- há 5 semanas
Departamento de fonoaudiologia da Universidade Federal do Espírito Santo elaborou e disponibilizou para o público uma cartilha para cuidadores e acompanhantes de idosos.
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NotíciasTranscrição
00:00Boa tarde Larissa, bem-vinda ao Fala Espírito Santo.
00:02Boa tarde Juliana, quero agradecer a oportunidade de estarmos aqui divulgando este trabalho,
00:15divulgando essa cartilha, como você mesmo diz, são estratégias simples que podem contribuir
00:24com a manutenção da qualidade de vida desse idoso e também com as habilidades comunicativas,
00:32no aspecto tanto da linguagem, como a fala, por exemplo, e também da saúde auditiva.
00:40Isso é importante, a gente está num momento que os idosos tinham uma vida que está diferente agora.
00:47Quem era mais ativo, costumava sair de casa, praticar alguma atividade fora,
00:52fazer alguma, um lazer fora de casa, isso não dá para acontecer agora.
00:57Então, a gente precisa mesmo aprender a ficar em casa e que seja de uma forma saudável, né professora?
01:02Sim, justamente foi por esse motivo que a nossa, o nosso, foi uma equipe, né,
01:11com eu e mais três professoras, que pensamos em contribuir, né,
01:17em fazer um material acessível, né, que alcançasse rapidamente as famílias, né,
01:28as instituições de longa permanência, que fosse também de uma fácil interpretação.
01:34E justamente pensando nesse momento de isolamento social, né,
01:39em que o idoso ativo, ele é ativo, mas ele está dentro de casa, né,
01:43os compromissos que ele tinha fora, são restritos, né,
01:48muitas vezes ele não, né, na maioria das vezes ele não tem recebido visita, né,
01:54pela questão do isolamento social mesmo.
01:57Então, o que o cuidador ou o próprio idoso, né, pode fazer, o familiar, pode desenvolver,
02:04para que esse idoso possa continuar se comunicando, desenvolvendo habilidades,
02:13mantendo a memória ativa, mantendo também os seus bons hábitos de conversar,
02:23de assistir um filme, interagir durante este filme, comentando sobre os fatos, né,
02:30Por quê? Na tentativa, realmente, de minimizar o efeito desse isolamento social
02:37sobre o processo comunicativo, né, sobre, e também minimizando um pouco o efeito
02:43sobre a qualidade de vida do idoso, né, porque aquele idoso que é ativo, que saía,
02:49que tinha o seu grupo social, que era acostumado a estar envolvido com um grupo grande de pessoas,
02:56mas, neste momento, ele está restrito no seu próprio lar, com a sua família,
03:01e também temos idosos que moram sozinhos, né, que são...
03:04Pois é, tem muitos idosos, né, que vivem sozinhos, e olha, gente, só para vocês terem uma noção
03:09da quantidade, da população que a gente tem na terceira idade aqui no Espírito Santo,
03:14são cerca de 636 mil idosos, e isso representa aí 16% da nossa população capixaba,
03:21somos o oitavo estado em número de idosos no Brasil, ou seja, tem muita gente já na terceira idade aqui,
03:28e aí, a importância desse apoio, olha, eu estou aqui em mãos com algumas páginas dessa cartilha,
03:33cartilha que está disponível em PDF, a pessoa pode acessar de casa pela internet, né, professora?
03:38Sim, isso, a gente tem ela no próprio site da Universidade do Espírito Santo, né,
03:44que é www.ufis.br, que você acessa pela internet, tem um link de notícias...
03:57Isso, isso, também nós temos no www.fonodiologia.ufis.br, que é o exclusivo do curso de fonodiologia, né,
04:11o específico também está lá, e a gente fez em PDF, em formato digital, justamente para atingir o maior número
04:19de pessoas o mais rapidamente possível, né, para circular em redes sociais, em grupos de WhatsApp também, né,
04:31então, nós enviamos para instituições de longa permanência, para instituições da assistência social também,
04:39para, de alguma forma, chegar mais rapidamente do que seria, talvez, a forma impressa, né,
04:45e também tem uma redução de custos, porque é um material gratuito, eu não preciso imprimir, claro,
04:53se eu quiser imprimir, tiver acesso, tudo bem, mas eu tenho isso em formato digital.
