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‘Ela foi lançada no vazio’: especialista de Cascavel aponta falhas que levaram à tragédia que matou jovem em ponte
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00:00Para você que acompanha a CGN, hoje eu trago aqui ao estúdio CGN, o Carlos Eduardo,
00:06que é guia de montanha para a gente falar de um assunto que chocou o Brasil inteiro,
00:10repercutiu no mundo devido ao impacto da imagem daquela jovem de 21 anos
00:18que foi participar de um tipo de uma modalidade de esporte de aventura e acabou morrendo.
00:24Seja bem-vindo, Carlos.
00:26Obrigado.
00:26Então vamos lá, esse acidente, pode-se chamar de acidente, foi no dia 13 de junho.
00:33Ela tinha 21 anos e foi participar dessa modalidade que chama como aquela modalidade?
00:39Chega esse pêndulo. Ele é diferente do bug jump e do rapel.
00:42Porque a corda é uma corda que não é elástica.
00:47Exato. O bug jump tem que ter essa necessidade porque tem um impacto,
00:50que se não tivesse, daí causaria um dano na coluna.
00:53Ali como a corda já sai praticamente de cara, esse impacto é mínimo, então não era necessário.
00:59A gente tem essa modalidade aqui na região? Alguém pratica?
01:02Não. Eu faço 15 anos já de esportes de montanha e de aventura e eu não trouxe exatamente porque
01:08não existe um consenso de como que essa atividade tem que ser feita porque não existem equipamentos
01:12específicos para ela. São adaptados do montanhismo, do bug jump, então não existe uma regulamentação
01:19sobre esse tipo de atividade.
01:21Você com 15 anos de experiência em esportes de aventura, qual foi o sentimento que você teve
01:28ao olhar aquela cena? Quais foram as coisas que mais te chamaram a atenção logo de cara?
01:32É, exatamente por terem três pessoas e essa questão da corda principal não estar conectada,
01:40inclusive porque outras cordas devem estar conectadas nela. Então, para que o pessoal entenda,
01:45quando a pessoa chega num rapel, a gente não coloca diretamente ela na corda principal.
01:50Existem autosseguros, que a gente chama, que são cordas que estão ancoradas numa árvore,
01:54no chão, e primeiro a gente coloca essa pessoa, até porque às vezes no manusear o equipamento,
01:59a gente pode esbarrar e ela cair ou ela se desequilibrar, então ela está segura nessa
02:03corda. E aí eu coloco e conecto ela na corda principal e daí depois que está tudo pronto
02:09e checado, eu desconecto ela dessa corda. Exatamente porque se acontecer qualquer coisa,
02:14ela está nessa vida.
02:15Sabe que eu tenho até impressão, a gente pode olhar na imagem aí para ver, porque eu tenho
02:18a impressão de que os três, pelo menos um deles, estavam conectados a uma corda.
02:23Eles estavam nessa corda de autosseguro que a gente chama, porque é exatamente a corda
02:27que eles estão ali manuseando o equipamento. A primeira coisa que a gente chega, os instrutores
02:31é colocar o capacete e se autossegurar. E é quando vem a pessoa para fazer a atividade
02:36também, a gente autossegura ela para depois ir. Então, eles estavam autossegurados.
02:40E aquele equipamento, parece que ela estava usando tipo uma cadeirinha, alguma coisa assim.
02:44Isso, uma cadeirinha de rapel.
02:46Isso ela estava usando.
02:47Sim, exatamente por isso. Porque se eles tivessem seguido esse protocolo de segurança de boas
02:52práticas, que é o básico, eles teriam percebido que na hora de tirar essa corda de autosseguro,
02:58que ela não estava conectada na via principal.
03:00Porque mesmo, eu fico imaginando como foi aquela rotina da cena, porque não tem a imagem dos
03:07segundos antes. Porque eu imagino que quando eles foram os três erguerem a menina lá no alto,
03:14já teriam percebido a falta de uma corda, porque a corda ficaria ali, eles precisariam
03:20desviar, colocar na posição correta. Tudo isso reforça o elemento de erro humano?
