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  • há 4 horas

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Transcrição
00:00Frustração pelo desempenho abaixo da expectativa, tristeza porque não conseguiu controlar o nervosismo.
00:07As lágrimas da Lívia significam vários sentimentos, mas o desejo de evoluir é mais forte em uma derrota.
00:14Eu já perdi muitas vezes, mas eu já ganhei. E eu agradeço muito também, mas eu queria ter ganho.
00:20Eu preciso esforçar mais e eu gosto de jogar, mas eu fico nervosa quando eu estou perdendo.
00:27Eu não posso perder um que eu choro e que eu fico nervosa.
00:31Então tem que ter paciência, que é uma coisa que eu tento ter, mas eu não consigo.
00:36O esporte costuma ensinar do jeito mais difícil mesmo.
00:40E quando depende só de si mesma, característica de uma modalidade individual, a cobrança é maior.
00:47A Lívia estreou em um torneio de entrada do tênis, que está acontecendo em Cascavel, contra Antonella.
00:54E sofreu um revés, 2x7x0.
00:56O FPT 250 Junior Series, com chancela da Federação Paranaense, valendo pontos para o ranking estadual,
01:06tem esse propósito de desenvolver o espírito competitivo de quem está começando agora.
01:12Então o FPT 250, ele é o torneio de entrada das crianças.
01:16Então nós começamos com grupos, eles jogam entre grupos para depois ir para a fase final.
01:21Então a importância para essas crianças é a quantidade de jogos que elas vêm realizar durante o torneio.
01:28Então eles precisam ter essa vivência.
01:29Quanto mais eles jogarem, quanto mais eles tiverem essa vivência, no processo de evolução deles, é o que mais importa.
01:37O Paraná sempre foi muito forte, inclusive nas competições a nível nacional, entre estados, o Paraná sempre está nas pontas,
01:43da Confederação Paranaense.
01:45E isso é importante realmente para isso, para que comecem a aparecer os novos atletas, para que o tênis continue
01:51crescendo cada vez mais.
01:52A mãe da Lívia é uma grande incentivadora da filha.
01:55O nervosismo da pequena de 10 anos em quadra refletia perfeitamente o sentimento da mãe na torcida.
02:02E depois de um jogo não muito bom, o apoio da família deixa as coisas menos difíceis.
02:08Sentir o coração aqui batendo forte e ter que rebater uma bolinha não é para qualquer um.
02:13Eu também sou atleta, sei, sofro, passo mal, que também chego em casa chorando muitas vezes.
02:20Mas é maravilhoso, o esporte é maravilhoso.
02:23Genética.
02:24É o que?
02:25Genética.
02:26Genética, né?
02:27Antonella, vencedora, mostrou que está um pouco mais preparada.
02:31Fez um jogo bem legal.
02:33Deixou a pressão para o outro lado da quadra, mas reconhecendo o esforço da Lívia também.
02:38Foi bom.
02:40Ela jogou umas bolas boas e eu consegui pegar.
02:43O pai da Antonella viu a filha de perto e a jogadora de 9 anos não veio só para ser
02:49mais uma.
02:50Se bem que, vale reforçar, a experiência aqui também é muito bom.
02:55Dá para pensar em coisas grandes no campeonato ou você veio mais para participar mesmo, para pegar a experiência?
03:00Como é que é?
03:01Eu fui a experiência, os dois.
03:03Ao todo, 95 projetos de tenistas se inscreveram.
03:08Cascavel, Foz do Iguaçu, Toledo, Maringá, Palmas, Marechal Rondon, Mato Grosso do Sul, São Paulo.
03:15Competidores de vários lugares.
03:18São jogadores de 8 a 16 anos.
03:20Os mais novos jogam nessa quadra reduzida, rápida.
03:24Vimos a dedicação do Joaquim e também do Felipe.
03:29A galerinha mandou bem demais.
03:32No fim, o Felipe venceu.
03:34Mas na entrevista, os dois foram ótimos.
03:37Pareciam gente grande.
03:40Boa.
03:41Tipo, é bom assim você participar.
03:44Foi bom, né?
03:45Às vezes não dá para ganhar, né?
03:46Mas o que importa é se divertir.
03:48Eu acho que foi bom, né?
03:49Eu acho que conseguir melhorar é isso que importa.
03:52Sabe as palavras, meu caro Joaquim.
03:54Até domingo vai ser assim neste clube de Cascavel.
03:58Um perde, o outro ganha e tá tudo bem.
04:01Até a definição dos campeões, mais do que um torneio, as disputas têm caráter pedagógico
04:07para quem está dentro e fora das quadras.
04:10A gente vê a evolução das crianças, né?
04:13As crianças gostam desse modelo, né?
04:15Até pegar uma maturidade mesmo e junto com a evolução para depois ir para torneios um pouco maiores,
04:20com pontuações maiores, mas ainda existe o comportamento dos pais,
04:25é o que causa o maior problema nesses torneios.
04:29Os pais dando orientações, os pais cantando bola dentro ou bola fora, né?
04:35Então, mas a gente entende.
04:37Eu também sou pai, eu também entendo o quanto isso é difícil.
04:39Mas nós precisamos amadurecer e saber que os filhos precisam desenvolver dentro do esporte.
04:45Até para o Daniel, esse mundo ainda é diferente.
04:48Foi árbitro de futebol por 16 anos, vem de um ambiente muito hostil.
04:54E aqui no tênis tem sido muito diferente trabalhar.
04:57Como eu venho de um ambiente mais hostil, né?
05:00Então a gente vem para cá e o Daniel tem que aprender bastante.
05:06Eu muitas vezes tolero algumas atitudes dos atletas que são puníveis de advertência.
05:12Eu preciso me policiar para poder fazer essa correção com os atletas.
05:16Porque como eu vivi 16 anos no meio do futebol, aquela malícia ali, aquela perca de cabeça do atleta,
05:25para mim acaba se tornando normal.
05:27Mas quem está errado sou eu e eu estou me policiando para estar sempre melhorando também.
05:31Mas tudo se baseia em educação, né?
05:34O futebol, muitas vezes o pai acaba forçando.
05:38O futuro da criança só tem essa opção para isso, né?
05:42O tênis é um ambiente um pouco mais leve.
05:47Como eu falei anteriormente, os pais também às vezes pressionam demais os filhos.
05:51Mas é um ambiente muito mais tranquilo de trabalhar.
05:55O que é isso?
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