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00:00Com muita satisfação, estamos recebendo aqui o senador Sérgio Moro.
00:04Tudo bem, senador? Prazer.
00:05Tudo bem, Jorge. Um grande prazer estar aqui falando com você.
00:09Obrigado por ter aceito o nosso convite aí.
00:11O senhor está numa correria danada aí, né?
00:13Fazendo uma andança pelo Estado.
00:15Tudo tranquilo?
00:16Todo ano eu tenho feito, no recesso do Legislativo,
00:19uma viagem um pouco mais longa, que deu alugo uma van
00:22e percorro o Estado do Paraná.
00:24Claro que fora também desse período, a gente sempre está viajando.
00:27Em Cascavel eu já tive inúmeras vezes, inclusive.
00:30Mas é um período que a gente fica um pouco mais prolongado.
00:32Então nós estamos agora nove dias, fazendo 15 cidades.
00:36Passamos novamente agora aqui em Cascavel.
00:38Mas fizemos já toda a região noroeste, o norte pioneiro.
00:43Fomos ali também para Campo Morão, aquela famosa festa do Carneiro do Buraco.
00:50Tem que também curtir essas festas regionais.
00:53Sim, só teve aqui no Dia do Trabalho também, né?
00:55Exatamente.
00:56Hoje eu até estive lá no Sindicato Rural aqui de Cascavel.
01:00O Vendo Isco, o Paulo Orso.
01:02Também estava o presidente do Sindicato ali de Toledo, de Terra Roxa, de Medianeira.
01:08E a gente...
01:10Sabe o que foi a principal reclamação deles?
01:13Que eles não são ouvidos.
01:15Então nós sentamos lá para ouvi-los, recebemos uma série de proposições
01:19e assumir o compromisso.
01:21Esse é o compromisso mais fácil de ser, porque é da nossa natureza,
01:24de ouvir as pessoas para a construção do nosso projeto.
01:28E se o nosso projeto for bem sucedido, está sempre aberto a ouvir sugestões e críticas.
01:33Porque a sugestão e a crítica não tem que ser visto como ofensa.
01:35Sim.
01:36Como às vezes se procede, infelizmente.
01:40Leandrador, o senhor disse que tem percorrido e tem ouvido a população.
01:44E nessas andanças do senhor, qual é a maior necessidade,
01:50os maiores questionamentos que o senhor recebe da população do Paraná
01:54e das entidades também que fazem o governo andar?
01:59A principal reclamação da população é ainda a saúde.
02:04Em todo lugar nós ouvimos reclamações das filas, da demora do atendimento.
02:10Nós até temos dentro do nosso projeto de governo que a gente está construindo
02:13uma proposta para a saúde, que é copiar uma experiência que foi muito bem sucedida ali em São Paulo,
02:21que é a tabela SUS paulista.
02:23Qual é o problema em síntese?
02:26O SUS paga muito pouco o serviço de saúde.
02:29Um médico especialista recebe R$10 por uma consulta.
02:33O que acontece?
02:34Com o tempo, a oferta diminui, porque os profissionais deixam de trabalhar nesse mercado.
02:40Trabalham no sacrifício, tem o juramento de Hipócrates, evidentemente,
02:43mas chega o momento em que eles acabam recuando.
02:47Em São Paulo, eles identificaram por cada região quais são as demandas específicas
02:53para cada uma dessas regiões e eles suplementam com caixa do tesouro a tabela SUS.
02:59Daí o chamado da tabela SUS paulista.
03:02Isso é importante que é feito, Luizinho, de uma maneira universal.
03:07Ou seja, não são só aqueles hospitais amigos do rei ou próximos a políticos que acabam recebendo.
03:13Remunera melhor todos, né?
03:14Remunera melhor todos.
03:16E com isso você cresce a oferta e você consegue atender melhor a demanda.
03:20Em São Paulo, eles dobraram em um ano o número de cirurgias especializadas.
03:25Desculpe, cirurgias eletivas.
03:27E com isso eles conseguem dar satisfação a essa grande demanda da população.
03:32Porque uma das grandes demandas que a gente recebe aqui sempre no programa, senador,
03:36é exatamente essa questão do atendimento à saúde.
03:40As filas homéricas que tem para cirurgias, as filas para cirurgias de oftalmos, para exames.
03:50O senhor acredita que implantando a questão do SUS paulista na tabela,
03:56há condições de diminuir essas filas ou existe um outro problema,
04:01um outro entrave que precisa ser tratado?
