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Bruno Playhard, CEO da LOUD afirma: “Vendemos pertencimento, não só jogos”
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00:00Os mais simples têm uma base de jogadores muito fiel.
00:03Entendi, ou seja, mas o Brasil, se não me engano, é bastante destaque no Free Fire, inclusive.
00:06Tem muito jogador no Free Fire que tem um pouco dessa questão que você comentou agora,
00:10da barreira financeira, de fato.
00:12Qual é o preço de você poder comprar um celular, de fato, e jogar, e estar lá no transporte, no
00:17metrô,
00:17sei lá onde for, no trânsito de São Paulo, no trânsito das grandes cidades,
00:20versus você ter um computador com uma cadeira gamer, com uma conexão de alta velocidade.
00:24A qualidade do computador vai te ajudar ou vai te prejudicar também na maneira como você joga.
00:30Tudo isso interfere e determina um pouco da base de jogadores também.
00:33Determina. O Free Fire fez esse movimento de uma forma muito natural aqui no Brasil,
00:38porque, você pensa só, tinha uma parcela muito grande da sociedade
00:41que não tinha acesso ao mercado dos games por não ter um computador ou um videogame,
00:46que eram os únicos meios de porta de entrada desse mundo.
00:50Só que quando chega um jogo tão dinâmico e divertido quanto o Free Fire,
00:54que é um jogo, a gente fala multiplayer, ou seja, vários jogadores dentro da mesma sala competindo entre si,
01:00a tecnologia avançou o suficiente para um jogo como esse ter a possibilidade de rodar num aparelho barato,
01:07simples, que a maioria das pessoas tinha acesso aqui no Brasil.
01:10Então, quando isso aconteceu, foi tipo jogar gasolina numa fogueira, assim, em chamas,
01:15porque o Brasil virou uma das principais potências desse jogo.
01:18Então, a gente percebe que quando você dá acesso, traz as ferramentas para o povo brasileiro jogar de igual para
01:25igual,
01:25começar um cenário ao mesmo tempo com um aparelho que roda o jogo bem,
01:30a gente consegue se destacar.
01:32O Brasil já foi campeão mundial de Free Fire, está sempre disputando.
01:35Nossos jogadores são considerados um dos melhores do mundo.
01:38Então, é bem legal ver essa crescente do game e como que o brasileiro teve um papel importante no Free
01:43Fire.
01:44Agora, na Laude, quando a gente pensa no Flamengo, por exemplo,
01:46o Flamengo tem lá o time de futebol, que é mais reconhecido, não é isso?
01:50Mas também tem o time de basquete, mas também tem o time de ginástica,
01:54tem outras modalidades que a gente chama do esporte olímpico do Flamengo, não é isso?
01:57A Laude também tem várias modalidades e cada modalidade com seus jogadores específicos,
02:02pelo que você está explicando, com a sua própria comissão técnica,
02:05eles têm um centro de treinamento.
02:06Como funciona isso?
02:07Tem, cara.
02:08A estrutura do esporte eletrônico acabou se inspirando muito no esporte tradicional,
02:12que está sendo validado ao longo de centenas de anos.
02:16Então, na Laude, a gente estudou muito esses modelos,
02:19a gente aprendeu algumas das nossas modalidades de esporte eletrônico.
02:23Tem fisioterapeuta, tem psicólogo, tem nutricionista.
02:27Então, tudo isso é para atingir o alto rendimento e conseguir competir com os...
02:34A gente fala os times estrangeiros, que têm uma estrutura muito maior
02:37do que o time brasileiro na maioria das vezes.
02:39Quando a gente classifica para essas competições internacionais,
02:42o nível sobe muito, então a gente tem que estar de igual para igual.
02:45E dentro desses jogos, dessa variação de jogos que a gente tem,
02:49daqui em São Paulo a gente tem um centro de treinamento,
02:51que os jovens são...
02:53meio que eles precisam de ir treinar todo dia lá,
02:57como se fosse um trabalho, um escritório.
02:59Não é em casa dele, ele jogando, se divertindo na hora que ele quer
03:02e chega na hora e compete.
03:04Ele precisa de ir todos os dias para o centro de treinamento,
03:07seguir uma rotina bem restrita, conversar com a comissão técnica,
03:10tem analista, tem treinador.
03:12A gente tem inteligência de dados hoje no backstage também
03:15para conseguir dar suporte e enfrentar os times com bastante inteligência.
03:19E isso vai... o resultado vai se pagando com o tempo.
03:21A gente vê que a gente aprende, constrói essa inteligência interna
03:24e aí a gente consegue ter resultados competitivos bem melhores.
03:28Tem uma coisa interessante ainda nessa comparação com o esporte tradicional.
03:31e eu estou tentando fazer essa comparação para a gente esclarecer
03:33e estou adorando que você está fazendo esse detalhamento.
03:38E no esporte tradicional tem algo bastante característico também,
03:41que é a dependência dos canais terceiros.
03:45Então, a gente aprendeu no Brasil a assistir esporte na TV aberta.
03:50Aí depois isso foi para a TV por assinatura.
03:52Não foi totalmente, acumulou-se.
03:54A plataforma de streaming e assim sucessivamente.
03:58Ou seja, o consumo do esporte, ele continua sendo muito alto,
04:02o esporte ao vivo continua sendo muito alto,
04:04mas a grande parte dessa receita se dá através desses canais
04:08que adquirem os direitos de transmissão.
04:10Nos esportes acontece de forma diferente.
04:12É uma distribuição fragmentada, feita através de canais proprietários,
04:17muitas vezes utilizando plataformas abertas, como é o caso do Twitch.
04:20Veja bem, o Twitch e não o Twitter.
04:22Então, a gente está falando do Twitch e não o Twitter,
04:25que nem existe mais o Twitter, agora é X, mas é o Twitch, não me confundam.
04:28Mas também o YouTube, também o TikTok,
04:31e são plataformas desse jeito que fazem a transmissão dos jogos de maneira geral.
04:37Isso anula ou diminui uma das receitas importantes do esporte tradicional,
04:42que são os direitos de transmissão ou os broadcast rights.
04:44Como que funciona isso na prática?
04:46Como que é lidar com isso e monetizar ou trazer dinheiro
04:49se de saída você já está neutralizando uma das receitas principais?
04:54Esse é um dos pontos principais dos problemas do mercado na essência.
04:58Se a gente para para comparar com o futebol, um esporte tradicional,
05:03duas das principais fontes de receitas são os direitos de transmissão
05:07e também a bilheteria, do estádio, das arenas que acontecem nos jogos.
05:11No esporte eletrônico, a gente não tem nenhuma das duas.
05:14Então, uma, como você falou, como o direito de transmissão é controlado pela dona do jogo,
05:19ela decide como que ela quer distribuir.
05:21E hoje a principal opção é pela internet.
05:24Então, YouTube, Twitch, TikTok, acontecem as lives
05:28e aí os jogadores podem acompanhar por lá.
05:31Não tem uma negociação dos direitos,
05:33da monetização desses direitos de transmissão
05:35que paga depois os times e ajuda a gente a sustentar a operação.
05:39E a bilheteria muito menos,
05:41porque na maioria das vezes esses campeonatos acontecem em estúdios muito pequenos,
05:45não tem uma estrutura física muito grande,
05:47então não tem bilheteria para ser dividida.
05:49Então, isso acaba prejudicando um pouco também.
05:51Por outro lado, a gente costuma ter uma audiência muito forte,
05:55engajada nas nossas redes sociais, canais proprietários.
05:58Então, a gente tenta monetizar isso, junto com parceiros, anunciantes,
06:01como se a gente fosse um grande influenciador próprio
06:05no meio de um universo de competição, esporte eletrônico.
06:09A dona do jogo é o que vocês chamam de publisher, não é isso?
06:11A publisher.
06:12A publisher, comparativamente, é o que seria a FIFA para o futebol, por exemplo?
06:15É mais ou menos isso?
06:16É mais ou menos isso.
06:18Então, ela dá as cartas do jogo ali.
06:20Como ela desenvolveu o jogo, ela vai desde mudar as regras,
06:24lançar novidades dentro desse jogo, controlar os times que vão poder participar
06:28da franquia, do campeonato e também como que o direito de transmissão vai funcionar.
06:33Então, ela pode ser muito pró-times e ajudar os times,
06:37mas alguns jogos talvez são mais pró-publisher, monetização, faturamento da empresa.
06:42Isso prejudica um pouco os times.
06:44As publishers são as empresas desenvolvedoras dos jogos.
06:47Então, tem lá a Riot, por exemplo, que é do League of Legends.
06:50A Valve, que é do Counter-Strike.
