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00:00Quem poderia soportar o acosto continuado sem perder o templo?
00:02É Maria que sofre os envites de Estefanía.
00:05E se se é callado porque é boa pessoa.
00:07Que insinuas?
00:08Que não me preocupo por minha esposa?
00:10Eu não insinuo nada, Ciro.
00:12Te retratas tu mesmo.
00:13Basta já.
00:14Doña Pia reclama a carta que lhe conquistou.
00:17E o justo é que se a devolva.
00:20Já lhe disse tanto a você como a senhora Darry
00:22que o faré quando o considero oportuno.
00:26Eu já não poderei viver tranquila sabendo que esse homem pode voltar
00:29a usar em qualquer momento.
00:30Não, nem você nem ninguém.
00:31É que a Guardia Civil deveria custodiar o palacio.
00:34Eu falei com o sargento e vai enviá-nos alguns homens.
00:36Se eu não tivesse estado aqui, santo seguiria vivo.
00:38Mas não foste tu que decidiu empuñar essa pistola e dispará-la.
00:41Então, por que não sou capaz de olhar a cara do Ricardo?
00:44Não podemos, por favor,
00:48apartar nossas diferenças até que esta crise se passe.
00:53Se temos de viver sem o apoio do outro quanto antes nos acostumbramos,
00:58mesmo.
00:59Perdão por a interrupção.
01:01Han publicado uma notícia que acho que será de seu interesse.
01:04O que diz a notícia?
01:06Algo que você, personalmente,
01:08vai encontrar muito divertido.
01:12Don Alonso, é certo que minha presença aqui
01:14já tem causado suficientes estragos.
01:15Eu não posso pedir que me acoja por mais tempo.
01:17Aqui estaréis mais seguras.
01:18Don Alonso, mas...
01:19Eu te o ofereço.
01:20E tu eleges.
01:24É certo que isso que você disse tem muito sentido.
01:26Perfeito, então.
01:29Don Alonso, eu agradeço sua oferta,
01:30mas eu sinto que estou abusando de sua hospitalidade.
01:32Quítate isso de cabeça.
01:33Por que não estás fazendo tal coisa?
01:35O disse para que me sinta melhor.
01:37Só quero seguir protegiéndote aqui, na promesa.
01:41Me quedarei gostosamente, então.
01:44Muito obrigada.
01:44Não se merecem.
01:45Sim, sim que se merecem.
01:47Não vou consentir que teu padre
01:49venha a colocar um pé aqui, neste palácio.
01:51É complicado impedirle nada a meu padre.
01:54Hemos redoblado a vigilancia.
01:56E o sargento Burdina
01:57tem homens apostados em lugares estratégicos.
02:02Por que dudas tanto?
02:06Pois por o que disse Ciro.
02:07Porque me dá medo
02:09que minha presença aqui
02:09lhes põe em perigo a todos.
02:11E com razão.
02:11Ciro.
02:12Acaso tenho que recordar
02:14em que situação se encontra minha esposa?
02:16Simplesmente por acompanharla a você
02:17aquella noite?
02:20O que deve fazer é marcharse.
02:22E sinto díxelo de maneira tan cruda,
02:24mas é a realidade.
02:25Não o é, Ciro.
02:26Não tens direito a falar assim.
02:28Só estou dizendo...
02:29Estás dizendo tonterias.
02:30E se não deixas de díxelas,
02:32serás tu que se vai de esta casa.
02:37Podes quedarte na promesa
02:38o tempo que queras.
02:39E chamaremos a tua mãe.
02:41Haremos porque aceite
02:42também a nossa hospitalidade.
02:45Com o permiso de...
02:46Estou aberto.
02:47Agora não posso atender.
02:48Estamos falando de algo importante.
02:50Não lhe interromperia
02:51se não fosse nada urgente, senhor.
02:53O que passa?
02:55Doña Leocadia me disse
02:56que quer ver o quanto antes.
02:58O que motivo?
02:59Não o especificado, senhor.
03:01Só sei que ele espera
03:02na sala de música
03:02e que é urgente.
03:06Depois continuamos
03:07com a conversa.
03:09Vuelvo em seguida.
03:21Não te parece que não é para tanto, Lorenzo?
03:23Não me revientes, ele, Leocadia.
03:25Nada mais alejado do que...
03:26Você e eu vamos ter que falar de isto.
03:29O que ocorre?
03:31Qual é a urgência?
03:33Alonso,
03:33não te asustes, não te asustes.
03:36Em esta casa estamos muito habituados
03:37a que as desgracias se sucedan umas a outras.
03:40Mas, nesta ocasión,
03:42a suerte nos has enraído.
03:43A suerte?
03:45Me vais a dizer o que está acontecendo.
03:47Mira o que ha salido
03:48nos periódicos de la tarde.
03:49E te quedamos.
03:50É bom ou mal?
03:51Mejor que bom.
03:52É uma desdita!
03:53Júlgalo por ti mesmo.
04:00Su majestade,
04:01O rei don Alfonso XIII
04:03ha decidido volver
04:06a acoger la nobleza
04:08a don Francisco Expósito.
04:11Que em adelante
04:12ostentará el título
04:18de conde de linaja.
04:25Suena tan bien.
04:27Conde?
04:29Conde.
04:31Pero será varón?
04:33Debe de ser una errata.
04:34No lo creo.
04:36Yo también pensé lo mismo.
04:37Pero la palabra conde
04:38se repite varias veces
04:40a lo largo de la noticia.
04:46¿Entonces?
04:48Pues que lo ha conseguido, Alonso.
04:50Ese hijo tuyo
04:51se empeñó y se empeñó
04:53y al final
04:54se ha salido con la suya.
05:07¿Esto merece un brindis, no?
05:17Conmigo no contéis.
05:18Conmigo no contéis.