04:58Falando em imprimir, depois a gente vai colocar na tela também esse formato digital,
05:02mas eu imprimi algumas folhas aqui, vou até mostrar para vocês, aqui está em preto e branco,
05:06mas ele é todo coloridinho, né, quando você olha na internet, aqui tem estimulação cognitiva, o que é isso, professora?
05:13Estimulação cognitiva, o que eu posso fazer, né, para manter, para desenvolver a minha memória,
05:23a minha atenção, né, para estimular funções cognitivas, como concentração, memória, atenção, né,
05:32trabalho também com a linguagem escrita, né, com raciocínio lógico, né, são, é, tudo,
05:40todas essas habilidades, elas fazem parte da cognição, e aí elas precisam ser estimuladas
05:47para que elas possam ser mantidas, eu não posso privar o idoso desse tipo de ação,
05:53porque ele não está convivendo, né, é uma forma de, se você for ver, tem dicas, né, de jogos.
06:00E olha, tem aqui atividades individuais, vamos pensar aí em quem está, o idoso que está sozinho em casa,
06:05às vezes não tem com quem dividir, fazer uma atividade em grupo, então olha aqui, olha,
06:10tem caça palavras, palavra cruzada, pode ler livro, revista, jornais, desenhar a árvore genealógica da família,
06:19quanto mais gerações tiver, melhor, ou seja, faz a gente lembrar, olha, meu avô, bisavô,
06:24que teve um filho, sabe, lembrar de toda a família, né?
06:27E isso, a gente trabalha com o resgate de informações, né, e isso trabalha a memória, né,
06:36estimula e também proporciona, por exemplo, o vínculo, né, se eu estou sozinho, eu envolvo o meu neto, né,
06:44que seja por WhatsApp, pela chamada, né, para conversar sobre quem que era os avós, quem que não era,
06:53o nome de cada um, né, para trabalhar a questão das raízes mesmo.
06:58Ó, aí tem aqui sudoco, quebra-cabeça, paciência no computador ou celular, atividades manuais,
07:05e aí tem bordado, pintura, também fazem bem?
07:09Fazem, fazem sim, né?
07:11Não só as atividades manuais, elas não trabalham só a questão, né, do raciocínio lógico,
07:17a questão da memória, né, mas elas trabalham muito a questão da coordenação motora,
07:23e o que propicia também um aumento da atenção e da coordenação.
07:28Juliana, é sempre bom a gente chamar a atenção e ressaltar que sempre procurar, por exemplo,
07:35atividades que eles tenham interesse, né, e que eles gostem de fazer.
07:39Porque quando eu estou envolvido com algo prazeroso, com algo que desperta a minha atenção, né,
07:47o meu conhecimento, né, eu vou estar inteiro naquela atividade, e ela vai ser mais eficaz,
07:54ela vai surtir mais efeito, né?
07:56Então, se tem alguém que gosta de crochê, mas não gosta do bordado, ou gosta de desenhar, né,
08:02nós temos vários livros aí, online mesmo, pra pintar, isso também trabalha com a cognição, né,
08:11com o raciocínio lógico.
08:13Todos eles desenvolvem e nos ajudam a manter saudável, né, manter a nossa qualidade de vida também.
08:20E vamos voltar aqui a falar sobre os idosos durante a quarentena.
08:23A UFIS elaborou uma cartilha com várias atividades que estimulam e melhoram a qualidade de vida de quem já passou
08:31dos 60 anos.
08:32Lembrando que 16% da população capixaba está na terceira idade, são mais de 636 mil idosos.
08:39Nós somos o oitavo estado do Brasil em número de idosos, viu?
08:43Tô recebendo aqui hoje a professora da UFIS, a Larissa Bassan, falando um pouquinho sobre essa cartilha e atividades.
08:49Larissa, na nossa entrevista anterior, você falou que tem muitos idosos que moram sozinhos, né?
08:54E ó, a Salete Souza tá aqui falando, verdade, eu moro sozinha, tô agoniada sem fazer meus esportes,
09:00minha corrida de rua, também jogo bola.
