Em 2012, tive uma experiência que marcou profundamente minha relação com a produção musical.
Durante um curso na #Rhythm — ou RAP, como também era conhecida a escola de DJ do meu amigo DJ Akeen — tive contato com o FL Studio em aulas conduzidas pelo DJ Bruxxo, que foi essencial nesse processo de aprendizado e incentivo à criação musical.
Ali, entre loops, experimentações e descobertas, nasceu uma ideia a partir de um detalhe quase cotidiano: o som do “pendrive conectando” no Windows. Esse pequeno ruído virou o ponto de partida para uma construção sonora.
A partir dele, fui moldando timbres, ajustando camadas, testando texturas e inserindo a acapella de “Let’s Go”, dos Ramones — um clássico do rock que ganhou uma nova leitura dentro da estética eletrônica.
O que parecia simples na superfície foi, na verdade, um processo intenso: cerca de três meses de produção, noites longas, muito café e inúmeras versões até chegar ao resultado final.
Em um certo momento, ainda com a faixa em desenvolvimento, compartilhei o projeto com meu amigo DJ André Motta, que já chegou a testar a música em pistas e lives. Pouco tempo depois, perdi meu HD com toda a produção — um daqueles momentos que parecem encerrar uma história antes da hora.
Mas a música voltou. Graças à organização e cuidado do André Motta, ele conseguiu me reenviar o material que eu havia perdido. Aquilo que parecia apagado, na verdade, tinha encontrado um caminho de volta.
Mais do que uma música, foi um exercício de descoberta — onde tecnologia, referência e criatividade se encontraram no estúdio improvisado da vida real.
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