00:00Na verdade, nossas equipes foram acionadas para verificar uma situação de um possível cárcere privado, sequestro de cárcere privado.
00:06Aí foram até o local, o que constataram ali foi uma situação em que uma moça de 21 anos teria
00:12vindo para Cascavel, do estado do Rio Grande do Sul,
00:15sobre a promessa de que viria para cá para trabalhar como modelo.
00:20No entanto, essa promessa não se concretizou, tendo em vista que a mulher que fez contato com ela,
00:27deixou ela em uma atividade, empregou ela em uma atividade distinta da que ela prometeu.
00:32Ela estava sendo empregada em uma atividade de doméstica, na residência da pessoa que fez contato com ela, na pessoa
00:38que trouxe ela para Cascavel.
00:40Me parece que antes ela já tinha se conhecido por um curso online, foi isso?
00:43Na verdade, sim. Há uns três anos. A vítima relata que conhece a autora há uns três anos.
00:48É um conhecimento esse que é apenas por internet, um conhecimento apenas por rede social e diálogo de internet.
00:55E tendo em vista esse conhecimento que acabou trazendo ela para cá, para que ela viesse em tese e desenvolvesse
01:02trabalho de modelo.
01:04Eram só trocas de mensagem, mas ela não chegou a fazer nem um curso com essa mulher.
01:07Não tem essa informação.
01:09Só trocas de mensagem.
01:10Quando vocês chegaram no local onde encontraram ela, qual era a situação que vocês se depararam?
01:18A situação estava normal ali, a moça em princípio até tinha a possibilidade de sair da residência,
01:24não estava em uma situação em que necessitasse de cuidados médicos, tanto que foi encaminhada diretamente à delegacia.
01:30Não estava em uma situação de condição física deplorável ou de maus-fratos aparentes.
01:37A gente encaminhou as partes para a delegacia para esclarecimentos, aí voltou a autoridade policial civil.
01:43E ali o delegado tomou as litigas das pessoas ali e decidirá posteriormente quais serão os procedimentos da polícia civil.
01:51Na oitiva dessa mulher, o que ela diz a respeito do trabalho sem remuneração, carteira privada?
01:58O que ela alegou na oitiva?
01:59Na oitiva eu não sei te dizer, mas ela alegou para a nossa equipe justamente isso.
02:03Que ela veio para um trabalho e estava sendo empregada em outro.
02:06Quanto à oitiva, não sei dizer.
02:08Ah tá, essa mulher, então a gente não tem informação sobre o que ela teria dito para a polícia ao
02:14ser ouvida.
02:15A mulher que está sendo acusada, é.
02:16A autora, ela relatou para a nossa equipe que ela teria trazido de fato essa moça de 21 anos para
02:23Cascavel para trabalhar como modelo.
02:25E que ela estaria abrindo uma loja e que demoraria mais uns dias para abrir essa loja.
02:33E que aí, então, essa moça trabalharia na função de modelo nessa loja.
02:38É o que ela relata para a gente.
02:39Quanto ao relato da formal que ela prestou na delegacia, a gente não tem essa informação.
02:44Capitão, parece que tem informação que ela tinha a chave da casa, ela podia passear para o cachorro.
02:49Então, tudo isso tira a característica de cárcere privado, talvez?
02:52Talvez sim.
02:52Talvez sim.
02:53Cabe à autoridade a interpretação disso, né?
02:55Mas o que a gente informou ali para a autoridade é que, de fato, ela tinha essa possibilidade de sair
03:00ali.
03:01Pelo menos ela tinha a chave ali da residência.
03:04Não estava trancada em um cômodo específico da residência.
03:08Então, aí caberá a interpretação do delegado quanto ao carceiro privado ou não.
03:14Capitão, ela comentou há quanto tempo que ela estava, digamos assim, fazendo esse serviço e se ela era remunerada?
03:20Ela veio há um mês para cá.
03:22Ela relata sobre a remuneração dela que ainda não teria praticado, que a patroa ainda não teria ajustado essa remuneração.
03:29Mas o principal fato relatado por ela é, de fato, ela está sendo empregada em uma atividade distinta daquela vez.