09:02Ela falou aqui, tá com 69 anos, louca pra sair por aí.
09:05Mas agora não é a hora, né?
09:07A gente tem que ter um cuidado com a saúde, principalmente por essa população que já passou dos 60 anos,
09:12a gente tá vendo aí os números que pode sim o quadro se agravar caso contraia o coronavírus.
09:18Então, principalmente os idosos, tem que se manter o máximo em casa e aí buscar outras atividades.
09:23Ó, pelo visto aqui, a Salete gosta de um agito maior.
09:27Com a orientação, qual dica pra ela?
09:30Então, aí, pra Salete, né?
09:32Ela, no caso, pelo relato, ela é bem ligada em atividades físicas, né?
09:37Exatamente.
09:38Então, assim...
09:39Gosta de esporte.
09:40Isso, é buscar...
09:41Nós temos inúmeros professores, né?
09:46Tanto acho que via Instagram, quanto Facebook, né?
09:50No YouTube também, né?
09:53Buscar por lives, né?
09:57Que tragam a questão de atividade física, de exercício, né?
10:03Pra se manter ativo, né?
10:05Pra manter aí a mente e o corpo saudável, né?
10:10Mas também, se ela gostar, né?
10:12De algum outro tipo de atividade, né?
10:18Tem aí na nossa cartilha, tem alguns sites também.
10:22Se eu não me engano, um deles é o Racha Cuca, que tem desafios, né?
10:28Pra gente fazer também, eu digo, Juliana, que todos nós, né?
10:33Desde os mais jovens, né?
10:35Até o público idoso, todos nós precisamos nos ressignificar nesse momento, né?
10:41Então, muitas vezes, eu preciso definir, criar outros hábitos, né?
10:50Mas, no caso da Salete, eu acho que nós temos inúmeras...
10:54Se ela é ligada também na internet, nós temos inúmeras formas aí de propiciar...
11:00Ela não vai ter a presença física do professor, do educador físico...
11:04Mas consegue ver, né?
11:05Ou dos companheiros, né?
11:05Mas ela consegue também.
11:07É, ó, como a Salete tá aqui no Facebook, com certeza ela acessa...
11:10Consegue acessar mais redes sociais, os sites também.
11:13Ó, Renata Ribeiro também participando, falou...
11:15Aqui em casa, tem minha mãe, que é idosa.
11:17Não a deixamos quer.
11:19Tem muita boa, bagunça, música.
11:20Nossa regra é que aqui em casa, ninguém pode ficar triste e nem quieto demais.
11:25Bacana.
11:25E, olha, de casa, eu vou conversar agora com a Dona Osvaldina Paulino da Silva.
11:29Ela tem 73 anos e é superativa também.
11:32Mora com a filha, a Laís Muniz.
11:34As duas vão bater um papo aqui hoje com a gente.
11:37Boa tarde.
11:38Obrigada por receber o Fala Espírito Santo aí na casa de vocês, viu?
11:43Boa tarde.
11:45Boa tarde.
11:45Dona Osvaldina, me conta aí, como é que estão sendo esses dias de isolamento?
11:49Tem ficado dentro de casa?
11:52Ah, menina, tenho ficado muito dentro de casa.
11:56E aí, como é que tá sendo?
11:57A gente se vira, faz algumas brincadeiras, faz ginástica e eu faço palavra cruzada no celular,
12:08jogo paciência e tô lendo também.
12:12Aproveitei pra ler um pouco, porque eu já tinha esquecido como é que era ler.
12:16Olha, tá bom que a gente resgatando atividades.
12:18E aí, tá ok, Dona Osvaldina, né?
12:20Sim, tá ok.
12:22Tá, tá ok.
12:23Você viu que ela disse que ela foi buscar uma atividade que não tem...
12:27Eu sinto falta das caminhadas no calçadão,
12:30que às vezes três, quatro vezes na semana eu caminhava no calçadão.
12:34Agora tem que segurar, fazer coisa em casa, né, Dona Osvaldina?
12:37Desde que começou a pandemia, eu não caminhei mais.
12:41Tá certa, mas é bom a gente desenvolver...
