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Portaria divulgada pelo Ministério da Saúde determina que agentes da saúde poderão acionar a força policial e a Justiça caso pacientes com suspeita de coronavírus se recusem a fazer o isolamento prescrito. Um médico e um advogado explicam a medida
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00:00Hoje nós recebemos aqui no estúdio o pediatra, o doutor Jovarci Mota, e também o advogado criminalista, Vitor Vasconcelos.
00:08Vitor vai explicar pra gente, pra começar o assunto, né, o caso desse paciente que foi detectado com o coronavírus
00:15e ainda assim, né, seguiu viagem pra São Paulo. A intenção dele é ir para Londres, né, tá aguardando aí
00:22a posição até segunda-feira.
00:24O que que pode acontecer, Vitor? Primeiramente, né, muito obrigada também pela participação de vocês aqui.
00:28Tudo bom? Veja bem, ele foi diagnosticado com o coronavírus, né, o Covid-19, procurou ou foi encaminhado para uma
00:38agência de saúde
00:39e foram determinadas as medidas de restrição, né, de circulação dele, tanto o isolamento quanto a quarentena.
00:46Numa situação como essa, dentro do quadro jurídico de hoje, ele não tem a obrigação imediata de cumprir, né,
00:54são recomendações e são determinações legais, mas ainda não existe aí uma força obrigatória pra isso, né.
01:02Ele tem que cumprir a lei, é claro, mas ele pode optar, por exemplo, em descumprir essa medida, que foi
01:09o que ele fez.
01:10Existem, sim...
01:11Até hoje, né, existe essa oportunidade ainda pra ele, né.
01:15Sim, mas tá pra vir uma novidade aí também, não tá?
01:19Sim, na verdade, tá sendo estudado uma situação de converter essas medidas de isolamento e quarentena em medidas compulsórias, né,
01:28como as medidas de investigação e tratamento, né.
01:32A pessoa hoje, ela compulsoriamente pode ser determinada que ela faça exames,
01:37que ela use de tratamento, tome vacinas quando as vacinas surgirem, o que não tá previsto pra situação de isolamento
01:44ou quarentena, né.
01:46Então, ele, numa situação como essa, pode, sim, viajar, ele viaja incorretamente e quando ele evade essas medidas, ele comete
01:55crime.
01:57Existe aí já há muito tempo, não é uma medida, não é um crime novo, né, o desrespeito à determinação
02:03do poder público
02:07pra que evite-se a propagação de doenças contagiosas.
02:10Tá no artigo 268 do Código Penal.
02:12E que situação que ele pode vir, então, a ser preso?
02:15Bom, quando ele descumpre essa medida, né, e é notificado sobre isso, ó, você não pode mais,
02:21e ele mesmo, assim, insiste, né, a gente chama isso de vontade de cometer o crime,
02:25quando ele tem a vontade de praticar essa ação, ele pode, sim, vir a ser preso.
02:31E o importante, igual que a gente já tá tendo aqui diversas participações no Facebook, né,
02:36a própria Raquel Cosque tá aqui falando, o coronavírus, gente, é uma questão de conscientização e comportamento social, né,
02:43Então, o que é mais importante é essa conscientização que isso pode ser um risco pra ele e também pra
02:49toda a população, né, doutor?
02:51Positiva. É um problema de saúde pública mundial, não é só do Espírito Santo ainda do Brasil, né,
02:56o vírus já se disseminou por vários continentes e hoje é um problema de interesse global.
03:03Então, é muito importante que o indivíduo, ou seja, o caso suspeito ou confirmado,
03:08que ele tenha consciência e faça o seu papel enquanto um agente promotor da saúde, né,
03:13Ou seja, obedecendo as orientações médicas e da ciência aí, que nós temos aí orientação de manter o paciente,
03:24o mesmo caso suspeito em isolamento, porque demora-se pra se confirmar,
03:28então, se esse paciente suspeito ele ficar circulando, ele vai transmitir o vírus, né,
03:34caso se confirme depois essa infecção.
03:37E aí, o vírus já se disseminou e já provocou um estrago que vai muito além de saúde,
03:43que é econômico também, que hoje a gente percebe que teve essa repercussão aí mundial, né.