04:03É, vai ser a tabela SUS-Paranense.
04:05Nós vamos copiar essa experiência, mas vamos adequar as demandas da população paranaense.
04:12Pode ser até maior ou um pouco menor também em relação ao Estado.
04:15Pois é, e pode ter os serviços de saúde diferenciados.
04:18Porque em cada região, o que se fez lá foi identificar quais são as demandas principais de Cascavel.
04:25Quais são as demandas principais lá de Londrina?
04:27Não necessariamente vão ser as mesmas.
04:29Nós estamos montando o nosso projeto e oportunamente a gente vai abrir todos os pontos.
04:35Eu só adiantei isso, que é algo que a gente tem comentado já.
04:38Mas outra coisa que a gente quer fazer, Jorge, que para mim é muito importante,
04:43a gente quer colocar o governo no smartphone, em aplicativo de serviço.
04:48Porque isso que você falou da consulta, quantas vezes você não ouve a história
04:52que o cidadão vai no posto de saúde ou vai no hospital com uma consulta marcada e chega lá.
04:57Ah, o médico não veio nessa data.
05:00Ah, está faltando medicamento nesse momento.
05:03É inconcebível que nós tenhamos passado por uma pandemia
05:06e nós não digitalizamos e colocamos à disposição do cidadão todos esses serviços.
05:13Então, acompanhamento da fila, né?
05:14Exatamente.
05:16Aqui se adotou a estratégia errada, que foi investido o tal do Poupa Tempo,
05:21que é positivo, é ótimo.
05:23Mas sabe quem que criou o Poupa Tempo?
05:25Foi o Mário Covas.
05:27Mas a documentação...
05:28Há 30 anos atrás.
05:30Há 30 anos atrás, para resolver mais rapidamente as demandas do cidadão por serviço.
05:35A solução hoje não é você construir estruturas físicas, caras,
05:40e às vezes com contratos que a gente fica um pouco assustado,
05:44e sim colocar tudo no smartphone.
05:46Eu estive fazendo uma visita lá na China, que não é exemplo para ninguém,
05:51mas estive na província de Shenzhen, que tem 20 milhões de habitantes,
05:55e na província de Shenzhen me mostraram um aplicativo do governo de Shenzhen,
05:59todos os serviços.
06:01E sabe o que você conseguia ver, Luizinho?
06:04No posto de saúde você conseguia saber quantos médicos tinham,
06:08quais eram as especialidades, e você marcava a sua consulta.
06:11em tempo real, para o cidadão não perder tempo.
06:15Porque é o que a gente tem que respeitar o cidadão paranaense.
06:18Esse negócio de ele ter exame remarcado, consulta remarcada,
06:23cirurgia remarcada.
06:24Cirurgia remarcada.
06:25E às vezes você tem uma situação de uma doença que é progressiva.
06:29O caso, por exemplo, do câncer.
06:31Tem um prazo específico para começar, por exemplo,
06:34quimioterapia depois que ele é diagnosticado.
06:36Mas quanto tempo leva para ser diagnosticado?
06:40Eu conheço histórias de pessoas que levaram seis meses para ter um exame adequado.
06:45E no câncer esse tempo pode ser fatal.
06:48Vamos fazer um bate rápido aqui.
06:50Teve uma audiência há pouco tempo que o senhor comandou,
06:54lá no Senado, sobre a Copel.
06:57O que deu de resultado a essa audiência da Copel?
07:02Nós fizemos uma audiência pública da Copel...
07:04Primeiro que eu sei o que de fato aconteceu é que caiu o diretor-geral que foi lá, o Vilela.
07:10Ele já caiu.
07:11As cobranças foram tantas, mas a gente precisa levantar esse assunto.
07:14A imprensa tem feito um grande trabalho levantando essas deficiências do serviço,
07:19mas estranhamente o que a gente via é o mundo político quieto.
07:23E quando se questionava, tinha aquele questionamento que tem o viés de esquerda,
07:28de questionar a privatização.
07:29A privatização foi feita.
07:32O fato é que a Copel privatizada tem uma obrigação de prestar um serviço de qualidade ao paranaense.
07:39Mas ainda, se ela foi privatizada a pretexto de ganhar eficiência,
07:42as coisas não estão indo bem.
07:44Então nós fizemos essa audiência, colocamos os dirigentes da Copel, da ANAEL,
07:49eu pedi lá um programa de fiscalização da ANAEL sobre os trabalhos da Copel
07:53e pedi informações objetivas da Copel.
