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Music used: In the desert by Savfk - www.youtube.com/@savfkmusic

No imaginário do sertão brasileiro, eles eram conhecidos por nomes que mudavam de tribo para tribo — "Krenakarore", "Krenhacarore" — apelidos dados por seus inimigos históricos, os Kayapó. Mas o nome verdadeiro desse povo era outro: Panará.

Durante décadas, os Panará foram envoltos em mistério e medo. Rumores de guerreiros gigantescos, capazes de manejar arcos de quase dois metros, espalharam-se pelo Brasil e alimentaram um verdadeiro mito: o dos "índios gigantes" da Amazônia.

Um dos primeiros a confirmar essa lenda diante dos olhos da ciência foi um homem chamado Mengrire. Capturado ainda criança pelos Kayapó Metuktire, ele cresceu entre os inimigos de seu próprio povo e, ao ser finalmente examinado por médicos e pesquisadores, revelou uma estatura impressionante: 2,06 metros — quase 70 centímetros acima da média indígena brasileira da época.

Mengrire se tornaria, para sempre, o rosto mais visível de uma das histórias mais intrigantes e trágicas do contato entre o Brasil moderno e os povos originários da floresta. 🏹🛖
Transcrição
00:02Estamos lidando com metáforas ou estamos lidando com evidências concretas?
00:07Tratam-se de criaturas reais que de alguma forma vagaram pela Terra?
00:10Pensando em quantidade, temos que aceitar que alguns deles são reais.
00:15A questão é como essas anomalias genéticas surgiram.
00:54Os Índios Gigantes e a Pirâmide Perdida da Amazônia
01:06Outubro de 1819, Brasil Central.
01:09O botânico Carl Frandet von Marshalls e o zoologo Juan Baptiste von Spix e sua expedição chegaram a Manaus, capital
01:17do estado do Amazonas.
01:18Naquela época não havia cidade de Manaus, não havia nem mesmo uma aldeia.
01:23No entanto, a confluência dos rios Negro e Solimões era o caminho para o rio Jupurá,
01:28a área ainda pouco conhecida perto da fronteira com a Colômbia,
01:32a qual dava acesso para chegar nas lendárias terras dos índios gigantes da Amazônia.
01:37Hoje esses índios misteriosos não existem mais e apenas alguns traços de sua etnia sobrevivem a alguns indivíduos da região.
01:45Alguns dizem que eles pertenciam à tribo Mura.
01:48A professora Shirley Gomes, descendente desses muras, lembra, eram muito altos.
01:55Minha bisavó morreu aos 114 anos e nunca ficou corcunda.
01:59Fontes acadêmicas, no entanto, dizem que os indígenas gigantes eram da tribo Panará.
02:05Outras tribos os chamavam por nomes diferentes, como Crenancor ou Crenancoror.
02:10No entanto, eles ainda eram conhecidos como os índios gigantes.
02:15Um dos primeiros a ser capturado foi um homem chamado Mengriri,
02:19que tinha 70 centímetros de altura a mais do que a média dos povos indígenas brasileiros.
02:25Muito temidos por seus inimigos, os Panarás ou Muras,
02:29eram vistos como guerreiros implacáveis e a ferocidade desses índios era lendária.
02:34Seus próprios rivais, os Chukahamãs, propagavam sua fama de gigantes,
02:39contando as histórias de suas façanhas.
02:42Orlando Villasboas conta em 1950 que a tribo dos Kayabis ou Panarás
02:48eram conhecidas como a tribo dos homens de grande estatura.
02:52Com seus enormes arcos e machados, que poderiam chegar a 1,80m,
02:56eles aterrorizavam seus oponentes.
02:59Seus inimigos contam que esses índios gigantes eram assustadores.
03:03Durante muitos anos, sobrevoando e observando as aldeias indígenas,
03:07autoridades e pesquisadores preferiram evitar o contato com esses índios.
03:11Em 1961, o geógrafo britânico Richard Mason foi morto
03:16adentrando no território da tribo Panarás.
03:19Eles ficaram escondidos por 200 anos no coração da floresta do norte de Mato Grosso.