03:48E a gente vê que afeta exatamente isso que o senhor disse, afeta a saúde, afeta a economia,
03:54coloca todo mundo em risco, né, então precisa realmente de conscientização, né,
04:00pensando num coletivo, né, e se incluindo nisso, isso que é o mais importante.
04:04E olha, gente, como se trata de uma nova doença, o coronavírus ainda desperta muitas dúvidas.
04:12Então, a gente fez o seguinte, nós separamos um bate-bola com infectologistas
04:16que vão tirar algumas dessas dúvidas pra gente. Acompanhe.
04:20Qual é o tratamento para o coronavírus?
04:24Pacientes com sintomas mais leves vão receber apenas medicações sintomáticas,
04:29que vão tratar de sintomas. Se tem febre, uso antitérmico, se tem dor, o analgésico.
04:35Mas aquelas pessoas que precisam de internação em ambientes pra lá, formas mais graves,
04:39podem precisar alguns medicamentos, mas infelizmente nós não temos medicações específicas.
04:45Em caso de isolamento domiciliar, quais os cuidados que se deve ter?
04:50Os isolamentos domiciliares devem ser realmente respeitados.
04:54Não dá pra sair, descer do elevador e passear lá na rua, ir só na padaria, comprar o pão e
05:01volta
05:01e fica o resto do dia ali. Devem ser mantidos em casa.
05:06É possível ter mais de um vírus respiratório ao mesmo tempo?
05:10Por exemplo, H1N1 e coronavírus?
05:14Sempre existe a possibilidade de eu ter co-infecção com outros vírus.
05:18Então eu posso ter vários vírus respiratórios na mesma pessoa.
05:21É claro que se eu tiver um H1N1, que é o da gripe, mais o Covid-19, eu passo a
05:27debilitar mais essas pessoas.
05:29Tomar vitamina C ajuda?
05:32Não adianta tomar vitamina C, não adianta tomar suplementos de vitamina, porque é um mito.
05:38Você compra um comprimido de 2 gramas, você usa 60 miligramas de vitamina C.
05:43Os 60 miligramas que você usa, dos 2 gramas, o resto você urina.
05:46E você urinando, você está acidificando a sua urina pela vitamina C, que é ácida.
05:51Você pode ter muito mais chance de ter cálculo e você pode ter muito mais chance também de ter infecção
05:56urinária.
05:57E as grávidas?
05:59Isso existe porque o vírus circula pelo organismo, de passar via placenta ou pelo leite materno.
06:04Mas eu acho que ainda é muito prematuro a gente dizer quais são os efeitos que uma mãe com coronavírus
06:11vai trazer para o seu feto ou para o seu recém-nascido.
06:16Então daqui a pouquinho a gente vai ter mais bate-bola também para tirar ainda mais dúvidas.
06:20Agora a gente volta aqui para o nosso estúdio com o pediatra o doutor Jová Simota e também o advogado
06:25Vitor Vasconcelos
06:26para falar sobre o novo coronavírus e principalmente o caso de pessoas infectadas que não cumprirem as medidas de isolamento.
06:34Então a gente está falando aí o que diz a lei.
06:36No caso desse homem que estava aqui em Vila Velha e foi para São Paulo, que esse é o assunto
06:42que aconteceu aqui essa semana.
06:44Vitor, explica para a gente qual é a situação atual dele lá agora.
06:49Ele está em São Paulo, mas tem alguém fiscalizando o cotidiano dele, o passo dele do dia a dia?
06:56Ele está numa situação hoje, né, que a gente pode dizer que ele está numa espécie de prisão domiciliar.
07:02A gente não é tecnicamente isso, mas em vez de ter sido recolhido aí por uma delegacia, levado a um
07:09presídio,
07:10ele foi, ele ficou restrito dentro do hotel em que a Polícia Federal fez a prisão dele.
07:18Então ele foi, provavelmente a Polícia Federal preferiu escolher manter ele lá isolado no hotel para evitar a propagação do
07:26vírus, né,
07:28mas ele já cometeu o crime, né, previsto no 268 do Código Penal.