03:27Então, acredito que sim. A gente não pode ser categórico em afirmar, mas ali a evidência
03:32que a gente recorte da imagem nos mostra isso. Porque no montaísmo, a gente tem uma regra
03:37que são dos seis olhos. Então, sempre eu tenho que pedir para alguém checar o meu equipamento
03:42e eu checar o equipamento dessa pessoa e a gente faz um cheque. Eu não confio só eu no
03:46equipamento, que eu fiz certo. Inclusive, quando eu estou instruindo alguém, tem que ter
03:50alguém do meu lado e essa pessoa, passando pelo meu cheque, essa pessoa do lado também
03:55tem que checar. E eu até ensino as pessoas que estão fazendo atividade conosco, que
03:59elas também têm que checar o equipamento. Que elas não podem confiar em mim. Por quê?
04:03Porque eu prefiro que elas fiquem desconfiadas comigo e qualquer problema seja perceptível
04:08ali no momento, do que elas confiarem cegamente no que eu estou fazendo e às vezes acabar
04:12acontecendo um acidente, né?
04:14E você falou dos seis olhos, daqueles olhos que estavam ali. Poderiam ter seis olhos dos...
04:20Pelo mínimo teriam de seis, mas a gente tinha também dois olhos que estavam focados
04:25num celular, gravando a cena e talvez até não pensando no como deveria ser a cena, mas
04:33no que ia acontecer, mostrar a pessoa balança o pêndulo. Como que vocês agem hoje em dia
04:40com essa questão de filmagem desses esportes de aventura?
04:44Primeiro, a gente sempre, quando vai para uma área, a gente passa uma instrução básica
04:48para todo mundo. Olha, pode-se fazer isso? Isso aqui não pode? Então, por exemplo, você
04:52não pode entrar na... É até engraçado, sabe? Porque as pessoas, quando elas estão prontas
04:56para descer, equipadas em segurança, elas ficam com medo. Mas antes, às vezes, sem estar
05:00com uma corda nem nada, elas se tornam muito corajosas. Então, elas querem ir na beira tirar
05:04foto, elas querem tirar foto para o amigo. E até a gente tem como regra na treca, isso
05:08que a primeira descida, quando é o rapel, geralmente a pessoa desce duas vezes, ela... A primeira
05:13vez, ela não vai ter foto, ela não vai ter vídeo. Eu não vou fazer nada disso e ninguém,
05:17nenhum colega vai chegar perto. Por quê? Porque é o momento de maior atenção, entende?
05:20Ela não tem essa experiência de fazer aquela atividade, é tudo muito novo e o foco dela
05:26tem que ser na descida dela. E geralmente, as pessoas até, elas agradecem, elas falam
05:30assim, eu tirei as... Foi bom você não permitir a foto da primeira descida, porque aí eu consegui
05:35me focar ali. Porque senão a pessoa fica preocupada com o cabelo, com o ângulo... Então, essa
05:41questão que a gente vê cada vez o esporte de aventura é perigosa. Por quê? As pessoas,
05:44elas estão indo para viver uma experiência, mas elas estão preocupadas em propagar a
05:48experiência. Então, claro, não estou dizendo que é culpa da menina, ela estava lá com
05:53uma equipe, a responsabilidade era deles também, mas fica também a dica de quem está olhando
05:58sempre está observando, né? Porque é muito perigoso, né? É uma coisa que talvez se alguém
06:05tivesse olhado, teria sido evitado. Tanto é que a gente estava conversando, a primeira
06:10frase que sai da boca depois que ela é arremessada é, acorda. Aí, só naquele momento, as pessoas
06:16acabaram, então, percebendo que ela não estava conectada.
06:19Aqui em Cascavel, você chegou a comentar comigo que vocês têm um cuidado bastante grande,
06:25até mesmo imaginando uma possibilidade que não tem nada a ver com esse caso, mas de auto-execução.
06:31Então, claro, como que vocês lidam com uma pessoa que chega querendo praticar um esporte
06:37assim? É complicado porque, primeiro, a gente não conhece a maioria das pessoas que vão
06:41às vezes para uma atividade. Então, eu já cheguei a pensar até nisso. E se alguém vai
06:45lá para tirar a própria vida? Então, eu preciso ter um dispositivo, um procedimento que garanta
06:50que ela não tenha acesso ao local da descida enquanto ela não estiver auto-assegurada.
