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  • há 4 dias
Transcrição
00:00E o governo da China, vejam só, decidiu proibir os chamados namorados de Ia.
00:07Segundo as autoridades do país, a medida visa impedir que a tecnologia estimule dependência emocional
00:16ou prejudique a convivência social de usuários.
00:20Vamos entender melhor com os detalhes na reportagem.
00:28Plataformas de inteligência artificial estão proibidas de oferecer companheiros virtuais
00:34com características de relacionamento amoroso aos usuários na China.
00:39A medida, que entrou em vigor nesta quarta-feira, busca reduzir a criação de vínculos emocionais intensos
00:45entre pessoas reais e sistemas digitais.
00:48A regulamentação foi aplicada por órgãos governamentais e afeta serviços que simulam personalidade,
00:55voz e comportamento humano em interações com usuários.
00:58Empresas como ByteDance, dona do TikTok, Alibaba e Tencent suspenderam recursos de companhia virtual
01:05antes do prazo determinado por Pequim.
01:08Segundo as autoridades chinesas, as restrições não atingem serviços de inteligência artificial
01:13voltados para tarefas sem interação afetiva, como atendimento ao consumidor,
01:18apoio profissional ou ferramentas educacionais.
01:21O foco são softwares criados para simular vínculos pessoais.
01:25Entre as determinações estão a proibição de oferecer parceiros virtuais para menores de idade,
01:31a exigência de mecanismos para identificar estados emocionais extremos
01:35e a implementação de medidas de intervenção em situações consideradas críticas.
01:40O governo chinês considera que o avanço desses sistemas exige controle sobre possíveis impactos psicológicos.
01:47O objetivo declarado da ação é impedir que a IA estimule dependência emocional
01:52ou prejudique a convivência social dos usuários.
01:56A decisão provocou reações de indivíduos que mantinham relações prolongadas com esses personagens digitais
02:02nas redes sociais.
02:03Algumas pessoas relataram tristeza e sensação de perda após o encerramento dos recursos.
02:13Vamos repercutir na nossa coluna da semana, Olhar do Amanhã.
02:30E vamos receber doutor Álvaro Machado Dias, professor da Unifesp, neurocientista futurista
02:38e colunista do Olhar Digital.
02:41Vamos bater um papo sobre esse assunto.
02:44Olá, boa noite doutor Álvaro Machado Dias, seja muito bem-vindo.
02:50Muito boa noite, Marisa.
02:52Doutor Álvaro, vamos lá, vamos começar depois a falar mais aprofundadamente, né,
03:00a palavra aí, agora me enrolei toda, sobre esse assunto importantíssimo que está acontecendo.
03:05Todo mundo está lendo esse caso aí que nós falamos da reportagem como uma história,
03:10doutor Álvaro, de solidão.
03:12Mas a China vive o pior colapso de natalidade da sua história e acaba de eliminar um concorrente,
03:20chamando-os assim, do casamento.
03:22O que o Estado chinês quer do afeto dos seus cidadãos, doutor Álvaro, e mais,
03:27como isso estabelece um paralelo, talvez, aqui com o Brasil?
03:32Eu acho que o que o Estado quer de verdade é que essa pulsão, essa demanda,
03:40ela circule dentro de um circuito que esse Estado pode administrar.
03:46Essa é a questão principal.
03:47E esse é o circuito da família reprodutiva.
03:50A regulação fala em proteger o usuário da dependência emocional e a gente entende isso, né,
03:55dar um clique, porque há dependência emocional nos aplicativos,
03:59assim como há dependência emocional entre os humanos.
04:02Mas repare que ela pega um país com casamentos em baixa, em queda livre,
04:06e remove justamente o produtinho que oferecia algum tipo de apoio,
04:15algum tipo de suporte para as pessoas que já falharam nesse sentido.
04:20Então, quando essa administração do ciberespaço, na minha visão, tá,
04:25escreve que esses sistemas prejudicam a convivência social, como estão dizendo,
04:31na verdade, nessa linguagenzinha de cabinete,
04:33o que está sendo dito é que a solidão é um ativo demográfico valioso demais
04:40para ser deixado de lado, não está sob o controle do governo.
04:44Essa é a minha leitura.