06:53Ou seja, cada uma dessas empresas é quem faz esse controle,
06:56que desempenha o papel de FIFA para aquele jogo, entenda-se, modalidade.
06:59É assim que funciona.
07:00Ela cria tudo.
07:02Eu acho que é uma coisa meio que incomparável até com o futebol,
07:05porque o futebol por futebol, em qualquer lugar você consegue jogar.
07:08Se eu montar uma quadra minha ali, ou falar que eu quero fazer uma competição de futebol,
07:12tipo uma Kings League, ninguém pode me importunar com isso.
07:15Mas o jogo, não.
07:16Como os servidores são hospedados pela publisher, pela desenvolvedora,
07:21eles podem, em qualquer momento, falar assim,
07:22você está infringindo um direito de propriedade intelectual
07:25de um produto que eu desenvolvi, que é meu,
07:27então você não pode fazer um campeonato desse jogo.
07:29Então, é um pouco diferente as regras, tem que saber navegar bem ali.
07:33E quando a gente fala de transmissão, você tem essa audiência
07:36que provavelmente você vai lá construir a sua audiência no seu próprio canal,
07:40mas também nos canais de transmissão, o próprio tweet.
07:42Se o tweet muda lá o algoritmo dele,
07:45vira e mexe essas plataformas por algum motivo,
07:48ficou mudando os algoritmos delas.
07:50Se ela muda, isso pode impactar diretamente a sua potencial de transmissão,
07:54independentemente se o time está ganhando, está perdendo,
07:56ou se você está, sei lá, a pessoa que está fazendo a transmissão
08:00está num dia mais inspirado ou menos inspirado,
08:02pode mudar, né?
08:03Porque é um algoritmo, é diferente de televisão convencional ou de um streaming.
08:07Como lidar com isso?
08:09É um poder gigante que está na mão da publisher,
08:11depois um outro poder gigante que está na mão da plataforma que transmite.
08:15Como que é essa gestão?
08:17Eu acho que nesse mundo tão digital assim dos games,
08:21da criação de conteúdo,
08:22saber se adaptar rápido é uma vantagem muito grande.
08:26A gente percebe que a coisa está acontecendo de uma forma tão dinâmica no digital
08:30que até as instituições de mídia mais tradicionais estão se inspirando um pouco nisso,
08:36criando novos produtos, novos formatos para tentar se equiparar ao que dá certo no digital.
08:40Então, a gente por ser digitalmente nativo, a gente precisa fazer isso melhor que todo mundo.
08:45Então, a gente tem que sempre tentar dar um passo à frente.
08:47Se vai deixar de dar certo algo é porque outra coisa talvez esteja puxando essa audiência,
08:52esteja trazendo esse resultado.
08:54Então, como é que a gente migra sem deixar um buraco muito grande ali,
08:57sem parecer que não é natural, que não é orgânico.
09:00Então, o nosso trabalho principal é saber surfar essas ondas antes de todo mundo,
09:04sem precisar queimar rios de dinheiro e conseguindo ter um projeto sustentável
09:08com uma rentabilidade boa.
09:10E nesse aspecto, você compete com seus concorrentes, outras organizações,
09:13outros times de esportes ou você compete com qualquer coisa que dispute atenção?
09:17Qualquer coisa que dispute atenção.
09:18No final do dia, a gente vê a nossa empresa, esse mercado do esporte eletrônico,
09:22como um grande interesse da geração Z, das novas gerações.
09:26Então, por isso que a gente está presente nele.
09:28Se aparecer um novo grande interesse, igual a gente já explora o streaming de lifestyle,
09:34então as lives que não são necessariamente de campeonatos,
09:37os influenciadores digitais que são fortes no Instagram, no Twitter,
09:41mas às vezes não em ao vivo ou competição de games,
09:44se aparecer algo muito forte, a gente tenta se posicionar.
09:47Então, hoje para a gente, o esporte eletrônico é um dos principais nichos,
09:50só que a Laude está competindo em outros nichos, com outros produtos de entretenimento
09:55que captam a atenção da geração Z.
09:57Ou seja, é uma briga diária para continuar construindo audiência todos os dias,
10:02aumentando a audiência, trazendo a audiência cativa.
10:05Ser relevante é o que importa hoje em dia,
10:07porque senão a fundação que a gente está construindo vira um castelo de areia ali.
10:12Então, se você não é relevante, você vai perdendo apoio da torcida,
10:15vai perdendo patrocinador, vai perdendo interesse dos fãs,
10:18os números caem e aí fica difícil de ter um resultado,
10:21de conseguir vender algo para o torcedor.
10:24É nesse ponto que eu queria tocar, porque me chama bastante a atenção.
10:26Você falou das receitas que vocês não conseguem explorar,
10:29mas, por outro lado, constrói uma audiência grande.
10:32A briga por audiência está aí para todo mundo.
10:34Qualquer marca hoje quer ter fãs, não precisa ser uma marca de entretenimento ou de esporte,
10:37quer ter fãs, quer ter audiência, quer ter recorrência.
10:39Vocês conseguem fazer isso de uma maneira muito interessante e com muito sucesso.
10:43Mas o melhor que ter audiência é monetizar essa audiência.
10:46Então, eu queria que você explicasse para a gente quais são as receitas que a Laude tem.
10:49Quais são as diversas fontes de receita que você consegue explorar?
10:53As principais linhas de receita é o que muita gente imagina que são os patrocinadores,
10:59acordos com anunciantes, parceiros no geral.
11:01Só que tem uma outra linha de receita que é tão relevante quanto essa,
11:05que é bem diferente.
11:06Então, a gente fala que é o desenvolvimento de itens cosméticos dentro dos jogos.
11:11Então, a gente sabe que no esporte eletrônico, às vezes, se está jogando algo em qualquer game,
11:16tem uma roupa especial que é feita em alguma ocasião específica.
11:21Pelo fato da Laude estar participando desses campeonatos,
11:24a gente consegue ter uma colaboração da nossa IP, da nossa marca,
11:28junto com a desenvolvedora do game,
11:30e ela constrói um item cosmético que pode ser utilizado dentro do jogo estilo Laude,
11:35da marca da Laude.
11:36Quando esse item é vendido para qualquer jogador que acesse essa plataforma,
11:40a gente ganha na venda, é um revenue share, a gente ganha um percentual do lucro.
11:44E isso escala muito, porque é diferente de um estádio de futebol,
11:49onde tem um limite ali de 100 mil pessoas,
11:51ou então uma bilheteria, que você consegue passar numa loja do time e comprar tantas camisetas,
11:57ali é no digital, não tem frete, não tem logística,
12:00é uma linha de código que o preço é o que o desenvolvedor decidir.
12:03Então, isso escala bastante.
12:04Como a gente tem milhões de torcedores jogando jogos que têm milhões de usuários ativos,
12:09a gente consegue vender muito item cosmético diretamente para o nosso torcedor.
12:14E aí, nesse aspecto, ter uma marca forte, ter uma marca de desejo é super importante.
12:18E item cosmético aqui, trocando em miúdos,
12:20é se, por acaso, lá no League of Legends, quiser comprar uma nova arminha para o player.
12:26Não tem nada físico, você não encosta em nada.
12:28É uma nova roupa.
12:29É só visual.
12:30É só visual ou um item do jogo, e aí você paga por isso.
12:35E aí, esse valor, obviamente, que tem uma margem relevante, como deve-se imaginar,
12:40ele é repassado parcial ou integralmente para vocês, se, por acaso, aquele item for relativo à lauda.
12:45É isso.
12:46Exatamente, exatamente.
12:46É esse o raciocínio.
12:48É.
12:48Super interessante.
12:49Não tem um pedaço de pano.
12:50Se eu for comprar uma camisa, uma nova uniforme para o jogador dele,
12:54você não recebe nada em casa.
12:55De fato, o ativo digital.
12:58Exato.
12:58E a gente percebe que isso, para essa nova geração, é muito forte,
13:01porque, assim como eles querem representar um time de futebol vestindo uma camisa,
13:06quando ele está existindo dentro do jogo, ele quer representar o time que ele gosta
13:09com uma arma específica, uma roupa específica.
13:13Tem até itens que são legais, como um spray de parede.
13:16Ele pode passar em determinado lugar do mapa e usar o spray da lauda
13:19e ficar marcado durante aquela partida ali.
13:21Então, esse tipo de interação é bem única e tem uma escala muito grande.
13:25A gente consegue vender muito rápido para muita gente,
13:28às vezes até pessoas que nem são do Brasil.
13:30A gente tem muita gente que compra skins da lauda na China, no Japão.
13:34É legal perceber essa internacionalização da marca nesse tipo de momento.
13:38Agora, outra receita importante são os patrocinadores.