06:57Então, as pessoas, elas ficam longe, eu delimito um espaço. Eu até estava comentando
07:00com você, né? A primeira vez eu aviso, eu falo para ela, a primeira vez eu vou avisar,
07:04a segunda vez eu já vou sair xingando mesmo. Por quê? Porque eu prefiro que a pessoa vá brava
07:08para casa do que aconteça uma fatalidade.
07:11Não tem limite para a segurança, né? Precisa ter todo o cuidado possível.
07:17Exato. Porque é o único erro, né? E essa empresa ali, pelo que a gente viu até agora
07:21nas investigações, não estaria regulamentada. Na realidade, ela estava usando até um espaço
07:25que não deveria ser frequentado. Exato.
07:28Quais são as regras gerais para a prática desse tipo de esporte?
07:32A gente enfrenta um problema e é uma discussão que eu trago, que infelizmente a barreira de entrada
07:37para uma empresa começar esse tipo de serviço, ela ainda existe. Ela não é nenhuma.
07:42Então, uma pessoa pode ver um vídeo no YouTube e ela simplesmente pode falar, agora eu tenho
07:47uma empresa de esportes radicais e eu faço, né? Mas como que ela aprendeu isso?
07:52Eu, por exemplo, fiz vários cursos na Patagônia, vários cursos de marcas famosas, de ancoragem,
07:57de como, inclusive, calcular, sabe? Olha, a corda que você precisa, a gente utiliza o dobro
08:03de capacidade para cada coisa que precisa. Existem sim, os equipamentos, uma certificação, né?
08:09Então, para quem, às vezes, vai fazer atividade, é verificar e pedir mesmo
08:12para o instrutor, se não está claro isso, qual é os equipamentos que você utiliza.
08:15Tem certificação? Existe uma certificação chamada UIA, que é a União Mundial de Alpinismo e Mantaísmo.
08:24Então, ela certifica os equipamentos com características básicas, né?
08:28Para aquela atividade. Então, é você perguntar, você chegar, essa etiqueta vai estar, inclusive,
08:33fixada nos materiais ou escrita nos materiais. É você pegar o material e procurar.
08:38Não achar a etiqueta, perguntar. Se o instrutor ficar chateado, bravo, já deixa o equipamento
08:44e vai embora, porque, às vezes, é melhor você, sabe, se dispor ali e voltar para casa
08:48do que tem um problema, né?
08:49Uma coisa que me chamou atenção também, claro, que ali o dia, pelo menos as condições atmosféricas,
08:56não pareciam desfavoráveis. Mas será, por exemplo, que eles também precisam avaliar
09:02condição do vento, porque ela pula de uma parte da estrutura onde tem uma torre
09:07e ela balança para o outro lado. Dependendo da velocidade do vento, ela não poderia ser modificada
09:14a direção desse pêndulo também e ela acabar se chocando.
09:17A gente não pode descartar isso, né? Isso também pode ocorrer e por isso que é necessário
09:21uma série de cálculos. Houveram acidentes no ano passado, porque em atividades parecidas
09:26de bug jump, a pessoa não mediu certa corda. Ela simplesmente confiou assim, ó, essa corda
09:31aqui eu acho que tem 50 metros e no final ela tinha 60. Então, se eu estou descendo
09:36e 10 metros a mais, eu bato e aconteceu com a menina. No ano passado, também, numa ponte
09:41de São Paulo, a menina pendulou e bateu embaixo, no outro pilar da ponte. Quase também faleceu.
09:46E essa mesma empresa, eu tinha até feito um vídeo alertado, ó, talvez um ano atrás,
09:51que tinha uma mãe pulando com uma criança de 5 anos nas costas. E aí eu fico pensando,
09:56uma criança de 5 anos, ela não tem a capacidade de saber o que era isso ou não. Ela vai
10:00muito
10:01mais pela onda das pessoas. E se por acaso essa criança fosse ejetada do equipamento?
10:06É, e se a mãe não tem a responsabilidade, a equipe profissional tem que ter, né?
10:11É, eu mesmo, as pessoas chegam, a minha criança tem 6 anos, ela pode descer o rapel?
10:14Não, não pode. Entendeu? Ah, mas aí se ela foi, não pode. Entendeu?
