00:00Um jornalista publica que parentes do ministro Flávio Dino, do Supremo, usaram um carro oficial.
00:06A Polícia Federal vai até a casa dele, apreende celulares, apreende notebook.
00:12A ordem de busca e apreensão assinada por Alexandre de Moraes.
00:16Qual é o crime imputado ao repórter? Perseguição.
00:19E as provas da perseguição? As reportagens.
00:23Ou seja, pelas regras de Dino e Moraes, apurar e publicar uma notícia pode ser indício de prática criminosa.
00:32Só que, pelas regras da Constituição, o repórter tem o direito de publicar as informações que ele apura.
00:38Mesmo que sejam sobre Dino. E ainda que estejam erradas.
00:43Sendo que, nesse caso, a informação não foi desmentida.
00:46A toga não proporciona poderes especiais, ou pelo menos não deveria.
00:51Dino pode contestar o conteúdo na Justiça usando o direito de resposta e as ferramentas disponíveis.
01:00Agora, mão pesada do Estado na defesa de um interesse pessoal? Jamais.
01:06Olha o recado que esse caso deixa.
01:10Notícias sobre ministro do Supremo?
01:13Se for a favor, ok.
01:15Se pisar no calo, vale uma porta arrombada.
01:19Não, vale uma porta arrombada.
01:22Não, vale uma porta arrombada.
01:23Não, vale uma porta arrombada.
01:23Não, vale uma porta arrombada.
01:24Não, vale uma porta arrombada.
01:25Não, vale uma porta arrombada.
01:25Não, vale uma porta arrombada.
Comentários