13:42E vocês têm uma marca super...
13:44Tem várias marcas, a marca da lauda é importante,
13:46mas várias marcas que vocês conseguiram, nesse período, atrair.
13:49O que um patrocinador, de fato, compra quando ele se torna patrocinador da lauda?
13:54Cara, interessante.
13:55Nas conversas que a gente teve nos últimos oito anos,
13:58desde a fundação da empresa,
14:00o que a gente percebe que a lauda agrega de mais valor
14:02é porque existe uma dificuldade de se conectar com essa audiência mais jovem.
14:08A geração Z na internet, a geração alfa.
14:11É difícil de acessar e de entender como gerar valor para eles.
14:15Então, quando uma marca como a lauda é naturalmente relevante para essa audiência,
14:20isso já tem muito valor para esses anunciantes.
14:22Eles querem estar presente na conversa.
14:24Eles querem ser vistos, não interromper essa audiência,
14:27mas ser visto e ser lembrado pelo que eles estão investindo.
14:30Então, o nosso papel é quase como se fosse ser um interlocutor,
14:33construir uma ponte ali entre os interesses da marca,
14:37que quer vender um produto, um serviço, ser relevante,
14:39e uma audiência que tem uma barreira de entrada muito grande
14:42com mídia tradicional e anunciantes tradicionais.
14:45Então, como a gente é esse interlocutor,
14:47isso acaba trazendo bons resultados para os dois lados.
14:49A gente agrega valor para a nossa comunidade com campanhas legais,
14:52benefícios legais, e agrega valor para a marca,
14:55trazendo mais clientes, gerando mais resultado nesse mundo digital
14:58e, consequentemente, no mundo físico também.
15:01E nessa linha de trazer novas entregáveis, vamos dizer assim,
15:05para os seus patrocinadores, você criou uma ampliação de inventário
15:09e nessa ampliação foram aproveitar a oportunidade
15:11e criar um time dentro da Kings League,
15:14que é a liga de futebol, que é um futebol adaptado, vamos dizer assim,
15:19um futebol cheio de ajustes e inovações e coisas interessantes.
15:23E a Laude tem lá um time, que inclusive vai muito bem,
15:26até agora tem desempenhado super bem o papel nas competições.
15:31E aí eu queria entender com você,
15:33essa decisão tem mais a ver com aspectos esportivos
15:37ou ela tem mais a ver com aspectos estratégicos
15:40que conversam com o que é o desejo de um patrocinador
15:43ou com a possibilidade de trazer mais dinheiro
15:45a partir de uma nova propriedade?
15:47Total, cara.
15:48Quando eu vi a oportunidade da Kings League,
15:50o que a gente observava era
15:51eu preciso continuar crescendo a marca
15:53e não tem ainda muitas opções de novos jogos
15:57que eu possa entrar, possa me posicionar
15:59quando eu falo de esportes eletrônicos.
16:01Então, por que não procurar uma audiência
16:04tão interessante quanto a audiência dos esportes eletrônicos
16:07que também ressoa com a geração Z?
16:09Então, a gente começou a pesquisar
16:10o que o brasileiro gosta, o que a geração Z gosta,
16:13o que eles assistem,
16:14o que é um nicho que sempre deu engajamento,
16:17sempre deu visualização.
16:18A gente mapeou o futebol,
16:20ainda mais nesse intervalo entre copas
16:22que a gente estava montando esse projeto
16:23e a gente viu que poderia ser uma grande oportunidade.
16:26Antes de conhecer a Kings League,
16:28a gente chegou a pensar em se associar
16:29com times de futebol tradicional,
16:32times de Série B, Série C,
16:34como é que a gente pode fazer uma parceria,
16:36trazer esse DNA, essa veia mais digital
16:38para um time que talvez esteja querendo dar uma inovada,
16:42remontar alguma parte do marketing dele.
16:45Só que aí a gente não conseguiu.
16:48Então, ainda aí a gente viu a oportunidade da Kings League
16:50como um novo futebol para uma nova audiência.
16:53Então, um futebol mais rápido,
16:54os tempos ali, os dois intervalos entre cada tempo
16:58são mais rápidos.
16:59Então, a gente acha que a audiência mais nova
17:01não tem tanta paciência para ver dois tempos de 45,
17:04um futebol meio lento,
17:06que o seu atleta superestrela vai dar um dibre ou outro,
17:09talvez fazer um gol.
17:10Na Kings League é muito dinâmica,
17:11é um campo reduzido.
17:13Então, tem dibre toda hora,
17:14tem gol toda hora,
17:15são só sete jogadores.
17:17Existem regras que mudam completamente a dinâmica do jogo.
17:20Então, não dá para ir assistindo
17:22olhando no celular igual ao futebol tradicional.
17:24Às vezes, você perdeu um segundo ali,
17:26você perdeu a carta surpresa que vai mudar a regra do jogo.
17:29Quando chegou no Brasil, a gente se posicionou,
17:31a gente foi um dos primeiros times a entrar,
17:33teve um bom resultado.
17:34No primeiro split, a gente ficou em último da tabela,
17:37mas foi o time mais assistido.
17:38Porém, no próximo split,
17:39a gente conseguiu chegar na semifinal,
17:41e esse ano a gente está indo bem também.
17:43Então, a gente está aprendendo como é que funciona.
17:45Na nossa cabeça era mais um lugar
17:48para ter atenção da geração Z e geração Alpha.
17:51E parecia difícil de se operar,
17:53mas com a experiência que a gente tinha,
17:54a bagagem que a gente tinha do esporte eletrônico,
17:56a gente levou muita coisa que funcionou ali
17:58para operar um time de futebol,
18:00praticamente no dia a dia,
18:02que tem jogadores, estrutura de treino e tudo mais.
18:05Então, a gente está aprendendo,
18:06mas está gostando bastante da Kings League.
18:08E os patrocinadores estão gostando também,
18:09estão vindo junto, estão reagindo de uma forma positiva.
18:11São os mesmos patrocinadores,
18:13ou são patrocinadores diferentes?
18:14Diferentes.
18:14A gente decidiu, a gente optou por fazer
18:16quase que uma entidade separada da Laude.
18:18Então, é a Laude Sports Club.
18:20Então, a gente separa a sua Laude,
18:22que é de e-sportes,
18:24e vai para a Laude Esportes Normais, Tradicionais.
18:27Quando a gente fez isso,
18:28a gente atingiu o interesse de algumas marcas
18:30que não queriam se posicionar no esporte eletrônico,
18:33que eram mais do nicho de futebol.
18:34E a gente também conseguiu migrar algumas marcas
18:37que eram do esporte eletrônico
18:38e tinham interesse em entender esse novo,
18:40vou dizer assim, futebol eletrônico,
18:42futebol inovador.
18:44Então, tiveram marcas que se apropriaram das duas formas.
18:47A gente conseguiu ter uma atração boa.
18:49No primeiro split, foi um split muito de explicar,
18:52de entender ali o que ia acontecer na Kings League,
18:55das marcas colocarem um pezinho ali,
18:57entender a audiência, entender a dinâmica.
18:59Mas no segundo, no terceiro,
19:01a gente conseguiu melhorar a parte comercial
19:03e hoje em dia está bem melhor.
19:04Dá para dizer que vocês nasceram mídia
19:06e estão virando clube?
19:07Nascemos mídia e estão virando clube?
19:09Pô, sim, a gente tem.
19:10A gente tem aí um sonho de cada vez crescer mais esse lado
19:13e, sem dúvida, nunca deixar de ser mídia.
19:15Para a gente, é o mais importante.
19:16Crescer significa ampliar o número de modalidades jogadas?
19:20Dá para imaginar a Laude,
19:22já que vocês estão pegando gosto por esse negócio de clubes,
19:26dá para imaginar a Laude com outras marcas esportivas,
19:28com outras modalidades, além da Kings League?
19:30Cara, sem dúvida.
19:31Aonde for relevante para a audiência,
19:33para a geração Z,
19:35a gente vai querer se posicionar.
19:36E eu brinco que a gente nunca sabe
19:38o que é a próxima grande coisa que vai explodir,
19:40que vai estourar no mundo dos games.
19:42E assim, todos esses jogos que hoje a gente está falando aqui,
19:44dez anos atrás, muitos deles não existiam.
19:46Cinco anos atrás, alguns deles não existiam.
19:48E hoje já são fenômenos culturais.
19:50Então, a gente acredita que no futuro isso vai continuar acontecendo.
19:53Vão ter outras Kings Leagues aí para a gente continuar se posicionando.
19:57E o que importa é a Laude continuar,
19:59crescer a sua base de torcida,
20:01faturamento da empresa e a história,
20:03a marca que a gente vai fazendo ao longo do caminho.
