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  • há 10 horas
Um mês sem respostas: mãe diz que homem apontado como autor da morte de Igor continua solto em Cascavel

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00:0030 dias. Esse é o tempo que separa a família de Igor Luan Santos da Rocha, da última vez em
00:07que ele esteve vivo.
00:0930 dias desde que uma discussão terminou em violência e uma facada que tirou a vida de um jovem de
00:16apenas 21 anos.
00:18Mas para a mãe e para a irmã de Igor, o tempo não trouxe respostas, como conta a auxiliar de
00:24limpeza Eliane Santos.
00:26É uma dor incontrolável, porque assim não é só a dor, é a falta, é a saudade, é a raiva
00:35também de ver o motivo como que foi.
00:37Então eu mesmo não durmo, passo as noites sem dormir.
00:42Igor foi morto nas primeiras horas do dia 1º de agosto, em frente a uma lanchonete na rua Potiguaras, no
00:49bairro Santa Cruz, em Cascavel.
00:50E o que deveria ser apenas mais uma madrugada, terminou diante dos olhos da própria família.
00:58Segundo Eliane, ela, uma das filhas adultas e o filho de 11 anos, presenciaram o momento em que Igor foi
01:06atingido.
01:06Eu no momento nem me toquei na hora, né, porque a gente estava tirando, já tinha tirado ele, já trazendo,
01:12já empurrando ele para vir para casa.
01:14Enquanto ele escapou e entrou dentro da casinha, dentro do lanche e voltou com essa faca.
01:20Chamando ele, né, a gente já trazendo chamando ele, ele vira e ele mete a faca no menino.
01:26Então foi bem, nossa, é uma coisa muito triste ver ele na frente da gente.
01:30A confusão teria começado por causa de um celular vendido para comprar drogas.
01:35De acordo com as informações apuradas na época, Igor e a família teriam ido até a lanchonete para desfazer o
01:42negócio,
01:43levando 200 reais em dinheiro para pegar o celular de volta do comerciante.
01:48Logo começou uma briga. Igor foi atingido por duas facadas no tórax.
01:53O SEAT foi chamado, mas o jovem morreu no hospital.
01:57O Igor, ele era um menino que não tinha quem não gostava dele.
02:02Ele era um menino alegre, divertido.
02:04Os meus filhos, né, sobrinho dele, tem um amor enorme por ele, porque ele sempre foi um menino doce,
02:10um menino educado, um menino...
02:12O Igor se perdeu com o mundo nas drogas, mas a gente estava lutando, tentando tirar ele desse mundo, né,
02:19estava tentando, ele estava fazendo tratamento, ele teve uma recaída,
02:23mas, assim, quem conheceu o Igor, quem conheceu ele dentro de casa, ele com os amigos, nos churrascos, nas festas,
02:32sabe o menino de ouro que o Igor era.
02:34Aqui nesse ponto da Rua Potiguaras, a vida seguiu normalmente desde aquela tragédia.
02:40Todos os fins de semana, o trailer de lanche volta a funcionar ali naquela calçada,
02:46mas para a família, passar por aqui é relembrar a maior tragédia da vida.
02:52Eles moram a menos de duas quadras, e a principal pergunta que eles se fazem desde então, ainda não foi
02:59respondida.
03:01Eliane diz não ter informação de como estão as investigações,
03:05e afirma que o homem apontado como responsável pela morte do filho, continua solto, levando uma vida normal.
03:13E a pior coisa que a gente, no momento que a gente está passando,
03:17é que o rapaz que fez isso, ele continua bem de boa, como se nada tivesse acontecido.
03:23A gente vai na porta da escola buscar meu filho, levar meu filho, ele está lá na porta da escola,
03:29ele olha para a gente, tipo, coagindo, de quem fica com vergonha e quem parece que está em lugar errado
03:37é eu.
03:37Para toda a família, justamente essa convivência que torna o luto ainda mais difícil, como descreve a irmã da vítima.
03:45A gente está conformada com a morte, não tem que traga ele de novo, a gente perdeu ele para o
03:52mundo,
03:53perdeu ele, sendo ou não, a gente perdeu ele para as drogas.
03:57Só que assim, a gente tem que se sentir coagida, a minha mãe tem que sair dos lugares,
04:04vai ter que trocar meu irmão de escola para ele poder ter o ir e vir, a gente não coagir
04:10ele,
04:10a gente não, porque é assim que a gente se sente.
04:13E aonde encontra, eu também já tive lugares que eu encontrei ele,
04:17ele olha dentro do olho da gente como se ele está na razão e eu fiz o errado.
04:22Igor tinha 21 anos, lutava contra as drogas, a vida dele terminou na madrugada de 1º de agosto,
04:29a família continua tentando reconstruir a própria rotina,
04:34enquanto espera que a investigação esclareça o que aconteceu naquela lanchonete.
04:40Luiz Rab para a CGN, a informação em tempo real.
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