03:25Somente em 1973, quando a tribo foi abalada pela alta mortalidade causada por doenças de brancos,
03:31foi que eles fizeram o primeiro contato com a civilização,
03:35com uma última esperança de tentarem sobreviver, mas já era tarde demais.
03:39Em 1975, a população da tribo Panarás era de apenas 79 indivíduos.
03:44Mas esta situação mudou ao longo das décadas que se seguiram.
03:48Em 2008, houve um aumento significativo de sua população, que subiu para 374 indivíduos.
03:54O mistério desses gigantes indígenas amazônicos permanece ainda até hoje.
04:00Até o nome da tribo é um enigma.
04:02Enquanto alguns chamam esses nativos de Panarás, outros preferem identificá-los como Paracanãs.
04:09Em 1971, uma reportagem publicada na revista O Cruzeiro,
04:14o jornalista Fernando Pinto escreveu sobre esses lendários índios,
04:18chamando-os de gigantes brancos.
04:20Em seu texto, Fernando Pinto afirma que esses índios gigantes
04:24pertenciam a uma tribo chamada Paracanã, ou Panará.
04:27A expedição de que participou o jornalista foi com o objetivo específico
04:32de tentar encontrar os nativos, para obter uma conexão sem precedentes na história.
04:37Na primeira vez em que a expedição fez contato, Pinto escreveu.
04:41De repente, fomos surpreendidos por um bando de homens nus.
04:45Eles eram altos, tinham as cabeças raspadas, peles vermelhas pintadas com urucum.
04:51Gritando como feras assustadas, eles exalavam o forte cheiro selvagem.
04:56Citação de Pinto, 2004.
04:58Os Paracanãs pertencem à raiz linguística tupi-guarani.
05:02Eles chamam os civilizados de turi.
05:04Se eles encontrarem um turi, este turi precisa ser completamente despojado de seus pertences.
05:11E então, o estranho tem sua cabeça raspada.
05:13Isto é, se a pessoa tiver a sorte de ser considerada um paché, ou seja, um amigo.
05:19Citação de Pinto, 2004.
05:21Os estudos comparativos mostram que há uma grande confusão
05:25sobre qual tribo pertenciam os índios gigantes do Brasil.
05:29Há pelo menos três tribos falando línguas diferentes,
05:31embora tenham habitado tradicionalmente áreas muito próximas
05:35que os pesquisadores pensam ser de onde se originaram os índios gigantes.
05:39Os Paracanãs foram encontrados apenas no estado do Pará.
05:43No entanto, os Panarás são falantes do grupo linguístico G,
05:47enquanto os Paracanãs são do grupo tupi-guarani.
05:50Somando-se à confusão, há uma terceira tribo chamada Asurine,
05:54falante da língua tupi-guarani,
05:56sendo que também habitavam no estado do Pará.
06:05Desde o século XIX, os índios governaram a região entre os rios Xingu e Bacajá.
06:10Povos hoje conhecidos como Araueté, Arara e Paracanã
06:13foram chamados Asurine ou Asunere,
06:17palavra que, para as outras tribos, significa vermelho,
06:20segundo o etnógrafo Kurt Nemataju, 1963,
06:24em povos indígenas do Brasil.
06:26As tribos também são chamadas pelos nativos de Cranrancancor ou Crenancor.
06:31A palavra significa homem grande com cabeça redonda.
06:35Kurt Nemataju, 1843-1945, etnólogo, antropólogo e escritor germano-brasileiro.
06:42Muitos estudiosos negaram veemente a existência dos gigantes indígenas do Brasil.
06:47Eles dizem isso com base na aparência atual dos descendentes desses guerreiros.
06:52No entanto, testemunhos dos próprios indígenas e relatos de pesquisadores de povos indígenas
06:57de meados do século XX confirmam que, um dia, eles de fato existiram.
07:02Em fevereiro de 1973, a revista Veja publicou uma reportagem
07:06sobre o primeiro contato oficial entre os índios gigantes e os homens brancos.
07:10Isso aconteceu durante uma expedição dos pesquisadores dos povos indígenas
07:15Orlando Vilas Boas e Cláudio Vilas Boas, realizada no ano de 1973,
07:20e a aventura se tornou um fato histórico.