07:56E tive ali a condição de gerar a oportunidade para colocar os representantes das federações empresariais,
08:04a FAEP, a FIEP e a OCEPAR, de frente a frente a Copel para cobrar e apontar essas deficiências do
08:11serviço.
08:12Recebi depois informações que não são satisfatórias e continuamos cobrando.
08:18Agora, seria diferente aqui se a gente tivesse, Jorge, a caneta, o peso da caneta do governador,
08:26que uma coisa é o peso da caneta do senador.
08:29Quem sofre bastante com a Copel é especialmente a área rural.
08:34E é incompreensível, como privatizando, que teoricamente teria que melhorar,
08:38por causa das ações mais rápidas, ela teria piorado.
08:41Agora, passa pela sua cabeça, na eventual eleição sua, reverter esse processo da privatização?
08:49A privatização foi feita, nós respeitamos os contratos, é para ser um governo de direita,
08:54governo de direita respeita contratos, senão a gente afugenta investimentos.
08:58Então, creio que há maneiras outras de solucionar essa questão.
09:02No limite, sim, você pode ter a reversão da privatização,
09:06mas o objetivo principal é que ela, privatizada, preste um serviço de qualidade.
09:11Eu falei até uma frase, na ocasião, lá para o pessoal da Copel, porque ele insistia,
09:16eles insistiam, não, mas nós fizemos investimentos.
09:18Eu falei, olha, se cresceu, e isso tem prova numérica,
09:22o número de reclamações e a população sente na pele,
09:26a gente tem que respeitar a população paranaense.
09:29E o cliente de vocês é a população paranaense.
09:31Eu sou daquela época que a gente acredita, que a gente aprendeu que no comércio,
09:36nos serviços, o cliente sempre tem razão.
09:38Então, a Copel, infelizmente, está falhando com a população.
09:41Eu continuo cobrando como senador, não tenho ouvido dos nossos concorrentes uma frase sobre isso,
09:50salvo o discurso da reestatização, que é o discurso do PT, que é um discurso complicado,
09:56mas os meus outros concorrentes, a gente não ouve nada.
09:58Eu acho que a nossa obrigação, como liderança, é cobrar que a Copel resolva a questão.
10:04E com a caneta do governo, se a gente chegar nessa posição, nesse nosso projeto,
10:09vocês podem ter certeza que vai ser uma caneta mais pesada.
10:11A gente está vendo ali, mais ao vivo, da Ponte da Amizade, ali a BR-277,
10:15chegando na Ponte da Amizade e a Ponte da Amizade.
10:17Agora está no vento tranquilo, mas eu uso essas imagens não para perguntar sobre a Ponte da Amizade,
10:22mas para perguntar para o senhor sobre a Ponte da Integração,
10:25que foi inaugurada, mas não usa, não vai, não acontece.
10:30O que o senhor pensa disso?
10:31Foi inaugurada, mas não passa.
10:34A obra, a Ponte da Integração, foi feita com recurso de Itaipu,
10:38é algo muito positivo, tem uma segunda ponte, que é a Ponte da Amizade, está sobrecarregada,
10:43mas é surpreendente que ela tenha sido inaugurada em 2022,
10:46e não tenha entrado em funcionamento.
10:49É esse tipo de situação que a gente entende que também é um desrespeito ao cidadão paranaense.
10:54A gente tem que ter mais agilidade, mais eficiência, inclusive, na realização dessas obras.
11:00O que a gente está fazendo também no nosso projeto, Jorge?
11:02A gente está trazendo um mapeamento dos pontos de estrangulamento econômico do Estado do Paraná.
11:08Nisso, estamos aproveitando até um trabalho que vinha sendo muito bem feito pela FIEP,
11:15durante a presidência do Edson Vasconcelos, que se licenciou, que é o nosso pré-candidato à vice.
11:21Nós queremos pegar esse roadmap e a gente trabalhar, olha, o porto, temos orgulho do nosso porto,
11:28é uma joia paranaense, mas não está dando vazão a toda a nossa produção.
11:33Nossas estradas são sobrecarregadas, precisa de duplicação, terceira pista,
11:39porque o Estado cresceu muito e a infraestrutura ficou atrás.
11:42E a ponte é a mesma história.
11:44Como é que não se faz as rodovias de ligação, já durante o processo de própria construção da ponte?