04:45Eu acho que, no final das contas,
04:49tem uma questão aqui que é profunda,
04:52e eu acho que ela transcende uma discussão sobre um país distante
04:56que está se tornando líder no mundo,
04:58mas, enfim, não está perto do Brasil,
05:01e do ponto de vista de influências culturais diretas,
05:04é muito menos importante do que outros, como os Estados Unidos.
05:07A questão aqui é que o agente de A, ele, de fato,
05:14ele conhece, ele interage, ele captura informações,
05:18tudo isso é realmente uma realidade.
05:22Agora, outra realidade é que, cada vez mais,
05:26os governos dos diferentes países,
05:29não simplesmente países que não têm traduções democráticas muito bem estabelecidas,
05:33estão buscando esse ativo como uma espécie de propriedade intelectual
05:39de natureza nacional.
05:41Isso se aplica aos Estados Unidos fortemente também hoje em dia, tá?
05:44Se aplica a quase todo mundo.
05:46Então, essa geopolítica da IA,
05:48ela envolve fortemente a busca do apoderamento
05:51sobre as informações dos cidadãos,
05:53que muitas vezes são simplesmente informações privadas
05:56de cunho íntimo, tá?
05:57E o perigo e a sensibilidade do debate.
06:01A gente falou aqui há duas semanas
06:02sobre aquele caso, do bizarro caso,
06:06do cara que planejou a morte do próprio filho
06:09e, enfim, teve as autoridades americanas
06:13avisadas pelo chat PT, né, o FBI,
06:17que, por sua vez, avisou as autoridades brasileiras e assim por diante.
06:20E eu falei, assim, veementemente
06:22sobre a importância de existir um canal direto no Brasil,
06:25sobre o quanto isso, do ponto de vista procedural,
06:30fere a lei, como ela foi estabelecida no nosso país e tudo mais.
06:35Agora, um subtexto e um acréscimo que eu faço aqui hoje
06:38é, note como para todos os lados,
06:40e muitas vezes para o bem,
06:41no caso desse maluco e potencialmente assassino,
06:46foi totalmente para o bem.
06:47Mas note como esse é o movimento que vem acontecendo,
06:50cada vez mais uma busca de converter
06:52aquilo que é intimidade em ativo nacional.
06:55Agora, doutor Álvaro, como você mesmo mencionou,
06:58o argumento oficial da China é proteger as pessoas
07:00da dependência emocional.
07:02Agora, por que exatamente o amor,
07:05vamos chamar assim,
07:06por uma máquina,
07:08foi escolhido como uma doença?
07:10Essa é...
07:11Essa dependência...
07:12Qual é a natureza dessa dependência?
07:14Essa pergunta é ótima.
07:17Se eu fosse pelo caminho da psicologia ingênua,
07:21eu falaria, ah, por que as pessoas sofrem?
07:23Porque elas não têm uma troca e assim por diante.
07:27Isso tudo é verdade.
07:29Mas por que essa seria a psicologia ingênua?
07:32Porque o chatbot não é um substituto de primeira disso.
07:38Ele é o resultado da falência disso.
07:40Ou seja, o fato do amor ser o assunto primário aqui
07:48diz muito sobre o próprio entendimento
07:51que o Estado tem do poder informacional
07:56que circula na interação entre usuários e IAs,
08:00mais do que simplesmente um reflexo de uma preocupação
08:04com a vida psicológica dos seus cidadãos.
08:06E aí a pergunta ganha uma outra conotação.
08:09é que raios o governo quer ver com isso?
08:11Por que isso, do ponto de vista do seu interesse estratégico?
08:15E a resposta começa a ficar muito mais clara, tá bom?
08:18Porque essa é a única das dependências
08:22que não rende nada ao sistema.
08:24Olha comigo, Marisa.
08:25O viciado em trabalho, ele produz.
08:29É ruim, rende.
08:31Pode ter burnout, ficar doente mais velho, morrer mais cedo.
08:34Só que rende um monte.
08:36O viciado em jogo, que é uma coisa horrível,
08:39no final transfere renda.
08:40O viciado na rolagem finita,
08:43o fundo gera dados para empresas de marketing digital,
08:47de redes sociais e assim por diante.
