Pular para o playerIr para o conteúdo principal
  • há 5 dias
Existe um brasileiro que pode estar no centro do maior jogo de futebol do planeta. Não como jogador, não como técnico, mas como o homem que vai apitar a final da Copa do Mundo de 2026. Esse cenário é real, e o nome dele é Wilton Pereira Sampaio. Wilton nasceu em Inhumas, no interior de Goiás, e começou a apitar ainda jovem no futebol amador. Subiu pelas divisões do futebol brasileiro, tornou-se árbitro FIFA em 2011 e consolidou carreira internacional apitando jogos da Copa América, da Copa do Mundo de 2022 no Catar e de Eliminatórias. A FIFA seleciona árbitros para a Copa do Mundo com base em critérios técnicos rigorosos: desempenho em jogos internacionais, condicionamento físico, uso correto do VAR e avaliações contínuas feitas por observadores oficiais ao longo dos anos anteriores ao torneio. Não há indicação política. O Brasil tem tradição na arbitragem mundial, mas finais de Copa são raras para qualquer país. Romualdo Arppi Filho apitou a final de 1986, entre Argentina e Alemanha Ocidental, no México. Desde então, nenhum brasileiro voltou a apitar uma decisão do torneio mais assistido do mundo. Árbitros de Copa do Mundo passam por semanas de preparação intensa antes do torneio. Eles treinam fisicamente como atletas, estudam vídeos de jogadores e recebem instruções sobre como lidar com pressão de torcida, câmeras e decisões em frações de segundo que podem mudar o resultado de uma partida. Se Wilton Sampaio apitar a final de 2026, o Brasil estará representado na maior vitrine do futebol mundial sem precisar de um gol. Seria o reconhecimento de décadas de trabalho silencioso, longe dos holofotes, de um homem de Goiás que escolheu o apito em vez da chuteira.
Comentários

Recomendado