07:34E juridicamente falando, né, já que ele já descumpriu essa lei, foi para São Paulo,
07:38é possível que liberem ele para retornar para Londres, que é onde ele mora?
07:44Provavelmente nessa situação hoje e das medidas de contenção, uma das medidas compulsórias, né, previstas,
07:52perdão, uma das medidas previstas na lei que trata sobre a propagação do coronavírus,
07:58é impedir que essa pessoa viaje entre e saia do país.
08:03Provavelmente essa medida vai ser aplicada a ele e ele vai ser impedido de viajar.
08:07Inclusive a gente tem aqui também a participação do Weldson, que está falando,
08:14Roberta, não tem nenhum controle no aeroporto de Vitória e São Paulo, né,
08:18infelizmente a gente vê aí, né, doutor, que é uma porta de entrada, a gente sabe, para o vírus, né?
08:26Positivo. O que a gente orienta, né, aos pacientes é, qualquer paciente que tenha sintomas respiratórios,
08:33procure um médico, uma assistência médica, para que seja avaliado, seja feito um diagnóstico e então seja orientado.
08:39Porque não há razão para a gente, por outro lado, ter pânico, porque não é toda tosse e resfriado que
08:45a gente vai entender que é um coronavírus, né?
08:48Então tudo depende de uma certa avaliação.
08:51Então quando o paciente chega, eu atendo muita criança no pronto-atendimento.
08:56E nós estamos numa época muito propícia às doenças respiratórias, né, gripe, resfriado, infecção de garganta.
09:05Então todo dia, uma das principais queixas é febre, tosse e falta de ar.
09:10Ou seja, os três sintomas que caracterizam aí a doença pelo coronavírus.
09:16Mas não é todo paciente que apresenta sintomas que vão estar infectados pelo coronavírus.
09:20Então tudo depende de uma série de contextos epidemiológicos, clínicos.
09:23Então de maneira geral é, o paciente deve procurar assistência médica e lá ser orientado quanto qual a conduta vai
09:30ser tomada.
09:31Caso tenha um diagnóstico suspeito, ele vai ser mantido em isolamento, aí pode ser em casa ou no hospital.
09:38Tudo vai depender do quadro clínico, já que a doença pelo coronavírus, ela tem um espectro clínico muito variado.
09:44Desde uma doença leve até uma doença grave.
09:46Então nos casos mais leves a gente orienta isolamento em casa mesmo, né?
09:50Nos casos mais graves aí tem que ser no hospital.
09:52E qual vai ser a hora de procurar o médico?
09:55Daqui a pouquinho então o senhor vai responder pra gente, né?
09:58Já que os sintomas do resfriado, da gripe, os sintomas são muito parecidos.
10:02Só que agora a gente vai falar porque o governo do estado vai decretar situação de emergência aqui no Espírito
10:08Santo por causa do coronavírus.
10:10O decreto, gente, facilita as medidas emergenciais, como a compra de leitos em hospitais particulares.
10:17Só na rede pública, 120 leitos serão reservados para os pacientes com o Covid-19.
10:26A rede estadual de saúde deve contar em breve com 120 leitos hospitalares para tratamento de pacientes com o novo
10:33coronavírus.
10:34Nós vamos preparar no hospital Dório Silva em torno de 64, 65 leitos, áreas reservadas, áreas reservadas com leitos de
10:44UTI e leitos também isolados quando for necessário.
10:49Vamos preparar leitos no hospital dos Ferroviários em Vila Véria.
10:52Vamos preparar o hospital Silvia Vidos de Colatina, Roberto Silvares de São Mateus e também a Santa Casa de Misericórdia
10:59de Cachoeira do Tapimirim.
11:0140 leitos de retaguarda serão ofertados no Hospital Estadual de Atenção Clínica em Cariacica.
11:07Obras para adaptação e criação de leitos serão facilitadas pelo Decreto de Emergência em Saúde Pública, que será publicado na
11:15segunda-feira.
