00:06É um dia muito importante para a gente lembrar dos nossos ancestrais,
00:11das lutas que vieram antes da gente, de Dandara, Zumbi, dos Palmares,
00:16e também pensar na atualidade quais são os nossos desafios
00:20e como viver na plenitude, a nossa negritude, a nossa humanidade.
00:26Vindo de uma família preta, que se pensa preta desde criança,
00:31a gente dentro de casa é muito protegido de entender o nosso cabelo, a nossa cor, a nossa beleza.
00:38Mas o contato que a gente tem com a escola é o momento.
00:42Ali com outros iguais, negros e não negras, que a gente é questionado
00:47e começa a reavaliar o que é ser negro no Brasil.
00:52Então a escola é esse espaço de confronto que coloca a gente em xeque para se pensar racialmente.
01:00E hoje, como educador, eu penso a escola como esse lugar de receber as crianças pretas,
01:07a juventude preta e transformar num lugar de potencialidade,
01:12de se descobrir negro num lugar positivo.
01:15Então, se a escola em algum momento foi esse lugar agressivo para mim,
01:19hoje eu tento contribuir para que ela seja esse espaço acolhedor para as crianças negras.
01:26A gente ter caras pretas em todos os lugares e não só de forma subalterna.
01:32A gente poder se olhar na plenitude que a gente tem do tamanho que é ser preto, ser preta, ser
01:39preto.
01:39Música
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