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Durante coletiva de imprensa, Mateus Simões comentou os resultados da megaoperação realizada pelas forças de segurança do estado contra organizações criminosas. A ação, que teve como alvo integrantes de facções como o PCC e o CV, resultou na prisão de 32 suspeitos e mobilizou equipes em diversas regiões mineiras.

Imagens: Izabella Caixeta / EM

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#operação #facções #mateussimões

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Transcrição
00:00É a maior operação estruturada da história das polícias de Minas Gerais e é uma operação sem data de término.
00:07Nós vamos continuar na rua pelo tempo que for necessário para garantir que esses espaços sejam retomados e devolvidos à
00:15comunidade.
00:16Nós já tivemos, até esse momento, 46 conduções, dentre elas 4 menores, 38 prisões ratificadas,
00:26uma apreensão de recursos que estão sendo contados ainda, a última vez que a gente olhou tinha sido contado R
00:30$ 27 mil,
00:31por exemplo, que o recurso está sendo contabilizado, 9 armas apreendidas, 26 territórios em 6 municípios diferentes.
00:42Então, nós temos operações em andamento em Belo Horizonte, Juiz de Fora, Uberlândia, Uberaba, Maniuaçu e Teófilo Otônio.
00:49Ainda fizemos operações em 10 unidades prisionais.
00:52Nesse momento, nós já revistamos 914 celos, com apreensão de 53 celulares e 907 unidades de drogas mais variadas.
01:02O objetivo dessa operação, como eu disse, é asfixia física e financeira da presença das organizações criminosas.
01:10Então, nós estamos falando de infiabilizar o funcionamento das adegas.
01:14Cada adega que estiver aberta, para quem não sabe que é a adega, são os pontos de comercialização de bebidas
01:19e outras coisas das facções.
01:23Nós vamos fechar cada uma das adegas.
01:25Se elas forem reabertas, nós vamos atrás da próxima e fechar a próxima.
01:29Com a presença de vigilância sanitária, de receita federal, da polícia, de quem for necessário para garantir que eles não
01:35possam ter atividade comercial dentro dos aglomerados.
01:39Faccionado, criminoso, organização criminosa, não.
01:41Não terá operação financeira lá dentro.
01:43Da mesma forma, os serviços de internet, luz e água vão ser combatidos, os clandestinos, porque eles são conduzidos pelas
01:51organizações.
01:52A presença do poder público vai estar lá para garantir que a água que chegue seja a água da Copasa,
01:58que a energia que chegue seja a energia da SEMIG,
02:00que a internet que chegue seja a internet de uma empresa, que não o crime organizado que opera dentro dessas
02:07comunidades.
02:07Todo o sistema de monitoramento físico e eletrônico feito pelas facções dentro desses territórios vai ser destruído.
02:15Os aviões que ficam observando, as câmeras que estão colocadas, vão ser todas arrancadas.
02:19Vamos continuar retirando qualquer tipo de barreira, inclusive os carros abandonados.
02:24Passamos por alguns hoje, quando estava fazendo fisicamente a revista da operação.
02:28Eu fiz parte da operação, hoje fiz o sobrevoo e depois fiz visita física ao Cabana.
02:33E vamos eliminar qualquer forma de controle de entrada dentro de espaços da comunidade, como andou acontecendo.
02:40Pessoa que tem que ir para entrar, tem que mostrar a carteira, tem que mostrar celular.
02:44Isso é inadmissível.
02:45A polícia que está presente é uma polícia no papel de polícia comunitária.
02:51É uma polícia para ajudar o funcionamento da comunidade.
02:54Eu volto a dizer, essa operação não é uma operação de busca de alvos.
02:57Nós não estamos ali para prender pessoas.
03:00As pessoas que vão ser presas estão sendo buscadas pela polícia civil e vão ser presas.
03:03A presença da polícia militar não é para isso.
03:06É para garantir a segurança das senhoras, dos senhores, dos seus filhos.
03:10É para garantir que o espaço público seja mantido sob o poder da comunidade e nunca sob o controle do
03:19tráfego.
03:19É muito importante que a gente conscientize a comunidade e a sociedade do mal que faz a presença do crime
03:27organizado entre nós.
03:28A remoção das pichações continua sendo uma das nossas atividades contínuas durante esse período.
03:35Porque nós precisamos lembrar as pessoas que ninguém, ninguém tem direito de controlar acesso à sua casa, à sua rua.
03:42Ninguém tem direito de controlar o que você faz ou com quem você fala ou conversa.
03:45A presença do crime organizado é nociva sempre a médio e a longo prazo.
03:51Ainda que no curto prazo possa aparecer alguém individualmente num determinado momento que
03:55Ah, mas foi bom, ele me deu uma cesta básica, ele me deu uma ajuda, ele trouxe o serviço público.
04:00Vem até nós. Nós vamos levar ajuda, nós vamos levar o serviço público, nós vamos levar a ajuda humanitária que
04:05for necessária.
04:05O criminoso não. O criminoso tem que ser preso. E na prisão ele tem que ser isolado.
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