05:19No contéis.
05:39No contéis.
05:40No contéis.
05:42de Linares ou algo assim.
05:44Linares?
05:47De Linaja.
05:48Isso, de Linaja.
05:49Por isso não se entende, hein?
05:51Por que não se entende?
05:53Porque Don Juan Esquerdo, o abuelo de Curro...
05:55Bom, abuelo, abuelo...
05:57Então não se sabia que Curro não era filho
06:00do capitão da mata e do Eugenia.
06:02E Curro não é neto de Don Juan.
06:04Sim, por isso, vamos ao que vamos.
06:06Se Don Juan era o varão
06:08de Linaja...
06:09Até aí, bem.
06:10E então, quando se morreu, o título passou a Don Manuel.
06:14Bem também.
06:15E então, depois, Don Manuel regalou o título a Curro.
06:18E por isso, por quê?
06:19Porque Don Manuel já ia dar o título
06:21de Marquês de Luján.
06:23E tem que dizer que Don Manuel é um cielo
06:25de pessoas.
06:27Sim, está claro que é um cielo de pessoas.
06:30Sim, e Curro também.
06:31Sim, outro cielo, mas sim.
06:33Vamos ao que vamos.
06:35Se Curro era varão...
06:37Que o era.
06:37E o deixou de ser, quando saiu a luz
06:40desde que era hijo natural del Marquês.
06:42Que também era.
06:43Que sim, não é abundante, Simona Chiquillá.
06:46Te perdone, senhora García.
06:47Então, já, lhe han devolto o título
06:49porque é o que ele foi a pedir,
06:51então teria que ser varão, digo eu, não?
06:54Sim, sim, é lógico.
06:56Pode ser lógico, tudo o que você quiser,
06:58mas é que no periódico ponía conde.
06:59O que é que o ponía várias vezes.
07:01O que o nosso curro vai ser conde de Linaja.
07:05Isso é, justamente.
07:07Será possível.
07:09Bom, está claro que Curro nunca foi um mais de tantos.
07:12É que não só conseguiu seu objetivo,
07:14mas que subiu um peldaño mais.
07:16Olé, minha filha.
07:17Não sei como o habrá feito,
07:18mas é algo extraordinário.
07:20E se merece tudo o bom que ele passe.
07:23Sim, se vê que, no final,
07:25isto de ser boa pessoa,
07:26se dá conta.
07:28O dize por experiência, senhora Arco?
07:30Pois também, doña Candela, também.
07:33Que uma pode estar equivocada
07:35durante muitos anos.
07:38E se vê que Curro
07:39é sabido ganar-se ao rei.
07:40E por isso, não só lhe han devolto o título,
07:42mas que, também, o han ascendido.
07:44Eu acho que não deve ser fácil ganar-se a um rei.
07:48Já cuesta ganar-se a um marquês.
07:49Bendito seja, Dio.
07:50A ver se já...
07:51lhe empiezas a um rei a vida.
07:54A Curro, dices?
07:55A Curro, digo.
07:56Se é uma bendição que esta notícia
07:58tenha chegado agora,
07:59justo depois de tudo o que aconteceu.
08:01E poderei ver um...
08:02um pouco de luz no fundo,
08:04de tanta escuridade.
08:06Pois sim.
08:09E tu e eu vamos espabilando
08:10que a este passo não chegamos.
08:12E nós também, doña Pía.
08:14Que nos toca trabalhar.
08:42Por favor,
08:45despierta.
08:58Vem a echar uma mão.
09:00Não faz falta.
09:03E a trairte algo de cenar.
09:08E graças, prima, mas não tenho hambre.
09:12Não importa.
09:13Tens que fazer um esforço por comer algo.
09:16E também...
09:16Tens que intentar descansar umas horas.
09:20Não te hagas ele estupendo.
09:21Eu me quedo com Julieta de mil amores
09:23e o que te preocupa
09:24é que se quede uma doncella sola cuidándola.
09:28Estou bem.
09:32E em quanto a quedarme, não é uma questão de confiança.
09:36Então, o que é?
09:50Estou a gosto junto a ela.
09:56Então, eu me quedo contigo aqui, haciéndote companhia.
09:59Martina, você sabe que é mais destaruda que uma mula?
10:01Ele disse na sartén ao cazo, sim.
10:14Tem que ver que tu não te separas de ela e seu marido únicamente vem a receber o parte médico
10:21quando o doctor vem a visitá-la.
10:24O resto do tempo...
10:27Ni se passa por aqui.
10:31Exageras.
10:32Não, não exagero.
10:35A Ciro só importan as tierras, o villar, o ombligo, qualquer coisa menos Julieta.
10:45Não vou entrar aí.
10:49Não agora.
10:55O único que quero é que Julieta abra os olhos.
10:58Se ponga bem.
11:01Já verás como se...
11:03Já verás como se...
11:07Cuanto mais tempo passa, mais se aleja essa possibilidade.
11:21Eu sei que isto...
11:26Te traz recordes do momento mais doloroso da tua vida.
11:32Mas não tem por que acabar igual que o de Jana.
11:43O meu coração me diz que Julieta se vai despertar.
11:58E a ti que te passa?
12:01Eu sei que igual entre tanta desgracia hay algo que temos que celebrar.
12:11Que se trata de curro.
12:16Como que de curro?
12:19O rei por fin lhe devolta o título de la baronía de linaja.
12:22É ainda melhor que isso.
12:25A partir de agora igual temos que referirnos a ele como señor conde.
12:31Conde?
12:34Não, é a baronía de linaja.
12:38Conde de linaja.
12:41Conde de linaja.
12:43do que te lisa para tra개를 ao periódico?
12:46Sim!
12:48Sim, está tardando!
