00:00Oi, pessoal do Terra! A gente tá aqui divulgando o nosso filme Love Kills e a gente espera muito que
00:05vocês vão ao cinema.
00:06A primeira semana é muito importante, né? Então, vão ao cinema, assistam!
00:11Venha, venha se divertir, venha conhecer e venha também sentir a emoção desses personagens. Vamos nos cinemas ver juntos.
00:18O filme, ele é uma história de amor, né? É uma história de amor tanto do seu personagem com o
00:25personagem da Thaís.
00:26O meu personagem também é um amor não correspondido, então ele atravessa séculos tentando resolver o toco que ele levou
00:35há 700 anos atrás.
00:37Então, acho que esses personagens estão na procura de preencher esse vazio.
00:42Os outros vampiros também são personagens que querem sair dessa sina da vida eterna.
00:48Eles querem voltar a ser mortais, né?
00:52Então, acho que todos estão em busca de algo que está incompleto dentro de si, né?
00:57Então, acho que é muito... Enfim, é um filme romântico. É de terror, mas era romântico.
01:03Sobre a coragem de você ser você mesma.
01:06O vampiro, ele é sempre um proxy, né? Ele é uma metáfora para o exilado.
01:10O imigrante, a pessoa preta, o indígena, trans e por aí afora.
01:15E, de certa maneira, o filme celebra a possibilidade de você ser você mesma.
01:20De você exercer e se expressar com uma verdade que é só tua.
01:24Botando esses vampiros como pessoas outsiders da sociedade, sabe?
01:30Pessoas trans, pessoas que estão morando na rua, pessoas que têm os seus vícios.
01:36Então, os vampiros, eles flertam um pouco com esse lugar, com esse nicho da sociedade.
01:41E ela mostra que tem amor ali também, sabe?
01:43Eu acho que a mensagem é essa.
01:45Que tem vários tipos de amor.
01:48E que o amor não saudável pode matar.
01:52O centro de São Paulo, ele é muito mágico, assim, né?
01:54Quem conhece ele a fundo é uma mistura de gente muito diferente.
01:58Ora em conflito, ora em harmonia.
02:00Tem um pouco de tudo naquele lugar.
02:02E uma coisa curiosa, assim, que a gente foi para o centro de São Paulo
02:05para fazer um filme de fantasia.
02:07Para fazer, digamos, uma Gotham City da América Latina, né?
02:10E já estava pronto.
02:12Sabe, foi uma surpresa, assim, a gente perceber que talvez seja São Paulo
02:15ser a cidade mais Gotham City, até mais do que Nova York.
02:18Faltou só aparecer vampiros de verdade ali em algum lugar, sabe?
02:21Mas é ao mesmo tempo apaixonante, né?
02:24O centro de São Paulo, ele tem uma verdade.
02:27O centro de São Paulo carrega uma autenticidade.
02:30E eu acho que é isso que imprime tanto na tela.
02:32Imagina, a gente está no centro de São Paulo todo dia,
02:36numa região bastante violenta, movimentada, que é o centrão da cidade.
02:42E é tão bom porque foram lugares que a gente visitou ali
02:45que eu talvez nunca fosse, se eu fosse sozinho, assim,
02:48ah, vou ali, vou ali debaixo da ponte Santa Efigênia,
02:50dá uma volta, três horas da manhã.
02:53Não.
02:54Mas tinha, claro, que segurança sempre com a gente,
02:56mas, nossa, várias, várias tretas, assim, com morador de rua,
03:01que não queria que gravasse ali, tacava pedra.
03:04E aí a galera da segurança teve que ter um trabalhinho aí alguns dias, assim.
03:08Eu gosto muito das cenas de luta, porque, assim, como o Yuri também,
03:12eu me joguei muito.
03:13Teve alguns momentos que eu falei, não, não precisa de dublê, eu faço.
03:16Obviamente a gente pensava em segurança, claro.
03:19As cenas de luta, mas principalmente a cena do hospital,
03:22que é aquela cena de luta do final, aquelas escadarias.
03:26Teve uma dificuldade, mas também um prazer de fazer aquilo.
03:29Foi muito divertido.
03:30Uma produção gringa, se a gente fosse fazer uma cena de luta,
03:33tem algumas cenas de luta lá, eles iam fazer duas semanas essa cena,
03:36porque são coreografias difíceis, com cordas sendo puxado pra cima,
03:40um voando na parede, outro voando no carro.
03:43E a gente fazia tudo isso numa diária só, tipo assim,
03:46uma coisa difícil de fazer.
03:47A gente ficava ensaiando antes, com gente puxando a gente de corda,
03:50um voando pra lá, e como que vai ser a luta.
03:53E a galera fez de modo surreal, de guerrilha, assim,
03:57numa noite só, fazendo umas cenas enormes.
04:00Foi muito divertido.
04:02Muito divertido.
04:03E nisso é muito massa, né?
04:05A gente vê que a gente consegue, né?
04:07Que o cinema, que a estrutura que a gente tem,
04:10apesar de, às vezes, o orçamento não estar à altura do que é mostrado na tela, né?
04:18Enfim, que se faz milagre, porque é muito, muito, o resultado ficou muito legal.
04:24Tem muitos talentos aqui, né?
04:26Nosso filme, por exemplo, ganhou som no Festival do Rio.
04:32E eu acho que o que falta também é investimento.
04:35Porque se a gente tem mais investimentos, isso a gente garante mais tempo.
04:39E filme de gênero, ele precisa de tempo pra a gente conseguir fazer ainda melhor as coreografias,
04:46as atuações, enfim, tudo, assim.
04:47Então eu acho que a gente precisa de mais investimentos,
04:51pessoas investindo mais em filme de gênero.
04:53Porque talento tem, tem muita gente boa no mercado pra fazer.
04:56Sim, é verdade.
04:57O brasileiro e o artista brasileiro tem condições de fazer.
05:02Eu acho que é questão mesmo de recursos e estrutura pra que isso possa se realizar.
05:06E esse filme nosso, por exemplo, tava em Cities,
05:09que é um festival talvez o mais respeitado do mundo pra filmes de fantasia.
05:12Então você vê, é a gente conseguindo levar o Brasil pra lugares diferentes, né?
05:17E estabelecer uma marca nossa, mundo afora.
05:19Entendi.
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