12:43Eu tô aqui com a professora da UFES, Dona Osvaldina,
12:46falando exatamente sobre atividades que você faz, que são ótimas, né, professora?
12:50Isso.
12:51A Dona Osvaldina mencionou uma atividade...
12:55Ela, pra você ver, o que eu falei antes, né?
12:57Ela ressignificou o momento.
12:59Ela buscou um hábito, uma atividade que ela fazia antes, que era a leitura, né?
13:03E a leitura, ela propicia um desenvolvimento muito grande
13:08e a manutenção das habilidades de memória, de atenção, né, de raciocínio, né?
13:15A leitura, ela mexe com emoção, ela mexe com criatividade, né?
13:20E também é um estímulo à linguagem oral, né?
13:24Porque quanto mais eu leio, né?
13:26Então, pra eu conversar sobre um assunto, eu preciso ler sobre aquele assunto, né?
13:31Então, é muito interessante e parabenizo aí a Dona Osvaldina
13:34por essa atitude e essa postura diante desse momento.
13:38Pois é.
13:38E Laís, que é a filha da Dona Osvaldina, elas moram juntas, né?
13:42Laís também tá com a gente.
13:43Boa tarde, Laís.
13:45Boa tarde.
13:45Você tenta estimular a sua mãe, você fica preocupada com ela muito dentro de casa?
13:50Ah, com certeza, né?
13:52Ficamos muito preocupados.
13:54Ainda mais que ela era muito ativa, né?
13:57Assim, eu vim passar um período aqui com ela que coincidiu de ser, de vir essa pandemia, né?
14:04Mas ela morava sozinha e fazia praticamente tudo, né?
14:09Assim, ia pra feira, fazia as compras, caminhadas.
14:13Ela faz ioga também, né?
14:16Duas vezes na semana.
14:18Então, assim, tudo isso cessou de repente, né?
14:22Então, tivemos que começar a pensar em coisas dentro de casa pra não...
14:27E você vai estimulando, Laís, algumas atividades, pensando em alternativas,
14:32pra distrair mesmo, pra passar o tempo e também pra cabeça não ficar parada, né?
14:37Ah, com certeza.
14:38Ela pegou uns livros aí pra ler, né?
14:42E nos finais de semana a gente costuma tentar trazer um barzinho pra dentro de casa, né?
14:50Que era uma coisa que ela gostava de fazer com as amigas.
14:53E comprei alguns jogos no início da pandemia, né?
14:57Dominó, essas coisas assim que dá pra gente fazer em grupo.
15:00E nós três vamos aqui nos virando.
15:04E sempre um estimulando o outro.
15:06Quando um começa a ficar um pouquinho mais irritado, nervoso,
15:09a gente já chama pra assistir o filme, já faz uma pipoca,
15:12pra tentar ver se a gente consegue passar por isso com o menor prejuízo possível.
15:19Pois é, isso aí.
15:20Olha, vocês estão de parabéns.
15:21Queria agradecer muito a conversa aqui, o bate-papo.
15:25Dona Oswaldina, o que você tá esperando aí pros próximos dias?
15:30Ah, menina, a gente espera só que melhora, né?
15:33Pra poder sair da prisão.
15:35Nós não matamos, não roubamos e estamos presos, né?
15:39Exatamente.
15:40Acaba sendo uma prisão domiciliar, mas é importante pra saúde da senhora, né?
15:45Olha, muito obrigada.
15:47A gente tá aqui na torcida pra que tudo acabe logo também, viu?
15:50Super beijo pra vocês duas.
15:52Um ótimo fim de semana.
15:53Se cuidem.
15:54Tô recebendo a professora da UFES, a Larissa Bassan,
15:58que ajudou na elaboração de uma cartilha com várias atividades que estimulam e melhoram a qualidade de vida
16:04de quem já passou dos 60 anos.
16:07E aí a gente já falou de algumas atividades, professora, pra se fazer sozinho.
16:11Tem aquelas atividades em grupo também que estimulam bastante, né?
16:15Nós temos atividades em grupo, né?
16:18E foi muito interessante a fala da geriatra também anterior, né?