13:11Obrigado por acudir a minha chamada
13:16Não veis que estou de pé
13:19Não te sientes
13:28Ciro, até agora eu sou muito permissivo contigo porque me faço cargo de teu dolor
13:33Mas tudo tem um limite
13:38E não vou permitir que o cruzes quando te vengan gana
13:42E menos a costa de Vera
13:45Se acabou
13:48Há coisas que são injustificáveis e estou cansado de consentirlas
13:53Então escúchame bem e com os oídos bem abertos
13:57Porque não me gusta repetirme
14:02E está bem de esse maltrato injustificado e continuo
14:07Vuelve a falar de Vera
14:09
14:12Vera, eu posso tentar compreender que nos ataques a Manuel ou a mim
14:18A conta de esa dichosa estafa que tanto dinero te hizo perder
14:23Pero não vou consentir que cargas contra Vera
14:27Ela é uma vítima na história, não é a culpable
14:31Dizem que ela é a vítima
14:32Uma de elas, sim
14:35Então não vou consentir que sigas machacando-la como você faz todos esses dias
14:40Bastante mal se sente ela para ter que soportar tus continuas acusaciones
14:45Te lo he dicho mil veces
14:48Pero parece que não me escuchas, nem por as boas
14:50Nem por as malas
14:52Pois tendrá que ser a as peores
14:56Eu posso entender que estés rabioso por todo o dinheiro que has perdido
15:02Bom, na verdade, é o dinheiro da família de Tunja
15:09Mas é que chegou a manos do Duque de Garril por teu próprio empicinamento
15:13E só por isso
15:16Também posso entender que estés preocupado por a saúde de Julieta
15:21Mas é que o único que faz é ir de um lado para o outro
15:24Eludindo a tua responsabilidade de estar a seu lado e procurar seu bem-estar
15:30Até agora eu não te havia dito nada
15:32Porque sei que a tua situação é difícil, muito difícil
15:36Mas se acabou
15:39Como que se acabou?
15:40Se acabou
15:43Não vou consentir que em meu palácio ninguém incomode a ninguém
15:48Então frena tus impulsos e comporta como o caballero que és
15:56Se não estás de acordo, sempre podes
15:57Puedes fazer as maletas
16:28PEDESA
16:28PEDESA
16:28PEDESA
16:28O que queres?
16:39Uma explicação, naturalmente
16:44Eu não te tenho que explicar nada, Lorenzo
16:46A mim parece que sim
16:49Me disse que você tinha convencido, Alisandro
16:51Te disse
16:54Você lembra?
16:56Não, querido, eu não te prometi nada
17:00Tu viste
17:02Como chamé Alisandro, o fiz delante de ti
17:04E você presenciaste como discurreu essa conversa
17:06A mim parece que discurreu de maravilha
17:09Ou isso nos parecia
17:11Então foi uma impressão minha
17:13Não sabemos, pois se conhece que, na verdade, não foi tão bem
17:27Quando correu o telefone estava segura de convencer a Alisandro
17:31Mas agora está claro que, bem, se o pensou melhor e não fez nada
17:34Ou, talvez, se o fez, mas o rei desolou a sua peticão
17:38Ou, talvez, a decisão já estava tomada quando eu chamo
17:43Quem sabe?
17:45Tudo o que dices apesta a mentira
17:47Pois não, Lorenzo
17:48Te estou dizendo a verdade
17:50Até onde eu agora conheço, entende?
17:53Então?
17:55Então nada
17:56Que? Não sei
17:58Eu não estou na cabeça de Alisandro
17:59Para saber que é o que ele fez
18:01Eu fiz o que tu me pediste que fizera
18:03E não posso fazer nada mais
18:04Não foi o bastante
18:05Maldita seja!
18:08O que mais me arrebenta
18:10É que estes tão satisfeita
18:12Se supõe que tu odias a Curro tanto como eu
18:15Curro não é santo de minha devoção
18:16E o sabes
18:17Mas dudo que ninguém pode odiar a ninguém
18:19A milésima parte do que tu odias a ele
18:21E, além disso, tenendo em conta o incórdio que has sido para mim
18:24Estes dias
18:25É quase de justicia divina o que te sucedeu
18:28Como?
18:28Pois isso, o que has ouído
18:29Que te o tens merecido
18:31Que não fixas!
18:32Que não fixas!
18:33A ti isto também te enfada
18:34Não
18:35Insiste, mas te equivocas de plano, querido
18:38A ti não te han salido as coisas como esperabas
18:41E estás frustrado
18:43Mas eu estou contenta
18:45Muito contenta
18:46De hecho
18:46De que agora a Curro
18:47O van a fazer todo um conde
18:52Minha filha
18:52Se vai casar com um noble
18:58Admito que Curro me repugna
19:00Mas agora que o van a fazer conde
19:03Isso faz que o mire com outros olhos
19:05Não o será se eu logro impedir
19:07Que tu o vas a impedir
19:08Sim, isso eu digo
19:10Não o conseguiu impedir o mesmo duque de Carvajar e de Fuentes
19:13O vas a conseguir tu
19:16Um capitãozinho
19:17Que se arruga com o ruido de um petardo
19:23Me estás provocando?
19:24Não, te estou chamando cobarde
19:27Mas tómatelo como prefiras
19:31Vou contar tus amoríos com um criado
19:33Uy, outra vez com ele
19:34Sim, sim, sim
19:35Um escândalo assim echaria a perder o otorgamento do título a teu futuro yerno, não crees?
19:39Uy, estou harta de ti, Lorenzo, entende?
19:42Assim que deixa de amenazarme
19:45O que?
