são hospitalizadas por causa de quedas, afogamentos, sufocação, intoxicação, queimadura, como
16:32o doutor Rodrigo destacou aqui para a gente, são várias situações que acontecem em casa
16:36e situações de risco.
16:38Estou aqui com dois guardas e dois pais também.
16:41Darós estava me comentando que já passou por um aperto com o seu filho, né?
16:45Passei, sim, senhora, passei.
16:47Ele foi visitar o primo e lá não tem grade na casa do primo dele.
16:52Ele, por curiosidade, os dois olharam assim, viram o telhado, acharam que era para andar.
16:58Vamos lá, né?
16:58Veio e falei, meu Deus do céu, Gabriel, o que vocês estão fazendo aqui, gente?
17:02Aí tirei os dois e os dois.
17:03Na hora que eu já estava os dois ali em cima do telhado.
17:05Em cima do telhado, de eternite.
17:06Para quebrar, pouco custava, né?
17:08Pouca coisa.
17:09Isso ele estava com...
17:09Ele estava com...
17:10Seu filho hoje tem nove anos, né?
17:11Nove anos.
17:12Está até assistindo a gente.
17:13Foi quando?
17:13Olha, um B, como é que é o nome dele?
17:15Gabriel.
17:15Beijo para você, Gabriel, danado, não sobe nas coisas que não pode não, hein,
17:18ver?
17:19Indo para eternite?
17:20Desse jeito.
17:21E ele estava com que idade?
17:22Foi agora isso?
17:23Não, ele estava com quatro anos de idade.
17:26Com quatro anos, não tem a noção do risco, né?
17:29Não tem.
17:30A gente tem que tratar a criança como um idoso.
17:32É a mesma coisa.
17:34Rodrigo, e aí é essa atenção que a gente tem que ter?
17:36Porque criança não tem noção do perigo.
17:39Por exemplo, aos quatro anos, não faz ideia que se pisar ali, pode quebrar e vai cair.
17:44Agora, até as crianças mais velhas, a gente também tem que ter cuidado, porque essa
17:48noção, como um adulto tem, elas já possuem ou também não têm ainda.
17:53Isso demora, é mais na frente que eles vão ter a noção real do risco.
17:59Essa construção a gente faz no processo de educação dessa criança.
18:05Aquela criança que você tem que conter a todo momento que ela sai correndo e ela pode
18:14se machucar, essa noção de risco tem que ser dosada, porque isso tem que estar introjetada
18:22dentro dela.
18:23Aquela criança que você, a todo momento, está sempre contendo e ela não aprende os
18:31riscos, isso também não é bom.
18:34Então, esse processo de educação, até quando a gente cede, até quando a gente não cede,
18:40prende, é uma construção que a gente vai fazendo no dia a dia.
18:44Mas eu vou me permitir até fazer um comentário desses riscos.
18:48Por exemplo, o andador, para as crianças menores, também é um risco enorme e uma chance
18:56de acidente muito grande, já descrito do risco desses traumatismos crânio-encefálicos
19:03pelo uso de andador.
19:04Então, a criança não sabe andar, ela não tem noção, é como se você botasse uma Ferrari
19:10na mão de uma pessoa que não sabe nem guiar um Fusca.
19:14Então, assim, é fundamental.
19:17E aí, a Sociedade Brasileira de Pediatria, ela é muito evidente na sua orientação de
19:25que os andadores devem ser proscritos.
19:29Nós não devemos ter andador para essas crianças.
19:33E olha, a gente está aqui falando de casos, fazendo um alerta.
19:36São muitos os exemplos e a gente separou um que vocês devem se lembrar, que é o caso
19:39do Nicolas, aquele menino que levou um choque de alta tensão e acabou caindo do terceiro
19:44andar de casa ao tentar pegar uma pipa.
19:47Para a família, ele estar bem em casa é um milagre.
19:51O acidente aconteceu no final do mês de setembro.
19:54Nicolas estava no terraço da casa da avó, no terceiro andar, e caiu depois de levar um
20:00choque, enquanto tentava pegar uma pipa que estava agarrada no poste.
20:04O menino foi eletrocutado e caiu de uma altura de cerca de 10 metros.
20:09Ele não quebrou nenhum osso, sofreu apenas queimaduras.
20:14O Nicolas ainda fica bastante nervoso quando lembra de tudo o que aconteceu.
20:19Quase que naquele dia que quando eu caí, eu pensei que eu tinha morrido naquele dia lá.
20:26Fiquei com medo, fiquei arrepiado.
20:28Passado o susto, a mãe comemora a volta do filho para casa e faz um apelo.
20:34E eu falo para vocês que estão ouvindo, tenha cuidado mais com teus filhos, né?
20:38E o Nicolas?