11:15O decreto nos dá a possibilidade de requisição administrativa de outras áreas na saúde, hospitais privados, filantrópicos, para que a
11:24gente possa dar suporte às pessoas que forem contaminadas.
11:27Por meio desse decreto, será criada ainda a chamada Sala de Situação de Emergência, em que diversas secretarias de Estado
11:35vão atuar em conjunto para definir e adotar medidas de combate ao avanço da Covid-19.
11:41Por aqui, ainda não ocorre a transmissão local ou comunitária do novo coronavírus.
11:47Por isso, grandes eventos não serão cancelados por enquanto.
11:51Nós vamos fazendo essa análise diariamente. Neste momento, não. Nós estamos pedindo para as pessoas dos grupos de risco, pedindo
11:59para que essas pessoas não frequentem áreas com muita gente, eventos, são pessoas de mais idade,
12:06pessoas que estão com algum problema com a sua saúde, fragilizadas. Então, essas pessoas são as pessoas que estão nos
12:12grupos de risco.
12:13Então, a gente pede que essas pessoas possam preservar um certo isolamento e não ter contato com outras pessoas, para
12:19que não sejam susceptíveis à contaminação do vírus.
12:25A Prefeitura de Cariacica decretou situação de emergência por conta do coronavírus.
12:30Segundo nota publicada no site da Prefeitura, a decisão foi tomada em caráter de prevenção para que, quando surgir algum
12:39caso, a administração tenha agilidade de resposta.
12:43Segundo o prefeito Juninho, a população precisa tomar as medidas de prevenção para evitar que o vírus circule em grande
12:51quantidade na cidade.
12:53Até o momento, não há registro de casos do Covid-19 no município.
12:59E também, em Vitória, o prefeito Luciano Rezende decretou situação de emergência por conta do Covid-19.
13:06Segundo ele, a decisão foi publicada para permitir que a Prefeitura da capital possa tomar medidas administrativas desde agora para
13:16diminuir a circulação do vírus.
13:18Por enquanto, gente, também não há nenhum registro do caso coronavírus aqui na capital.
13:24E a gente volta ao nosso bate-papo aqui no estúdio com o pediatra, o doutor Giovasi Mota e também
13:30o Vitor Vasconcelos,
13:32que é advogado criminalista, que está explicando para a gente o caso desse homem que estava aqui em Vitória,
13:37que estava, aliás, em Vila Velha e foi para São Paulo, pretende ir para Londres e ele já foi detectado
13:43com a doença.
13:44Agora vamos falar um pouquinho sobre, por exemplo, a atitude dos prefeitos de Cariacica, de Vitória,
13:51que é essa prevenção, no caso, decretar estado de emergência, né?
13:57E isso ajuda, doutor?
13:59Sim, sim, porque dá celeridade a uma série de processos burocráticos,
14:03que vão desde compra de insumos e contratação de pessoal para que haja uma ação mais rápida e enérgica aí
14:13no sentido de conter a disseminação do vírus.
14:16Então, toda a administração está de parabéns pela decisão e está em consonância com o que é feito no mundo
14:23inteiro diante de uma situação como essa, né?
14:25Sim, e olha, gente, a gente tem aqui diversas participações no nosso Facebook,
14:31inclusive eu convido você aí de casa, está acompanhando a gente aí no Fala Espírito Santo,
14:35vem aqui na nossa transmissão ao vivo pelo Facebook para tirar suas dúvidas,
14:40para também contribuir com a gente aqui durante o nosso bate-papo.
14:45Olha, o Eliezer Roça aqui falando que está preocupado, né?
14:51E ele é cadeirante e ele tem feridas.
14:54Se ele se encontra numa situação de risco ainda maior, ele quer saber?
14:58É, o que a gente sabe é que os pacientes de risco são aqueles acima dos 60 anos ou portadores
15:04de comorbidade, né?
15:06Como alguma doença cardíaca, alguma doença pulmonar, um DPOC.
15:10São os pacientes hoje já identificados como pacientes de risco.
15:13Não à toa o índice de mortalidade é maior sobre esse grupo, né?
15:17Não existe ainda nenhum dado relacionando aí essa condição com a gravidade da doença, né?
