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  • há 9 minutos
Muitos músicos fazem lives para aumentar as rendas

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Transcrição
00:07João Vitor, mais conhecido como JV de Vila Velha, trabalha no mercado do funk há quatro anos.
00:12Ele é DJ e dono de uma produtora.
00:15Paz, minha vida estava bem correria, para falar a verdade mesmo, estava bem correria,
00:19trabalhando muito, eventos, viajando também, fazendo barcos do interior.
00:28Bailes lotados, sucesso, até a chegada da pandemia.
00:33Os eventos dele, de outros artistas contratados, foram cancelados.
00:37Isso gerou um grande prejuízo.
00:39Estava maneiro, até começar isso.
00:41Agora, tivemos que remarcar vários eventos, tivemos que desmarcar, tivemos que cancelar alguns eventos.
00:48E fica a situação mexada também, porque a gente depende disso, tá ligado?
00:52A gente depende disso, é o nosso ganha-pão.
00:57Cauã, 17 anos, contratado da produtora.
01:00Sonho, ser um grande funkeiro.
01:03Estava conseguindo, fazia mais de 10 shows por semana.
01:06500 reais cada um, tá?
01:08Minha vida antes da pandemia era bastante corrida.
01:10Estava aí trabalhando na música, né?
01:13Vivendo da música, tendo minha renda.
01:15Fazendo aí de 10 a 14 shows por final de semana.
01:19E devido à pandemia também, eu fui prejudicado, né?
01:23Ia tocar pela primeira vez na Bahia, meu show foi cancelado devido ao corona.
01:30Lucas, há um ano no funk, ele já começava a conquistar o público e a ganhar seu próprio
01:36dinheiro.
01:36cobrava 300 reais por show.
01:38Graças a Deus, a gente estava conseguindo mostrar nosso trabalho no dia a dia.
01:43No final de semana, tinha bastante shows.
01:46E agora, infelizmente, com essa pandemia, parou tudo, né?
01:49No mercado, não só a música, como no geral.
01:55Com as apresentações canceladas, não é a mesma coisa.
01:58Mas ele deu um jeito de continuar mostrando seu trabalho.
02:01De uma forma geral, fazendo lives, postando música, fazendo podcast.
02:07Isso só pra proporcionar tudo de melhor pro nosso público mesmo.
02:11E também tá mostrando nosso trabalho.
02:13Porque como a gente não tem mais show, no momento, a gente, de alguma forma, tem que
02:18tá mostrando nosso trabalho, né?
02:23Antes dessa pandemia, o funk nas comunidades movimentava muito dinheiro e gerava trabalho,
02:29serviço pra muita gente.
02:31Mas aí, com o coronavírus, todo mundo saiu perdendo.
02:35Imagina a situação das casas de shows, fechadas há mais de três meses, sem poder receber
02:42o público.
02:45Nessa boate, aconteciam bailes.
02:48Sexta, sábado e domingo.
02:50Sempre lotados.
02:51Diversão e geração de renda pra muitos.
02:54Tá fechado.
02:54Desde quando iniciou, não abre, entendeu?
02:57E tá prejudicando muitas pessoas aí.
03:00Que é uma cadeia, né?
03:01Eu, que mexo na área da sonorização,
03:05salgadeiros, entendeu?
03:05Quem mexe com bufê, essas coisas, segurança, quem mexe com gráfica, automaticamente faz
03:11os fly e os ingressos, entendeu?
03:14Tudo isso aí tá parado.
03:20Prejuízo também pra turma do sertanejo.
03:22Outro ritmo que bomba nos bares e boates das comunidades.
03:26O Bruno sempre ganhou a vida cantando modão.
03:29Mas com a Covid, não tem mais show.
03:31Ele se vira no mundo virtual.
03:32Já toquei bares, restaurantes, casas noturnas, aniversários, casamentos.
03:39Enfim, de todos os formatos de evento, já me apresentei.
03:51Lá no meu canal no YouTube, né?
03:53Bruno Marlin Oficial.
03:55Live com muita moda, muita música apaixonada.
03:58Muito sertanejo pra quem gosta.
04:02A Tayhane também toca sertanejo.
04:05Fazia quatro shows por semana.
04:07Fazia.
04:08Eu tinha acabado de dar início, né?
04:10Na verdade, tinha alguns meses que eu tinha iniciado minha carreira solo.
04:13Mas tava indo bem, agenda sempre cheia.
04:16A gente tava trabalhando bastante.
04:18E agora, né?
04:20Agora, infelizmente, a gente não sabe o que vai ser.
04:25Nem nada.
04:27É tudo muito complicado.
04:30O mercado da música foi um dos primeiros afetados pelo novo coronavírus.
04:35O sindicato da categoria aqui no Estado diz que o momento é de preocupação.
04:39Muita.
04:40No momento, nós estamos, muitos de nós, fazendo lives, solicitando ajuda, né?
04:48O couvert simbólico que seja.
04:50Estamos nos ajudando da forma que nós podemos, com cestas básicas, correndo atrás de doações.
04:58Infelizmente, os trabalhadores da música, do entretenimento, enfim, nós sabemos que seremos os últimos que vamos poder voltar ao trabalho.
05:10A corrida pela vacina continua.
05:13Mas cientistas, médicos, pesquisadores dizem que tão cedo a aglomeração será permitida.
05:19E aglomeração é tudo que esses músicos, produtores e donos de casas de shows precisam pra trabalhar.
05:26Todos que são nessa área de eventos depende da aglomeração, entendeu?
05:31Tanto a parte de alimentos, quando bebidas, quando sonorização, artista, tudo isso depende da aglomeração.
05:40Não tem jeito.
05:44Que isso acabe o mais rápido possível pra gente poder voltar a se abraçar e com muita aglomeração e muita
05:52mosca
05:52a gente possa comemorar o encerramento dessa tempestade toda.
06:01Muito obrigado.

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