19:47Pois, que aparte de revelar tu cobardía
19:49Les contaré a todos
19:51Como volviste loca a tua mulher
19:54A la pobre Eugenia
19:55Sim
19:57Que não paraste até conseguir que se lançasse ao vazio desde aquele torreão
20:00E se quitasse a vida
20:03A ver quem tem mais que perder de os dois
20:06Não te creia, Ana
20:08E, aunque o fizeram, saldrei salpicada
20:11Porque...
20:11Porque o fizemos juntos
20:14Juntos?
20:15Uy, que coisas tens
20:17Em minha visão de os hechos, o fizeste tu solito
20:22Isso não é verdade
20:23Essa será minha versão para a guardia civil
20:26Se não me deixas outra saída
20:30E encaja mais
20:32Sobretudo tenendo em conta a tua historial
20:35Toda uma vida conyugal
20:37De maltrato e láudano
21:07Sobretudo tenendo em conta a tua situação
21:14Ayer estive falando com Cilo muito seriamente. Espero que por fim entenda quais são os limites.
21:26E espero que tu dejes de culpar-te por o que fez o teu pai. Que por certo, bem pudo
21:31costar-te a vida.
21:33Talvez teria sido o melhor. Ele custou a vida a outro.
21:39Mas não foi culpa tua.
21:43Se o agradeço de coração.
21:46Não só que tenha intercedido para defenderme, também tudo o que está fazendo por mim.
21:55Com o permiso do senhor. Só queria informar-te de que volvo ao trabalho.
22:02Obrigado por sua entrega Ricardo, mas eu acho que está precipitando.
22:06Não é o caso, senhor.
22:07Vem ao seu dormitorio e siga descansando, de verdade.
22:11Eu estou bem, senhor.
22:16Queria...
22:17Expresar-le...
22:18Mi gratitud por a forma que sua família e você se han conducido ante a minha desgracia.
22:24Não podíamos fazer de outra forma.
22:27É muito mais que isso.
22:30Nunca esquecer-le que o senhor...
22:32...ha costeado o entierro de meu filho.
22:35Que acudiu a dar-me o pésame.
22:37E, ademais, vindo a mostrar-me o seu respeito no relatorio.
22:41Também queria agradecer-le...
22:44... as facilidades para descansar que me deu nestes dias tão tristes.
22:49Mas já me encontro melhor.
22:52O que intento dizer-le é que não há prisa.
22:55Tome-se o tempo que você crea conveniente.
22:58E se necessita qualquer coisa, hágame-lo saber.
23:01Volver ao trabalho é o que preciso.
23:03Tener a mente ocupada, sentir-me útil.
23:09Compreendo.
23:10Se isso lhe vai ajudar, não seré eu quem lhe impida volver a seu puesto.
23:14Obrigado, senhor.
23:15Não, somos nós os que temos que estar agradecidos.
23:20A valentia de seu filho evitou uma desgraça maior.
23:24Quem sabe quantas pessoas mais habriam morto se ele não se chega a interponer.
23:34Sinto muito o falecimento do seu filho.
23:48Com seu permiso, senhor.
24:38Senhorita Martín.
24:41Agora que, por desgracia, hayamos dado sepultura a Santos Péicer, podemos ocuparnos de você.
24:48O disse como se me fueran a enterrar a mim também, senhor Ballesteros.
24:52Não acho que falta chegar a tanto, a verdade.
24:56O sucedido nesses últimos dias é inaceptável.
25:02Não sei a que se refere.
25:03Não se preocupe, eu se o conto.
25:06Hemos sabido que o origem da sua disputa com a senhorita Fernández
25:09é nada mais e nada menos que um chantaje que lhe está fazendo o senhor Castejón.
25:14Isso não é verdade.
25:15Um chantaje fundado em mentiras.
25:18E que amenazava por tirar por terra a relação de Carlos Castejón e a senhorita Fernández,
25:23a não ser que Lacayo robara dinheiro a don Manuel para dárselo a você.
25:27Você tem algo que dizer sobre isso?
25:29Eu só lhe disse.
25:30Que não é verdade em absoluto.
25:33Algo mais, Estefanía?
25:34Sim.
25:36Então diga de uma vez o que tens que dizer.
25:41Como se han podido creer esa sarta de mentiras?
25:44Isso é o que tenho que dizer.
25:46E sem dúvida o que se vê.
25:48Que mais dá, não?
25:50Como eu sou a oveja negra do serviço e todos me dan de lado.
25:54Por algo será.
25:56Porque toman partido por María Fernández.
25:59E ela e Carlos não fazem mais que inventarem maldades sobre mim e calumniar-me.
26:04Isto temos sabido por Padre Samuel, não por seus companheiros.
26:07E como compreenderás, a palavra de um sacerdote merece confiança.
26:11Como se os curas não pudesse mentir.
26:14Como qualquer pessoa, não?
26:15Sim, por suposto que podem mentir.
26:17Mas temos bastante claro que neste caso, não é o Padre Samuel que está mentindo.
26:27E já está?
26:29Você disse.
26:30Já está.
26:32Senhorita Martín, desde este momento deixou oficialmente de trabalhar para o serviço da promesa.
26:40Não.
26:43Não pode fazer isso.
26:45Está despedida.
26:50Você não pode despedirme assim, sem mais.
26:53Se equivoca.
26:54Claro que posso.
26:56De hecho, eu acabo de fazer.
27:02Eu reclamo meu direito a dar explicaciones diretamente aos senhores.
27:07Esse direito nem existe.
27:10E, por outra parte, não vou consentir que importune este a os senhores e menos em um momento delicado como
27:15este.
27:15Se entera.
27:16E nada mais que te faz pensar que o senhor Márquez iria a creerte a ti antes que a María
27:21Fernández.
27:23Eu reclamo meu direito a falar diretamente com a senhora Leocadia.
27:27Não com uma, nem com a outra.
27:30Não com a outra.
27:30Acatará sem mais a nossa decisão.
