00:00Então, a princípio aí, essa mulher era apenas uma conhecida da mãe da criança ali,
00:04com quem a mãe dessa criança deixou esse recém-nascido praticamente, né,
00:10pra ir numa conveniência.
00:12Ela deixou aos cuidados dessa pessoa pra ir nessa conveniência,
00:15comprar alguma, algum, algo lá nessa conveniência,
00:19e quando ela retornou ali, essa pessoa já não tava mais no local, né.
00:22A informação preliminar que nós temos é essa.
00:24Daí essa pessoa, ela se invadiu ali pro bairro Cascavel Velho,
00:29e lá os populares acionaram a polícia militar,
00:33informando que vira uma situação muito estranha ali,
00:36uma criança que estaria no colo dessa mulher, chorando muito,
00:39que ela não tava conseguindo realizar o controle dessa criança,
00:43e eles suspeitavam da versão que ela tava apresentando ali,
00:47que pudesse ter alguma situação ocorrendo.
00:51Quando ela, quando a equipe chegou no local também começou a conversar com ela,
00:56começou a apresentar diversas versões, começou a se contradizer,
00:59apresentar uma versão diversa também daquela que ela tinha contado aos populares
01:04que estavam ali no local,
01:06e diante disso foi se percebendo que realmente essa mulher sequer conhecia essa criança
01:11no que ela estava de posse ali no momento, né.
01:17Essa pessoa, ela já tem alguns, algum histórico ali de violência meio de familiar, né,
01:23de situações pretéritas ali, né,
01:28um contexto um pouco instável no ambiente familiar,
01:31tanto da pessoa que pegou essa criança,
01:35quanto da mãe que deixou essa criança.
01:37Ambas têm um histórico ali de situações de violência doméstica,
01:41situações ali de ameaça,
01:43de, de, é, que, que levam, nos levam a crer ali que possa ter influência aí
01:51sobre os cuidados aí dessa criança, né.
01:54De início ela tinha dito que uma mulher que teria uma doença terminal ali,
02:00que tinha passado e deixado a criança com ela, né,
02:03isso ela falou pelos populares.
02:05Quando os policiais chegaram, ela já falou que em outro bairro
02:09uma pessoa tinha entregue, ela tinha encontrado essa criança abandonada
02:14e acabou ficando aos cuidados,
02:16e cada vez ela apresentava uma versão diferente ali
02:20que ficou mais suspeito de que realmente ela não fosse mãe dessa criança,
02:25o que foi confirmado ali posteriormente, né,
02:26conforme as consultas foram realizadas.
02:29Então a mãe da criança ali, ela também foi encaminhada, né,
02:33pela questão de abandono de incapazes,
02:35mas no local ela foi encaminhada não,
02:38ela foi identificada e relacionada no boletim com o abandono de incapazes, né,
02:44mas quem chegou no local lá foi a irmã dessa mulher que estava com a criança, né,
02:50que não teria parentesco ali a princípio, né.
02:52A irmã dela chegou no local também xingando os policiais,
02:56falando que, desacatando, xingando, falando que ela ia arrancar a farda dos policiais,
03:01que eles não poderiam fazer aquilo,
03:03tentando arrebatar ali a irmã dela que estava sendo presa e retirar ela do dentro da viatura, né.
03:08Diante de toda essa resistência também,
03:11desacato e tudo mais,
03:12ela acabou sendo encaminhada também juntamente com a irmã dela.
03:15Nesse caso não há nenhuma informação de que essa criança possa ter sido vendida, né,
03:20mas há especulações aí de outras situações pretéritas referentes aí a essa família, né.
03:29A mãe, a princípio, ela não foi até o local.
03:31Quem estava no local lá era a irmã dessa mulher que acabou supostamente raptando a criança.
03:39Existe, por conta aí da gente entender ainda a dinâmica bem da mãe da criança, né,
03:44se ela deixou os cuidados, se ela autorizou que essa pessoa saísse com essa criança
03:48ou se ela só pegou a criança e saiu, né, de forma contrária ali à vontade, né.
03:56Mas isso também, tanto a criança ali foi acionada com o centro espelar,
04:00para que a criança fosse colocada aos cuidados ali,
04:03quanto foram relacionadas as pessoas envolvidas ali no boletim de ocorrência
04:07para que isso seja apurado no inquérito policial lá pelo Político Civil.
Comentários