07:23Os índios estavam localizados no rio Peixoto de Azevedo, que faz parte da bacia do Xingu.
07:29Aqui está um trecho da história.
07:31Eles estavam lá.
07:32Eram homens atléticos pintados de preto da cabeça aos pés.
07:36Estavam completamente nus, com os cabelos aparados até o ouvido.
07:40Pertenciam à tribo Kankankor, dos índios gigantes.
07:45Oito deles, rapazes muito jovens, entre 15 a 18 anos,
07:49não mediam menos de 1,80m de altura.
07:51Referência Veja 1973.
07:54Outras narrativas confirmam a existência desta misteriosa tribo.
07:58Os caciques da tribo Juruna ou Iundjar
08:01dizem que seus avós tinham contato com estes gigantes.
08:05Assim, eles relatam.
08:06Eles mediam mais de 2,5m de altura.
08:09Hoje, eles desapareceram completamente e se tornaram mamaias, ou espíritos da natureza.
08:15Nesta história misturada com lendas, os grandes mistérios são
08:19quem eles foram realmente, de onde eles vieram, o que aconteceu com eles.
08:24Durante o século XVI, muitos padres jesuítas participaram do processo de colonização da América do Sul.
08:30Eles escreveram sobre os índios gigantes nas crônicas O Descobrimento do Rio Amazonas.
08:35Três sacerdotes, Alonso de Rojas, Cristóvão de Acuna e Gaspar de Carvajal descrevem as seguintes características desses índios gigantes.
08:45São gigantes e têm de 2 a 3 metros de altura.
08:49Os bravos.
08:50Eles vivem luz e usam grandes aros de ouro em seus ouvidos e narizes.
08:55Citação de Sturari, 2006.
08:57Esta misteriosa nação sempre evitou o contato com o homem branco.
09:02Há indícios de que, na época da chegada dos povos europeus, portugueses, franceses e holandeses,
09:08os índios gigantes viviam mais a leste.
09:10Depois ocuparam uma longa faixa de terra entre os estados Mato Grosso, Minas Gerais, Norte, São Paulo, Goiás e Pará.
09:17As tribos de hoje, como os Asurines, Panarás e Paracanãs, em tempos passados eram uma cultura única, uma grande nação,
09:25chamada de Nação dos Caiapós.
09:28Os Panarás são os últimos descendentes dos Caiapós, do grupo nômade do sul que falava uma língua da família G,
09:35do Brasil Central.
09:36No século XVIII, esses índios viviam no norte de São Paulo e no Mato Grosso.
09:41Eles lutaram bravamente contra os portugueses na colonização do Brasil, mas com a descoberta de ouro em Goiás, em seu
09:48território, em 1722, os nativos foram expulsos de suas terras.
09:53Sem opção, eles se mudaram para as florestas do norte.
09:56Sobre este período histórico, segundo o chefe cacique Ake Panará, os anciãos afirmam que no passado os brancos matavam muitos
10:04dos Panarás com armas de fogo.
10:07Ele diz que os homens chegavam em suas aldeias e simplesmente matavam as pessoas.
10:12Assim o cacique descreve, se os homens brancos chegassem aqui, nós tínhamos que matá-los com bordunas.
10:19Quem de fato foram os gigantes da selva brasileira?
10:22Ninguém sabe se os índios gigantes realmente existiram no Brasil ou na América do Sul um dia, mas uma coisa
10:28é certa, a lenda existe.
10:30Os ancestrais dos indígenas gigantes da Amazônia foram muito provavelmente os fundadores de civilizações intercontinentais que haviam migrado para a
10:39América do Sul, Central e Norte há milhares de anos.
10:42Estes antigos gigantes teriam sido igualmente descendentes de outros gigantes antidiluvianos e sobrevivido a uma batalha entre humanos de estatura
10:51normal, a qual é descrita em muitos contos antigos.
10:54Assim, eles encontraram nas Américas uma significativa segurança para escaparem de seu provável extermínio.
11:00Eles seguiram fundando seus reinos, dominando os povos que ali se encontravam facilmente com a sua grande estatura, sendo recebidos
11:08como deuses, reis e líderes.
