Mas deixa eu te falar uma coisa.
Você não está sofrendo apenas pelo que essa pessoa faz.
Você está sofrendo também pelo que você imagina que ela poderia ser.
E existe uma diferença enorme entre essas duas coisas.
Talvez você esteja apaixonado pela versão daquela pessoa que existe na sua cabeça.
A versão carinhosa.
A versão presente.
A versão que um dia te fez sentir especial.
E é justamente essa lembrança que faz você continuar esperando.
Você olha para o passado e pensa:
“Um dia ela foi diferente.”
E então espera que aquele dia volte.
Só que enquanto você espera...
A realidade continua acontecendo.
Ela só aparece quando precisa de alguma coisa.
Só manda mensagem quando está entediada.
Só lembra de você quando todos os outros desapareceram.
Quando precisa conversar.
Quando precisa de ajuda.
Quando quer companhia.
E você está sempre disponível.
Porquê, no fundo, existe uma esperança.
A esperança de que, se você continuar sendo bom...
Se continuar demonstrando carinho...
Se continuar entendendo...
Talvez finalmente seja escolhido.
Mas amor não deveria parecer uma entrevista de emprego.
Você não deveria precisar provar todos os dias que merece atenção.
Você não deveria implorar por consideração.
E muito menos competir por um lugar na vida de alguém.
Preste atenção nisso.
Quem realmente quer estar na sua vida não precisa ser convencido o tempo inteiro.
Pode existir distância.
Pode existir uma fase difícil.
Pode existir um dia ruim.
Claro.
Todo mundo passa por isso.
Mas existe uma diferença entre alguém que está enfrentando dificuldades...
E alguém que simplesmente não faz questão.
E essa diferença aparece nas atitudes.
Não nas promessas.
Não nas desculpas.
Não naquele “qualquer dia a gente marca”.
Atitudes.
É aí que você precisa parar de romantizar migalhas.
Porquê receber uma mensagem depois de semanas não significa que alguém sente sua falta.
Às vezes significa apenas que essa pessoa lembrou que você existe.
E isso dói.
Eu sei.
Porquê aceitar essa realidade significa abandonar uma expectativa.
Significa admitir que talvez aquela relação nunca tenha sido aquilo que você imaginou.
Mas existe algo ainda mais doloroso.
Continuar insistindo em alguém que já mostrou que não pretende ficar.
Você perde tempo.
Perde energia.
Perde autoestima.
E, principalmente, começa a questionar o próprio valor.
Você pensa:
“O que há de errado comigo?”
Nada.
Talvez você só esteja tentando receber de uma pessoa aquilo que ela não tem intenção de oferecer.
E isso não diminui o seu valor.
Só revela que você está entregando demais no lugar errado.
Então pare de criar desculpas para comportamentos que te machucam.
Pare de transformar ausência em mistério.
Pare de chamar desinteresse de timidez.
Pare de chamar conveniência de amizade.
E pare de chamar migalhas de amor.
Observe.
Quem te procura?
Quem lembra de você?
Quem aparece quando você precisa?
Quem comemora suas conquistas?
Quem pergunta como você está sem querer nada em troca?
Essas pessoas existem.
Talvez você só esteja
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