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Um “super El Niño” pode se formar entre o final de 2026 e início de 2027 e, de acordo com as projeções, pode ser o mais intenso dos últimos 140 anos.
De acordo com a National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), o serviço meteorológico dos Estados Unidos, existe uma chance de 82% do fenômeno se formar já no segundo semestre de 2026, com temperaturas das águas subindo cerca de 1,3°C.
Fizemos este vídeo #PraentEnder o que é o “Super El Niño” e qual efeito devastador ele pode ter sobre a população mundial.

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#temperatura #tempo #clima

Roteiro e Apresentação - Jorge Lopes

Imagens - Jorge Lopes/EM
AFP

Coordenação - Rafael Alves

Edição
Jorge Lopes

Categoria

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Notícias
Transcrição
00:00Um superelninho pode se formar entre o fim de 2026 e o início de 2027.
00:05De acordo com as projeções, pode ser o mais intenso dos últimos 140 anos.
00:09De acordo com a National Oceanic and Atmospheric Administration,
00:13o serviço meteorológico dos Estados Unidos,
00:16existe uma chance de 82% de o fenômeno se formar já no segundo semestre de 2026,
00:22com temperaturas das águas subindo cerca de 1,3 graus Celsius.
00:26Fizemos este vídeo para entender o que é o superelninho.
00:30E quais os riscos para a população mundial?
00:35Para início de conversa, vamos entender o que é o elninho.
00:38O elninho é o aquecimento anômalo das águas superficiais na faixa equatorial do Oceano Pacífico.
00:45Essa água que emerge aqui em condições normais, ela é fria.
00:49Quando eu tenho o elninho, e aí a gente não sabe se os alíseos enfraquecem porque a água aquece
00:55ou se a água aquece porque os alíseos enfraquecem.
00:57Mas a gente começa a observar, como eu tenho nessa figura,
01:00surgir águas mais quentes na costa oeste da América do Sul.
01:05Dependendo da intensificação desse aquecimento,
01:08essa circulação, esses ventos, eles enfraquecem e em determinadas situações,
01:11eles até invertem o sentido.
01:13A diferença principal entre o elninho e o superelninho
01:17está na intensidade do aquecimento do oceano, segundo especialistas.
01:20Quando eu tenho um elninho chamado forte, esse aquecimento é tão alto,
01:25se eu tenho mais de 2 graus de aquecimento na água equatorial do Pacífico,
01:30eu posso ter uma inversão na direção do vento.
01:34Agora, independente de ser um elninho fraco ou moderado ou forte,
01:39o que eu vou ter em anos de elninho, quando eu tenho essa água mais aquecida,
01:43que é essa faixa amarela, eu tenho uma inversão desse movimento ascendente e descendente.
01:48Então, onde ele subia, ele passa a descer e onde ele descia, ele passa a subir
01:54e onde ele subia, ele passa a descer.
01:56É uma inversão das células.
01:58A gente chama de elninho fraco a moderado de zero,
02:01quando o aquecimento é de zero a 1,5 grau.
02:05A partir de 2 graus, ele é considerado forte.
02:09Um fortíssimo vai ser mais de 3 graus.
02:12E aí, se eu tenho um evento muito forte, se eu tenho um elninho muito forte,
02:16eu vou ter não só enfraquecimento dos alíseos, eu vou ter a inversão dos ventos.
02:22E aí, eu posso potencializar os impactos.
02:25Em relação ao calor, eu posso ter um calor mais forte,
02:27eu posso ter uma seca severa no norte, se aqui eu não tiver as águas acima do normal,
02:34eu posso ter muita chuva no sul.
02:36Então, são um dos impactos que nós teríamos aqui.
02:39E eu posso ter um atraso no início da nossa estação chuvosa.
02:43Agora que já sabemos as diferenças, vamos voltar um pouco no tempo
02:47e entender os graves impactos provocados pelo último superiome.
02:51Em 1877 e 1878, esse fenômeno desencadeou graves crises de falta de alimentos em todo o mundo.
03:00Na época, as temperaturas das águas subiram em média 2,8 graus Celsius.
03:05Devido ao aquecimento anômalo das águas do Oceano Pacífico Equatorial,
03:10o fenômeno alterou os padrões de chuva em escala global.
03:14Entre os impactos das anomalias climáticas durante 1877 e 1878,
03:21estava a seca intensa e prolongada em muitas regiões do mundo,
