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  • há 14 horas

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Transcrição
00:00E um projeto do Instituto Federal de Pernambuco tem devolvido a autoestima e a independência a pessoas que tiveram a
00:06mão ou o antebraço amputados.
00:09Conheça o projeto Imprimindo para a Vida.
00:13A prótese, também chamada de luva, permite que a pessoa amputada consiga movimentar um pouco a mão e o antebraço.
00:21É possível segurar objetos que não sejam tão pesados, como garrafas e copos.
00:27Essa prótese a gente pode chamar como uma prótese funcional.
00:31Por quê? Ela não é só uma prótese para ficar esteticamente.
00:35Então ela consegue fazer o movimento da flexão.
00:39Então, exemplo, ela vai conseguir segurar um copo.
00:41Uma coisa que para a gente é normal, que seria pegar um talher e do outro lado um copo.
00:46Para a pessoa que é amputada, não é algo que é simples para a gente, para ele seria incrível.
00:50Então eu posso comer e tomar um suco durante a refeição.
00:54Ele vai fazer essa funcionalidade de segurar.
00:57As próteses impressas em impressora 3D são feitas aqui no IFPE por uma equipe de voluntários
01:04formada por professores e alunos do projeto Print of Life, Imprimindo para a Vida.
01:11O modelo produzido é de material biodegradável.
01:15Como a gente trabalha com pessoas e essa prótese vai ter contato com a pele,
01:19a gente usa PLA, que é um material biodegradável.
01:22Então ele não tem perigo de dar tantas reações elétricas como alguns outros que a gente também tem no laboratório.
01:28Então a praticidade, ele vai acabar com o tempo sendo degradado,
01:33mas ele demora um tempo razoável para isso acontecer.
01:36Qualquer paciente amputado pode solicitar a prótese e fazer uma consulta com a fisioterapeuta.
01:42O contato é pelo Instagram, arroba instituto.idv.
01:48É um serviço gratuito.
01:50O projeto existe há três anos.
01:53Durante esse período, 26 pessoas amputadas receberam a prótese em todo o país.
02:00Atualmente, o serviço está concentrado aqui em Pernambuco.
02:05Quatro próteses são feitas por mês, mas esse número pode aumentar.
02:10O engenheiro que coordena o projeto quer aumentar a equipe e melhorar a qualidade do produto,
02:17que tem custo zero para quem recebe.
02:20Nossa equipe só tem cinco estudantes.
02:23É muito pouco.
02:25A gente precisava ter uma equipe que funcionasse durante um tempo maior,
02:33com a quantidade maior de pessoas, que tivessem outras pessoas da área de terapia,
02:38de fisioterapia, médicos, traumatologistas, pessoas que pudessem agregar valor.
02:44Porque a minha visão é uma.
02:46Eu sou um engenheiro, então eu tenho a visão da engenharia.
02:49Mas eu preciso de uma pessoa que tenha a visão médica, a visão funcional,
02:54que possa me ajudar e dizer assim, olha, isso pode ser melhorado nesse sentido.
03:00Troca essa luva e coloca aqui, por exemplo, uma junta omnidirecional,
03:06não para estar girando 100%, mas uma junta com maior grau de liberdade,
03:12onde eu possa, digamos assim, me aproximar da maneira como a mão do homem funciona normalmente.
03:21Esse trabalho social enche de orgulho os voluntários,
03:25que sabem que podem melhorar a vida de uma pessoa amputada.
03:29É uma sensação muito boa, porque a gente sabe que está ajudando de alguma forma.
03:33Então, às vezes, quando a gente está durante a faculdade e não tem esse contato com o paciente,
03:37por mais que seja uma faculdade da área de saúde, né?
03:40Mas o projeto é justamente esse encurtamento do tempo que a gente pode ajudar alguém no futuro.

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