15:24Então, tudo depende basicamente do que a gente sabe da idade e de outras comorbidades.
15:28Ó, a gente também tem aqui a participação de um telespectador.
15:30Estou tentando achar a pergunta, mas ele perguntou o seguinte, como que funciona o isolamento?
15:35Se a família precisa também se ausentar da residência, a pessoa tem que ficar sozinha na casa dela?
15:41Não, não. O isolamento não funciona dessa forma, não.
15:44Na verdade, a gente restringe o acesso ao paciente e toma uma série de medidas, né?
15:50Então, o paciente, ele vai usar uma máscara cirúrgica, né?
15:53Para evitar que as partículas respiratórias, saliva, né?
15:58Ao falar alto, se tenha contato com o ambiente externo, evitando aí a propagação do vírus.
16:04O paciente, o ideal é que ele fique dentro de casa e tenha uma restrição em relação à frequência de
16:11visitantes dentro do quarto.
16:13Então, quando a gente fala de isolamento, a gente está falando, na verdade, diminuir a frequência do contato das pessoas
16:18com aquele indivíduo que é portador da doença, né?
16:21Até porque, como é uma pessoa que também precisa de cuidados.
16:24Então, naturalmente, ela não fica isolada totalmente do convívio com outras pessoas, não.
16:30Mas não pode ter contato nenhum com alguma pessoa?
16:35Não, o contato pode até ter, mas dentro de uma série de medidas, né?
16:39De segurança.
16:41Higienização das mãos, né?
16:43O uso da máscara.
16:45Basicamente, é isso.
16:46Essa máscara, é importante a gente também ressaltar, que ela tem que ser trocada de tanto e tanto tempo, né?
16:51A cada quatro horas, exatamente.
16:52A cada quatro horas, a máscara tem que ser trocada.
16:54Isso a gente está falando da máscara cirúrgica, né?
16:56E tem a máscara que a gente usa dentro do ambiente hospitalar, que é a N95, que a gente
17:02emprega ela em determinado tipo de situação, como a superação do paciente.
17:06Mas aí é de uso mais dos profissionais da área da saúde que estão cuidando do paciente.
17:10E olha, gente, vamos ver então agora mais algumas dicas dos infectologistas sobre o coronavírus.
17:18Já temos vacina contra o coronavírus?
17:21Cerca de dez vacinas estão sendo pesquisadas no mundo, mas nenhuma vacina lançada no mercado
17:28e nenhuma vacina com lançamento nos próximos três, quatro, seis meses.
17:32Porque é um vírus novo, você fazer uma vacina vai demorar, né?
17:36Você tem que fazer testes, ver realmente se ela é eficiente na população, os eventos adversos.
17:42Mas não tem nenhuma vacina nova e nenhuma vacina que vai ser lançada nos próximos meses.
17:47Quem pega o coronavírus fica imune à doença?
17:50Todas as vezes que ela tem a exposição ao coronavírus ou a qualquer outro vírus específico,
17:57ela passa a desenvolver anticorpos específicos.
18:00Então, imagina-se que ela tenha uma imunidade específica, talvez para toda a vida.
18:06O que aconteceram?
18:07Dois casos, apenas dois casos, nesse total de mais de 120 mil casos,
18:13de pessoas que tinham a doença, melhoraram e apresentaram novamente sintomas e detectaram a presença do vírus.
18:22Qual é a diferença entre transmissão local e transmissão sustentada?
18:27Transmissão local, você tem alguns casos.
18:30Sustentada é que você, além de ter esses casos, eles vão se multiplicando ao longo dos dias, semanas e meses.
18:35Quem tem diabetes controlada está no grupo de risco?
18:39Um diabético tem que estar controlado, aquele que tem uma hipertensão tem que estar com sua pressão arterial normalizada,
18:46aquele que tem doença do coração tem que estar com seus medicamentos em dia,
18:50porque com isso, apesar desse indivíduo continuar sob um risco maior,
18:53ele diminui muito a chance de ele evoluir de forma mais grave.
18:59E olha, gente, o Jornal Online Folha Vitória tem um conteúdo completo sobre o Covid-19.