16:22Da reportagem sobre Alzheimer, que eu posso também fazer uma atividade, né?
16:29Se eu estou aí com uma dona Osvaldina, com a filha e com mais alguém, né?
16:34E ela mesmo falou do dominó, né?
16:37A gente pode, se o idoso é alfabetizado, se ele consegue escrever, Ju, a gente pode jogar a dedonha,
16:44que em alguns outros estados é o stop, né?
16:47Uma das atividades, né?
16:49E que eu trabalho com o quê?
16:51Com o acesso da memória, com o acesso semântico.
16:54A dedonha eu amava e adoro até hoje se fizer, né?
16:58Que é aquela tipo, né?
16:59Você conta as letras, A, B, C, D, né?
17:02Isso.
17:02E aí vai fazendo animal com letra tal.
17:05Animal, cidade.
17:05Carro, novela, cidade.
17:07Eu adorava essa.
17:08E essa atividade, além de promover a manutenção dessas funções cognitivas, né?
17:18Olha só, estreita também os vínculos entre os próprios familiares que estão ali, né?
17:27E interação, né?
17:28Fortalecendo a questão afetiva, a questão prazerosa, né?
17:32De estar junto.
17:33E só retomando, né?
17:36A fala da geriatra, se eu estou, né?
17:40Se eu convivo com um idoso, então eu não tenho um grupo, eu tenho uma dupla em casa,
17:45com um filho, e esse idoso era acostumado a receber esses netos, né?
17:50Por que não fazer videochamadas também pra trabalhar essa questão, né?
17:57De não só do estreitamento de vínculo, mas de jogos, né?
18:03Posso trabalhar com adivinhas, com o que é o que é, né?
18:06Tem uma brincadeira muito interessante que eles adoram, que, por exemplo, que dá pra fazer
18:13em grupo, eu vejo que tipo de música ou que faixa etária o idoso tem e o que ele gostava
18:23de ouvir.
18:24Então, por exemplo, vou dar um exemplo aqui, anos 70, anos 60, faço uma pré-seleção
18:30dessas músicas, eu, filho ou quem vou interagir, ponho no YouTube, né?
18:37Um trechinho, quem canta, qual é o cantor, né?
18:41Da mesma forma, eu posso trabalhar dessa maneira com aberturas de novelas, que a gente tem
18:47muitas idosas e até idosos gostam muito de novela.
18:52Então, eu ponho uma abertura.
18:54Quem trabalhava nessa novela?
18:56De qual novela é isso?
18:57Quem tá lidando, né?
18:58Dos personagens.
18:59E eu trabalho, e aí, eu enveredo pela música, porque com a música eu trabalho emoção
19:05também, né?
19:06E, ó, falando em música e atividades, a Helena Clipper, eu tô aqui na transmissão do Facebook,
19:11falou, faço meia hora de caminhada em volta da minha casa mesmo, ligo o rádio no forró
19:15e danço do meu jeito, mas eu danço.
19:17Tem que mexer o esqueleto, senão enferruja tudo.
19:20Tá certíssima, Helena, parabéns, viu?
19:22Tem que dançar, tá aí, ó.
19:24Tem dois pés de falsas aí, né?
19:25E na nossa cartilha, a gente, né, fala da importância da música e de dançar, né?
19:33Então, dança junto, mesmo da forma que puder, entendeu?
19:37Mesmo dentro dos limites, vamos se exercitar, né?
19:41Então, liga a música, dança, como a anterior, né?
19:46Ah, eu ando em volta do próprio, né?
19:48A Helena Clipper, eu ando em volta de casa e danço com o povozinho do jeito que ela gosta.
19:52O importante é se manter ativo, é se manter realmente, assim, vinculado.
19:58É uma busca, né, de melhora de manutenção, né, dessa qualidade de vida.
20:04Vou pedir pra colocarem no ar também imagens aí dessa cartilha que tá disponível no site da UFSS.
20:09Esse site que tá aparecendo aí na sua tela, aí são atividades em duplas ou atividades em grupos.
