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  • há 4 semanas
Cinebiografia de Elvis Presley, "Elvis" conta com atuação espetacular de Austin Butler como o Rei do Rock em uma jornada musical atropelada, mas memorável

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Transcrição
00:00Fala galera, bem-vindos a mais um Encartado, nosso passo a falar de cinema,
00:03Marquinha, Gazeta, e hoje tem cinemaço, bicho!
00:06É Elvis, cinebiografia de Elvis Presley, o rei do rock.
00:09E se você me acompanha aqui no Twitter, ou me acompanhava no Jornal Gazeta,
00:13me acompanha no site, ou no CBN, em qualquer lugar onde eu exista,
00:17talvez você saiba que eu não gosto de cinebiografia, mas eu gostei muito de Elvis,
00:20justamente porque ela não é convencional, ela se aproxima muito mais do Rocketman,
00:23que é a biografia do Elton John, do que do Bohemian Rhapsody,
00:26que é a biografia do Fred Mercury, do Queen,
00:29que é um filme de uma história contada, o filme é contado pelo Coronel,
00:33que é o Tom Hanks, do filme, que foi empresário do Elvis a vida toda,
00:37que é o cara responsável, tido como responsável por criar a figura do Elvis,
00:42mas também por destruir a figura de Elvis Presley.
00:45E o filme é muito legal, porque ele vai nessa pegada de contação,
00:48então é tudo, é meio possível, até as coisas mais absurdas, é uma história sendo contada ali.
00:52Eu gosto do filme, eu gostei, uma coisa que me impressionou,
00:54talvez os que eu tenha lembrança, seja o filme, documentário,
00:59o culto sobre o Elvis, que mais o aproxima da cultura negra,
01:02que tanto o influenciou mesmo, no início de carreira.
01:05Então o filme mostra o Elvis adolescente ainda, em algumas passagens,
01:08participando de cultos da igreja, onde ele morava,
01:10Elvis é do sul dos Estados Unidos, de Memphis,
01:12de cultos de aquelas músicas gospel americana,
01:15e também assistindo a, tudo isso meio escondido ali,
01:19aos shows de grandes bluseiros da época,
01:21do que, enfim, o rock era negro antes de ser embranquecido,
01:25por nós, por pessoas que contam a história.
01:27E o filme aproxima muito o Elvis disso,
01:30então o filme traz participações de B.B. King, Little Richard,
01:33Sister Rosetta Tarp, tem muita gente, pedras do rock mesmo,
01:37os pilares de sustentação, as pessoas que criaram o rock.
01:40E isso é engraçado, porque até serve pra dar uma amenizada
01:44no famoso discurso de que Elvis roubou o rock dos negros,
01:48tipo, embalou ele para ser vendido pelos brancos.
01:51O filme ele trata o Elvis, isso é uma parada bem legal.
01:53Ele dá a devida dimensão à ameaça que o Elvis era pros costumes da época,
01:59porque era um, enfim, ele é um cara do sul dos Estados Unidos,
02:02anos 50, ele tinha muita segregação racial no sul,
02:04era um jovem branco, bonitão, que cantava e dançava como um negro.
02:08Isso, cara, era um choque danado.
02:10Além de, porra, ter quebradas todas ali,
02:13toda sensualidade que num contexto religioso era profano aqui.
02:17Então o filme dá essa devida ameaça, ele dá esse tom de ameaça pro Elvis.
02:22O filme é produzido pela família do Elvis, eles assinam como produtores também, tá?
02:25Então, é claro, tem muita passada de pano,
02:27como por exemplo a aproximação do Elvis dos movimentos sociais,
02:29da luta pelos direitos civis.
02:31A gente pegou a impressão de que Elvis estava lá levantando bandeira,
02:34dando porrada em todo mundo, sabe?
02:35E não foi isso, o Elvis era um grande conservador,
02:37teve relação, inclusive, com vários presidentes americanos ali,
02:40conservadores da época.
02:42E o filme dá uma passada de pano nesse aspecto ali, né?
02:45Ele tenta vender um Elvis como ele gostaria, a família gostaria que ele fosse vendido.
02:49O Bas Durman, que é o diretor, cara, diretor do Moulin Rouge, né?
02:52Do Romeo e Julieta.
02:53Ele conta uma história, cara, é muito fluido, assim, as coisas são...
02:56É meio no ritmo de um pensamento, então ele não se preocupa com algumas passagens,
03:00não se preocupa com alguma cronologia, ele atropela algumas passagens
03:04e esquece de alguns arcos.
03:07E, cara, o filme tem duas horas e vinte e é difícil ele parar, é difícil ele respirar.
03:12Mas os números musicais são incríveis, Alcim Butler tá incrível como Elvis,
03:15e se nada der errado vai estar indicado a óssea de melhor ator ano que vem.
03:20E eu não gosto do Tom Hanks como coronel, mas é uma escolha interessante de tê-lo ali,
03:24porque o Tom Hanks é aquele cara que é o bom moço, né?
03:26Eu não lembro do papel que o Tom Hanks tenha feito um personagem de caráter duvidoso,
03:29um cara, um vilão, por exemplo, ele nunca faz isso.
03:32Ele é um labrador humano, sacou?
03:34Ele tá sempre feliz, é sempre bonzinho.
03:36É até um personagem interessante, até pra carreira dele, como escolha dele mesmo pra interpretar.
03:40Então essa escolha funciona, ajuda a gente a comprar a figura,
03:43a criar uma camada a mais ali no filme.
03:46Gostei pra caramba de Elvis, achei super selvagem, assim.
03:49Dá uma... o filme é meio grande, quase duas horas e meia,
03:53mas duas horas e vinte, duas horas e quinze,
03:54mas ele tem um ritmo legal, ele apresenta o Elvis muito rápido
03:58e vai contando a história pelo olhar do empresário.
04:01Muito legal, é meio atropelado, não nego que é meio atropelado,
04:05mas é uma, cara, uma viagem muito legal,
04:07é uma jornada muito legal que você acompanha do início ao fim do filme,
04:11você está com a sensação de prazer do filme, de ter desfrutado aquilo.
04:14Ó, surpreendi pra caramba, Elvis de Basdurma está nos cinemas.
04:18Se não me ver, a gente volta com mais recartais aqui na Gazeta.
04:20Valeu!
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