20:07Tem algo bastante importante que você falou,
20:09que é o que é relevante para a geração Z.
20:12Parece que a geração Z tem algo que é muito relevante para ela,
20:15que são os creators,
20:16que são a identificação pessoal que a garotada,
20:21os jovens, os meninos e meninas criam com pessoas ou com personas.
20:25E a partir daí, passam a aceitar melhor as recomendações,
20:29as dicas e consumir produtos e assim por diante.
20:32Ou seja, essa lógica da creator economy.
20:35O que a geração Z gosta?
20:37Se você pudesse definir hoje, pode mudar,
20:41porque me parece também que mudam bastante de ideia.
20:44O que você acha que a geração Z gosta?
20:46Qual é a fórmula se alguém quisesse vender para a geração Z hoje?
20:49Para outro mercado, não para ser seu concorrente, obviamente.
20:51Eu estou convidando você para dar a receita aqui para o seu concorrente.
20:53Mas o que você acha que a geração Z gosta?
20:55Essa pergunta é muito difícil,
20:57porque a geração Z é muito híbrida,
21:00ela é muito fluida.
21:02Você vai ter diversos nichos,
21:03que a geração Z hoje se enquadra.
21:05Mas eu posso, talvez, dar uma resposta
21:08um pouco interessante,
21:09que eu acho que a geração Z gosta de pertencer.
21:12Então, ela vai querer pertencer
21:13aonde que os interesses,
21:15que os gostos dela se aplicam,
21:17na comunidade que ela
21:19quer agregar algum valor ali,
21:20ser ouvida de alguma forma.
21:21E a gente percebeu isso.
21:22Então, no final do dia, com a Laude,
21:24a gente tenta construir uma grande comunidade digital.
21:27A galera com o mesmo interesse,
21:28mesmo objetivo,
21:29que carrega os mesmos valores.
21:31Então, é um pouco disso que a gente explora,
21:33como trazer o máximo de pessoas possível
21:35com o mesmo objetivo
21:36para pertencer dentro de uma comunidade.
21:38A geração Z adora isso.
21:39E dentro dessa comunidade,
21:40você mesmo é uma grande referência,
21:43é também criador de conteúdo,
21:44divide seu tempo entre ser CEO,
21:46tomar decisões de negócio,
21:48mas também fazer conteúdo.
21:49Quantos milhões de seguidores você tem?
21:50Cara, somando as redes sociais,
21:52mais de 35 milhões de seguidores.
21:53Mais de 35 milhões de seguidores,
21:55uma verdadeira celebridade aqui no Dentro da Arena, pessoal.
21:5735 milhões de pessoas vão assistir o Dentro da Arena com o Bruno.
22:00Vai ser um sucesso.
22:01Vai ser um sucesso, não tenho dúvida nenhuma.
22:03Agora, queria entender,
22:04me chama a atenção a rotina,
22:05porque são duas rotinas muito diferentes entre si,
22:08mas muito exigentes também entre si.
22:10Como que você combina isso?
22:12Eu acho que eu entendi um pouco
22:14de que eu preciso ter a minha marca pessoal
22:17para que a minha marca Laude
22:19também possa continuar sendo relevante.
22:21Então, ser um criador de conteúdo
22:23me abriu muitas portas legais
22:24para começar a empresa,
22:25desde ser ouvido pelas marcas
22:28de uma forma mais fácil,
22:29conseguir migrar parte da minha audiência
22:31para a Laude.
22:32Eu comentei que, na primeira semana,
22:34a gente teve um milhão de seguidores
22:36no YouTube na Laude.
22:37Então, só consegui isso
22:38porque eu já era muito conhecido.
22:39Eu consegui fazer um plano de conteúdo
22:41de lançamento ali junto com a minha equipe
22:42que deu muito certo.
22:44Eu consegui me aproximar
22:46de outros influenciadores
22:47para somarem comigo no projeto
22:49por eu já ser um influenciador.
22:51Então, eu sei que eles têm dificuldade,
22:52eu sei que a gente pode somar e se ajudar.
22:55Tudo isso é muito importante.
22:57Então, eu não posso deixar de fazer isso,
22:59senão eu vou me tradicionalizando,
23:01eu vou virando uma coisa
23:02que é contra-intuitiva
23:03pelo que o meu público espera de mim,
23:05precisa que eu seja.
23:06Mas, ao mesmo tempo,
23:07eu entendi que eu preciso ter
23:09outras habilidades,
23:11outras competências
23:11que antes eu não tinha
23:12e por isso eu não conseguia
23:14escalar um projeto
23:15que era muito maior
23:16do que um influenciador
23:17ou então um YouTuber,
23:19que é uma palavra
23:19que muita gente usa.
23:21Então, eu fui crescendo dos dois lados.
23:22Eu acho que hoje
23:23cada vez mais as marcas
23:24precisam ter um rosto
23:26que se conecta com a audiência
23:27para você conseguir
23:28ter uma empatia,
23:30ter um reconhecimento,
23:32conseguir se posicionar
23:33quando necessário
23:34sem ficar refém de algumas coisas.
23:36Então, acho que tudo isso
23:37foram alguns aprendizados
23:39que eu tive
23:39nesses últimos oito anos
23:40como CEO da Laude
23:41e quase 14, 13 anos
23:44como influenciador.
23:45É muito interessante
23:45ver você falando isso
23:46porque na indústria tradicional
23:48a gente vê
23:50empresas, não sei,
23:50segmento de farmácia,
23:52farmacêuticas
23:53ou talvez automotivo
23:54ou de qualquer segmento tradicional
23:56os CEOs
23:58trabalhando
23:58nas suas marcas pessoais.
23:59Começa lá
24:00muitas vezes
24:00no esforço
24:01no LinkedIn,
24:02daqui a pouco está no YouTube,
24:03daqui a pouco está em outros canais
24:04e aí muda o jeito de falar,
24:06fazem media training,
24:07muda o jeito de se vestir
24:08e se tornam verdadeiros personagens
24:10e investem um tempo nisso
24:12porque se criou
24:13essa verdade
24:13de que a empresa
24:15tem mais valor
24:15quando ela é identificada
24:17com a audiência
24:19que o seu mandatário,
24:20o seu dono,
24:21o seu CEO
24:22consegue criar.
24:23O que é muito interessante
24:24é uma nova competência
24:25que precisa ser criada.
24:26Você fez o caminho contrário,
24:27você veio lá de criador
24:29e se transformou em CEO.
24:30Mas isso também
24:31traz uma responsabilidade
24:32porque de fato
24:33o que você fala,
24:34você está lá gravando conteúdo,
24:35você estava me comentando
24:36três, quatro vezes por semana.
24:37O que você fala
24:39pode impactar
24:39de maneira positiva
24:40ou de maneira negativa
24:41o negócio da Laude.
24:43Isso é bom ou isso é ruim?
24:46Tudo vão ter os dois lados
24:47e acho que você tocou
24:48no ponto que realmente
24:49é muito perigoso.
24:50A partir do momento
24:51que você expõe muito
24:52um único indivíduo
24:53como cara e voz
24:54daquela empresa,
24:55ele vai também ser o alvo.
24:57Então tudo o que ele fala
24:58vai ser pesado
24:59com um peso diferente,
25:00vai ser entendido
25:01com um tom diferente
25:02e se a empresa quiser
25:04realmente ser sólida,
25:06ser escalável,
25:07ter uma fundação,
25:07uma base ali verdadeira,
25:09tem que se policiar.
25:10Então a gente percebe isso
25:11não só hoje em dia no Brasil,
25:13mas acho que veio lá de fora
25:14com o Mark Zuckerberg
25:16ou Elon Musk
25:17que são pessoas
25:18que assumem muito
25:19a cara da empresa
25:20e isso tem um lado positivo
25:21muito grande
25:22mas às vezes
25:23traz um peso,
25:24um lado negativo.
25:25Eu ainda acredito
25:26que pessoas gostam muito
25:27de pessoas
25:28e ouvem muito pessoas
25:29então uma marca
25:30que tem alguém
25:32como o cara,
25:32que tem uma cara,
25:33um indivíduo,
25:34um CEO
25:34que aparece
25:35com uma marca pessoal,
25:36eu acho que tem vantagem
25:37no mercado de hoje.
25:39Existem casos,
25:40exceções que não
25:40ou que já tiveram problemas
25:41e crises gigantes?
25:42Existem,
25:43mas eu acho que ainda
25:44tem uma vantagem.
25:45E um outro problema,
25:46cara,
25:46que eu acredito bastante
25:48é que,
25:49por exemplo,
25:50no meu caso,
25:51hoje quando eu comecei
25:52a Laude
25:53eu tinha como objetivo
25:54construir algo
25:55que não ia depender de mim
25:56porque eu via isso
25:57como problema.