27:33Como jefe de serviço, uma das nossas atribuições é contratar e despedir aos trabalhadores a nosso cargo.
27:40Este é o dinheiro que te pertenece.
27:43Recoge as coisas e marcha de aqui quanto antes.
28:09E este súbito empeño tuyo en jugar al badminton?
28:13Porque me apetecía.
28:15Há muito tempo que não jogava.
28:17Sim, eu também, na verdade.
28:19E, ademais, te confieso que necessitava ocupar minha mente com algo de movimento para variar.
28:23Pois sim, sim, isso se agradece.
28:36Que... que boa notícia o de Curro, não?
28:39Pois sim, desde logo.
28:40Por fim algo venturoso entre tantas desgracias.
28:50Anoche estuve con mi primo Manuel en la habitación de... de la pobre Julieta.
28:56E a verdade é que me impactou ver a mi primo assim.
29:00Manuel está... aterrado.
29:02Pero...
29:03E isso por quê?
29:05Porque a herida de Julieta e... e...
29:08a evolução que está tenendo são um calco do que aconteceu a Hala.
29:13Não, claro.
29:14Claro, é certo que os casos se parecen bastante.
29:16São praticamente idênticos.
29:18Vamos, quitando que Julieta não está embarazada que nós sepamos,
29:21é como um...
29:23um perverso capricho do destino.
29:26Pois sim.
29:27Pobre Manuel.
29:28Que lástima.
29:36Que...
29:36Que has dito?
29:38Não sei que dito que... que me dá lástima, Manuel.
29:43Claro.
29:45E...
29:45E...
29:45E... eso não é malo.
29:47Pois não.
29:48Claro que não.
29:49Martina, como queres que me sienta?
29:50Venga.
29:51Saca.
29:54E é que, ao final, Manuel está revivendo...
29:56Pois...
29:56A tragedia da morte da sua esposa.
29:57Do amor da sua vida por culpa de...
29:59De esta desgracia que está vivendo...
30:01A mulher de seu primo Ciro.
30:03Creo que...
30:03Que lo...
30:04Lo impropio, lo malo seria que me alegrara por ello, não?
30:07Claro.
30:08Si, si.
30:09É que...
30:10Al final...
30:11No sé.
30:12Si un ser cercano sufre una desgracia, lo lógico es sentir lástima.
30:16O así me sinto yo, por lo menos. Vamos, no sé si estoy diciendo algo malo.
30:18No, no, no estás diciendo nada malo.
30:20Solo que...
30:21Esto me ha recordado el momento en el que Adriano se enfadó conmigo porque me escuchó decirte que...
30:26Me daba pena.
30:28Pero vamos, que tú tienes toda la razón del mundo. Porque sentir pena no es...
30:32Nada malo.
30:33Es...
30:35Lo natural, en estos casos.
30:37Sí, claro que sí. Tú no le des más vueltas, que ya se le pasará.
30:44¿Lo pedimos?
31:06¿Qué es lo que te pasa?
31:10Pues que el señor Ballesteros y yo acabamos de despedir a Estefanía.
31:14Bueno, no creo que a nadie lo sorprenda, ¿no?
31:16Ya todos saben que...
31:18Que ha intentado chantajear a Carlos.
31:21Lo sé.
31:23Pero sabe perfectamente que...
31:25Es desagradable despedir a alguien.
31:29Bueno, depende de quién tengas delante.
31:31A mí no me costaría mucho despedir a Estefanía.
31:34No sé, esa...
31:35Esa muchacha es...
31:36Sí, esa muchacha se las trae.
31:38Sí.
31:40La verdad que me cuesta entender que en el mundo haya gente tan retorcida.
31:47Sí, a mí también.
31:47No lo entiendo por más vueltas que le doy.
31:51Así que...
31:51De esa gente como esa, mucho mejor.
31:54Le gusta.
32:00Supongo que estará contenta por Curro, ¿no?
32:05Sí.
32:07No solo van a devolverle...
32:12El título de su abuelo, sino que...
32:15Además le van a dar uno propio.
32:16Y nada menos que un condado.
32:22Dice que está contenta, pero sin embargo no lo parece.
32:25Sí, sí que lo estoy, Teresa. Sí que lo estoy.
32:27La verdad que sí.
32:30Solo que me gustaría más que...
32:33Que la carta que escribí para él no la tuviese el señor Ballesteros.
32:36Que si no es en su despacho, ¿dónde la esconde Teresa?
32:41Que me miras así ahora.
32:52La carta...
32:53Esta es la que se quedó el señor Ballesteros, ¿no?
32:55Sí.
32:56Gracias a Dios, está cerrada.
32:59¿Pero cómo has conseguido que te la dé?
33:01No, no lo conseguí.
33:03¡Ay, madre!
33:04Yo insistí en reclamársela, pero él se no va a dármela.
33:08Así que se la has robado.
33:10Por Dios, señora Darri, ¿qué cosas tiene?
33:13¿Pero entonces?
33:15Él fue quien la robó.
33:17Yo lo único que he hecho ha sido justicia.
33:19Vamos, que se la has robado.
33:21Usted me pidió ayuda.
33:23Y yo he recuperado esa carta.
33:25Tal y como le he dicho, el señor Ballesteros no tenía derecho a quedársela.
33:31Teresa, y ya, ya por curiosidad, ¿dónde la escondía con tanto celo?
33:36Pues la tenía guardada en su cuaderno de trabajo. Por eso no la vimos cuando entramos a su despacho.
33:41Ya. Pero cuando lo descubra, ¿qué es lo que vamos a hacer?
33:45Usted nada.
33:47Yo asumiré la responsabilidad, puesto que fui yo quien será tú.
33:52Teresa, esto es muy complicado.
33:54Ya lo sé.
33:55Y cuando llegue el momento veré qué hago.
