00:00Bom, falamos agora com o delegado Gustavo Ruiz.
00:03Delegado, eu queria que você explicasse como foram as investigações,
00:07como é que vocês conseguiram chegar até a relação do suspeito com a vítima
00:12e como é que vocês constataram que, de fato, o momento do crime foi uma emboscada.
00:19Certo. Realmente bom dia.
00:21A equipe da Terceira Delegacia de Homicídios,
00:25com apoio da Coordenação de Inteligência do DHPP,
00:28especialmente do setor de investigação da BTS,
00:31que auxiliou profundamente nessas investigações,
00:35chegaram à autoria do investigado de prenome Cauã
00:40pelo homicídio da pessoa de Ícaro Santana Rocha, no dia 19 de maio.
00:46O que ocorreu foi que os dois eram amigos de infância,
00:51enquanto Ícaro decidiu optar por uma vida honesta,
00:55trabalhando sem envolvimento com a criminalidade como mototaxista na localidade de Plataforma.
01:00O autor, suposto autor do crime, indivíduo conhecido como Cauã,
01:07optou por aderir à facção criminosa que atua na região,
01:12o bonde do maluco.
01:13E, por conta disso, Cauã enviou mensagens nesse dia, nessa data,
01:21para Ícaro, enquanto ele estava em sua residência,
01:24de forma a atraí-lo para determinada localidade.
01:27E os dois, por serem amigos de infância,
01:30Cauã frequentava a casa de Ícaro, inclusive.
01:35Ícaro atendeu sem titubear.
01:40O local marcado para o suposto encontro
01:44fica a 750 metros da residência do Cauã.
01:48E, aliado a testemunhos diretos e colaboradores,
01:55assim como ações de inteligência,
01:57foi possível estabelecer toda essa dinâmica,
02:01essa rota do Cauã perseguindo Ícaro
02:06até o local onde ele foi executado a tiros.
02:12Então, existe uma robustez de elementos informativos
02:17que indicam essa teoria
02:18e causa maior perplexidade
02:21a essa relação de amizade de infância.
02:23e a recusa motivada em adentrar,
02:27em aderir a uma organização criminosa
02:29causar a morte de uma pessoa honesta,
02:35pelas mãos do próprio amigo.
02:37E com essa prisão que foi cumprida,
02:41ele já chegou a ser ouvido?
02:43Ele chegou a falar alguma coisa sobre?
02:45Certo.
02:46Ele foi interrogado na data de ontem,
02:49ocasião que foi dado cumprimento
02:51ao mandado de busca e apreensão domiciliar
02:53e de prisão temporária dele.
02:56O que acontece?
02:57Ele ressaltou que já fez parte
03:00de uma organização criminosa,
03:02mas que não estava mais atuante,
03:05que já chegou a portar armas
03:07e fazer uso de drogas,
03:09mas que não fazia mais isso
03:11e que não teria ido
03:14tanto ao sepultamento
03:15quanto ao local do fato
03:16ou prestado condolências à família da vítima
03:19por receio de que fosse atribuído
03:22qualquer grau de culpabilidade
03:24a ele em relação a esse fato.
03:27E, no geral,
03:29ele negou a autoria,
03:31mas, em contrapartida,
03:33os elementos informativos
03:35indicam,
03:36com uma robustez muito fidedigna,
03:39que ele foi um dos autores.
03:43Perfeito.
03:43Essa seria a minha última pergunta,
03:45delegado,
03:45se a gente pode imaginar
03:48que teriam outras pessoas envolvidas?
03:51Sim, sim.
03:52Existe já uma linha de investigação concreta
03:55com outro indivíduo já qualificado.
04:00No entanto,
04:01existem ainda elementos
04:02para precisar da localização dele
04:04que não posso divulgar aqui
04:06por estar sob sigilo.
04:08Mas as investigações continuam.
04:10Essa prisão é temporária,
04:12ela pode ser prorrogada
04:13por mais 30 dias,
04:14assim como pode ser pedida
04:16a prisão preventiva dele,
04:18caso tenhamos elementos
04:19suficientes para tanto.
04:21E seguiremos aí
04:23para elucidar por completo
04:24essa investigação.
04:26Perfeito.
04:27Muito obrigada.
04:27Obrigado a você.
04:28Obrigado.
04:28Obrigado.
Comentários