25:58Então eu não posso ter nada
25:59que é tão vinculado a mim
26:00que eu não posso tirar
26:01uma férias,
26:01que eu não posso,
26:03sei lá,
26:03agora eu sou pai,
26:04eu posso passar um tempo
26:05com o meu filho.
26:06Então esse acaba sendo
26:07um risco,
26:08uma oportunidade,
26:09mas também um risco.
26:10Então quando eu comecei
26:10a Laude,
26:11eu pensei numa maneira
26:12de que se eu aparecer
26:13é bom,
26:13é legal,
26:14mas não é essencial,
26:15não é crucial.
26:16A empresa não morre
26:17se eu deixar de existir
26:18algum dia.
26:19Então tem que ser pesado isso,
26:22você não pode ir com tudo,
26:23mas ao mesmo tempo
26:24deixar de fazer é ruim.
26:25E quando você faz conteúdo,
26:27você tem liberdade total
26:27para fazer o conteúdo
26:28ou agora já tem
26:29uma preocupação de curadoria?
26:30Desde sempre eu tive
26:31uma preocupação,
26:32então eu sempre tomei
26:33muito cuidado
26:34porque eu entendo
26:35que a internet
26:37vão ter pessoas
26:38que vão ouvir
26:39as coisas que eu falo
26:40com diversas lupas.
26:41Então eu acho
26:42que muitas vezes
26:43coisas que eu falei
26:44foram julgadas
26:45como controversa
26:46ou que uma pessoa gosta,
26:48a outra não gosta,
26:49mas nada me atrapalhou
26:50profissionalmente,
26:51são só opiniões diferentes
26:52na internet.
26:53Eu acho que desde que você
26:54siga alguns valores
26:56básicos já,
26:57tenta ser uma boa pessoa,
26:58inspirar o pessoal
26:59a fazer algo positivo ali,
27:00usar a internet
27:00para o bem
27:01de alguma forma,
27:02traz essa inspiração positiva,
27:04você vai bem.
27:05Quando você começa
27:06talvez querer criticar
27:07se é um pouco tóxico
27:08ou pesar um pouco o clima,
27:10eu acho que daí
27:10você começa a ir
27:11para um caminho
27:11que tem chance
27:12de virar uma bomba relógio.
27:13Então eu tento evitar isso
27:14desde o início,
27:15pode ser algo natural meu
27:16de ser uma pessoa
27:17mais tranquila também,
27:18mais reservada
27:19e na Laude é a mesma coisa,
27:21eu tento seguir
27:21os mesmos valores
27:22para evitar ter problema.
27:24Tem gente que é controverso
27:25e isso é positivo,
27:26a gente falou do Elon Musk,
27:27o próprio Elon Musk
27:27é um cara que faz isso bem,
27:29as empresas dele
27:30continuam crescendo
27:31independente
27:31de quão controverso ele é.
27:33E nessa direção
27:34que você falou,
27:35no fundo você está
27:36construindo cultura,
27:37você está criando a cultura,
27:38eu vou falar o bem,
27:39isso obviamente tem a ver
27:40com a sua figura pessoal,
27:42mas também tem com a figura
27:43da marca que você criou,
27:44que é a Laude.
27:45E nessa lógica
27:45de construção de cultura,
27:46em algum momento,
27:47e aí olhando para a Laude
27:48e conhecendo um pouco mais,
27:49parece que a Laude
27:51coloca mais em primeiro lugar
27:52a questão de valores
27:53e cultura
27:54do que necessariamente
27:55a performance esportiva.
27:56É verdade isso
27:57ou não é?
27:58Cara, total,
27:59quando a gente começou a empresa,
28:01era um projeto pessoal,
28:02eu não tinha pensado
28:03em como posicionar
28:04dentro do mercado
28:05ou como eu ia impactar
28:06a próxima geração
28:07de pessoas,
28:08o que é verdade,
28:09nos últimos oito anos
28:10a gente construiu uma comunidade
28:11que hoje nas redes sociais
28:13da Laude
28:13tem mais de 56 milhões
28:15de seguidores.
28:15Então a gente acredita
28:16que grande parte
28:18dessa nova geração
28:18cresceu assistindo a gente
28:20acompanhando de alguma forma.
28:22Eu tenho que passar
28:22algo positivo
28:23e aí por conta disso
28:24tem momentos
28:25que a gente tem que tomar
28:26decisões duras,
28:27para a gente não passar
28:27uma mensagem indiretamente
28:29que a gente não queria passar.
28:31E ao mesmo tempo
28:31a gente seta,
28:33a gente escreve
28:33no papel mesmo
28:34alguns propósitos da empresa.
28:36O que a gente quer comunicar hoje?
28:37A gente tem um propósito
28:38de inspirar a nova geração
28:40a ser a melhor versão
28:41que eles podem ser.
28:42Porque a gente acha
28:43que o que a gente faz é isso.
28:44quando chega um moleque
28:44de 17 anos lá
28:45que quer ser um jogador profissional
28:47não faz ideia
28:48de como trabalhar com isso.
28:49Assim como eu
28:50não fazia ideia
28:51de como ser um youtuber profissional.
28:53E eu vou tentando,
28:54eu vou batalhando,
28:55eu vou entendendo as coisas.
28:56Quando ele consegue,
28:57é uma história muito bonita,
28:58inspira muita gente
28:59de que é possível
29:00eu acreditar num hobby meu,
29:02eu seguir isso,
29:03eu ganhar dinheiro com isso,
29:04ajudar minha família
29:05e ficar super realizado.
29:06E a gente começou a ver isso
29:07sendo propagado
29:09dentro da nossa comunidade.
29:10A pessoa se motiva tanto
29:11de assistir uma história
29:13de herói assim,
29:14de um cara que ganha
29:15um título com a Laude
29:16que ela começa a ir melhor
29:17no trabalho dela,
29:17ela começa a resolver problemas
29:18dentro da casa dela.
29:20Então eu acho que
29:20esse tipo de cultura
29:21e de inspiração positiva
29:23acontece só ao longo do tempo,
29:25mas também preparando
29:26e contando a história
29:27do jeito certo.
29:27E ainda nessa ótica
29:29de contar a história
29:30do jeito certo,
29:31é muito legal saber
29:32que vocês têm essa preocupação
29:33que provavelmente resulta
29:34no sucesso
29:35de tudo que vocês fazem,
29:36mas a grande verdade
29:37é que o mercado todo
29:37não pensa assim
29:38ou não é necessariamente
29:39uma regra, vamos dizer,
29:41absoluta
29:42para todo ou qualquer criador.
29:44às vezes você vê
29:45criadores que estão
29:47mais preocupados
29:47em construir uma audiência rápida
29:48e às vezes isso
29:50flerta ali com algum assunto
29:52que poderia não ser
29:53muito indicado
29:55para a garotada
29:55geração Z
29:56e eventualmente
29:57até para a geração Alfa.
29:58E aí eu te pergunto
29:58como pai,
30:00você se preocupa com isso?
30:01Como que você,
30:02filho novinho ainda,
30:04mas você se preocupa com isso?
30:06Isso é um ponto
30:06de preocupação?
30:07Muito, muito, muito, muito, muito.
30:09Eu falei isso
30:09em algumas transmissões
30:11que eu fiz,
30:11que é o seguinte,
30:12quando eu descobri
30:13que eu ia ser pai,
30:14eu comecei a ter um problema
30:15que eu acho que é um problema bom
30:16que eu nunca imaginei
30:18que eu teria antes,
30:18que eu fico pensando assim,
30:19pô,
30:20quando meu filho começar
30:21a pesquisar meu nome
30:22na internet,
30:23jogar meu nome no Google,
30:24ouvir falar sobre mim,
30:26será que ele vai ter
30:26uma percepção boa ou ruim
30:28do que as pessoas
30:28estão falando sobre mim?
30:29Então, não que eu me importe
30:31com o que as pessoas
30:31estão falando sobre mim,
30:32porque eu acredito muito
30:33no que eu faço.
30:34mas a gente sabe
30:35que saem matérias,
30:36que a mídia cobre,
30:37às vezes,
30:37de uma forma específica,
30:38que as pessoas
30:39dão hate gratuito
30:40de qualquer forma,
30:41propagam ódio gratuito
30:42na internet.
30:43Então, como que eu evito isso?
30:44Tento me blindar,
30:46tento construir uma mensagem
30:46no geral positiva
30:48ao ponto de que,
30:49independente do que
30:49estão falando de mim,
30:50se meu filho pesquisar
30:51os meus vídeos
30:52e olhar isso daqui a 10, 15 anos,
30:53ele vai se sentir orgulhoso,
30:55ele vai achar legal.
