00:00A madrasta de Isabelle Oliveira, Assunção, que morreu após se afogar em uma máquina de lavar roupas, é condenada.
00:07O caso foi lá em maio de 2022, no bairro Country, e a Débora Evangelista chega ao vivo aqui no
00:12Jornal da KTV,
00:14trazendo todas as informações a respeito desse caso. Débora, uma boa tarde pra você.
00:21Oi, Eliane. Boa tarde pra você, boa tarde a todos.
00:24Ninguém esqueceu, né, o caso da menininha de três anos que morreu afogada dentro de uma máquina de lavar lá
00:31no bairro Country,
00:32no ano de 2022, gerou muita repercussão na cidade, chamou muito a atenção, e quatro anos já se passaram.
00:41E hoje, então, saiu essa decisão da justiça que a madrasta deve cumprir oito anos e seis meses de prisão.
00:50Ainda cabe recurso, mas é uma condenação.
00:53Na época em que o acidente ocorreu, até se cogitou a possibilidade de um acidente doméstico,
01:00mas durante as investigações surgiram elementos que fizeram a Polícia Civil e o Ministério Público entenderem
01:07que não se tratou de um acidente.
01:10O juiz entendeu que não foi um homicídio, mas que a madrasta negligenciou os cuidados com a criança,
01:18e isso resultou na morte da pequena Isabelle.
01:22Nós conversamos agora há pouco com o assistente de acusação, que é um advogado da família da Isabelle,
01:28e ele falou um pouquinho pra gente a respeito dessa decisão do juiz. Acompanhe.
01:33A denúncia foi por homicídio qualificado, né, e da mesma forma a assistência de acusação também a gente trabalhou nesse
01:40sentido.
01:40E o juiz entendeu que não foi intenção de matar, mas houve a negligência.
01:46Então, o que a sentença diz é que foi o abandono de capazes com resultado morte.
01:50Ou seja, ela gravemente, ela negligenciou o cuidado de quem estava sobre os cuidados dela,
01:56uma criança, e acabou resultando em morte.
02:02Assim como a defesa da advogada pode recorrer, a assistência de acusação também pode,
02:09e pretende, sim, recorrer ao Tribunal de Justiça para que a madrasta seja condenada por homicídio.
02:15E aí muda toda a cena, porque caso o Tribunal de Justiça entenda que se tratou de um homicídio e
02:22não de uma negligência,
02:23a madrasta ainda pode ir à júri popular.
02:27Vamos ouvir o que o advogado disse sobre isso.
02:30O público, a gente pode recorrer para o Tribunal de Justiça para que essa decisão que foi dada,
02:36ela seja melhorada, alguns aspectos ali, no sentido de efetivamente condená-la por aquilo que efetivamente nós entendemos que ela
02:45fez.
02:45E aí, automaticamente, iria para a júri.
02:48Além da questão da condenação em regime fechado, a Justiça condenou ela à prisão,
02:54mas está havendo o recurso e o recurso sendo procedente, o Tribunal de Justiça entendendo,
02:59assim como nós entendemos, assim como o Ministério Público entende,
03:03vai ser para a apreciação da sociedade com relação às circunstâncias do homicídio.
03:09Então, pode-se ir para a júria ainda.
03:11O regime de cumprimento inicialmente é o fechado e ela pode ainda ir para a júria.
03:17Então, a condenação da madrasta foi de oito anos e seis meses de reclusão
03:23e a tipificação do crime, então, a tipificação penal é por abandono de incapaz com resultado de morte.
03:32Como eu disse, ainda cabe recurso, Eliane, mas para a família, quatro anos depois da morte da pequena Isabelle,
03:40é um alívio saber que se tratou de uma negligência e não de um acidente doméstico.
03:46E nós continuamos acompanhando esse caso.
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