03:35E quando a polícia, né, agora inicia-se as investigações, a polícia vai buscar algum tipo de pagamento, se ela
03:41fez algum PIX?
03:42Ou a mulher mesmo já fala que não fez mesmo?
03:44Ela não relatou para a gente, né?
03:45Ela não relatou para a gente a, abre aspas, patroa, né?
03:49Não relatou isso para a gente.
03:51Mas caberá sim, agora a polícia civil, a investigação do caso, né, se tem alguma coisa a mais do que
03:57isso, se tem outras pessoas envolvidas, né?
03:59A nós, a nossa parte, encaminhamos a vítima e a autora para a delegacia para prestar esclarecimentos.
04:05E também prestamos apoio aí como situação de vulnerabilidade da moça, de não estar, de não ser da cidade, não
04:12ter esse apoio.
04:13Prestamos esse apoio aí para que ela pudesse retornar à sua residência, ao seu estado.
04:17Capitão, só para ficar bem claro, essa mulher que é acusada, ela se identifica como patroa dessa moça?
04:22Sim, que ela teria trazido essa moça para cá para trabalhar nessa situação, nessa empresa que ela estaria abrindo.
04:27O relato dela, né, para as equipes policiais é que ela trouxe essa moça de fato para trabalhar como modelo,
04:33mas ainda não estava trabalhando, a moça ainda não estava trabalhando em virtude do processo de abertura de uma empresa
04:39dela.
04:39É, só para a gente finalizar, e depois, as partes foram ouvidas, né, tanto a mulher que está sendo acusada,
04:45essa jovem também,
04:45e agora, essa jovem voltou para a casa dessa mulher?
04:48Não, não, como mencionei anteriormente, a jovem, nós, né, da Polícia Militar, prestamos apoio,
04:53nossas equipes prestaram apoio para ela, para que ela pudesse encaminhar o seu retorno para o seu estado de origem,
04:59para o Rio Grande do Sul.
05:00Só o começo, então, dessa ocorrência, vocês são chamados sobre cárcere privada, é essa menina que liga para vocês, de
05:0621 anos?
05:06A solicitante, sim, foi a própria vítima, né, a própria vítima que nos ligou, relatando a situação de um possível
05:13cárcere privado, né.
05:14Cabe, logicamente, a nós verificar a situação e, posteriormente, fazer os encaminhamentos que couberem.
05:20Sobre essa acusação dela, ela mostrou algum tipo de prova para a Polícia Civil para caracterizar-se um cárcere de
05:26vale?
05:27Algo, algum dia?
05:28Isso vai ficar mais claro durante as investigações, né, o fato é que, dos relatos prévios ali, coube à nossa
05:33equipe esse encaminhamento, né.
05:34Por vezes, a pessoa, de fato, nem, não tem o conhecimento legal do que, de fato, seria essa tipificação criminal
05:41do cárcere privado,
05:42sequestra do cárcere privado, e, em uma situação distinta, ela pode ter entendido dessa forma,
05:47mas que, quando você for analisar juridicamente, trata-se de outra situação.
05:51É, por exemplo, então, tem mais uma pergunta aqui, olha, aqui, eu estou pegando uma fonte que a mulher teria
05:56declarado,
05:57teria declarado que abriu até uma conta bancária para essa menina, modelo, que pretendia ajudar ela a abrir uma meia.
06:03Não temos essa informação, né, talvez pode ser que tenha, de fato, isso ocorrido, justamente que o que a gente
06:09sabe é que a autora
06:11declarou para a gente que estaria abrindo uma empresa, num futuro próximo, para que essa, para que essa não,
06:18mas para que a modelo trabalhasse, em tese modelo, trabalhasse nesse local.
06:21E ela estava fazendo serviço doméstico na casa?
06:22Ela estava fazendo serviço doméstico na residência, aham.
06:25E só para, certinho, vocês chegaram a clinicar a família dessa moça lá ou não?
06:30Foi feito contato lá com os familiares, né, e o pessoal está prestando apoio para que ela se desloque para
06:34lá.
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