11:51E como é que, ainda que não tivesse sido feito naquela época,
11:54como é que se passa quatro anos sem que ela seja totalmente inaugurada?
11:59Quantas vezes ela vai ser inaugurada?
12:00Estou achando que eu que vou inaugurar essa ponte, lá adiante.
12:04Ali temos a imagem, por exemplo, da ponte Ayrton Senna, de Guaíra.
12:08A gente está lá, agora estão recapando, pode ver que está todo parado,
12:11todo parado, o trânsito está parado.
12:14E usando Guaíra, usando Foz do Iguaçu, eu vi um estudo da FIEP sobre a Malha Sul das rodovias.
12:24Santa Catarina, Guarapuava, contorno de Curitiba e tal.
12:26Até perguntei para o Edson Vasconcelos, por que não tocava na chegada da ferrovia até Guaíra e até Foz do
12:36Iguaçu?
12:36Ele disse que não tem a ver com o Ferro S.
12:38Então, eu lhe pergunto, a Ferro S, existe algum planejamento, algum estudo que faça a Ferro S chegar de Cascavel
12:46a Foz ou a Guaíra
12:47para melhorar a questão de a gente tirar daqui a nossa produção?
12:52Porque ela tem um gargalozinho ali de Guarapuava para lá, tem que fazer...
12:56Acho que a parte mais importante até, primeiro, é essa ligação com o restante da Malha Ferroviária.
13:03Tem uma concessão que vence, ano que vem vai ter uma nova concessão da Malha Sul.
13:07Nós vamos ter que ficar atento, ter um governo vigilante para acompanhar essa concessão, para poder resolver esses problemas.
13:13Para depois vir aqui nesse segundo ponto.
13:15Sim, acho que a gente tem que...
13:17O que eu tenho dito, senhor, nós precisamos de um plano de desenvolvimento econômico do nosso estado,
13:22fundado principalmente no setor privado, que cresceu muito.
13:26Precisamos criar condições ideais para atrair negócios e investimentos para o nosso estado do Paraná.
13:34E no que se refere à infraestrutura, precisamos resolver esses gargalos.
13:38Porque a gente tem um agro, por exemplo, aqui no oeste do Paraná, que cresceu exponencialmente,
13:43como se fosse um motor de Ferrari, mas está andando numa carroceria de Opala,
13:48que é a situação das nossas estradas, é a situação, infelizmente, hoje, da energia, que está deficiente.
13:54É crítica, né?
13:55Dos próprios aeroportos, que já também não conseguem dar vazão a toda a demanda da região.
14:00Enfim, tem muita coisa a ser feita, apesar de a gente reconhecer méritos da administração que vem vindo.
14:07Eu tenho usado a...
14:10O que eu tenho falado é o seguinte, isso aqui é como se fosse um livro escrito a várias mãos.
14:16Cada capítulo escrito por uma pessoa.
14:19Nós vamos dar continuidade aos bons projetos do atual governo,
14:22mas nós queremos mais.
14:23Nós entendemos que o Paraná pode mais e pode melhor para avançar e prepará-lo para essa economia do século
14:29XXI,
14:30que é tão desafiadora.
14:31O que o senhor vê de necessário hoje dessas obras estruturantes do Estado, assim, de mais emergentes?
14:37Olha, eu diria que é uma vergonha que nós não tenhamos ainda duplicado a BR-277.
14:44Porque até...
14:45Foz da Curitiba, né?
14:46Foz da Curitiba.
14:48Temos alguns pequenos trechos, né?
14:49Nem Foz da Cascavel se completou.
14:52Exatamente.
14:53Nem Foz da...
14:53Matelândia, Cascavel é emergente, né?
14:57Exatamente.
14:58E eu morei aqui em Cascavel, em 99, com a minha esposa.
15:01Eu me recordo até hoje que a gente viajava muito para Curitiba, porque tinha a família dela,
15:06e ela queria visitar.
15:08E eu reclamava da estrada lá em 1999, para você ter uma ideia.
15:12E hoje, se a gente pega o carro, é a mesma estrada.
15:15Não mudou quase nada.
15:16Então, nós passamos 27 anos e não tivemos a competência de duplicar uma das principais
15:23artérias do Estado do Paraná.
15:26Assim como a 369, né?
15:27Que chegou até a Floresta e depois prometido na duplicação, quando daquela concessão
15:33anterior, e que também não andou, né?
15:34Chegou até a Floresta e parou.
15:37Era para vir de Floresta até Cascavel e também não veio.