08:49Agora, e o viciado na relação afetiva com a IA?
08:52Não rende nada.
08:53Você entende qual é a questão de fundo?
08:55Por outro lado, do meu ponto de vista,
08:56quem ama esse algoritmo,
08:59essa sombra do outro lado,
09:02no fundo, se retira silenciosamente do mercado matrimonial,
09:05o que vai contra os interesses demográficos do país,
09:09estratégicos, do ponto de vista, inclusive,
09:12previdenciário, é profundamente negativo.
09:15Mas é isso.
09:15Não tem nada além disso.
09:17A questão é utilitária.
09:19A escolha dessa doença,
09:22ela obedece um raciocínio baseado no racionalismo utilitário.
09:26Se o critério fosse dano, de fato, para as pessoas,
09:30o cardápio ia ser outro, totalmente diferente.
09:32Imagina que ia começar nisso.
09:33Tem tanta coisa importante,
09:35mas o regulador está preocupado com aquilo que, de fato,
09:39afeta, do ponto de vista estratégico, as suas políticas.
09:42Então, o que você está punindo ali, na verdade,
09:44é uma espécie de deserção.
09:47Você desertou de participar do mercado do matrimônio.
09:50Então, você vai sofrer com isso.
09:52É, faz sentido.
09:54Agora, doutora Álvaro,
09:55e falando até do finalzinho ali da reportagem,
09:59que foi mencionado que as pessoas reclamaram
10:01dessas ações do governo.
10:04Falando por essas pessoas,
10:06elas realmente amavam alguém?
10:09Porque dá para dizer que existe uma relação
10:12quando somente um dos lados realmente existe?
10:18A resposta para isso,
10:20ela está inscrita na relação do ser humano consigo mesmo.
10:26O narcisismo é a primeira manifestação do amor na infância.
10:33E ele é fundamental para o desenvolvimento do amor ao próximo,
10:38para o desenvolvimento da autoestima e tudo mais.
10:41E ele é basicamente, completamente,
10:46ele é basicamente uma alucinação,
10:49um fantasma do ponto de vista das relações genuínas.
10:53E a gente vê isso se distorcendo na vida,
10:57ou seja, ao invés de convergir a uma plataforma,
11:02por assim ser, de amor ao próximo,
11:04mas se transformar num loop para todos os lados.
11:09E essas pessoas que vivem nesses loops,
11:12elas não amam o outro quando estão com o outro,
11:15elas amam a si mesmas,
11:16ou elas aplacam uma dependência, uma carência, o que for.
11:21Então, se a gente vai dizer que o amor ao chatbot
11:24é um falso amor,
11:26a gente tem que dizer que esses amores todos
11:28que estão por aí também são falsos amores,
11:30porque definitivamente eles não são objetais,
11:33no sentido em que eles transferem afeto diretamente
11:36para uma figura que é separada deles mesmos,
11:39ou delas mesmas,
11:40que têm uma identidade claramente identificada
11:44com os seus aspectos bacanas,
11:47as suas ressalvas do ponto de vista desse julgador
11:49e assim por diante,
11:50e mesmo assim o amor está lá.
11:51Não.
11:52Ou é uma máscara,
11:53uma projeção de anseios e fraquezas,
11:57ou ela é esse reflexo do narcisismo,
11:59nesses casos que eu estou descrevendo,
12:00que não são majoritários,
12:02mas são muito comuns.
12:03Então, no final das contas,
12:04a ideia de você amar uma coisa que não existe,
12:08a fantasmagórica do ponto de vista algorítmico,
12:10não deve escandalizar ninguém.
12:12Até porque tem um outro lado.
12:13Quem nunca viu o amor por atores e atrizes,
12:19toda adolescência é feita disso,
12:21ou por pessoas que já morreram,
12:24tudo isso está no domínio do fantasma.
12:26Então, quer dizer,
12:28essas relações parasociais,
12:29elas são prevalentes,
12:31elas não são, assim, exceção.
12:33A pergunta certa para mim é outra,
12:35eu acho que essa pergunta é bem importante.
12:38Qual é a coisa, então,
12:40que está ali em jogo,
12:42que é subtraída,
12:44quando a pessoa está amando o algoritmo,
12:46que nem nessa relação,
12:48quando ela está amando uma outra pessoa,
12:49que ela só está projetando por cima,
12:51deixa de existir?
