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O ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, suspendeu emendas de Valdemar da Costa Neto, presidente do Partido Liberal, e do ex-deputado Eduardo Cunha. A decisão barra repasses indicados por uma servidora. Dino exige transparência sobre o destino da verba da União.

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📽️: Denise Rothenburg/CB/D.A.Press
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Transcrição
00:00Olá, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino,
00:04colocou o dedo na ferida das emendas parlamentares ao orçamento da União
00:08e de lá não vai tirar tão cedo.
00:11No último domingo, também, Flávio Dino bloqueou não só recursos
00:15do presidente do PL, Valdemar da Costa Neto,
00:18como também do ex-deputado Eduardo Cunha,
00:22que era ali, foi presidente da Casa, inclusive a pessoa responsável
00:26por tornar as emendas parlamentares impositivas.
00:30Foi na época dele que essa proposta foi aprovada,
00:34uma emenda constitucional, na verdade, que permitiu que essas emendas,
00:37ou seja, a liberação automática dessas emendas.
00:40E por que essas duas pessoas têm tanto poder sobre o orçamento da União,
00:44uma vez que quem apresenta as emendas são os deputados e senadores?
00:48É que eles simplesmente não perderam o poder.
00:51Valdemar da Costa Neto, enquanto presidente de partido,
00:54é quem vai dizer para onde vão os recursos das campanhas eleitorais.
00:59E Eduardo Cunha sempre teve ali a sua bancada dentro da Câmara dos Deputados.
01:05Logo, os dois ainda têm poder e muito.
01:08E agora, Flávio Dino quer saber para onde vão esses recursos.
01:12E por isso, ele bloqueou, uma vez que eles continuavam indicando emendas
01:17através da servidora Mariângela Fialek, que era ali a pessoa responsável
01:22pelo encaminhamento técnico dessas propostas, dessas emendas orçamentárias.
01:28Esse assunto não vai acabar nem tão cedo.
01:31Vamos virar o ano e ainda falaremos deste assunto aqui,
01:35que será uma pauta para o próximo presidente da República
01:38e o próximo Congresso, seja quem for o presidente,
01:42seja quem for o presidente da Câmara ou do Senado.
01:44Eles terão sim que sentar à mesa e negociar como é que a história vai ficar,
01:48porque atualmente está tudo muito feio.
01:50Denise Rotenburg, para o Correio Brasiliense.
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