15:40A 369 que leva lá a sua Maringá, né?
15:42Nós fomos roubados, né? Nós tivemos um pedágio de 30 anos, que nós fomos do tal do anel viário,
15:49e fomos roubados. A Lava Jato descobriu, inclusive, de um desdobramento.
15:53Recuperamos parte desse dinheiro com acordo de liniência com concessionários que fizeram,
15:59entre outras, as obras do trevo das cataratas.
16:02Mas veja que, ainda assim, o que nós pagamos não compensou os investimentos que eles fizeram.
16:08Deu uma olhada no trevo, senador. Olha ali para baixo, aquela que estrangula.
16:11Para, porque para lá embaixo no viaduto do Olindo Periolo.
16:14Olha lá em cima, a entrada da 369, o pessoal que está vindo lá de Corbelia para cá,
16:21que não tem dificuldade para entrar.
16:22É um trevo também que é complicado para...
16:25E olha, nós estamos falando isso...
16:26A gente só deu dinheiro, viu?
16:28Eu não fui um engenheiro.
16:31Senador, o senhor marcou a sua trajetória na história do passado e se mantém no momento.
16:42Eu pergunto para o senhor, o que o senhor projeta para o futuro,
16:46se caso chegar ao governo do Estado, for eleito,
16:51é com essas denúncias que ocorrem e que vai para os tribunais
16:55de uso indevido do dinheiro público e que correm segredo de justiça.
17:00Ora, se há uma denúncia, há uma investigação feita, há documentação,
17:05por que o segredo de justiça e o que é,
17:08por que que fica engavetado por muitos e muitos anos uma ação desse tipo?
17:13Bem, eu posso dizer o que a gente fazia na época da Lava Jato.
17:16Isso.
17:17A sua história foi isso.
17:19Porque o sigilo desses processos só protege os bandidos.
17:23E a lei é muito clara, o segredo de justiça é uma exceção.
17:28Então, nas investigações, tem um momento que você tem que realmente manter o segredo,
17:33porque senão...
17:34Não atrapalhar o resto da investigação.
17:36O criminoso destrói as provas.
17:37Certo.
17:38Mas depois que você entrou numa denúncia, numa fase já de acusação,
17:42tem que ser tudo transparente, tudo aberto.
17:44Hoje virou o contrário, né?
17:46Porque a gente está vendo o manto do segredo protegendo aí um monte de gente que fez coisa errada.
17:51O que nós vamos fazer, que nós estamos no nosso projeto,
17:54a gente se entristece hoje quando a gente olha para Brasília.
17:57Porque Brasília virou uma Sodoma e Gomorra apiorada.
18:01Roubalheira voltou buscando do Master, do INSS.
18:05A gente quer retomar essa batalha aqui no Paraná.
18:08Através, vamos criar a Agência Estadual Anticorrupção.
18:11Lá, dentro do governo, com os melhores servidores públicos,
18:15para identificar via inteligência e cruzamento de dados,
18:19fraudes e licitação, enriquecimento ilícito de agentes públicos.
18:24Isso.
18:24E tomar as providências dentro do Estado.
18:27O que eu quero fazer aqui também, Luizinho?
18:29O diretor dessa agência, eu quero que tenha mandato.
18:32Como diretor do Banco Central.
18:34Para que ele possa fazer o trabalho dele, sem deputado, sem gente poderosa,
18:41às vezes incomodando.
18:42Sem pressão política.
18:44Para ele ter a segurança de que ele fazer o trabalho dele,
18:46ele não vai ser cortado.
18:48Sequer pelo governador.
18:49Porque o mandato é exatamente para estabelecer.
18:52Nem o governador vai poder demitir.
18:53Tipo o Banco Central, né?
18:55Tipo o Banco Central.
18:56E ver como funcionou bem nesse período,
18:58nesse tema dos juros,
18:59que infelizmente estão nas alturas,
19:01mas a gente sabe que a responsabilidade mesmo
19:03é do Lula, do Gastança, do governo federal,
19:06que desequilibra as contas públicas
19:08e gera essa profunda insegurança econômica,
19:11o que faz que os juros fiquem elevados.
19:13Senador, o senhor acredita que existe um racismo estrutural
19:17e uma seletividade penal no nosso sistema carcerário?
19:21Olha, esse é muito dito, muito falado,
19:24mas a gente tem que ver estatisticamente.
19:27E eu não creio que seja o grande problema hoje
19:29da justiça criminal.
