00:00Nossa reação realmente foi uma manifestação de muita esperança e muita alegria por parte de todos os venezuelanos.
00:09Nós queremos deixar claro que isso não é uma invasão, não é um sequestro,
00:14é a liberdade de Venezuela que estamos recebendo agora,
00:18porque desde há muito tempo estávamos esperando e tínhamos as esperanças de que alguém pudesse fazer algo por nós.
00:25Muita felicidade porque o dictador já não estava na Venezuela, estava já preso.
00:32Lloré um pouquinho de alegria, aí vendo onde cairam as bombas, vendo se havia danos.
00:38De fato, eu estive muito preocupada porque algumas bombas cairam perto de onde ele mora.
00:44Depois ele estava no trabalho e fez uma chamada de vídeo, eu vi que ele estava bem, a família estava
00:48bem e não caiu nada pertinho da casa dele.
00:51Principalmente nós não tínhamos liberdade de expressão, éramos reprimidos.
00:56Adicional a isso, nós, a alimentação, que é uma necessidade básica de todo ser humano, foi muito, estuvo muito carente.
01:06Nós não conseguíamos, assim vocês tiverem algo de dinheiro, não conseguiam poder manter,
01:12por menos, isso está básico na família.
01:16E muita gente morreu de necessidade, de fome, por meio também da saúde,
01:22que não tinham como custear tratamentos médicos e outras doenças.
01:28Eles cortam a energia quando eles querem, o internet é muito ruim, na escola tem muito adoctrinamento político.
01:39Eu pude dar uma melhor educação ao meu filho aqui, e ao meu filho, graças a Deus, ele fez ensino
01:45médio aqui,
01:46ele fez o Enem, ele entrou na UFES.
01:48Além de eu voltar à academia e dar uma educação para o meu filho, para mim é tudo.
01:54Em que pese qualquer posição que a gente possa ter sobre o governo Maduro,
01:58sobre os erros e acertos que ele eventualmente tenha cometido,
02:02me parece muito perigoso quando a gente abre as portas para aceitar a ideia
02:06de que um governante possa decidir tirar um presidente do poder,
02:12e não só decidir isso, ele ir lá com suas forças, sequestrar esse presidente e levar para o seu país.
02:19Isso é o desmanche da ordem internacional, do direito público internacional,
02:24que rege as relações entre os países.
02:26A gente pode gostar ou não de governantes do país A, B, C ou D,
02:31mas a gente tem que ter mecanismos de resolver essas questões,
02:34e isso passa, na minha visão, necessariamente pelo Conselho de Segurança da ONU.
02:39Nós contamos com a ajuda, por menos aqui em Vitória, Espírito Santo,
02:43de um projeto social chamado Projeto Nio,
02:46um projeto social totalmente independente, eu acho que não tem nenhuma relação com o governo,
02:52mas sim tenho conhecimento que há empresas e empreendedores que prestam apoio e ajudam ao projeto social.
02:59Hoje o que acontece são basicamente ações isoladas,
03:03nós não temos uma política pública de recepção, acolhimento e integração dessas pessoas.
03:11É claro que alguém poderia dizer, mas nós precisamos cuidar dos brasileiros primeiro,
03:15a gente reconhece e espera que existam políticas públicas.
03:18Mas essas pessoas, vamos lembrar, elas estão saindo dos seus países,
03:22numa situação muito difícil, muitas vezes elas saem sem nenhum documento até.
03:27Isso também não é um favor do governo brasileiro,
03:30são as obrigações que o país assumiu com a comunidade internacional
03:34ao assinar os diversos tratados que regem a situação dos refugiados.
03:39É a esperança de que o nosso país vai voltar a renascer,
03:43de que voltaremos em algum momento a casa,
03:46porque há muitos venezolanos, mais de 8 milhões de venezolanos no mundo,
03:51exiliados por causa desse governo.
03:53Eu quero que a paz prevaleça,
03:58todo o mundo, ou seja, ninguém quer mais esse governo,
04:02mas também ninguém quer que seja uma guerra,
04:05que isso dê-pia para que isso aconteça em outros lugares.
04:09E a gente está muito agoniada, sabe, aguardando assim,
04:11o que vai acontecer, se vai ser bom, se vai ser ruim.
04:15Só se posso falar que isso tinha que acontecer.
04:19E a gente está muito agoniada, sabe, aguardando assim.
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