10:19Inclusive, houve uma notificação da OIA, que é essa entidade que eu te falei, que ela
10:24disse que algumas pessoas, a gente pode descer o rapel de ponta cabeça, né? Então, essa
10:27cadeirinha fica na cintura. Mas ela viu que algumas pessoas estavam sendo ejetadas
10:31da cadeirinha. Então, a gente parou de fazer o rapel invertido. Aí, alguns clientes falaram,
10:37ah, mas se não está fazendo aqui, eu vou fazer com outra pessoa. Eu falava, olha,
10:39então vai. Entendeu? Então, é você entender que, às vezes, quando a gente diz assim,
10:43não pode fazer determinada coisa, é porque existe toda uma questão técnica atrás disso,
10:48né?
10:49Eu já saltei de book jump e já fiz o rapel também. Mas eu lembro que nas duas situações
10:53eu assinei um termo, recebi todas as orientações e o cuidado foi extremo. Nas duas oportunidades
10:59que eu tive. Você acredita que é de praxe todas as empresas? É provável, por exemplo,
11:04que essa menina, a Maria Eduardo, ela tenha assinado algum termo?
11:09É, o termo é uma coisa muito discutida também na legislação brasileira, porque não se tem
11:14ainda uma decisão assim concreta, faz ou não faz. Ele é até, de certo modo, desnecessário.
11:20Porque quando eu entro na atividade ou como empresa, eu fico responsável por aquela pessoa,
11:24né? O termo, ele está dizendo mais ou menos a seguinte coisa, ó, eu estou te passando
11:28as instruções, por exemplo, no paraquedas, né? Você vai fazer tudo o que eu estou te pedindo.
11:32Se você não fizer alguma coisa ou, sei lá, da sua cabeça inventar alguma coisa,
11:36daí a responsabilidade é sua, né? Mas no caso ali, era uma empresa que estava irregular,
11:41eu não sei se existe um responsável técnico, um responsável que vai, e vai recair sobre
11:46todo mundo, tanto que os instrutores também foram presos, né?
11:51Você lembra de algum caso, de alguma, qualquer empresa, ou mesmo uma pessoa que fez particular,
11:58foi lá sozinha, de algum acidente em esportes radicais aqui em Cascavel, na nossa região?
12:04Olha, houve uma época até que foi engraçado que eu vi um menino, ele foi para a trilha,
12:08e aí duas semanas depois eu recebo uma ligação e ele diz, olha, a gente ia aqui no escritório,
12:14o pessoal pagou a minha inscrição para eu ir, para eu conhecer o caminho da trilha,
12:18para depois a gente ir. E agora eu estou aqui e eu não sei sair daqui.
12:22E eu falei, mas o que você quer que eu faça agora? Porque assim, aonde é que você está?
12:27Ele, eu não sei, né? E aí eu tive que conversar com ele, com sinal, às vezes caía,
12:32ele conseguia ligar de novo, eu fui orientando ele como ele, pelo menos, voltar para a estrada.
12:36E ele disse que o maior medo que ele teve, que foi quando ele chegou na cachoeira,
12:39as pessoas no topo da cachoeira, a gente pulando de pedra.
12:42Aí eu falei, então, e se acontecesse alguma coisa com você, você seria o responsável.
12:46E existe um mito também, as pessoas assim, ah, mas eu não estou cobrando nada,
12:50são só amigos que eu estou levando.
12:52Se ficar provado que você retirou essas pessoas de casa e levou para esse passeio,
12:57a responsabilidade é sua.
12:58A gente tem um turismo natural aqui na região, turismo rural, muito grande,
13:02porque a gente tem muita cachoeira, a gente tem muita montanha, a gente tem pedreira, assim, demais.
13:08Qual é a recomendação que você dá para todas essas pessoas,
13:13mesmo para aquelas que falam assim, ah, vamos fazer um fim de semana,
13:15fazer um almoço na cachoeira tal?
13:17A gente começou esse movimento há 15 anos atrás, né?
13:20Quando eu botei do caminho de Santiago, a gente catalogou aí 27 cachoeiras,
13:23muitas não eram nem conhecidas pela população da cidade, nem mesmo por nós,
13:27a gente acabou encontrando algumas.