20:40Ah, esse aí não quer saber de brincar de pipa tão cedo.
20:44Já chega disso já.
20:47Já chega depois do susto, né?
20:49E do susto em todo mundo.
20:50Você vê, o Nicolas já é uma criança maior e ainda assim acabou se acidentando.
20:55Foi tentar buscar uma pipa ali, uma brincadeira que ele faz todo dia e aí acabou sofrendo
21:00esse acidente, graças a Deus, que não aconteceu nada mais grave.
21:04E é o que a gente espera também com essa criança de um ano e oito meses, que infelizmente
21:09acabou sendo atingida por uma barra de ferro que bateu na cabeça dela.
21:14Estou aqui com dois agentes que ajudaram no socorro, vocês se depararam ali com o carro
21:18já pedindo ajuda para poder ir para a unidade hospitalar.
21:22Exatamente, exatamente.
21:24A gente só conseguiu mensurar a gravidade da situação quando a gente conseguiu visualizar
21:28a criança bastante sanguentada.
21:30Então, ali a gente realmente viu que a situação precisava da nossa atenção total.
21:36E aí foram liberando o caminho.
21:38Em quanto tempo vocês conseguiram chegar na unidade?
21:40Olha, um percurso que geralmente a gente gasta ali uns 10 minutos, a gente fez em 1 minuto
21:45e meio.
21:46Ou seja, é adrenalina a 100 mil.
21:50Doutor Albudib, esse socorro rápido, agir logo, é importante?
21:55Quanto antes você buscar uma ajuda médica, pode trazer aí um resultado mais positivo para
22:02o quadro dessa criança?
22:03Com certeza.
22:06Dependendo da extensão e da gravidade da lesão, quanto mais precocemente nós podermos
22:15ter um adequado atendimento, você, com certeza, você preserva a saúde e a vitalidade desse
22:25cérebro e das várias funções que ele executa.
22:30Então, que aí é o que a gente fala sobre a questão das sequelas.
22:34Então, a sequela é quando esse cérebro, ele foi lesionado, ele foi agredido ou pelo próprio
22:42sangramento interno ou pelo aumento da pressão e em razão disso existe a morte de algumas
22:52células e com isso a perda de algumas funções na atualidade e no futuro.
22:59Então, se você precocemente, imediatamente, você promove um atendimento adequado, no caso
23:07de uma gravidade, de uma lesão extensa, você, com certeza, você permite que essa criança,
23:15ela, primeiro, seja salva e, segundo, ela tenha uma qualidade de vida dentro da normalidade.
23:23E, ó, Tainara Boles, aqui participando pela nossa transmissão no Facebook, ela falou
23:27meu filho já se acidentou, caiu da cama e bateu a cabeça na quina da cama auxiliar,
23:33ali que era de madeira, levou sete pontos e aí ela ainda fala que é importante a gente
23:38deixar esse auxiliar bem fechado para evitar esse tipo de acidente.
23:41Está vendo mais um caso aqui de queda que aconteceu dentro de casa, ou seja, ali uma cama
23:46está todo dia ali, acabou caindo, bateu com a cabeça, levou pontos.
23:51Doutor Rodrigo, vamos reforçar essa coisa do trauma, ou seja, bateu a cabeça, qual o cuidado
23:56que a gente tem que ter. No caso de um sangramento, ok, cortou, tem que levar no médico, às vezes
24:01necessita de ponto ou não. Mas, às vezes, é um tombo que faz um galo. Ainda assim, a gente
24:06tem que buscar ajuda? Sempre ir a um hospital, fazer um exame?
24:12Preste atenção. Quando existe um corte no cérebro, em razão do sangramento em excesso,
24:20sempre orientado, você dá ponto, inclusive é um ponto especial que a gente chama de
24:25blei-tonate, que você faz um ponto mais profundo e depois você faz a sutura fora da
24:32linha do corte. Mas quando tem o galo só, a orientação é colocar gelo. Gelo, gelo, gelo, gelo e gelo.
24:44Porque com isso vai diminuir, vai fazer uma vasoconstricção, ou seja, o vaso sanguíneo
24:50vai ficar menor um pouco e com isso vai diminuir o sangramento. Agora, reforçando, quando bate
24:57a cabeça, por exemplo, se a criança está andando, escorregou e caiu, bateu a cabeça,
25:03em geral, na grande maioria das vezes, isso não leva a problema algum.
25:09Então, queda da própria altura, queda da própria altura da criança, em geral, não
25:16tem risco, ok? Em geral, não tem risco. Caiu de uma altura maior, caiu da laje, caiu da
25:24escada, aí a gente vai se preocupar mais. Bateu a cabeça. Duas observações são fundamentais.