19:05E para acessar, é só fazer o seguinte, aponte o seu telefone para o QR Code que aparece aqui no
19:11seu vídeo,
19:12e você vai ter acesso a todas as informações de prevenção e dicas sobre o coronavírus lá no Folha Vitória.
19:19E agora, gente, os planos de saúde, atenção, serão obrigados a fazer exames para a detecção do coronavírus.
19:27A decisão já está em vigor. Acompanhe.
19:30Segundo a ANS, Agência Nacional de Saúde Suplementar,
19:34o teste para detectar o coronavírus será coberto para os beneficiários de planos de saúde
19:40e será feito nos casos em que houver indicação médica,
19:44de acordo com o protocolo e as diretrizes definidas pelo Ministério da Saúde.
19:49A ANS orienta que os beneficiários não se dirijam aos hospitais ou outras unidades de saúde
19:55sem antes consultar a operadora do plano.
19:58Eles passarão informações sobre o local mais adequado para a realização dos exames
20:03e esclarecerão dúvidas sobre o diagnóstico ou tratamento da doença.
20:07Só lembrando que a cobertura é obrigatória quando o paciente se enquadrar
20:11na definição de caso suspeito do Covid-19.
20:16E a gente continua, então, o nosso bate-papo aqui no estúdio com o pediatra,
20:19o doutor Gio Vassimota e também Vitor Vasconcelos, que é advogado criminalista.
20:24Aproveitando esse gancho aí, né, sobre essa determinação da ANS, Vitor,
20:29a gente sabe que na prática, para a gente chegar num hospital particular
20:33e também fazer um exame não é fácil.
20:35Não.
20:35Você imagina, então, agora, diante dessa nova determinação,
20:40se a gente perceber que está tendo aquela enrolação.
20:43Como que a gente deve proceder?
20:45Bom, a ANS tomou uma decisão maravilhosa.
20:48Nós estamos, o Poder Público está de parabéns com a reação ao coronavírus, né?
20:55E dentro dessa situação, a ANS passa a incluir o exame de detecção do coronavírus
21:02dentro dos procedimentos obrigatórios para que os planos de saúde cumpram
21:12a cobertura obrigatória desse exame.
21:15Exame que antes custava entre 150 e 2 mil reais.
21:18Então, assim, torna muito mais fácil a detecção e a prevenção
21:22e evita a propagação também do vírus.
21:26Então, numa situação como essa, agora, o plano de saúde já não pode mais se negar
21:31ou, então, exigir uma quantia abusiva, como aconteceu no começo do surto.
21:36Hoje, basta que o paciente apresente os sintomas,
21:38porque é uma condição para que o plano cubra esse exame.
21:44E, apresentando os sintomas, ele deve fazer o exame através do plano.
21:48Isso também...
21:50Essas exigências, inclusive, também são relativas a quem quer fazer o exame
21:55por própria vontade, né?
21:57Se ele não se enquadrar, não apresentar os sintomas, o plano também não vai ter obrigação de cumprir.
22:03E é o plano que se recusar.
22:04A pessoa chegou lá no hospital, apresentou a carteira, o plano que se recusar.
22:08O que pode acontecer e de que forma também que o paciente deve agir para recusar?
22:14Na situação atual, hoje, o plano não pode mais se recusar,
22:17porque a ANS já prevê com o rol de procedimentos obrigatórios.
22:22Numa situação em que o plano se recusasse, antes dessa portaria da ANS,
22:28o paciente, o usuário do plano de saúde, deveria procurar a justiça,
22:33acionando o Código de Defesa do Consumidor,
22:35e buscaria o seu direito ali, através de eliminar,
22:38com grande chance de sucesso, se ele apresentar os sintomas.
22:41Então, agora, voltando àquele assunto que a gente estava aqui,
22:45antes, debatendo com o doutor Javassi, sobre os sintomas,
22:48tem muita gente aqui perguntando da diferença da gripe,
22:51normal, para os sintomas do coronavírus,
22:54e a partir de qual momento que a gente deve, então, procurar o hospital,
22:59seja ele particular ou até mesmo a rede pública?