11:10Com sua força e conhecimentos mais avançados do que os nativos da região local, eles seguiram construindo muitos dos grandes
11:17templos e monumentos que vemos hoje nas Américas,
11:20assim como muitas construções misteriosas que hoje se encontram perdidas nas selvas da América do Sul, Central, como a própria
11:28Cueva de los Tayos.
11:29Os índios gigantes da Amazônia seriam então os descendentes desses gigantes imigrantes pós-diluvianos.
11:35Seus vestígios se encontram no Equador, México, Brasil e América do Norte.
11:40A Cueva de los Tayos é um forte indicador na presença de povos de origem babilônica no Equador e, portanto,
11:47de gigantes.
11:48Outras descobertas nos apontam para a mesma conclusão, como foi o caso do esqueleto de 7 metros encontrado em Tchengaymina,
11:56no cemitério dos deuses, pelo padre Carlos Miguel Vaca.
12:00Em Loja, há 31 anos, se havia encontrado um esqueleto de 7 metros, presuntamente humano.
12:33Tudo isso corrobora e atesta que essa região foi repleta de uma civilização de gigantes em um passado remoto.
12:40Temos também uma pirâmide perdida que foi encontrada na selva equatoriana juntamente com ferramentas gigantescas.
12:47O lugar foi apelidado de Cidade dos Gigantes.
12:50Aí há outra pedra que a está removendo.
12:57Quanto mide?
12:58Mide aproximadamente 40 centímetros de largo.
13:06E quanto crees que pesa?
13:09Pesa umas 10 libras, umas 15 libras.
13:17Que tem a forma de um martirio, de uma ferramenta.
13:20De esta já encontramos, é a segunda que encontramos na zona.
13:26E é muito pesada.
13:34Tinha uma consistência bastante forte.
13:38Este é o terceiro mortero que temos encontrado.
13:41Para moler algo, porque parece um mortero.
13:45Tinha 25, 25 por 30, 25 por 80 e por 20.
14:03E apertação?
14:04Sim.
14:06Mide.
14:08Mide.
14:10Cada vez nos vamos acercando a lugar que queremos chegar.
14:20O muro...
14:30Daniel acabou de encontrar umas pedras muito interessantes.
14:36Muito interessantes.
14:38Piedras pulidas.
14:41Não pode considerar que são pedras de formação natural.
14:51Piedras rectas e esta parece um canal de água.
15:48A CIDADE NO BRASIL
16:00A CIDADE NO BRASIL
16:03A CIDADE NO BRASIL
16:21A CIDADE NO BRASIL
16:21A CIDADE NO BRASIL
16:21A CIDADE NO BRASIL
16:21A CIDADE NO BRASIL
16:28A CIDADE NO BRASIL
16:28A CIDADE NO BRASIL
16:29A CIDADE NO BRASIL
16:31A CIDADE NO BRASIL
16:33A CIDADE NO BRASIL
16:34A CIDADE NO BRASIL
16:39Amém.
17:09Amém.
17:26A la mitad de la cascada
17:33Se pode utilizar a estrutura do muro, formas de pedra, quadradas, rectangulares e até
17:47em forma de rombo.
18:03Perfeitamente perpendicular.
18:13Una cascada sobre un muro de rocas, un muro construido por seres humanos.
18:28Esta é a linha que vai por aí, recto para baixo, miren a linha de la unión de las piedras.
18:41Son piedras grandes de um metro e meio de alto, esta é uma linha de unión vertical.
18:48Há outras linhas de unión horizontal e também há em forma de rombo ao outro lado.
18:59Todo isto, se que se limpiara, são mais de uns 100 metros de muro cubierto por vegetação.
19:09Isto é parte de um conjunto arqueológico de vestígios de um sistema muito grande de construção.
19:19É realmente sorprendente o que nós estamos, neste momento, teniendo o privilégio de estar
19:31presentes neste hermoso sitio por a natureza e muito interessante.
19:39Com os misterios que nos plantea, quem os construiu, com que objetivo, para que, porque
19:47hicieron tanto esforço.
19:48Esta é a outra linha vertical do muro.