30:56Então, eu acho que isso
30:57norteou muito das decisões
30:58que eu tomo.
30:59Não dá para ser 100%
31:00das vezes também.
31:01Tem hora que uma empresa
31:02tem que tentar ganhar dinheiro
31:03para pagar o pessoal
31:04que está ali trabalhando.
31:05São mais de 150 pessoas
31:06só na operação da Laude hoje.
31:08Então, a gente vai ter
31:09que tomar algumas decisões difíceis,
31:10mas nunca contra os nossos valores.
31:12Eu acho que isso é um baseline
31:14que a gente já setou
31:15e tem sido desse jeito até então.
31:17A gente é muito feliz
31:17por conseguir fazer isso.
31:19Parabéns por essa decisão
31:21e por esse norte
31:22que orienta o negócio de vocês.
31:24Agora, tem algo interessante também
31:26que me chama a atenção,
31:27é que dentro de tudo
31:28que envolve a Laude,
31:29existem collabs,
31:30existe uma preocupação
31:31com lifestyle,
31:32existe uma preocupação
31:33com moda.
31:33Os itens da Laude,
31:36não só os skins nos jogos,
31:37mas também a camisa,
31:39os itens consumíveis da Laude,
31:40quando vocês estão presentes
31:41em eventos,
31:42o próprio e-commerce,
31:43vendem também muito.
31:44E isso é porque a marca
31:46tem significado,
31:47as pessoas querem vestir
31:48a marca da Laude.
31:50Isso é uma estratégia
31:51deliberada de vocês,
31:52você está lá na estratégia,
31:53a gente quer ser uma marca assim,
31:55porque isso vai criar atributos,
31:57a gente vai vender roupa,
31:58a gente vai vender itens,
31:59vai vender acessórios
32:00e fazer receita com isso,
32:01ou isso é mais uma oportunidade,
32:03ponto de contato,
32:04acessório?
32:05Não, é parte total
32:06da estratégia, sim.
32:07Então, em tudo que a gente
32:07vem falando hoje,
32:09quando a gente quer traduzir
32:11a nossa comunidade
32:12em uma atitude,
32:14a gente fala que a gente
32:15quer que as pessoas
32:15queiram vir para a Laude.
32:17Então, o que é isso,
32:18vir para a Laude?
32:18A gente vê que pessoas de fora
32:20que são na nossa base
32:21de audiência
32:23me param na rua e falam
32:24Bruno, me contrata,
32:25eu quero fazer parte disso,
32:27eu quero mudar de vida,
32:28eu quero ter essa história
32:28de herói para mim também.
32:30Então, para mim,
32:30isso é a essência
32:31do pertencimento.
32:32Quando a pessoa
32:33que está assistindo
32:33quer entrar para esse grupo,
32:35quer fazer parte disso,
32:36quer dizer que você conseguiu
32:37contar a história
32:38da forma correta.
32:40Então, esse pertencimento
32:41se traduz também em hábitos.
32:42Então, se eu tenho uma skin,
32:44um item cosmético
32:44dentro do jogo
32:45e todos os influenciadores
32:46e jogadores da Laude
32:47estão usando ela,
32:49o espectador
32:50vai querer usar ela,
32:50ele vai querer ser igual,
32:51vai querer pertencer.
32:52E as roupas,
32:53exatamente isso,
32:54qual que é a diferença
32:54entre uma camisa preta
32:55ou um cordão
32:56e um cordão com o logo da Laude,
32:58igual tem esse que eu tenho aqui.
32:59A diferença é que a gente
33:01construiu uma história
33:02de que, pô,
33:02a gente está na mesma base,
33:03a gente é da mesma comunidade
33:04e cada vez para pertencer mais,
33:06a gente vai ser reconhecido
33:07por tudo que a gente faz
33:09e usa no dia a dia.
33:10Esse cordão aqui
33:11foi uma história
33:11até bem interessante
33:13porque no início da Laude,
33:15cada novo influenciador
33:16que chegava,
33:17a gente dava,
33:17presenteava um cordão
33:18desse para ele.
33:19E ele começava a usar
33:20em todas as situações,
33:21utiliza no dia a dia,
33:22na produção de conteúdo,
33:24porém a gente nunca vendeu.
33:25A gente nunca vendeu esse cordão.
33:27Então era somente
33:28para pessoas
33:28que eram integrantes,
33:30contratados da Laude
33:31e influenciadores.
33:32Quando a gente decidiu vender,
33:34quatro, cinco anos depois,
33:36cara,
33:36foi uma explosão.
33:37A gente vendeu muito
33:38e até hoje
33:39é um dos itens mais vendidos,
33:41só perde para o uniforme,
33:42uniforme competitivo.
33:44Ou seja,
33:45é uma joia.
33:46É uma joia,
33:46é uma joia.
33:47É se vocês produzem
33:47ou tem collab com alguém?
33:48A gente produz,
33:49a gente produz.
33:50Aqui a gente vende no site,
33:51ela não é uma joia,
33:53é quase uma bijuteria,
33:55uma coisa assim,
33:55porque a acessibilidade
33:57também é um dos valores nossos,
33:58então a gente quer
33:58que todo mundo possa
34:00conseguir comprar,
34:00não quero colocar
34:01uma barreira de preço
34:02só porque é da Laude
34:03e ninguém conseguir comprar
34:04e a gente só faturar mais.
34:06Então a acessibilidade
34:07é importante,
34:08mas a gente vende
34:09bastante desse cordão.
34:10Agora,
34:10quando você começa
34:11a olhar para frente
34:12e pensa no seu dia a dia,
34:13pensa na Laude
34:14nos próximos anos,
34:15você naturalmente
34:16tem esse desafio
34:17de continuar ampliando
34:19essa comunidade,
34:20no fundo,
34:21num negócio baseado
34:22em creators,
34:23baseado nesse modelo
34:24que você explicou para a gente.
34:26Qual que é a dificuldade?
34:27Como que você vê
34:28isso andando
34:29para os próximos anos?
34:30As principais dificuldades
34:31é que eu percebo
34:32cada vez mais
34:33a tensão da geração Z,
34:34geração Alpha,
34:35muda mais rápido.
34:35Então a gente tem que
34:37se mover mais rápido
34:38e ao mesmo tempo
34:39eu vou me distanciando
34:41junto com o meu time
34:42nessa faixa etária.
34:43Então comecei
34:44empresa com 20 e poucos anos,
34:46agora tenho 30 e poucos.
34:47Então às vezes
34:48eu não vou entendendo
34:49o que a nova geração espera.
34:50Então por isso
34:50que eu tenho que estar
34:51cercado de gente boa
34:52que traduz isso para mim,
34:53as pessoas do meu time
34:54acabam traduzindo isso para mim
34:56e a gente vai navegando
34:58nesse mercado
34:58da atenção
34:59de uma forma bem natural.
35:01Eu acho que
35:01esse é o principal problema
35:03que a gente enfrenta
35:04no dia a dia.
35:05Como resolver ele,
35:05eu já disse,
35:06tem que estar próximo
35:07de quem está entendendo
35:08muito bem disso.
35:09Você é um recém-geração Z,
35:12conhece muito desse negócio,
35:13mas já se tornou pai,
35:14tem uma outra vida.
35:16Você percebe
35:17que já
35:18as gerações mais novas
35:20que você pensa
35:20de uma forma
35:21muito diferente?
35:22O Bruno, pessoal,
35:23tem 32 anos,
35:24garotão novo,
35:25está aqui,
35:26muito empreendedor,
35:27construiu esse império,
35:28mas ele tem 32 anos.
35:30Mas mesmo assim,
35:30já tem hoje
35:31a garotada de 17
35:32que tem 15 anos
35:33de diferença para você,
35:34de 16, de 15.
35:36É muito diferente
35:37já o pensamento
35:38dessa galera
35:38que vem por aí?
35:39É muito diferente, cara.
35:40Tem hora que eu vejo
35:41o que eles gostam,
35:42o que eles consomem
35:43e eu já não entendo mais.
35:44Então, eu já aceitei isso.
35:45Eu aceitei que muita coisa
35:46eu não vou entender.
35:47Antes era natural para mim
35:48porque era tudo
35:49que eu gostava,
35:50era quase que um crivo ali
35:51de que se eu fizer
35:52vai dar certo
35:52para a minha audiência.
35:53Agora não.
35:54Então, eu tenho que tomar
35:55muito cuidado com entender
35:56o que o Bruno gosta
35:57e o que o meu público
35:59que está chegando aí
35:59na marca da Laude,
36:00que está se apropriando
36:01dessa comunidade
36:02que a gente construiu
36:03dessa marca, gosta.