23:02Diante dos sintomas de febre, tosse, falta de ar, dor no corpo,
23:08a gente orienta para que o paciente procure assistência médica.
23:11Lá vai ser feita uma avaliação, um exame físico dele,
23:15vai ser feita uma história, e a partir disso a gente vai conseguir fazer uma suposição.
23:20Então, voltando àquilo que a gente já discutiu,
23:23não é todo paciente com tosse e febre do corpo, ou falta de ar,
23:27que a gente vai definir como portador, caso suspeito do COVID-19.
23:32Tudo depende também do vínculo epidemiológico.
23:35Então, por isso que a história clínica,
23:37tem que saber por onde esse paciente passou nos últimos dias,
23:40com quem conversou, se teve contato com algum caso suspeito ou confirmado.
23:44A partir disso, aí eu configuro o paciente, coloco, enquadro ele dentro de um caso suspeito,
23:50e depois, a partir dos resultados de exame, a gente vai confirmar.
23:53Por isso que é importante essa decisão da ANS,
23:56porque ela facilita o acesso ao exame, que vai confirmar ou não o diagnóstico,
24:01e com isso pode-se tomar medidas mais rápidas na contenção do vírus.
24:05Só mais uma pergunta aqui também,
24:07caso de grávidas,
24:09isso pode se tornar ainda mais agravante?
24:12Sim, a grávida, ela é uma paciente que a gente considera com uma imunidade baixa.
24:17Como é um vírus novo e tem poucos casos ainda em determinados grupos específicos,
24:22não se sabe ainda qual o comportamento biológico nesses grupos.
24:26Mas, trazendo uma analogia para outras doenças,
24:30a gente admite-se que tem um risco maior.
24:33Não existe ainda, até salvo engano,
24:35casos de transmissão vertical para crianças ainda,
24:38mas é preciso também ter o cuidado, inclusive, às gestantes.
24:42Continuamos, então, aqui o bate-papo com o João Vassimota,
24:46que ele é o pediatra que está participando com a gente aqui,
24:48desde o início do programa, né?
24:50E também a vovó Célia Gandini, gente.
24:53A neta dela, Clarice, na verdade, não foi só a Clarice.
24:56Ela é a vovó de seis netos, cinco tiveram essa doença.
25:02Não é isso, dona Célia?
25:03Cinco tiveram.
25:04Só ele, o Arthur, que está aqui com a Clarice, que não teve.
25:06Só o Arthur que não teve.
25:07Ele foi o sortudo da família.
25:08Foi o sortudo.
25:09E aí, conta pra gente, como é que foi,
25:11já que a senhora acompanhou o tratamento de todos os netos?
25:16É, eu ficava com...
25:17São gêmeas, né?
25:18Essas duas, na época.
25:21Eu ficava com elas, a mãe delas trabalhava.
25:24E eu comecei a perceber aqueles sinais que apareceram ali agora.
25:30Muita pintinha, algumas bolinhas e muita febre.
25:34Febre, no primeiro dia a gente foi ficando já preocupado.
25:39No segundo dia, a gente já levou pra pediatra.
25:42A febre já começou alta?
25:43A alta, não passava.
25:45Não passava.
25:46Só enquanto dava o efeito do remédio, tinha voltado.
25:50Ao chegarmos na pediatra delas, uma foi examinada e foi liberada.
25:56A outra, imediatamente.
25:58Dali, nós tínhamos que ir pro hospital com ela pra internar.
26:01Foi em caso de internação?
26:02Internação.
26:02Ela ficou três dias tomando antibiótico e isolada também, né?
26:07Porque não podia ter outra criança com ela, porque é uma doença que passa, né?
26:12É altamente contagiosa, né, doutor?
26:14Isso.
26:14A doença mão, pé, boca, né?
26:16É uma popular virose.
26:18São vários vírus que estão relacionados com essa doença.
26:21Não é só um, né?
26:23É caracterizada por lesões vesiculares, maculares ou papulares na cavidade oral.
26:29E nas mãos, nos pés, predominando também nas regiões das coxas.
26:35Por isso, esse nome, mão, pé, boca, né?