20:01é um muro inmenso, um muro inmenso de piedras, e debaixo, e cubierto por uma cascada.
20:17Esta é a outra linha vertical do muro.
20:20Amém.
20:51Amém.
21:21Amém.
21:50Amém.
22:20Amém.
22:23Amém.
22:24Segundo os dados acadêmicos, acredita-se que a tribo dos Caraíbas tem deixado as florestas
22:29tropicais da Venezuela há milhares de anos para se instalarem no Caribe em 1493.
22:35Isso teria sido muito antes das explorações de Cristóvão Colombo neste arquipélago.
22:40Esta teoria igualmente propõe que os Caraíbas teriam expulsado os antigos nativos locais
22:46que se chamavam Igneris e se apropriaram de suas terras.
22:49Os Caribes, também dito Caraíbas ou Caribs, seriam então, segundo essas argumentações teóricas,
22:57povos indígenas das Antilhas.
22:59Desse modo, o Mar do Caribe teria este nome por causa deles.
23:03A hipótese diz que eles inicialmente teriam sido das Índias e da costa norte da América do Sul,
23:09mas tudo isso não é comprovado, são apenas especulações.
23:12Assim como muitos povos indígenas da América do Sul, os caribenhos também foram mortos
23:18ou expulsos de suas terras pelos europeus durante o período da exploração espanhola.
23:23O etnólogo Kurt Neman de Junos diz que a sociedade autoxinguana é multilingue,
23:28seus povos falam línguas que pertencem aos troncos Tupi, Arauáque e a família Caribe,
23:34além do Trumay, língua considerada isolada.
23:37Referência ao aparecimento das Caraíbas, página 3.
23:40Essa é uma característica muito importante, pois, nesta análise,
23:44percebemos que os povos antigos desta região amazônica
23:47mantinham um intercâmbio cultural muito grande com outros povos
23:51e seus idiomas não foram uma barreira para isso.
23:54Percebemos claramente nas palavras de Franchetto
23:57que o poliglotismo é um fenômeno pouco difuso e de tipo essencialmente passivo,
24:03ou seja, vale para compreensão e não para execução.
24:07Contudo, as barreiras linguísticas não significam impossibilidades de comunicação intertribal.
24:13Citação de Franchetto, 1986.
24:15Isso é um claro sinal de que essa região
24:18foi um cauleirão fervilhante de etnias que saíam pelo ladrão.
24:22A visão europeia do século XVII, XVIII e XIX era de Américas cheias de homens selvagens
24:28atrasados e desprovidos de qualquer conhecimento tecnológico.
24:31Mas essa visão foi aos poucos mudando com a entrada em cena de grandes exploradores
24:37que viram que esses lugares guardavam segredos de milhares de anos com civilizações muito avançadas.
24:43Segredos esses que se igualavam a grandes descobertas arqueológicas no Oriente.
24:48De fato, quando olhamos para os resquícios dessas civilizações
24:53que estão muito bem escondidos nas selvas amazônicas,
24:55percebemos que este local nem sempre foi uma selva inacessível,
24:59mas sim um lugar que parece ter sido repleto de grandes construções brilhantes,
25:03como povos de etnias das mais diversas.
25:06Toda a geografia do lugar, consequentemente, não era como conhecemos hoje,
25:10e nem poderia ser, pois isso foi há milhares de anos.
25:14Mas não precisamos ir muito longe no tempo para confirmarmos isso.
25:18A expedição do Frei Gaspar de Carvajal em 1550 nos diz
25:22Nós estávamos movendo cada vez mais para áreas povoadas
25:26e uma manhã, às 8 horas depois de ter negociado uma amarração no rio,
25:31vimos uma bela cidade que, pelo tamanho, deve ser a capital de um império.
25:36Mais tarde, também observamos muitas cidades brancas
25:39a apenas duas milhas da beira do rio.
25:43Mais tarde, depois de 100 anos, outro explorador confirmaria as palavras de Carvajal.
25:48Seria o espanhol Cristóvão de Acunaíso, que nos revela em suas crônicas com as seguintes palavras.
25:54Todas as aldeias ao longo deste rio são extraordinariamente razoáveis, viáveis e cheias de inventividade.
