00:00Crianças por... acorda com tripas humanas?
00:02Pois é, em O Sorveteiro, já em cartaz no Brasil,
00:06quem toma sorvete vira uma máquina de matar.
00:08Lançado nos Estados Unidos em agosto,
00:10o filme de Eli Roth foi detonado pela violência
00:13e pelo uso de inteligência artificial.
00:16O diretor disse que a tecnologia contornou o baixo orçamento,
00:19já que nenhuma produtora renomada aceitou investir no projeto.
00:23Segundo o diretor, a ideia era divertir o público,
00:26mesmo que com risos e voluntários.
00:28Essa mistura de sangue e humor não é nova.
00:31Ela foi popularizada pelo teatro francês Grand Huguenot,
00:35famoso por peças violentas e naturalistas.
00:38Mas o palco declinou após a Segunda Guerra,
00:41já que não pôde competir com o horror do cotidiano.
00:44O cinema, então, abraçou o estilo.
00:46Com o tempo, clássicos escrachados como
00:49Massacre da Serra Elétrica 2 e o bizarro Fome Animal
00:52consagraram essa violência absurda como uma piada,
00:56mesmo em meio a situações mais dramáticas.
00:59Hoje, o exagero segue firme.
01:01Em Psycho Gorman, um alien sanguinário é forçado a obedecer uma garotinha de 8 anos.
01:07Já em Buddy, recém lançado no circuito americano,
01:10o contraste vem de um mascote fofo distribuindo machadadas entre a criançada.
01:16Especialistas dizem que, nesses casos,
01:18as risadas vêm do próprio choque, como um mecanismo de defesa.
01:22Até em produções sombrias, como A Hora do Mal,
01:25a cena final de uma bruxa sendo desmembrada por crianças
01:28fez o público morrer de rir e viralizou.
01:31O sucesso foi tanto que a sequência inspirou a abertura do último Oscar.
01:35Nem tudo se resume a sangue barato, como dizem alguns.
01:38O diretor de Dolly, em que uma mulher é subordinada a uma dinâmica doentia entre mãe e filha,
01:44diz que a violência de muitos desses filmes é justificada pela narrativa.
02:29Para saber mais sobre a violência absurda em filmes de terror,
02:33leia a reportagem completa no site da Folha.
02:36Legenda por Sônia Ruberti
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