00:00Boa pergunta. Começamos bem, hein? Tô feliz.
00:05Teve sim, cara. A gente fez uma espécie de triagem de histórias baseada em...
00:13Tudo foi verdadeiro e tudo foi original. A gente não roteirizou nada das pessoas.
00:18Mas o que a gente fez? A gente, de acordo com as dinâmicas que a gente tinha, por exemplo,
00:24tem um quadro que é o Leilão de Segredos.
00:26A gente mandou para as pessoas assim, cara, vá para o teatro já com um segredo.
00:32Se você tem um segredo muito engraçado, vá que você vai participar.
00:35Tem alguma noção do segredo que você tem? O cara mandava.
00:38A gente olhava e falava, pô, esse segredo pode ser legal.
00:41Você quer participar? Quero, não sei o quê.
00:43Então, assim, sobre a diversidade de pessoas,
00:49eu acho que os quatro elementos que estão no palco, cada um traz um público diferente.
00:54A Bruna traz um público muito feminino, muito LGBT.
00:59O Murilo traz uma galera mais molecada, um cara mais velho.
01:04Dependendo do dia que a gente está gravando,
01:06o Rabin também traz um público mais velho.
01:08Então, o Tiago Ventura traz a galera mais da quebrada.
01:12Então, de acordo com o que a gente estava levando,
01:16a diversidade já estava aparecendo
01:17das próprias pessoas interessadas em ver esse projeto acontecer.
01:21Cara, o mais difícil é achar a agenda.
01:25Eu juro.
01:26É muito difícil, porque...
01:29Eu acho que eu sou o cara que faz mais tempo ali do grupo, né?
01:33Eu e o Rabin, talvez, que faz participação.
01:36E os cabos, a Bruna Luiz, ela está no auge do auge.
01:39Ela está, cara, de quarta a domingo fazendo 20 sessões.
01:46Mas eu acho que depois que a galera entendeu o que era o projeto,
01:49rolou uma vontade muito grande de estar no projeto.
01:52Então, a gente se deu conta que a gente está com uma oportunidade muito legal
01:56de ser agente.
01:57E isso eu preciso elogiar muito a Globo.
01:59Porque quando a gente vai para a Globo,
02:01as pessoas já vêm com uma coisa do tipo...
02:02Ah, vai perder a graça.
02:05Eles vão cancelar as piadas.
02:06A piada vai ser diferente.
02:07Cara, a única coisa que eu estou tendo de problema com a Globo
02:12é o fato da gravação ter durado três horas
02:15e a gente tem que botar vinte minutos.
02:16Então, a gente tem que escolher isso.
02:19Sobre...
02:21Qual foi a pergunta que você fez?
02:23Como que foi juntar vocês quatro?
02:26Foi muito legal, porque a gente ama fazer isso, cara.
02:29Então, é basicamente assim...
02:31É um trabalho muito tranquilo.
02:33A gente não está fazendo o texto que a gente está testando,
02:36que a gente está tentando entender.
02:37A gente está fazendo uma dinâmica com um bando de gente muito engraçada,
02:40que é o povo, a plateia.
02:43As dinâmicas, elas são favoráveis a ter risada, a ter piada.
02:47E a galera está sendo só elas.
02:49A Débora Seco é uma questão pessoal, assim,
02:52que a gente queria muito que ela participasse.
02:55O piloto, a gente quase fechou com ela.
02:59A gente fechou com um cara que deve ser citado,
03:02que é o Rodrigo Lombardi.
03:03Ou aberto ao público, só acontece...
03:04Acontece, porque o Rodrigo Lombardi topou brincar com a gente
03:07para fazer o piloto.
03:09Só que ia ser a Débora Seco também.
03:11E aí ela não pôde.
03:12Então, a gente falou, cara, vamos chamar a Débora, porra,
03:14porque ela estava disponível na época.
03:16Ela não estava disponível na época, mas ela queria.
03:18Então, vamos dar uma moral, porque ela deu uma moral para a gente.
03:21O Denilson, esporte.
03:24O cara acabou de chegar na Globo, esporte para caramba.
03:27Uma galera mais masculina.
03:30Então, tem uma questão.
03:31O Marcos Pasquim, cara das antigas, galã, mulherada gosta e tal.
03:38E o outro, que foi a Graciane.
03:41Big Brother, galera da academia, loucura para caramba,
03:47que a Graciane é muito...
03:48Enfim.
03:49E aí a gente fez quatro programas, muito baseado em cada área,
03:53para onde a gente vai.
03:54Até para a gente entender o que a galera está gostando.
03:57Sim, sim.
03:59Cara, eu vou jogar a real para vocês.
04:01Expectativa é que vocês deem risada.
04:03Eu não quero muito esse humor de salvar o mundo, não.
04:06Essa coisa muito...
04:07Ah, a gente vai mudar, vai revolucionar.
04:08Não vai mudar porra nenhuma, cara.
04:10As pessoas já viram esses formatos em teatros.
04:14Meus colegas fazem pelo Brasil inteiro esse tipo de humor.
04:17Mas eu acho que a inovação não está no formato.
04:20A inovação está no fato do humor voltar, de alguma maneira, para a TV.
04:24A TV Globo está fazendo humor há um tempo.
04:26A galera fica falando que parou o humor.
04:28Não está.
04:28Está o Lady Night aí, está o programa do Porchat.
04:31Só que eu acho que a galera...
04:34Talvez queria ver o que eles veem na internet,
04:37muito distante, de uma forma mais, sei lá, abrangente na TV.
04:42Com os caras que eles não conseguem, às vezes, assistir
04:44porque a gente não vai na cidade deles.
04:46E por aí vai, entendeu?
04:47Então, fazia falta esse tipo de comédia na TV.
04:51Isso, com certeza, fazia falta.
04:53Ah, cara, cê!
04:56Uh-huh.
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