36:04Aí eu tenho que usar
36:06interlocutores.
36:06Igual eu já fui um,
36:07hoje em dia eu tenho que ter outros
36:09no meu time
36:10para que possam me ajudar
36:11e continuar contando
36:12aí essa história.
36:13Você pensa em expansão global?
36:15A gente começa a trabalhar
36:16em expansão global, assim.
36:17Eu acho que a América Latina
36:18no geral
36:19é um oceano
36:20de possibilidades.
36:21O Brasil é muito grande.
36:23A nossa marca
36:24tem um dos valores principais, assim,
36:26tipo, representar o Brasil.
36:27Então, eu quero que seja
36:28o Brasil contra o mundo.
36:30Eu acho que essa narrativa
36:31é muito boa
36:32quando a gente é um time
36:33feito com menos estrutura
36:34na maioria das vezes
36:35do que os times internacionais,
36:37desde patrocínios,
36:38investimento no mercado
36:40de capitais,
36:41receita dos próprios consumidores.
36:43O ticket médio
36:44do consumidor brasileiro
36:46é menor do que um
36:47da América do Norte,
36:48Europa e coisas do gênero.
36:50Mesmo assim,
36:50se a gente chega
36:51em um campeonato,
36:52chega em uma final
36:53do Mundial da Kings League
36:55e consegue bater de frente
36:56e vencer,
36:57para mim,
36:58esse é o auge
36:58da narrativa da marca Laude.
37:00Mas, ao mesmo tempo,
37:00a gente percebe
37:01que muitas coisas acontecem
37:03e são interessantes.
37:04Hoje, eu tenho jogador
37:05na Laude que é coreano,
37:07tenho jogador
37:07que é da América Central,
37:10tenho jogador europeu,
37:11já tive jogador americano.
37:14Então, isso ajuda a gente
37:15a propagar um pouco mais
37:16a marca em outros países.
37:18E também,
37:19quando a gente vai
37:19com um time brasileiro
37:20e ganha ou vai bem
37:21em um campeonato lá de fora,
37:23isso também constrói marca.
37:24Então, hoje é comum
37:25eu estar em evento de games
37:26nos Estados Unidos
37:27ou na Europa
37:28e falar,
37:28pô, eu trabalho na Laude,
37:29eu ajudei a construir a Laude.
37:31E as pessoas
37:31que não falam português
37:32conhecem e falam,
37:33pô, a Laude é muito legal,
37:34eu acompanho,
37:35parabéns pelo trabalho.
37:36Então, a gente já vai
37:37fazendo algum movimento desse,
37:38mas nada ainda estruturado
37:40a nível de escritório,
37:41operação local
37:42fora do país.
37:43Como se fosse um time
37:44brasileiro de futebol
37:45ganhar o Mundial de Clubes,
37:46por exemplo.
37:47ele vai ter uma visibilidade global
37:49e vai passar a ser reconhecido
37:51e, obviamente,
37:52vai poder trabalhar melhor
37:52ou pior depois
37:53dessa continuidade,
37:54mas vai passar a ser conhecido
37:56de maneira relevante.
37:58O São Paulo Futebol Clube,
37:59por exemplo,
37:59que ganhou alguns títulos
38:00no Japão,
38:02tem uma comunidade japonesa
38:03que passou a conhecer o São Paulo
38:05dessa referência interessante,
38:07ou seja,
38:07é mais ou menos
38:07essa comparação
38:08que você está dizendo.
38:08É exatamente isso.
38:09Isso acontece muito.
38:10às vezes acontecem
38:12de jogadores em específico
38:13do Brasil
38:14que se interessam
38:15por alguns temas
38:16tipo desenhos animais,
38:18animes,
38:19como o Japão,
38:20China.
38:22Eles começam a postar
38:23sobre isso
38:23e, de repente,
38:24eles ficam super famosos
38:25nesses mercados específicos
38:26quando vão jogar
38:27algum campeonato,
38:28todo mundo pede
38:29para tirar foto com eles.
38:30Então,
38:31o mundo do esporte eletrônico
38:32é muito conectado,
38:33a globalização
38:34está acontecendo muito
38:35e a gente se beneficia
38:37dessa forma,
38:38porque quando a gente lança
38:39nossos itens
38:39dentro dos jogos,
38:40a audiência desses países
38:42também consome
38:42por ter essa relação
38:44com os jogadores
38:44e com a marca.
38:45E nesse mundo,
38:46o Brasil é temido
38:47em alguma modalidade?
38:48Ou seja,
38:48o Brasil é país do futebol,
38:50país do surf,
38:51país de várias outras modalidades,
38:53uma referência
38:55em determinadas modalidades.
38:57Quais são as modalidades
38:57no mundo dos esportes eletrônicos
38:59que o Brasil é referência?
39:00Aquele que,
39:01quando vem a amarelinha,
39:02não sei se é amarelinha,
39:03mas quando vem a camisa
39:05do Brasil,
39:06a bandeira do Brasil
39:07se amedrontam.
39:08No Brasil,
39:09tem muita gente talentosa.
39:10Eu falo isso
39:11para todo mundo.
39:12O que falta,
39:13às vezes,
39:13é a estrutura.
39:14Eu citei aqui
39:15os jogadores coreanos
39:16que são muito bons
39:17no League of Legends.
39:18Mas por quê?
39:19Lá os caras,
39:19eles estão na escola
39:20com 13 anos de idade
39:22e já começando
39:23a fazer um treinamento
39:24intensivo
39:25para se tornar
39:25um jogador profissional
39:26com 16,
39:2717,
39:2818 anos.
39:29No Brasil,
39:29isso não é realidade
39:30de quase ninguém.
39:31Então,
39:31você já começa
39:32quatro anos atrasado.
39:33Por isso que você não consegue
39:34se destacar tanto.
39:36mas o Brasil é referência
39:37em vários jogos.
39:38Posso citar que
39:39já fomos campeões mundiais.
39:41De Counter-Strike,
39:42jogadores brasileiros
39:43chegaram no topo.
39:44De Valorante,
39:45a própria Laude
39:46já ganhou o campeonato mundial.
39:48De Free Fire,
39:48já ganhamos o campeonato mundial
39:50que rolou aqui no Brasil.
39:51De Rainbow Six,
39:52já ganhamos o mundial também.
39:54Cara,
39:54de Clash Royale,
39:55que é um jogo mobile
39:56individual,
39:57já tivemos top 2,
39:58top 3 mundial.
39:59Então,
40:00o Brasil tem gente boa
40:01em quase tudo.
40:02A gente é referência
40:03no esporte eletrônico.
40:04E daqui a 10 anos,
40:06quando você pensar na Laude,
40:07daqui a 10 anos,
40:08seu filho já vai ser um adolescente.
40:09Já.
40:10O que você imagina
40:11da Laude?
40:12É mais uma empresa de mídia?
40:13É mais uma empresa
40:14que se parece
40:14com uma entidade esportiva?
40:16Como você vê esse futuro?
40:18Nosso objetivo principal
40:20é conseguir utilizar
40:21esse canhão de mídia,
40:23essa empresa de mídia
40:23que a gente está construindo,
40:25para alavancar
40:26alguns produtos
40:27e serviços
40:27mais proprietários.
40:28A gente conseguir
40:29agregar valor
40:30de uma forma mais
40:32próxima da nossa audiência
40:33com produtos que são nossos.
40:34Se a gente consegue
40:35agregar valor
40:36para patrocinadores,
40:37marcas,
40:38anunciantes
40:39e a comunidade gosta
40:40do que a gente produz
40:41e gosta de estar presente,
40:43por que não
40:43estar mais próximo
40:44com produtos
40:45que a gente está vendendo
40:46não só roupa,
40:46não só skins dentro do game,
40:48mas produtos
40:49que podem ter uma receita
40:50no longo prazo maior.
40:51Então,
40:52a gente tem esse objetivo.
40:53Mídia vai continuar
40:54sendo super importante.
40:55Sem a atenção,
40:56a gente não consegue
40:57construir aquele ciclo
40:59que se alimenta
41:00e faz isso ser possível,
41:01mas oferecer produtos
41:02legais ali
41:03que vão agregar valor
41:04ainda falta
41:04e é o que a gente
41:05pretende fazer
41:06para os próximos 10 anos.
41:07Quantos anos sem aláudio
41:07até agora?
41:08Cara,
41:08a gente está com 8 anos.
41:098 anos,
41:10ele não completou
41:10a primeira década.
41:11Não.
41:11Daqui a 10 anos
41:12vão ser 18,
41:14atingir a maioridade
41:16com 18.