33:57Pero ahora mismo lo importante es que usted ha recuperado esa carta.
34:00Que nunca debió caer en manos del señor Ballesteros.
34:04Así que procure que eso no vuelva a ocurrir.
34:08Gracias.
34:21Me alegro de verle trabajando de nuevo, señor Ballesteros.
34:25Es lo que necesitaba para tener la mente ocupada.
34:29Aunque no puedo evitar que la cabeza se me vaya donde no quiero.
34:33Sí.
34:34A mí también me pasa.
34:37Sin que yo quiera comparar mi dolor con el suyo, claro.
34:45Usted perdió a su único hijo.
34:48Si alguien en esta casa se puede meter en mi piel es usted, señora Arcos.
35:02Por cierto, acabo de cruzarme con Vera y...
35:07La pobre muchacha está desolada.
35:11Porque a la culpa que ella misma siente se le suma la que le echan los demás.
35:16Y no sé si usted está entendiendo lo que le digo, señor Ballesteros.
35:20Entiendo que se refiere a la conversación que mantuve con el Marqués y con ella esta mañana.
35:24Exactamente.
35:25Fue lo que fue.
35:30Sí.
35:31Vera ya me ha contado cómo fue.
35:35Y sentir su rechazo le ha hecho mucho daño, señor Ballesteros.
35:40Yo creo que es injusto.
35:43Además, usted no es así.
35:47A mí no se me escapa que Vera lo pasó mal esta mañana.
35:51Vera no le importa.
35:52No es eso.
35:54Es que la realidad, por mucho que se maquille, es que ella es la culpable de la muerte de mi
36:00hijo.
36:03Ella decidió esconderse en la promesa.
36:06Ella decidió quedarse aquí cuando su padre se la quiso llevar.
36:12Lo hizo porque sabía que eso la condenaría a una muerte segura, señor Ballesteros.
36:15Que la única muerte segura ha sido la de Santos.
36:20Vera nos ha expuesto a un ser repugnante y violento.
36:26Porque prefirió eso a enfrentarse a ella.
36:29Y ella lo sabía.
36:31Sí, no, no se lleva engaño.
36:33Por eso no fue al velatorio.
36:35Y por eso renunció a despedirse de Santos.
36:37No.
36:39Vera no es la responsable de la muerte de su hijo, señor Ballesteros.
36:41De hecho, la lamenta muchísimo.
36:44Y no solo porque él se cruzara a conciencia en el camino de una bala que era para ella.
36:49A conciencia lo está diciendo usted.
36:51Lo digo porque sé que fue a conciencia.
36:55¿Usted no se ha preguntado por qué su hijo hizo un sacrificio así?
36:58Es que no creo que lo hiciera. Esa es la cosa.
37:00Sí, lo hizo señor Ballesteros.
37:02¿Y sabe por qué?
37:04Porque su hijo cuando llegó aquí se portó muy mal con todos sus compañeros.
37:09Pero él estaba cambiando. Estaba reviniéndose.
37:13Por eso estaba hablando con todos.
37:16Porque se arrepentía de corazón de todo el mal que había hecho.
37:20Especialmente del mal que le había hecho a Vera.
37:24Su hijo fue muy cruel con Vera, señor Ballesteros.
37:27Más de lo que usted se pueda llegar a imaginar.
37:29Lo fue hasta el punto de violentarla.
37:31Hasta el punto de forzar su voluntad con amenazas.
37:36Pero ella aún así lo perdonó.
37:38Fue capaz de hacer borrón y cuenta nueva y lo perdonó, señor Ballesteros.
37:44Si Vera no se despidió de su hijo, si no le mostró a usted sus condolencias es porque la culpa
37:49la estaba matando.
37:52Y lo único que necesitaba es que la crucificasen por ello.
37:58Porque Vera es una víctima más, señor Ballesteros.
38:02Aquí la única víctima ha sido, santo.
38:04Que ya se...
38:12Sé que duele mucho.
38:15Pero no cometa el error de paliar su tristeza echando la culpa a esa pobre muchacha de lo que ocurrió.
38:20Porque ella no tiene la culpa.
38:25Que desee con el amor que todos terminamos teniéndole a su hijo.
38:28Con el buen recuerdo que Santos no secó.
38:34Sé que...
38:36Sé que Santos no querría que usted castigara a Vera por ello.
38:42De hecho, sería lo último que él querría.
39:18¿Qué haces ahí parado? ¿Encima vienes a reírte de mí?
39:23Sólo vengo a despedirme, Estefanía.
39:27¿Despedirte?
39:30No por mucho tiempo, querido.
39:33Si has creído que con esa jugada bastaba para librarte de mí, entonces es que eres más tonto de lo
39:38que pensaba que ellas decían.
39:41Bien.
39:43Pues por la boca muere el pez.
39:46Yo no soy de esas.
39:48Yo cumplo mis amenazas.
40:02Vigila tu espalda.
40:04Porque esto no ha terminado.
40:06Juro por Dios que voy a poner todo de mi parte para hacerte la vida imposible.
40:11Os habéis ganado una enemiga para siempre.
40:13Tú, María y vuestro futuro.
40:15Hijito, hijita, lo que nazca.
40:19Adiós, Carlos.
40:22Hasta la vista.
40:46A ver si ahora no se van a poder decir las verdades.
40:49A la fuerza, Orkan.
40:52Como que por culpa de Vera.
40:54Puede que me quede viudo.
40:55Son los rabotazos de Alonso.
40:57Como si así probara algo.
40:59Pero el marqués es perro ladrador y luego no tiene dientes.
41:07Se dedica a protegerla.
41:10Ha llegado a ofrecerle.
41:11A ella y a su madre, la duquesa de Carril.
41:13Que se queden aquí el tiempo que necesiten.