13:29Tem sido um processo muito legal e eu sabia que uma hora isso ia se popularizar
13:32e mais pessoas iam vir.
13:34E é natural, né?
13:35Só que o que eu percebo?
13:36A falta de cuidado.
13:37Tanto de pessoas que às vezes vão com outros grupos ou com amigos,
13:41porque aí eu preciso entender que uma empresa não é importante quando tudo está dando certo,
13:45é quando as coisas dão errado.
13:47Porque daí, assim, quem que vai cuidar de mim se algo der errado?
13:51Quem que vai ser a pessoa que vai ser o primeiro socorro, o primeiro cuidado,
13:54caso eu tenha me machucado?
13:56Existe um que de primeiros socorros?
13:57Existe gente preparada para isso?
13:59Então, é assim, a primeira pergunta é, em quem eu estou confiando para colocar a minha vida?
14:04Será que essa pessoa é a pessoa recomendada?
14:06Ela tem uma capacitação para isso?
14:08Agora, se você está indo em um grupo de amigos, você tem que, pelo menos,
14:11alguém estar ali preparado, né?
14:13Então, você tem que saber aonde você está indo, se o carro vai ficar próximo,
14:17o que eu faço caso aconteça.
14:19E, por exemplo, nossa região nem é um problema muito com serpentes, mas são abelhas.
14:24E aí, se eu enxame de abelha, ele me pega, para onde que eu vou, o que eu faço?
14:28Então, é tentar, antes de ir, tomar todos esses cuidados.
14:32Até mesmo, me lembro agora alguns casos que, por exemplo, o Marechal Rondônia teve
14:37alguns anos atrás, que a pessoa vai nadar no lago municipal, e aí ela pula e ela não
14:43sabia que lá embaixo era um lodo, e ela fica presa dentro do lodo.
14:47Por exemplo, e nem isso, por exemplo, a gente, às vezes, chegava em cachoeiras e a pessoa
14:51queria saltar direto da cachoeira.
14:53Eu falei, não, tinha que descer alguém da equipe com colete para ele ficasse, por
14:55exemplo, com tia uma árvore e cair dali com galho e com tudo.
14:58Porque, às vezes, a pessoa pula e fica empalada.
15:00E, infelizmente, o Marechal se lembrou, acho que foi no ano passado, houve uma fatalidade
15:04também, num esporte muito parecido, que eu recordei agora, né?
15:08Que um menino acabou perdendo a vida porque ele foi para o topo da cachoeira, e ali foi
15:12uma coisa que ele, um erro humano até onde eu sei dele.
15:16e escorreu lá de cima.
15:18Então, você vê, a gente não precisa ir muito longe para ver que essas coisas acontecem
15:21aqui, né?
15:22Então, tá certo.
15:23Quem quiser entrar em contato com vocês, que se fazem parte de um grupo sério, responsável,
15:28onde pode encontrar?
15:29Nas redes sociais, tá com o Trekkers Eco Turismo.
15:32Nós fomos a primeira empresa a ver Cascavel e a beleza que é.
15:35A gente é um apaixonado pela cidade.
15:37E aquilo que eu digo, vocês não nos contratam para fazer um passeio bonito, mas para fazer
15:41com que vocês retornem para casa.
15:42Então, contem com a gente, nos sigam lá no Instagram.
15:45A gente vai ter a maior alegria de levar, não só as pessoas que querem muita adrenalina,
15:49mas principalmente a gente tem que trabalhar com famílias, para levar os pequenos, né?
15:53Que tem essa questão de ficar muito na tela, ficar muito fechado hoje.
15:57Geralmente, todo sábado à tarde, a gente tem uma trilha para a família toda.
16:01Então, para até testificar essa coisa aqui, né?
16:03A natureza é só pura adrenalina.
16:05Não, ela também é laço, ela também é carinho, é amor.
16:08Beleza, muito obrigado, Carlos.
16:10E para você que acompanhou a gente nessa entrevista aqui no Estúdio CGN, continue também
16:15seguindo a gente nas redes sociais e acesse o portal cgn.inf.br, porque lá a gente vai
16:22trazer também os desdobramentos das investigações que estão em curso acerca desse caso registrado
16:28em Limeira, no interior de São Paulo.
16:29Luiz Lado, para a CGN, a informação em tempo real.
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