00:00Sr. Walter, o que tem ocorrido aqui com o cultivo do café em Grão-Mogol?
00:06O Grão-Mogol e os municípios que tem a mesma característica de topografia,
00:12que são chapadas acima de 800, 900, até mil metros,
00:17estão se despontando com uma nova fronteira do café arábica de alta qualidade e alta produtividade.
00:24Você está aqui diante de um café com pouco mais de um ano,
00:28suponho que o plantio não seja mais do que isso,
00:34com um vigor, uma saúde espetacular.
00:38Então, a média nacional da cafeicultura do café arábica é 30, 35 sacas.
00:45Os produtores que estão chegando aqui, vindos de outras regiões,
00:50aqueles que já estão há mais tempo, já tem duas, três safras,
00:53estão atingindo médias de 50, 60 sacas por hectare.
00:58Com um custo de produção muito menor, pela topografia, vocês podem observar,
01:02é possível mecanizar todas as fases, inclusive o plantio.
01:08As terras são muito boas, nós não temos riscos de geada, nós não temos risco de chuva de granizo,
01:15nós não temos secas, pelo fato de todos os projetos serem com irrigação,
01:21e nós não temos chuva durante o período de colheita, que está acontecendo agora na safra de 2026.
01:27Então, café de qualidade, com produtividade alta, com menos custo de produção.
01:32A região hoje deixou de expostar a mão de obra e já tem serviço para todo mundo aqui?
01:39Agora a gente está fazendo aquele movimento inverso do que foi há décadas atrás.
01:42As pessoas completavam a maioridade, deixavam de estudar e migravam para outros polos,
01:52Triângulo Mineiro, Sul de Minas, para colher cana, colher café, plantar café, colher algodão em outras regiões.
02:00E agora a gente está percebendo um movimento inverso.
02:04A chegada da Bem Brasil, do Zé Carlos Grossi, do Diogo, da família do Diogo,
02:11diversos grupos de produtores, principalmente de Manhuaçu, Guaxupé, Patrocínio.
02:19Essas pessoas estão tendo muito sucesso aqui e com isso gerando muita demanda de mão de obra.
02:24Para colheita, para operadores de colheitadeira, para tratoristas, técnicos, engenheiros.
02:30Então é um movimento inverso ao que acontecia há décadas atrás.
02:34Ao invés de exportar mão de obra, a gente está precisando de importar.
Comentários