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  • há 3 semanas
Há um mês as cirurgias eletivas voltaram a ser realizadas pelo SUS mas o ritmo de remarcações é lento. Já na rede particular a situação é diferente.

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Transcrição
00:00Do esporte que tanto gostava, seu Jair guarda as medalhas e as faixas, como o recordação.
00:07Há um ano, ele precisou abandonar as artes marciais e a corrida de rua.
00:12Dores fortes nas duas pernas impediram o aposentado de continuar praticando qualquer tipo de atividade física.
00:19Eu tenho muitas dores, eu não consigo correr, eu não consigo muitas vezes dormir direito, porque muitas dores e muita
00:27queimação nas pernas.
00:28Ao procurar um cirurgião vascular, teve a cirurgia de varizes marcada. Seria no dia 20 de março deste ano.
00:36Quando eu achei que estava tudo resolvido, estava feliz, alegre, recebi um telefonema do hospital cancelando a cirurgia.
00:43Isso me entristeceu muito, não deu. Não dava, eu falava com eles, não dá para esperar, porque eu estou sentindo
00:49muitas dores.
00:50A palavra deles era, infelizmente o senhor vai ter que aguardar.
00:54Seis meses se passaram e seu Jair continua aguardando.
00:58Todo dia eu ligo o telefone cedo esperando que alguém me ligue dizendo, a sua cirurgia vai ser tal dia.
01:06Isso não acontece há mais de seis meses.
01:09De acordo com a secretarista do Aldi Saúde, cerca de 4 mil cirurgias eletivas deixaram de ser realizadas por mês
01:17no período da pandemia.
01:184 mil histórias semelhantes à do seu Jair.
01:22Os agendamentos até foram retomados, mas num ritmo bem mais lento.
01:27Em um mês após o retorno das cirurgias eletivas, apenas 1.500 foram remarcadas no sistema público de saúde, segundo
01:35a própria César.
01:36No setor privado, a situação é diferente.
01:40Visitamos este hospital em Cariacica, onde os procedimentos não urgentes foram retomados há dois meses.
01:46Todo o prédio foi modificado para receber pacientes que não estavam em tratamento contra o coronavírus, com segurança.
01:54A unidade de saúde foi dividida em duas.
01:57Uma parte exclusiva para pessoas com sintomas da Covid-19 e a outra para quem não apresenta nenhum sintoma respiratório.
02:05Por esses corredores e elevadores, por exemplo, só entra quem não possui vestígios da doença.
02:12Nesta ala pré-cirúrgica também.
02:14É o chamado fluxo seguro não Covid.
02:17Além disso, pacientes e profissionais são testados antes dos procedimentos.
02:22Se o resultado for positivo, a cirurgia é cancelada.
02:27Nós tivemos cirurgia cancelada já.
02:29Felizmente, conseguimos fazer o diagnóstico precoce.
02:33Um paciente que é submetido a uma cirurgia já tem um potencial de gravidade.
02:36Se ele tiver uma doença já em atividade, como é o caso do Covid, essa situação dele pode piorar.
02:43Apesar de todos os cuidados, o número de cirurgias eletivas é 30% menor do que o mesmo período do
02:49ano passado.
02:50Mas, de acordo com o diretor clínico, a tendência é, aos poucos, voltar ao normal.
02:56Muitos pacientes, por exemplo, da cirurgia ortopédica, ficaram com dor durante muito tempo, durante essa pandemia.
03:01Agora estão retornando para as cirurgias ortopédicas, cirurgias urológicas também.
03:07Pacientes com doenças cardiovasculares, doenças cardíacas voltaram também a fazer os procedimentos.
03:12Pacientes obesos fazendo as cirurgias bariátricas também.
03:16E também pacientes cirurgias plásticas que também estão retornando.
03:20Seu Jair, que depende do SUS, não vê a hora de transformar a dor em um passado distante.
03:26É um momento muito difícil para a gente, que depende da liberação dessa cirurgia,
03:31para a gente poder ter uma vida melhor, parar de sofrer à noite, parar de sentir dor à noite.
03:37É um sofrimento que parece que não vai passar, é muita dor, é muita queimação nas pernas.
03:41É um sofrimento que parece que não vai passar, é muita dor, é muita dor, é muita dor, é muita
03:42dor, é muita dor, é muita dor, é muita dor.

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