25:32Se vomitou, se aparece o vômito, se aparece o vômito, você tem que imaginar que possa
25:39estar existindo uma hipertensão intracraniana. Tem que ser examinada e provavelmente vai fazer
25:48exame de imagem. A segunda coisa, perdeu a consciência, ou está sonolento, ou está desorientado.
25:59O que fazer? O que fazer? O que fazer é ir ao hospital para fazer os exames que são
26:08necessários para que a gente possa ter uma conduta mais efetiva para salvar essa criança.
26:17Pois é, esses são os sinais que a gente tem que ficar atento. E olha como acontece
26:21esse acidente, está chegando tanta participação. Doutor Rodrigo, vou ler aqui um comentário,
26:27mais um comentário que a gente recebeu. A Rosângela Moreira falou que o filho também
26:31já caiu da cama, quebrou o dentinho, ele tinha dois anos na época, só que ela correu
26:35logo para o dentista e tudo foi resolvido. Mas é desesperador ver um filho sangrando.
26:41Eu até vou passar aqui a palavra para o Martinelli, porque tem um filho de três anos, ou seja,
26:46bem nessa idade que acontecem bastantes acidentes, né?
26:49Perfeitamente. Eu sempre comento com a minha esposa, o nosso sistema de alerta, ele fica
26:58totalmente aguçado. Então, seja uma criança, você não tem nem como ter um segundo de descuido,
27:05é atenção total. E é nesse segundo que você acaba, infelizmente, ocorrendo um incidente.
27:12Felizmente, para essa criança, a princípio, o estado dela é normal, mas e se fosse uma coisa
27:17mais grave, podendo chegar a óbito. Então, é muito difícil, é muito complicado mesmo.
27:22Dá um desespero da gente pensar, né? Total, total. É o que eu estava falando com o meu parceiro.
27:25Na hora que nós atendemos a ocorrência, a primeira imagem que vem na nossa mente
27:29são dos nossos filhos. É como se eu estivesse atendendo o meu filho ali, naquele momento.
27:34E aí é correr para poder salvar essa criança, né?
27:38Exatamente. Correr contra o tempo. Correr contra o tempo.
27:40E que bom que tem anjos, assim, né? Que aparecem, assim. Criança tem sempre anjo, né?
27:44Doutor Rodrigo Abudib, mas a gente tem que ficar de olho no pós de dar bobeira.
27:49Deixa eu ler mais comentários aqui.
27:51Sabrina Freitas falou, meu filho de três anos caiu e bateu a cabeça, sangrou muito.
27:56Levei ele correndo para o hospital. Foi medicado, tomou ponto e passou por tomografia.
28:00Graças a Deus, estava tudo bem.
28:02Mas é isso que tem que ser feito, né? Verificar se está tudo correto,
28:05porque teve muito sangramento aqui no caso do filho da Sabrina.
28:15Tá me ouvindo, doutor Rodrigo? O senhor conseguiu ouvir?
28:17Estou ouvindo. Estou ouvindo.
28:19Na verdade, a gente procura o serviço médico, se estiver tendo sangramento,
28:25porque precisa fechar esse corte, ou naquelas duas situações que eu relatei.
28:32No caso de bater com a cabeça, se apresentar vômitos e ou sonolência e ou desorientação.
28:44Doutor Rodrigo, tem um comentário aqui da Lourdes Ferreira.
28:46Não é de criança, não é de adulto, mas acho que vale aquelas sequelas que o senhor comentou pra gente.
28:52Olha, Lourdes disse o seguinte, meu marido caiu do telhado e bateu a cabeça.
28:56Desde então, ele perdeu o paladar, só o olfato, mas é teimoso e nunca quer ir ao médico.
29:03Dá pra gente fazer um puxão de orelha pra uma criança mais crescidinha aqui também?
29:08Na verdade, precisa pesquisar um motivo, provavelmente um traumatismo,
29:17que levou a essa sequela, e tem um tempo que, eventualmente, você possa agir
29:29pra que você possa auferir um resultado adequado, um bom resultado.
29:36Porque, às vezes, passando muito tempo, você não consegue nem resgatar todas as potencialidades
29:49que esse cérebro tinha.
29:51E olha, eu vou ler aqui dois comentários com uma dor aqui no peito.
29:56Vi um da Bruna Moreira, que falou que a bebezinha caiu no banco, no banco do ponto de ônibus.
30:02Três horas depois, ela começou a vomitar e ficar com sonolência, até que não acordou mais.
30:09Corri com ela pro Hospital Infantil de Vitória, precisou fazer uma cirurgia de emergência.
30:14Quase perdi a minha bebê.
30:15Hoje, ela tem um ano e 11 meses.
30:18Mas essa corrida, essa chegada ao hospital salvou a vida da criança, né, doutor?
30:22Com certeza, com certeza.
30:25E, assim, é a atenção para esses sintomas.