26:01Isso pode ser observado em tudo que produzem, seja em escultura, desenhos ou pinturas de várias cores.
26:08As cidades são cuidadosamente construídas e ordenadas, embora tudo pareça indicar que elas dependam de cidades localizadas
26:16ainda mais para o interior da floresta.
26:19No livro O Aparecimento das Caraíbas nos é informado que a ocupação da Amazônia se deu há milhares de anos.
26:25Isso não é difícil de perceber em nosso tempo, pois temos acesso a vários registros históricos
26:30como crônicas e pesquisas que vêm de muito tempo.
26:35Os índios têm em suas culturas orais muitos contos que lhes foram repassados por seus ancestrais.
26:41Incrivelmente, os índios brasileiros possuem lendas que também falam de um dilúvio que destruiu a humanidade,
26:47sendo que uma delas foi registrada e adaptada pelo escritor José de Alencar no romance O Guarani.
26:53Estava abandonado e quase todo estragado pela humidade e pelo cupim, esse roedor eterno que,
26:59antes do dilúvio, já havia agarrado a Arca de Noé e pôde assim escapar do cataclismo.
27:05O Guarani, página 1, José de Alencar
27:07No romance, é descrito que o índio Tamandaré teria subido com sua companheira em uma palmeira muito alta
27:13e permaneceu lá até as águas do dilúvio baixarem.
27:16Neste intervalo de tempo, eles se alimentaram do fruto desta árvore a fim de não morrerem de fome.
27:27Por sua vez, alguns índios xinguanos dizem que seus antepassados caraíbas chegaram muito tempo atrás
27:34com canoas feitas com cascas de jatobá, alcançando o rio Kuluene e montando o acampamento em Turi.
27:40Eles vinham com suas muitas canoas para matar nossos ancestrais, diziam eles.
27:46Referência ao aparecimento das caraíbas, página 8.
27:49Segundo a professora Natália Nogueira, uma pesquisa feita há pouco tempo
27:53estimou que os habitantes do final do século XV que viveram nas Américas chegavam a mais de 50 milhões de
27:59pessoas,
28:00todas distribuídas em sociedades complexas e bem organizadas do ponto de vista cultural, social, político e econômico.
28:07Os geoglifos atestam uma Amazônia cheia de grandes monumentos.
28:11Sem sombra de dúvidas, quando olhamos para essas marcas, fica nítido o quanto sabemos pouco sobre o passado da Amazônia.
28:18Cientistas, geógrafos e arqueólogos ficam intrigados com essas incríveis marcas no solo.
28:24Infelizmente, vemos teorias sem sentido para tentar explicá-las.
28:28Essas marcas se distribuem em várias regiões, indicando claramente sinais de grandes civilizações do passado.
28:35Existem geoglifos tão grandes que caberiam vários Stonehenge.
28:39Isso pode nos dar uma ideia de como era grande o complexo habitacional dessa região.
28:44Um lugar cheio de templos, pirâmides e grandes edificações.
28:48Podemos sugerir caminhos e estradas que se perderam ao longo de milhares de anos.
28:53O mais incrível é que foi descoberto até pouco tempo um complexo de cavernas que liga várias regiões distantes entre
29:00si e no Equador.
29:00Infelizmente, as histórias que aprendemos hoje nas escolas são pobres e vazias, cheias de argumentos sem sentido e teorias tolas.
29:09Não há dúvidas de que as Américas foram visitadas há milhares de anos por povos intercontinentais das mais diversas regiões.
29:17Alguns artefatos encontrados no Equador têm características fenícias, enquanto outros egípcias e sumérias.
29:24Se observarmos a quantidade de tribos que existem no Brasil, perceberemos que seus trocos linguísticos são completamente diferentes.
29:32No Xingu, por exemplo, existem múltiplos idiomas em uma mesma região.
29:36Isso mostra claramente um sinal antropológico de colonizações estrangeiras em um passado extremamente distante da história convencional.
29:43E o mais intrigante é que as línguas que se originaram dessas influências são totalmente desconhecidas para a civilização do
29:52homem branco ocidental.
29:53Tchau!
29:54Tchau!

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