12:52A resposta é clara para mim.
12:54É o atrito.
12:55O que amar o algoritmo faz
12:59é tirar o atrito do amor.
13:02É uma coisa parecida, no fundo,
13:04com o aplicativo,
13:05aquele que faz assim,
13:07nos relacionamentos,
13:08que geram crise relacional imensa,
13:10nos relacionamentos,
13:11inclusive relacionamentos rápidos.
13:13Por quê?
13:14Porque você pode dar um swipe
13:16naquela relação na hora que ela te desgastou.
13:18Aqui é a mesma coisa.
13:20Cortar a pessoa,
13:22trocar de assunto,
13:23mudar a coisa,
13:24mudar a conotação sexual
13:25da relação que quer que seja,
13:26custa zero.
13:27É essa remoção de fricção
13:29que é o verdadeiro diferencial,
13:31não é a projeção vazia do amor.
13:34Interessante.
13:35Agora, doutor Álvaro,
13:36falando nisso,
13:36nesse sentido ainda,
13:39milhões de parceiros,
13:41digamos assim,
13:42foram desligados no mesmo dia
13:44por três empresas,
13:46cumprindo ali uma ordem.
13:48É até a primeira vez,
13:50aparentemente,
13:51que entes queridos
13:53são descontinuados com o produto.
13:55Agora,
13:55como você vê nisso
13:56uma violência afetiva,
13:57digamos assim,
13:58para os usuários?
14:00Ou seja,
14:02ou isso não tem nada a ver com...
14:06Acaba sendo uma violência
14:07com aqueles que realmente
14:08têm essa,
14:10digamos,
14:10esse amor
14:11e de repente
14:12seus entes ali,
14:13seus parceiros,
14:14foram desligados.
14:15Como entender isso?
14:16Como falar disso
14:17e fazer um paralelo
14:18com as relações reais?
14:21A bela pergunta...
14:24Eu acho...
14:25Primeiro concordo com a pergunta,
14:26tá?
14:26Eu acho que tem uma violência
14:27disso,
14:29nisso,
14:29sim.
14:30Gosto da ideia
14:31de desligar
14:33o amor,
14:34é uma coisa
14:35meio assim mesmo.
14:37É tipo,
14:37você se apaixonou
14:38por um alienígena
14:40e aí,
14:41de repente,
14:41a nave-mãe
14:43pousou na Terra
14:44e puxou
14:45por uma espécie
14:46de um raio-gama
14:47todos os alienígenas
14:48para dentro
14:48e aí essa pessoa,
14:51enfim,
14:51ou qualquer outra coisa,
14:53sumiu.
14:53É tipo esse o papo.
14:54Então é uma coisa
14:55chocante mesmo.
14:56Estou falando aqui
14:57com base
14:57em 200 milhões de filmes
14:59que tem essa historinha
15:00ali acontecendo.
15:01Que é uma história,
15:02na verdade,
15:02do amor que acaba rápido
15:04e tudo isso.
15:04É mesmo do amor de verão.
15:06Enfim,
15:07a minha leitura
15:08é que o fenômeno,
15:10quando a gente conecta ele
15:11à vida real,
15:12o que ele traz
15:14de irrelevante
15:15é o ato
15:18de devolver
15:19o sujeito
15:19à escassez.
15:20Então o sujeito
15:21estava se satisfazendo
15:24do ponto de vista
15:24simbólico
15:25e numa resolução
15:27do governo,
15:27numa canetada,
15:29eis que ele volta
15:30a uma escassez afetiva
15:32que é anterior a isso
15:33e que na sua base
15:35já tem a falência
15:36dos relacionamentos
15:37como princípio
15:38e percepção
15:40puramente
15:42empírica.
15:43Quer dizer,
15:43a coisa já está acontecendo
15:44na vida da pessoa,
15:45não é que ela está alucinando
15:46isso,
15:46as relações já estão difíceis,
15:48as pessoas já em geral
15:49não querem casar,
15:50ela não é a única.