26:38É uma doença viral muito contagiosa, transmissível com muita facilidade, especialmente por criança, né?
26:44Criança abraça.
26:45Já que a transmissão se dá por contato com secreções respiratórias, da cavidade oral, ou mesmo com vesículas, né, contaminadas.
26:54Então, a criança tá brincando o tempo todo, se abraçando.
26:56É muito natural durante esse período, o vírus é transmitido de uma pra outra, né?
27:01Adulto também pode pegar?
27:03Adulto pode pegar, embora seja um pouco mais raro.
27:05É uma doença mais comum em criança, principalmente abaixo dos 7 anos, né?
27:10Mas há casos também em adulto.
27:12Até porque tem vírus que se manifestam mais, acometem mais criança e outros mais adultos, né?
27:18São vários vírus, né?
27:19Chegou a passar pra algum adulto na sua casa, Dona Célio?
27:22Não, só as duas mesmo que tiveram.
27:24Acredito que seja por contato em parquinho, que essas coisas assim, né?
27:31Brinquedos, e elas ainda não estudavam, né?
27:35Ela ainda não tava em creche, mas brincavam muito em parquinho.
27:39E o que é indicado, doutor?
27:41O que a gente tem que fazer com a criança?
27:42Porque é difícil, né, conter uma criança em casa sozinho, né?
27:45É, basicamente o que a gente orienta é o tratamento é sintomáticos, né?
27:51Evitar, obviamente, contato com outras pessoas.
27:54Então, de maneira geral, a gente orienta repouso, se a criança tá na escola ou na creche,
27:58a gente orienta repouso em casa.
28:00E higiene, higiene, lavar as mãos bastante com água e sabão,
28:05já que o enterovírus, diferente do coronavírus, ele é um vírus resistente a álcool, ao éter, né?
28:10Então, a grande medida aí, pra evitar a transmissão, é a higienização das mãos.
28:16Olha, a gente tem aqui várias pessoas se identificando com essa doença, né?
28:21A Letícia Dias tá aqui falando que o filho dela está com essa virosa,
28:24com essa virosa, está passando por esse momento, já levou o médico,
28:27mas nada resolve, já comprou várias pomadas.
28:32O filho dela tem dois anos e dez meses.
28:34Dura quanto tempo esse período aí?
28:37Positivo.
28:38É muito natural que a mãe, ela queira logo a resolução do quadro clínico, né?
28:42Mas ele é variável.
28:43De maneira geral, de uma a duas semanas, né?
28:46As lesões, elas...
28:47É uma doença autolimitada, benigna.
28:49De maneira geral, dificilmente o paciente demanda internação.
28:52Só nos casos mais graves.
28:54Acredito que no caso da neta, da colega que tá aqui nos acompanhando,
28:59provavelmente as lesões na pele evoluíram com infecção secundária, né?
29:04Porque ela usou antibiótico, então supõe que a lesão foi infectada.
29:08E por isso a necessidade de internação e iniciar o tratamento.
29:11Porque de maneira geral, o tratamento é consintomático.
29:13Remédio pra febre, muita hidratação e repouso.
29:16Pode pegar de novo?
29:17A Elisângela tá aqui perguntando.
29:18Até porque são vários vírus, né?
29:20Adquire imunidade contra o vírus e pode pegar de novo.
29:22Gente, olha, muito obrigada pela participação de vocês.
29:25É que hoje o nosso assunto aqui rendeu, foi muito também com o coronavírus.
29:28Mas a gente agradece mais uma vez, né?
29:31Tá levando muita informação pros nossos telespectadores.
29:33E Clarice tá aqui, cheia de saúde.
29:35Ainda bem que passou.
29:36E os outros netinhos também estão tudo bem em casa, né, Vovó Célia?
29:39Estão todos bem.
29:40Estão todos bem.
29:40Graças a Deus.
29:41E isso passa, né, doutor?
29:42Com certeza.
29:44Cuidado.
29:44Duas semanas, né?
29:45Exatamente.
29:45Tá certo.
29:46Vamos nos cuidar e cuidar principalmente das crianças.