03:24principalmente na América do Sul, Índia e África.
03:27Cerca de 15 a 25 milhões de pessoas, principalmente camponeses e moradores de áreas rurais,
03:34foram afetados pela seca.
03:36Além disso, estima-se a morte de 50 milhões de pessoas por conta da fome.
03:40No Brasil, os impactos da seca no Nordeste foram devastadores.
03:45Após a quebra da safra em 1877,
03:48a ameaça de fome forçou migrações em massa, que despovoaram o sertão.
03:52Cerca de 2 milhões de pessoas migraram para as cidades litorâneas.
03:57Estima-se que cerca de 200 a 500 mil pessoas morreram pela seca do superalminho no país.
04:04Se realmente ele for fortíssimo, a gente vai ter problemas.
04:08Mas o impacto, eu imagino que não seja tão drástico quanto nos anos de 1800.
04:14A tecnologia avançou muito.
04:16Em termos de sociedade, nós evoluímos muito.
04:20Hoje, no dia a dia, em caso de eventos extremos,
04:24a Defesa Civil Nacional já dá amparo para as defesas civis do Estado.
04:28A gente tem problemas todo ano com chuva em todos os lugares, basicamente, do país.
04:33Em termos de seca, a gente teve problemas aqui no Sudeste,
04:37entre 2014 e 2015, que teve uma seca severa.
04:41Então, a gente pode ter problema de abastecimento.
04:45Mas eu não acredito que o efeito, teremos perda sim, mas eu acho que não seja tão catastrófico quanto em
04:531800.
04:54A gente não tinha conhecimento, a gente não tinha tecnologia e fenômenos da natureza sim.
04:59Primeiro você sofre com eles e aí você se prepara e aprende a lidar.
05:04Então, eu acredito que hoje a gente tenha uma capacidade melhor de redução dos efeitos para a população como um
05:14todo.
05:15No Brasil, os possíveis impactos de um super reunião em 2026 são preocupantes.
05:20O país pode sofrer com enchentes na região sul,
05:24além de uma seca muito grande e falta de chuva nas regiões norte e nordeste.
05:28Sem contar com as ondas de calor cada vez mais frequentes e irregularidades das precipitações
05:34nas regiões sudeste e centro-oeste.
05:37Na agricultura, as mudanças nas chuvas podem afetar o plantio e reduzir a produtividade das lavouras.
05:43O setor de energia pode ser afetado com a falta de abastecimento das hidrelétricas.
05:48Pode afetar a qualidade do ar, visto que a combinação seca e calor pode causar incêndios florestais mais frequentes.
05:55Além disso, a temperatura elevada favorece a procriação de aranhas, escorpiões e mosquitos causadores da dengue, zika e chikungunya.
06:05A expectativa é que o ninho se configure entre junho e julho.
06:10Então, isso ainda vai acontecer.
06:12E existe um período de resposta.
06:15Então, se ele acontecer em junho e julho, a gente vai começar a sentir os impactos na primavera.
06:20Então, a tendência é que a gente venha a ter uma primavera mais quente que o normal, com uma recorrência
06:26maior de ondas de calor e a gente pode ter o atraso na estação chuvosa.
06:30Não precisa ter medo.
06:32A gente não sabe que intensidade ele vai ter.
06:35Os modelos de projeção, os modelos oceânicos de previsão, são modelos, é previsão.
06:43Então, a gente primeiro precisa, tem que estar preparado para um respaldo, mas a população em si fica tranquila, vamos
06:50esperar o evento se firmar para a gente poder atuar.
06:54Então, não precisa ter medo.
06:56E a gente está, as autoridades estão tomando as medidas para se preparar para isso.
07:02É um fenômeno da natureza, então não tem como impedir.
07:06Mas tem sim, tem como se preparar.
07:08Então, já começar em caso das plantações, que eu acho que quem sofre mais com isso é a agricultura, no
07:17caso a produção de alimentos principalmente,
07:20é as pessoas já começarem a pensar antecipadamente em irrigação, em sementes mais fortes,
07:31mas que agora já tem trabalhado muito isso, para aguentar esse calor forte.
07:38Agora, em termos de água, onde a gente estiver seca, só com irrigação mesmo, se tiver.
07:43Em nosso site você encontra mais informações sobre o Super El Ninho.
07:48Eu vou deixar o link de uma matéria relacionada aqui embaixo.
07:50Para mais vídeos como este, acesse a página do Pra Entender no site do EM, no YouTube e no Dailymotion.
07:57Até mais!
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