41:17Muito legal,
41:17que seja um grande sucesso.
41:18Bruno,
41:18para a gente encerrar,
41:19queria convidar você
41:21a fazer um pingue-pongue.
41:21Tem aqui algumas
41:22perguntinhas rápidas,
41:23aí você só pode responder
41:24a primeira coisa
41:24que vai à sua cabeça.
41:25Tá,
41:25essa daí é difícil,
41:26mas vamos ver.
41:28Está acostumado,
41:32maior erro das marcas
41:33a entrar no universo gamer?
41:34O maior erro
41:35é não ter diálogo.
41:36Eu acho que falta
41:37as marcas conversarem
41:38com quem entende
41:40porque vive isso,
41:41não entende
41:41porque é mais inteligente
41:42ou tem diploma,
41:43não,
41:44porque está vivendo ali
41:44todo dia,
41:45então acho que ter diálogo
41:46é o que mais falta.
41:47Um creator que você admira
41:48pelo lado do negócio?
41:50Cara,
41:50um creator pelo lado
41:51do negócio?
41:53Mr. Beast.
41:54Mr. Beast é o maior
41:55influenciador youtuber
41:56do mundo.
41:57O que ele construiu
41:58a nível de mídia,
41:59de negócio,
42:00o ecossistema
42:00que ele está...
42:01A tese dele é muito forte,
42:03eu acho que vai demorar
42:03para alguém chegar próximo
42:04do mercado,
42:06pelo menos que a gente
42:06acompanha mais aqui,
42:07tirando China e tudo mais.
42:09Que acaba de chegar
42:09no Brasil com chocolate
42:10Feastables.
42:11Chegou, cara.
42:12Estava fazendo experiência,
42:13tem brinquedo dele
42:14já em loja brasileira,
42:15então o licenciamento
42:16dele é muito forte,
42:17conteúdos todos dublados,
42:19localizados,
42:19então o Mr. Beast
42:20é um fenômeno.
42:21Muito bom.
42:21Decisão difícil
42:22que mudou a Laude?
42:23Cara,
42:24decisão difícil?
42:25No começo a gente
42:26era um time de free firing,
42:28então a gente
42:28estava só nessa modalidade,
42:30era a nossa essência,
42:31era o nosso principal objetivo
42:33e a audiência
42:34estava quase 90%
42:35focada nisso.
42:36Muita gente falava
42:37que se a gente tivesse
42:38outros times
42:39ia dividir a atenção,
42:41ia ser ruim,
42:41a gente ia trair
42:42a comunidade
42:43que abraçou a gente
42:44e a gente teve que optar
42:45por ir para outros jogos
42:46e sair dessa bolha
42:48só do free firing.
42:49No começo,
42:50todo mundo via
42:50a Laude como
42:51um time que veio
42:53do free firing
42:53um jogo mobile,
42:54então não vamos
42:54dar nem muita atenção,
42:55não.
42:55Mas essa decisão difícil
42:57acabou levando a gente
42:58para outro patamar
42:59e possibilitando
42:59a marca de crescer
43:00muito mais.
43:01Decisões tem a ver
43:02com riscos,
43:03que riscos você acha
43:03que o mercado subestima?
43:07Cara,
43:07eu acho que o risco
43:08de deixar de ser relevante
43:11é algo que as pessoas
43:14dão pouca atenção
43:14para isso.
43:15Às vezes uma marca
43:16dá certo por um tempo
43:17e ela toma como garantido
43:19aquele sucesso
43:20para sempre.
43:21Às vezes você constrói
43:22um case de um ano,
43:24um intervalo curto de tempo,
43:25você é muito impactante
43:26e você acha que aquilo
43:27vai te carregar
43:27pelos próximos 10.
43:29Mas isso não é realidade,
43:30porque hoje em dia,
43:31além de seus concorrentes
43:32diretos estarem batalhando
43:33muito duro,
43:34está chegando gente nova,
43:36muito inovadora,
43:37muito capacitada,
43:38de vários lugares
43:39que estão querendo tomar
43:40o espaço de quem é referência.
43:42Então eu acho que a gente
43:43em alguns momentos
43:44achou que isso ia ser
43:45sempre para cima,
43:47até que a gente percebeu
43:48que não,
43:49principalmente na saída
43:50da pandemia,
43:51quando o mundo
43:51deixou de ser mais tão digital
43:53e começou a voltar
43:54para o mundo físico.
43:55A gente estava no auge
43:56da crescente
43:56e a gente teve que
43:57se readequar
43:59de várias maneiras.
44:01E em uma frase,
44:02a laude é o quê?
44:04Cara, tem uma frase
44:05da laude
44:06que a gente fala assim,
44:07e isso daí no início
44:08era um meme,
44:08o pessoal não acreditava,
44:10mas depois foi se provando
44:12a verdade,
44:12a gente falou que a laude
44:13é o Brasil,
44:14o Brasil é a laude
44:15e que os gringos
44:16não vão entender nada.
44:17A gente falou isso uma vez
44:18quando a gente ia disputar
44:19contra um time estrangeiro
44:21e a gente achava,
44:22todo mundo achava
44:23que a gente ia passar vergonha,
44:24um time com menos estrutura,
44:25menos investimento.
44:26Acabou que a gente foi
44:27em vários campeonatos
44:28e conseguiu ter um bom resultado
44:29e um deles a gente até ganhou
44:31o Mundial de Valorant.
44:32Então,
44:33eu acho que essa frase aí
44:34motiva bastante
44:36a mostrar a força
44:37do brasileiro aí
44:38pelo mundo dentro
44:38com a laude
44:39e com esportes eletrônicos.
44:40Pensando grande
44:41desde sempre.
44:42Tem que ser, cara.
44:43Isso daí era quando a gente
44:44não era quase nada,
44:45quase ninguém já falou
44:46essa frase aí,
44:46virou um meme,
44:47todo mundo rindo da gente.
44:48Hoje em dia,
44:49a gente está de pouquinho em pouquinho
44:50tentando provar isso.
44:51Tem que colocar numa camiseta
44:52e vender.
44:52Tem que colocar.
44:53A gente já tem agora
44:54a camiseta vem para a laude,
44:55essa a gente já tem,
44:56mas essa daí é uma boa ideia.
44:58Pessoal,
44:59conversei aqui com o Bruno,
45:01esse craque que deu uma aula
45:03para a gente
45:03sobre o que é
45:04o mercado de esportes eletrônicos
45:05e mais do que isso,
45:06um executivo,
45:08um empreendedor admirável,
45:09um brasileiro que saiu de Viçosa
45:10para empreender
45:12no mundo dos esportes eletrônicos.
45:13Um cara que combina
45:14duas coisas
45:15que se fizer uma delas
45:16já seria difícil fazer.
45:17Ele tem milhões de seguidores,
45:18tem uma audiência
45:19e ele também tem uma empresa,
45:21um ecossistema,
45:22uma plataforma
45:23com mais de 150 pessoas
45:24e muda a vida
45:26dessas 150 pessoas.
45:27Então,
45:28estou muito feliz
45:28de receber você aqui
45:29do Dentro da Arena.
45:30Quero agradecer a você, Bruno,
45:31por ter vindo
45:31e pela generosidade
45:32de compartilhar o seu conhecimento.
45:34Desejar toda a sorte
45:35nos próximos 10 anos
45:36que a gente conversou aqui,
45:37que seja um sucesso
45:39quando a Laude completar
45:40os 18 anos,
45:41mas sabendo
45:42que esses 10 anos
45:43se constroem
45:44através do dia a dia
45:45que vocês têm feito
45:46muito bem
45:47com essa capacidade
45:48de se adaptar rápido
45:49às mudanças
45:49e serem especialistas
45:50em geração Z,
45:52futuramente em geração Alpha
45:53e que continuem crescendo.
45:54Parabéns
45:55e muito obrigado
45:55por ter vindo.
45:56Eu que agradeço, Ivan.
45:57Obrigado pelo espaço aqui.
45:59Cara,
45:59é um prazer
45:59poder estar com
46:00uma audiência
46:01que talvez não me conheça,
46:02não conheça a Laude
46:03e que a gente possa ir explicando,
46:05ir educando
46:05sobre esse mercado
46:06que é muito inovador,
46:08é muita novidade
46:08e eu vivi isso
46:10desde muito jovem,
46:11então estar aqui
46:11e poder trocar
46:12essas experiências,
46:13aprender do mercado
46:14do esporte tradicional,
46:15para mim é uma honra,
46:16cara.
46:17Então, muito obrigado.
46:18Com as palavras desse craque
46:19a gente encerra
46:20o Dentro da Arena de hoje
46:22e volta no próximo episódio.
46:23Até lá.
46:36Tchau.
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