15:51A percepção de que
15:52a economia
15:53é tão
15:56determinante
15:57na vida
15:58e na felicidade
15:59que cuidar de um filho
16:00pode não valer a pena
16:01é generalizada
16:02na sociedade
16:03chinesa hoje em dia,
16:04assim como na coreana,
16:05no japonês,
16:06cada vez mais no mundo todo,
16:07inclusive no Brasil.
16:08Tem um usuário
16:09que falou um negócio interessante
16:10nessa história
16:11que é o seguinte,
16:12que o que existia ali
16:17era um amor
16:17sobre uma licença revogável,
16:20um negócio assim,
16:20a tradução não é muito clara,
16:22mas eu estava estudando
16:23o assunto
16:24para a gente poder conversar hoje
16:25e eu achei muito importante
16:26essa visão ser muito clara.
16:29Então,
16:29a licença revogável do amor
16:30ela sempre existe
16:31num amor verdadeiro.
16:32Quando se a outra pessoa
16:33tem uma licença revogável
16:34para dizer,
16:35desculpa,
16:35estou revogando aqui
16:36essa licença do amor
16:38para você,
16:38inclusive para você
16:39me amar de perto,
16:40se você quiser amar de longe
16:40o problema seu.
16:41Mas aqui a licença revogável
16:45ela envolve um ente
16:46que não está na relação
16:47e quem está na relação
16:47é a pessoa e a empresa,
16:48está para deixar bem claro,
16:49não é a pessoa e o avatar
16:50ou da Replit
16:51ou de qualquer que seja,
16:53no caso chinês,
16:53não é isso,
16:53mas a mesma coisa.
16:54Não,
16:55é um ente terceiro
16:56que decide sobre isso.
16:58Então,
16:58eu acho
16:59que,
16:59assim,
17:00o que de fato
17:01vai acontecer
17:03na cabeça das pessoas
17:05é a percepção
17:07de que,
17:09no fundo,
17:09no fundo,
17:11esses objetos
17:12relacionais,
17:13eles têm um dono
17:14que é o Estado.
17:16E isso daí
17:17eu acho que não é positivo
17:18do ponto de vista
17:19emocional.
17:20Aí,
17:20para mim,
17:21a visão da coisa.
17:22Então,
17:23para mim,
17:23o escândalo
17:23não é que as pessoas
17:25amem as máquinas,
17:26é que a estrutura
17:28sociorelacional
17:28tenha chegado a ponto
17:30disso ser uma coisa boa
17:31e não uma coisa ruim,
17:32quer dizer,
17:33toda a falência anterior
17:34que,
17:34para mim,
17:34é obviamente negativa,
17:35que é o ponto que marca.
17:37E aí,
17:38a percepção,
17:39assim,
17:40dura da realidade
17:41que fica
17:41é que,
17:42em última análise,
17:43quem controla isso
17:43nem sequer é a empresa
17:44que pode ter os seus interesses
17:45e isso e aquilo,
17:46é de fato
17:47um novo arranjo político
17:50que,
17:50enfim,
17:51acaba vindo
17:51todo tipo de informação
17:52íntima como o asset.
17:54Pois é,
17:54discussão interessantíssima.
17:56Essa que iria
17:57bastante longe,
17:58mas nosso tempo hoje
17:59acabou.
18:00Doutor Álvaro Machado Dias,
18:02semana que vem
18:03teremos mais assuntos
18:04para falar aqui
18:05na nossa coluna.
18:06Muitíssimo obrigada,
18:08tenha uma excelente noite
18:09e uma ótima semana também.
18:11Eu que agradeço você
18:12e todo mundo
18:13que nos acompanhou.
18:13Até lá.
18:14Até.
18:15Tá aí,
18:16doutor Álvaro Machado Dias,
18:18hoje,
18:19falando sobre esse assunto
18:20curioso
18:20que nós vimos aí
18:21na reportagem
18:22sobre a proibição
18:24lá na China
18:25de relacionamentos
18:26com IA.
18:27Bom,
18:28vocês já sabem,
18:29toda quarta-feira
18:30tem o quadro
18:31a nossa coluna,
18:32aliás,
18:33olhar do amanhã
18:34com o doutor Álvaro Machado Dias.
18:36Semana que vem
18:36tem mais pra você.
18:38Tchau.

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