19:31O nosso problema hoje da legislação criminal
19:34é uma leniência excessiva.
19:37Tanto com o pequeno, como com o médio,
19:39como com o grande criminoso.
19:40Para o grande criminoso é pior,
19:41que a gente está vendo o avanço do crime organizado no país.
19:44E fica muito aquele discurso do criminoso coitadinho,
19:48ou como foi o Lula lá dizendo que o governo americano
19:51não podia designar o PCC e o Comando Vermelho
19:54como organizações terroristas,
19:55que parece um posicionamento surreal do atual presidente,
20:00já que isso só dificulta a lavagem de dinheiro
20:02por parte dessas organizações.
20:05Mas mesmo nos pequenos delitos.
20:07Eu, ano passado, eu relatei e aprovamos um projeto de lei,
20:12que foi sancionado e já virou lei,
20:14que estabelece critérios para decretação de prisão,
20:19manutenção de prisão, nas audiências de custódia.
20:22Há uma reclamação generalizada,
20:24que as audiências custódias realizadas
20:26a partir da prisão em flagrante
20:27viraram uma porta giratória.
20:30O sujeito comete um crime, vai ao juiz,
20:33às vezes o policial fica mais tempo lá na delegacia
20:35do que o criminoso, porque ele é solto.
20:38E aí...
20:39Ele chega em casa antes do que o policial, né?
20:41E às vezes comete um novo delito no caminho.
20:43Tem casos que viram até anedóticos.
20:47Teve um caso lá do Rio de Janeiro, por exemplo,
20:49que o sujeito tinha 52 passagens pela polícia
20:52e preso por furto de residência,
20:54o juiz soltou de novo.
20:56Então a gente colocou nesse projeto de lei,
20:58olha, se ele já foi solto em audiência de custódia anteriormente,
21:01tem que manter a prisão.
21:03Se tiver indicativo de que é vinculado ao crime organizado,
21:06tem que manter a prisão.
21:07Se tiver reiteração deletiva, tem que manter a prisão.
21:10Agora a gente precisa cobrar,
21:11e isso é importante, que os juízes apliquem a lei.
21:14Porque muitas vezes tem juiz por aí,
21:17a gente não pode analisar, tem juiz bom,
21:19tem juiz de linha dura,
21:21mas tem muitos juízes que entendem
21:22que a pessoa nunca pode ficar presa.
21:25E aí vai infernizando o cidadão de bem
21:28que tem o seu celular furtado,
21:30o seu carro muitas vezes roubado,
21:32quando não é vítima de um crime mais grave.
21:35Então eu acho que o grande problema hoje
21:37do nosso direito penal, da prática no Brasil,
21:40é a alieniência excessiva com os criminosos.
21:43E se o sujeito cometer um crime,
21:46qualquer que seja a renda dele,
21:49qualquer que seja também a sua procedência,
21:53ele tem que arcar com os resultados.
21:55O Paraná tem presídios estruturados
21:58e preparados para receber e ressocializar os presos?
22:02Tem algumas experiências positivas,
22:07nós queremos trazer um modelo
22:09que está funcionando muito bem em Santa Catarina,
22:11que traz os empresários para montar empresas
22:15dentro de presídios industriais
22:18e o dinheiro pago no salário para esses presos,
22:23ele reverte em parte para a vítima,
22:25já está na nossa legislação,
22:27parte para o próprio preso
22:28e outra parte vai para o Estado para pagar os custos.
22:31Agora, o interessante desse modelo,
22:33que foi criado lá em Santa Catarina
22:34e funcionou há um tempo,
22:36que esse fundo do Estado que recebe os valores
22:40tem que reverter em investimentos
22:44naquele próprio presídio
22:45e gera um incentivo a mais, então,
22:47para o preso trabalhar,
22:48porque daí o preso vê
22:50que ele acaba se beneficiando estruturalmente
22:53pelo trabalho ali que ele realiza.
22:56Se recebeu alguma coisa...
22:56Exatamente.
22:57Agora, o que a gente quer fazer também aqui, Jorge,
23:00um presídio estadual de segurança máxima.
23:03Nós não temos.
23:05Nós queremos...
23:05Catanduvas é federal.
23:06É federal.
23:07E a gente não tem autonomia de gestão desses presídios.
23:11Aliás, o número...
23:12PIC e PIC, que são as penitenciárias do Estado...
23:14Não são de segurança máxima.