41:15¿De veras le ha ofrecido eso, hombre?
41:18Mi cuñado empieza a chochear.
41:24¿Se puede saber qué sentido tiene que nos siga poniendo en peligro a todos?
41:29Escucha, el marqués es un blando.
41:31Un blando.
41:32Él lo disfraza de honor y de decencia, pero es blandura.
41:35Y tienes toda la razón en eso de que la duquesita está de marse aquí.
41:39Para lo que me sirve.
41:41Lo que debería hacer es enfrentarse a su papá lo más lejos posible de la promesa.
41:45Sí, pero no creo que usted esté tan enfadado como yo por ese motivo.
41:50No.
41:53Como te podrás figurar, lo mío tiene que ver con el bastardo y su injusta fortuna.
41:58Ha conseguido engañar a la corte no solo para que le restituyan el título, sino para que le concedan un
42:03condado.
42:04Es que Curro no se merece algo así.
42:06Curro no se merece nada en absoluto.
42:09El rey ha cometido un error terrible concediéndole semejante honor.
42:16Y por el camino ha asentado un precedente muy peligroso.
42:21¿Cómo se van a preservar los valores de la nobleza cuando el propio monarca los abarata de esa manera?
42:28Pero la culpa de todo esto la tiene Manuel.
42:33¿Y qué tiene que ver Manuel con todo esto?
42:35Es todo.
42:37Renunció al título de su abuelo materno que le correspondía por sangre para cedérselo a Curro.
42:41Así de generoso es tu primo.
42:47Bueno, si ya me he dado cuenta ya.
42:50Sobre todo cuando tiene que ver con poner en riesgo el dinero de los demás.
42:55¿Te refieres a tu inversión fallida con el duque de Carril?
42:59Inversión en la que no te habías embarcado de no ser por las temerarias ocurrencias de tu primo.
43:04Exacto.
43:05Y al final soy yo el que está sufriendo de más los desmanes del duque de Carril.
43:12Con el permiso de los señores, el doctor Peribeñez acaba de llegar.
43:18Disculpe, capitán.
43:30¿Qué haces ahí parado? ¿No tienen nada que hacer?
43:33Estefanía se acaba de marchar.
43:35Bueno, pues adiós. Muy buenas.
43:38Sus últimas palabras no han sido muy agradables, que digamos.
43:42Ya, me lo imagino.
43:44Yo también la he visto bajar con su maleta y no he querido acercarme a despedirla.
43:48Porque sabía que iba a volver a discutir con ella.
43:50Y no quería pasar ese mal rato.
43:52Como el que debes haber pasado tú.
43:58Ya está, Carlos.
44:01Esa lagarta se ha marchado.
44:03Y ahora nosotros a seguir con nuestra vida, que bastante tenemos con lo que tenemos.
44:07Yo no tengo tan claro que esto haya acabado, María.
44:10¿Por qué dices eso?
44:13Lo sé, porque me da miedo lo que puede hacer esa mujer.
44:15Antes de irse nos ha amenazado.
44:17A nosotros y a nuestro hijo.
44:20No lo hagan ni caso.
44:21Es lo único que le quedaba.
44:23La patareta de quien sabe que ha perdido.
44:28Pues ojalá sea eso.
44:31Pues claro que si tú no te preocupes.
44:33Que todo va a ir bien.
44:34Ahora lo que tenemos que hacer es olvidarnos de esa víbora.
44:37Y centrarnos en nosotros.
44:43María.
44:50Perdóname.
44:52Compliqué las cosas sin ninguna necesidad.
44:58Bueno, también hiciste cosas nobles.
45:00No sucumbiste a sus chantajes.
45:03Y tampoco recurriste a la ayuda de don Manuel para solucionar tus problemas.
45:09Ya.
45:11Supongo que tienes razón.
45:14Era algo que calaron tus brocas del pasado, ¿no?
45:18Gracias.
45:20Gracias por ser tan generosa.
45:24Déjalo.
45:25Te he olvidado.
45:27Y ahora a seguir con la faena, ¿no?
45:29Que no se hace sola.
45:33La trae.
45:52Hola.
45:54Hola.
46:00No pareces sorprendido.
46:04No, venía oliendo tu perfume desde el pasillo.
46:11Vaya, eso...
46:14Significa que pudiendo haberme evitado, no...
46:18No lo has hecho.
46:20Ajá.
46:25¿Y de dónde vienes?
46:28Sí puede saberse.
46:32De estar con los niños jugando un rato en su habitación.
46:36No hace falta que lo jures.
46:38Se nota por cómo llevas el pelo.
46:42¿Qué pasa? Tan mal lo tengo.
46:46Ahora ha sido Rafael la que está jugando con ella.
47:06Yo he estado pensando en lo nuestro y...
47:16Y no quiero que me alejes de ti.
47:20Y no quiero alejarte de mí.
47:25No hable de lo nuestro Martina.
47:27Lo nuestro no existe.
47:29Escúchame, por favor.
47:33Necesito hablar contigo.
47:36Con calma.
47:39Sin rencor.
47:41Sin llorar.
47:48Necesito...
47:50Explicarte lo que siento respecto a ti.
47:54Y respecto a Jacobo.
47:59Por favor.
48:05Eso es un sí.
48:17Es cierto que...
48:21Entre los graves problemas de pareja que tengo con Jacobo...
48:27Estás tú.
48:30Y es cierto que él tenía razón cuando se quejó de que...
48:35Parece...
48:36Que me importas tú más que él.
48:42Lo malo es que cuando me lo dijo yo no...
48:45No supe decirle la verdad.
48:49Sentí que tenía que salir del paso y...
48:52Lo único que se me ocurrió fue decirle que...
48:59Solo...
49:02Siento pena por ti.
49:06Pero no es verdad.
49:08Y claro que...