30:30Porque, às vezes, menino cai.
30:33E menino cai muito por quê?
30:35Porque a cabeça do menino, comparativamente ao corpo, ela é muito pesada.
30:42A cabeça, ela é um terço do corpo, em termos de proporção.
30:47No adulto, ela é um oitavo.
30:51Então, a cabeça, ela é muito menor comparativamente ao corpo.
30:57Então, a criança, ela se desestabiliza mais facilmente.
31:06Porque muda o centro de gravidade se ela tomba a cabeça muito para um lado.
31:11Por isso, ela cai mais.
31:13E vai cair e, eventualmente, vai bater a cabeça.
31:16Então, reforçar bem.
31:18E essa mãe foi muito feliz.
31:20Foi muito feliz.
31:21Porque ela observou a questão do vômito, observou a questão da sonolência e correu para o hospital.
31:28Então, esse é o momento em que a gente tem que correr para o hospital, sim.
31:32Agora, olha, a Maria do Carmo, infelizmente, não teve essa mesma sorte.
31:37Ela está contando aqui que a filha, com oito meses, caiu da cama e acabou falecendo.
31:42A causa da morte foi traumatismo crâniano, hemorragia dural e pneumonia aguda devido a um sangue no pulmão.
31:49Ou seja, às vezes, aparentemente, está tudo bem.
31:52Mas, internamente, está ali o problema, né, doutor?
31:55Por isso, a gente não pode dar bobeira.
31:58E, nesse caso, talvez, uma pneumonia aspirativa.
32:02Porque ela possa ter vomitado, em razão da hipertensão crâniana, e ela pode aspirar esse vômito.
32:09Então, eu consigo imaginar, talvez, uma pneumonia em razão disso.
32:15A Samira Brun está pedindo uma orientação aqui.
32:18Meu bebê de um ano e nove meses é muito arteiro.
32:20Bate a cabeça todo dia.
32:22É impossível controlar.
32:24Mas é exatamente o que eu comentei, né?
32:28Ele tem uma cabeça muito grande.
32:31Ele está aprendendo a andar com aquela cabeça do tamanho de uma melancia.
32:36É como se ele tivesse uma melancia enorme na cabeça.
32:39Então, é natural que ele perca o equilíbrio.
32:44E ele caia.
32:46Mas, lembre-se do que eu falei.
32:48A queda da própria altura, em geral, não leva a risco.
32:55Não leva a problemas.
32:58Entretanto, reitero.
33:00Observar os sinais de vômito, de sonolência e ou desorientação em crianças maiores.
33:11Está aí o alerta, viu, doutor Rodrigo?
33:13Muito obrigada pelo bate-papo, pelas orientações.
33:16Estou vendo aqui a quantidade de mensagens que vai chegando a todo momento aqui.
33:20As pessoas ficam realmente com muita dúvida do que fazer, né?
33:23Corro ou não corro para o hospital.
33:25Espero passar, não espero.
33:27Então, está aí as orientações.
33:28Obrigada, tá?
33:29Um beijo e uma ótima tarde para o senhor.
33:32Ok.
33:32Um abraço para todos aí.
33:34Obrigada.
33:35E, ó, agradeço também, Martinelli Darós, dois anjos que apareceram no caminho dessa
33:40criança para ajudá-la a chegar imediatamente ao hospital.
33:44Parabéns pelo trabalho de vocês.
33:45Obrigado.
33:46E a guarda acaba fazendo outras prestações de serviço para a comunidade, né?
33:51Não é só ali combater uma criminalidade junto com a polícia, né?
33:55Não.
33:56E tem muita coisa, né, Martinelli?
33:58É, na verdade, a equipe, ela está preparada para atender quaisquer tipos de ocorrência,
34:04a gente observa que a sociedade, ela está muito carente.
34:08Infelizmente, a gente observa que alguns princípios estão se perdendo, né?
34:12Mas eu acho que essa tensão, esse cuidado que nós podemos disponibilizar para os nossos
34:19entes, seja de vínculo familiar, de amizade ou não, eu acho que isso é essencial e isso
34:24é necessário, né?
34:25Porque a gente precisa disso, o mundo precisa disso.
34:27A empatia, né, que tanto se fala, né?
34:30A empatia.
34:30Que é se colocar no lugar do outro, né?
34:32Perfeito.
34:33Que bom que vocês têm empatia para dar e vender, parabéns pelo trabalho de vocês.
34:37Isso é muito gratificante para a gente, muito.
34:40Que bom, viu?
34:41E a gente faz questão de mostrar esse serviço aqui, parabéns pelo trabalho, uma ótima
34:45tarde.
34:45Obrigado, obrigado.
34:45E que salvem mais vidas, viu?
34:47Boa tarde para vocês.
34:49Boa tarde.
34:49Boa tarde.