23:16Podem até chamar...
23:17Tive uma tentativa de fuga agora na semana.
23:18É, podem até chamar de segurança máxima,
23:20mas não são de segurança máxima.
23:22A gente quer ter um presídio
23:23nos moldes dos presídios federais,
23:26gerido pelo Estado,
23:27com cela individual,
23:29cárcere duro,
23:31sem visita íntima,
23:32visita só no parlatório,
23:34com vidro separando
23:35e com policial monitorando
23:36as conversas do preso,
23:38para a gente neutralizar
23:39os piores criminosos do Paraná
23:43nesse presídio,
23:44seja os violentos
23:45ou seja, os membros de gangues de facção.
23:48E com isso, Jorge,
23:49a gente vai mandar um recado forte
23:50para esses criminosos
23:52que se você quiser violar a lei,
23:54não faça no Paraná,
23:55porque esse pode ser o seu ponto final.
23:59Senador, na educação,
24:01muito se fala que a educação
24:03é exemplo do país, coisa e tal.
24:06Quais são os projetos
24:07que o senhor tem em mente
24:09para serem implantados
24:11que ainda são falhos
24:12e que necessitam
24:14colocar esses projetos
24:16para eliminar de vez
24:17a evasão escolar?
24:19Nós estamos montando ainda
24:20nossos projetos,
24:21esses dias estamos até conversando
24:23com uma organização
24:25não-governmental lá de São Paulo,
24:27que faz um trabalho
24:28muito competente nessa área
24:29do Todos pela Educação,
24:31pegando algumas sugestões
24:32em relação aqui
24:34ao nosso Estado.
24:35Esse projeto vai ser,
24:37vai vir a público
24:38no momento próprio eleitoral.
24:41O que a gente tem visto
24:42um pouquinho, Luizinho,
24:43conversando principalmente
24:44com professores,
24:45e eu sou filho de professores,
24:46minha mãe era professora
24:47da rede de ensino público
24:49lá em Maringá,
24:50no ensino médio,
24:51meu pai foi professor
24:53da Universidade Estadual
24:54de Maringá,
24:55e tem algo que nos preocupa
24:56bastante,
24:57que hoje é a falta
24:58de respeito ao professor
24:59na sala de aula.
25:01O professor vai no colégio,
25:02às vezes com medo
25:03de ser agredido,
25:05verbalmente,
25:05e às vezes até fisicamente,
25:07e ele não se sente amparado.
25:09Então, nós precisamos
25:10ter medidas
25:11para resgatar
25:12a disciplina
25:13e o respeito
25:14na sala de aula.
25:15As escolas cívico-militares,
25:17de alguma maneira,
25:18foram uma resposta
25:19a essa questão.
25:20Acho que é um modelo
25:21que a gente pode expandir,
25:23deve expandir,
25:24mas a gente precisa
25:25fazer algo mais
25:27generalizado,
25:28porque toda escola
25:29precisa de respeito
25:30ao professor,
25:31até porque também
25:32sem disciplina,
25:33o aluno não aprende,
25:34se você não tem
25:35um ambiente saudável
25:37ali dentro
25:38da sala de aula.
25:39Nós queremos
25:41avançar
25:42na prática
25:43também do ensino integral.
25:45O Paraná avançou
25:46muito pouco
25:47nesse tema,
25:47é um dos estados
25:48que tem um percentual baixo
25:50em relação
25:51a escolas
25:52em tempo integral,
25:53mas a gente tem
25:54que deixar a escola
25:55em tempo integral
25:55interessante
25:56para o aluno,
25:57para evitar a evasão escolar.
25:59E uma forma
26:00que a gente está trabalhando
26:01é colocar cursos técnicos
26:03e profissionalizantes
26:04nesse contraturno
26:05para deixar a escola
26:07mais interessante
26:08para o próprio estudante.
26:09A alimentação
26:10ainda é o mote
26:11maior
26:12para segurar
26:13os alunos
26:13nas escolas?
26:15A alimentação
26:16é importante,
26:17por isso a gente precisa
26:17ter merenda escolar
26:18de qualidade,
26:19evidentemente.
26:20Mas o aluno
26:21não vai na escola
26:22só para
26:23se alimentar,
26:24ele precisa aprender.
26:26E uma preocupação
26:27que a gente ouve,
26:29este aluno
26:30paranense
26:31está de fato
26:31aprendendo.