49:09Que siento pena.
49:11Pero es lo natural porque te ha pasado algo terrible y la pena es...
49:14Lo que sentimos cuando vemos a las personas que queremos sufriendo.
49:17Sufriendo.
49:21Pero no es lo único que siento por ti.
49:27Ni siquiera es...
49:30Lo más fuerte que siento por ti.
49:39Pero lo dijiste.
49:43Lo dije porque tenía que salir del paso.
49:47Y porque me siento culpable.
49:49¿Culpable de qué Martina?
49:51¿Te sientes culpable?
49:52De que si no hubieras trabajado...
49:55Tanto por el refugio igual ahora mismo no estarías así.
49:58Tú eso no lo sabes.
49:59No, no lo sé.
50:00No, no con certeza.
50:05En realidad yo...
50:11Yo solo...
50:12Tengo una certeza sobre ti.
50:20Que te quiero.
50:28Ese es el único sentimiento que no puedo quitarme de encima por más que luche contra él.
50:44No es...
50:46No es pena.
50:53Es amor.
51:01Es amor.
51:30Te quiero.
51:32Te quiero.
51:37Y lo siento muchísimo por Jacobo.
51:40De verdad.
51:43Pero tendrá que entenderlo.
51:52Yo solo soy un ciego.
51:55Que no tiene nada que ofrecerte, Martina.
51:58Me da igual.
51:59No.
51:59Me da igual.
52:01No.
52:01Me da igual.
52:02Me da igual.
52:04Yo quiero estar contigo.
52:10Aunque te quedas el ciego para toda la vida.
52:18Que no es una decisión.
52:24Es una necesidad.
52:26No.
52:32No.
52:51No.
52:54No.
52:56No.
52:56As condições vitales são normales.
52:58Tudo vai bem?
53:00Tudo iria bem...
53:02Se sua mulher estava despertada.
53:04Mas segue dormida.
53:06Su esposa não está dormida.
53:08Sigue em letargo.
53:10Bom, lâmelo como queira.
53:11Mas não está despertada.
53:12Não há indícios irregulares, não há desequilíbrios.
53:17E, sem embargo...
53:18Não se deverá a que você decidiu ir a atender a um criado em vez de operar a minha esposa
53:23de inmediato?
53:24Isso não tem sentido.
53:25E se o tem nunca vai reconhecer.
53:28Seria de agradecer que não falasse por mim.
53:31Há você, então?
53:34Tudo o que sua mulher precisava era limpeza e sutura da herida.
53:38Não tinha a bala dentro.
53:40E afectação aparente de órgãos vitales.
53:43E disse aquilo ao que me obriga a mi juramento hipocrático.
53:46E, uma vez examinada a sua esposa, dediquei meus esforços a quem mais resultou precisá-los.
53:51Isso diz você.
53:53E o refrenda.
53:55Que aquele paciente, por desgracia, tenha muerto.
53:59Não descuidei a minha obrigação.
54:02E obri o melhor que pude.
54:04Outra coisa é que a medicina não seja uma ciência exacta.
54:07Nunca foi.
54:08E não será nunca.
54:11A excusa irrefutável.
54:13A operação foi bem.
54:15E tudo apontava que não havia perigo.
54:16Outra coisa.
54:18Você quer dizer que eu me equivocasse?
54:20Não.
54:21Não quer dizer isso.
54:22Não.
54:23Não.
54:23Não.
54:25Não.
54:25Não.
54:26Não.
54:28Não.
54:29Não.
54:30Não.
54:31Não.
54:32Não.
54:32Não.
54:33Não.
54:34Não.
54:34Não.
54:34Não.
54:39Não.
54:39Não.
54:41Não.
54:42Não.
54:44Não.
54:48Não.
54:49Não.
54:50Não.
54:52Não.
54:53Não.
54:53Não.
54:55Não.
54:57Eu já entroi.
55:01Não.
55:01Não.
55:02Não.
55:06Não.
55:12Eu me vei capaz de aguentar ao capitão.
55:16suas mesquindades e incluso os esproches de Don Ciro.
55:22Incluso acho que posso sobrellevar a angustia de saber que tudo isso
55:25foi provocado por meu pai e porque eu estava aqui, mas...
55:32A mirada do Sr. Pellicer se me clava no meu coração.
55:37Sinto que me odia por o que ele passou a seu filho e...
55:42E o peor é que esse odio é justo, que me lo merezco.
55:47Pero tu que te vai merecer se tu era um águil.
55:51Vera, ten paciencia.
55:54Eu estou segura de que Don Ricardo não te odia.
55:58O que ocorre é que acaba de passar por a maior tragedia que pode sufrir um pai.
56:04Exacto.
56:05E o homem vos habrá reaccionado da pior maneira.
56:08Mas tu tens que ser compreensiva con ele.
56:12E eu entendo doña Canela, mas não cambia nada.
56:16Sei muito bem até onde chega a minha culpa.
56:20Hice mal em aceitar a hospitalidade do Sr. Márquez.
56:23O Sr. fez o melhor para ti.
56:25Já, já o sei.
56:27Mas se não posso voltar para casa com a minha mãe porque minha vida corre peligro,
56:31tenho que irme a outro lugar.
56:35O mais longe possível e quanto antes.
56:37Porque cada dia que passo na promesa estou ponendo em peligro a todo mundo.
56:40Não diga senhora milhares.
56:42Não, não o son, doña Simona.
56:44Sino pregúntele a Julieta.
56:46Ou a Santos.
56:52Também é que há tempo que a promesa deixou de ser meu instinto.
56:56E a nada me ataque.
56:57Mas não sei eu que quer que te diga.
57:00Não.
57:01Não.
57:01Não.
57:02Não.
57:02Não.
57:28Tem que preparar desayuno para dois comensões mais.
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