00:00Quase duas semanas após a entrada massiva de migrantes em Ceuta, no final de julho,
00:06milhares destes permanecem no território. Alguns dormem ao relento e dependem de ajuda
00:12para satisfazer as necessidades básicas. Dados da Save the Children apontam para mais
00:18de 4 mil menores não acompanhados e não identificados ainda em Ceuta.
00:37As organizações não-governamentais indicam que os recursos dos centros de acolhimento
00:43estão sobrecarregados e apelam, por isso, a transferências mais rápidas para o continente.
00:50Um tema que desencadeou um conflito político entre as comunidades autónomas.
01:00Eu entendo que, num primeiro momento, as comunidades autónomas podem ter reticências,
01:04mas o certo é que a lei assim o exige e, portanto, se terão de coordenar com o Estado
01:11para que, em função das suas capacidades de acolhimento, podam apoiar a Ceuta nestes momentos.
01:17Mas a Amnistia Internacional considera que a crise em Ceuta vai além do debate
01:22sobre o plano de distribuição em Espanha.
01:25E responsabiliza também a União Europeia pela sua abordagem à política migratória.
01:31Desde a Amnistia Internacional consideramos que o escenário que se ha vivido nestas semanas
01:36é resultado de uma política migratória da União Europeia, dos Estados-membros,
01:42enfocada e priorizando o cierre de fronteiras e não ponendo no centro as pessoas.
01:48Entretanto, em Ceuta a prioridade continua a ser a mesma,
01:52localizar os menores e garantir a proteção dos seus direitos.
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