26:32A gente sabe
26:33dos esforços
26:34valorosos
26:34nossos professores
26:35e o Paraná
26:38tem indicadores
26:39positivos
26:40até na área
26:40de educação
26:41se for comparar
26:41com outros estados,
26:43mas muitas vezes
26:44a preocupação
26:45dos pais
26:45se o aluno
26:46está sendo aprovado,
26:48mas se ele está
26:48aprendendo
26:49e se ele está
26:50sendo preparado
26:51para os desafios
26:52da vida moderna.
26:53Nós estamos
26:54preparando
26:54o nosso projeto
26:55e o que nós queremos
26:56ter é a melhor
26:57educação do país,
26:59também nessa área,
27:00mas nós queremos
27:01preparar os alunos
27:02paranaenses
27:03para os desafios
27:04da economia
27:04do século XXI,
27:05que vão envolver
27:06um conhecimento
27:07de tecnologia,
27:08um conhecimento
27:09em cima
27:10de inteligência artificial
27:11e dois,
27:13focar também
27:14nessa educação
27:14profissionalizante
27:15para sair de lá
27:16com expectativas
27:17de obter um emprego.
27:19Precisamos aprofundar
27:20as parcerias
27:21entre as escolas
27:22e as empresas
27:24para poder também
27:25identificar
27:26das empresas
27:27que tipo
27:28de treinamento
27:28de mão de obra
27:29eles precisam
27:30que podem dar
27:31maiores oportunidades.
27:32de emprego
27:33para aquelas
27:34crianças,
27:35ou digo,
27:36os adolescentes
27:37quando saíram
27:38das escolas.
27:38Do primeiro emprego.
27:39Exatamente.
27:40Senador,
27:40o senhor tem compromisso
27:41com uma última pergunta
27:43e depois eu vou
27:44explorar o senhor
27:44numa outra situação,
27:45mas é rapidinho.
27:47O que o senhor pensa
27:48da escala 6x1?
27:49A escala 6x1
27:50é um momento
27:52que é difícil
27:52para discutir
27:53essa pauta,
27:54um ano eleitoral,
27:55acho que tem que ser discutido
27:56com mais serenidade,
27:58até porque
27:59essa proposta
27:59de emenda
28:00ela tem problemas
28:01no formato
28:02que ela foi apresentada,
28:04que uma coisa
28:04é redução
28:05da carga horária,
28:06outra coisa
28:06é você estabelecer
28:07uma camisa de força
28:08de uma jornada
28:09que tem que ser
28:105x2,
28:11porque isso
28:12se é válido
28:13para boa parte
28:14dos trabalhadores,
28:16há um problema,
28:17porque tem gente
28:18que faz escala
28:1912x36.
28:20E como é que fica
28:21se você colocar
28:23uma camisa de força
28:24e dizer
28:24só pode trabalhar
28:258 horas por dia?
28:26O pessoal
28:27faz até
28:28uma brincadeira
28:30jocosa
28:30lá no Congresso
28:31que vai impedir
28:32voo transatlântico
28:34aqui no Brasil,
28:35porque a tripulação
28:36vai ter que ser jogada
28:37do avião
28:37durante o curso
28:38do oceano.
28:39Então é um tema
28:40que tem que ser tratado
28:41com a necessária
28:42seriedade,
28:43é evidente
28:44que o governo Lula
28:45colocou isso
28:45com propósitos
28:46puramente eleitoreiros
28:48e nós precisamos
28:50tratar disso
28:51com debate,
28:53com seriedade,
28:54necessária,
28:56principalmente tendo
28:57em vista,
28:57olha,
28:58uma coisa é
28:58reduzir a jornada,
29:00outra coisa é
29:00você botar
29:01uma camisa de força
29:02em relação
29:03aos dias trabalhados
29:04e o tempo
29:05e horas trabalhadas
29:06em cada dia.
29:07Senador,
29:08obrigado pela gentileza
29:09de estar aqui
29:10com a gente,
29:10aceitando o nosso convite
29:12e desculpa aí
29:12o atraso
29:14nos seus compromissos
29:15aí,
29:15mas é importante
29:16a sua opinião.
29:16Tá bom,
29:17foi um prazer
29:18falar com você,
29:18Jorge,
29:19Luizinho,
29:20falar aqui
29:20na KTV,
29:22para mim é
29:23um grande honra,
29:24um privilégio
29:24poder compartilhar
29:25esse tempo
29:25para vocês.
29:26Nós que agradecemos.
29:27e também
29:29a senhora
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