00:00Talita trabalha como vendedora nesta loja de roupas e acessórios infantis do bairro Itapuã, em Vila Velha, e mora sozinha
00:07no mesmo bairro.
00:09Desde o final do ano passado, não visitava os familiares no interior de Minas Gerais, devido à pandemia.
00:15Acho que a pessoa mais emocionante são meus avós, porque são os mais apegados.
00:19As pessoas que eu sou mais apegada no momento são eles.
00:22E minha mãe também, porque é chorona pra caramba.
00:25E minha irmãzinha, porque eu tenho uma irmã de 9 anos, então sente muita falta.
00:30Então a gente não tinha ficado tanto tempo sem contato.
00:33Durante sete meses, Talita e os familiares conversaram apenas por videochamadas,
00:39já que a vendedora tem asma e não podia pegar a estrada.
00:43Recentemente, ela foi afastada do trabalho para tratamento e finalmente pôde matar a saudade.
00:49Sou asmática e no começo da quarentena eu tive uma crise muito forte.
00:52Então pra não correr o risco de ir ao hospital, eu tive que passar por um tratamento um pouco mais
00:57forte
00:58pra controlar ela e ficar em quarentena um pouco mais de um mês.
01:03E aí, quando deu a controlada, eu senti que estava segura e pude ver.
01:08Olha aí as fotos do reencontro ocorrido no último final de semana de julho.
01:13Todo mundo se reuniu na casa dos avós da Talita, em Aimorés.
01:17Ela aproveitou para registrar esse abraço gostoso no avô.
01:21Também visitou a casa da mãe e tirou várias fotos.
01:24A estabilização da pandemia na Grande Vitória motivou muita gente a retomar os encontros presenciais com familiares.
01:33Encontros que, segundo especialistas, ajudam a reduzir a ansiedade provocada pelo longo período de distanciamento.
01:41Um abraço, por exemplo, libera a ostocina, que auxilia nos vínculos, na conexão, facilita e melhora os relacionamentos.
01:52E a falta desse contato, que a gente chama de calor humano, realmente faz muita falta, realmente nos impacta de
02:00uma forma.
02:01Assim, esse vírus, eu digo que ele impactou tudo, né?
02:06Não sei nem elencar aí uma área que ele não tenha impactado.
02:10Depois de passar tanto tempo sem poder ver de pertinho e abraçar os familiares,
02:16Talita afirma que o relacionamento com eles vai mudar e para melhor.
02:21Esse é mais um ensinamento que a pandemia deixa para toda a população.
02:26O medo também, né? De estar longe, acontecer alguma coisa e não poder fazer nada.
02:31Acho que foi o que isso é o que mais se atinge.
02:35A psicóloga vai além.
02:37Ela acredita que a pandemia vai provocar transformações, não só no relacionamento com familiares.
02:43Deve reforçar também os laços de amizade.
02:46Um cuidado ainda maior com essas pessoas de risco.
02:49Acredito eu, assim, que essa retomada, essa flexibilização dos encontros, deva ser bem gradual, né?
02:58Sempre aguardando um posicionamento do governo, das autoridades de saúde,
03:03para a gente fazer, assim, o mais correto possível e num tempo bom.
03:09Nós temos uma queda do número de casos, mas o vírus está aí.
03:14Especialmente as pessoas de grupo de risco devem manter distanciamento social,
03:20manter ainda um metro, um metro e meio de distância das pessoas com que você não convive,
03:25usar máscaras e manter o cuidado para a gente tentar fazer com que essas mortes cada vez sejam mais raras
03:34e a gente consiga fazer com que essa curva caia com mais rapidez.
03:38Então, vamos lá.