00:01A caixa de ferramentas ocupou o espaço que antes era do bloco de notas.
00:07Depois de anos trabalhando no jornalismo, Aline Furacão decidiu trocar a redação pelos pequenos reparos domésticos
00:14e encontrou na profissão de marida de aluguel uma oportunidade de empreender.
00:19Há algum tempo já eu vinha pensando em sair da área de jornalismo.
00:25Por conta dos trabalhos de fim de semana, da correria, do jornalismo, mas era algo que estava distante ainda.
00:33Aí eu comecei a fazer alguns cursos e a gente percebeu uma necessidade do mercado, essa falta de mão de
00:38obra.
00:38O que começou como um hobby se transformou em negócio e o atendimento realizado por uma mulher acabou atraindo um
00:46público específico.
00:47Tanto as pessoas que às vezes entram em contato e falam
00:51Nossa, ainda bem que eu te achei, eu me sentia tão desconfortável em ter que chamar um homem para vir
00:56na minha casa
00:57porque eu moro sozinha e daí eu tenho medo de levar alguém que eu não conheço para dentro de casa.
01:02Público LGBTQIA+, também é um público que muitas vezes tem esse medo de levar um homem para dentro de
01:09casa,
01:10muitas vezes de sofrer preconceito dentro da própria casa.
01:13Então assim, é esse nicho, esse público que a gente sempre atende.
01:18A história de Aline acompanha um movimento que cresce em todo o país.
01:23Dados do SEBRAE mostram que a presença feminina em áreas tradicionalmente masculinas vem aumentando.
01:30Na construção civil, por exemplo, as mulheres já representam 16,2% dos empresários no oeste do Paraná.
01:38Aqui é um exemplo de Cascavel, que é aqui na regional oeste, um dos municípios com um número muito grande
01:45de empresas
01:46e que essas mulheres estão nas empresas de construção civil.
01:50Hoje, em torno de 49% dessas empresas são lideradas por mulheres.
01:56Mas eu acho que essa mudança vem muito das nossas capacitações, dos nossos conhecimentos
02:01e de mulheres que vão rompendo essas barreiras e abrindo oportunidades.
02:05Para que a gente também entenda que a gente é muito capaz e que cada vez mais as mulheres podem
02:11estar onde elas quiserem.
02:13Mas além da diferença salarial, as mulheres ainda enfrentam outro desafio, o preconceito.
02:20Já houve situações de preconceito em relação a clientes.
02:24Até pelo fato de eu ser mulher, muitas vezes a esposa me chamou na casa para eu resolver o problema
02:31e o marido chegou e quis dizer que entendia, sabe?
02:36Como se me desmerecesse o meu conhecimento e dissesse, ó, eu sei como é que faz e tal, quisesse me
02:42ensinar.
02:43Então eu passei por dois episódios desses, dois com homens.
02:47Foi bem, assim, eu posso dizer, assim, como é que eu posso dizer, chato, sabe?
02:54Para não dizer outra palavra. Foi bem constrangedor.
02:57Mesmo diante das dificuldades, a Línea acredita que a qualificação é a principal ferramenta para derrubar barreiras.
03:05E dá o recado.
03:07Não existe profissão para homem e mulher.
03:10Então, assim, você tem vontade, procure primeiro se aperfeiçoarizar nisso.
03:15Tem vontade de entrar nessa área da construção civil.
03:18Eu acho que, assim, é uma área que está em ascensão e vai ter muita coisa ainda bacana, assim.
03:23Tem muita gente incentivando as pessoas a entrarem nessa área, porque é uma área que está focando muito profissional.
03:29Vamos lá!
03:39Legenda por Sônia Ruberti
Comentários