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  • há 9 horas
Moradores do Quênia protestaram nas ruas de Nanyuki contra o plano da Casa Branca de construir uma instalação de quarentena na cidade para receber cidadãos americanos infectados pelo ebola. Atualmente, o país africano não registra nenhum caso da doença. A polícia reagiu às manifestações com gás lacrimogêneo. Ativistas locais acusam os Estados Unidos de imperialismo e de tentarem impor suas políticas externas, violando a soberania das nações africanas.

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📽️: Rodrigo Craveiro/CB/D.A.Press

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Transcrição
00:00Imagine você viver em um país livre do ebola, uma doença potencialmente letal.
00:05Um americano se infecta em uma nação próxima.
00:08Os Estados Unidos não enviam o cidadão a um hospital próprio,
00:12mas decidem criar um centro de quarentena onde você mora.
00:17Pois é, com 58 milhões de habitantes, o Quênia não tem um caso sequer de ebola.
00:23A Casa Branca quer erguer uma instalação de quarentena
00:27para receber americanos infectados pela doença.
00:30Nesta terça-feira, centenas de quineanos saíram às ruas de Nanyuki,
00:35a 180 quilômetros da capital Nairobi,
00:38em protesto contra o plano americano de montar o hospital improvisado na cidade.
00:44A polícia reagiu com bombas de gás lacrimogêneo.
00:48Uma pessoa foi morta.
00:49A República Democrática do Congo é o país mais afetado pelo surto,
00:54com 550 casos da doença.
00:58Falei com o Victor Tessongo, ativista social congolês
01:02e líder de uma coalizão rebelde.
01:05Ele acusou os Estados Unidos de tentarem impor suas políticas externas a outras nações.
01:11Tessongo disse que os países africanos são soberanos, independentes,
01:16e não podem ceder a atitudes imperialistas.
01:18Transmitido por secreções humanas, como sangue, saliva e suor,
01:24o ebola pode causar hemorragia intensa,
01:27disfunções no mecanismo de coagulação e danos a tecidos do corpo humano.
01:32Rodrigo Craveiro para o Correio Brasiliense.
01:35Obrigado.
01:36Obrigado.
01:38Obrigado.
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