20:16Essas que a gente vinha destacando aqui, aquele jogo de carta, tem banco imobiliário,
20:20imagem e ação, a dedonha que a gente falava, jogos de tabuleiro como dama, xadrez, dominó,
20:26o desafio das rimas, né?
20:28Quem escreve mais palavras, né?
20:30Que é o que a gente vinha falando também.
20:33Qual é a música?
20:34Qual é a música?
20:35Uma outra interessante, Juliana, a gente pode trabalhar com poesias também, com poemas, né?
20:42E o reconhecimento de rimas, né?
20:44Podemos trabalhar com trechinhos de filme, né, e falar sobre o que acontece naquele filme.
20:51Então, assim, a gente tem a nossa cartilha, ela dá ideias, mas a gente permite criar em cima.
20:59E olha, agora a gente tá mostrando umas orientações pra cuidadores e pros familiares de idosos.
21:03Segura aí essa imagem pra gente listar um pouquinho.
21:06Converse sempre com o idoso sobre coisas boas, coisas positivas.
21:11Converse mesmo que ele não consiga falar, porque ele ouve e compreende, assim, vai sentir acolhido e valorizado.
21:19Isso mesmo.
21:20Nesse caso, a gente pensou um pouquinho, porque nós temos idosos, Juliana,
21:24que podem ter sido acometidos, por exemplo, de um acidente vascular cerebral, um derrame, né?
21:31E teve aí a parte da fala, né?
21:34Como uma sequela.
21:35E ele pode não ter uma expressão oral, mas ele tem uma compreensão boa.
21:42Então, ele entende, né?
21:45E é muito interessante, porque não é só porque esse idoso que não se expressa como eu, como você,
21:52mas ele pode se expressar pelo gesto, ele fala através do olhar, através do sorriso, né?
21:57Muitos deles têm um vocabulário restrito, algumas palavras, né?
22:02Ou sílabas, mas, assim, não é porque ele não se expressa como eu, que eu não vou interagir.
22:11Preciso interagir, preciso acolher, né?
22:14Porque ele está entendendo, ele tem aí a compreensão.
22:18E isso viabiliza também na manutenção dessa qualidade de vida, né?
22:23Trabalhando, de certa forma, esse processo comunicativo entre o idoso e o cuidador,
22:28seja um familiar ou cuidador próprio, próximo dele.
22:33Muito bacana.
22:34E olha, tem várias orientações nessa cartilha que você pode acessar pelo site da UFIS.
22:40Só para a gente finalizar aqui a nossa conversa, a Lourdes Ferreira que falou,
22:43Oi, Juliana, eu estou fazendo uma colcha de fuxico.
22:45Está aí uma ótima também, né?
22:47Sim, sim.
22:47Para passar esses dias.
22:49Sim, e a colcha de fuxico, ela trabalha todo, porque assim, a minha mãe fez muito, né?
22:56Então, recorta o circo, ele trabalha a coordenação motora, né?
22:59E aí, se tiver retalhos que combinam, eu já trabalho a questão da combinação de cores, né?
23:08Posso também, é muito interessante, tem uma dica nessa cartilha,
23:13que nenhum de nós gostamos de ser interrompidos quando nós conversamos, né?
23:20Então, se o meu idoso, né?
23:22Ele está com uma fala um pouco mais devagar, às vezes, né?
23:26Em decorrência de algum problema, algo assim,
23:29eu preciso ter a paciência de esperar ele acabar, não deduzir o que ele quer, né?
23:35Porque ele é sujeito ainda da comunicação, né?
23:39Ele tem um papel ali, então é muito importante o familiar respeitar essa troca de turno de conversação.
23:46Tá aí, ótimas dicas.
23:48Cartilha disponível lá no site da UFES, só acessar que você vai ter acesso.
23:52Professora, muito obrigada pela presença aqui.
23:55Parabéns para toda a equipe pelo trabalho, viu?
23:57Muito bacana.
23:57Obrigada, Juliana.
23:59Nós, do Departamento de Fonodiologia, que agradecemos a oportunidade de estar aqui
24:05e mostrar um pouquinho do nosso trabalho para vocês, tá bom?
24:08Importantíssimo, viu?
24:09Um ótimo fim de semana.
24:10Para você também.
24:11Bye.