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  • há 10 horas
Pesquisadores descobriram que o vírus Sabiá, altamente perigoso e raro no Brasil, sofreu mutações genéticas que o tornaram indetectável por exames antigos. Responsável por uma síndrome hemorrágica e neurológica aguda, o patógeno hoje tem apenas 89% de semelhança com a versão dos anos 90. Cientistas criaram um novo método de diagnóstico para rastrear o vírus, que pode estar circulando em silêncio.

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📽️ Amanda Feitoza/CB/DA Press

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Transcrição
00:00Um vírus que circula no Brasil há mais de 140 anos conseguiu se tornar invisível.
00:06Pesquisadores descobriram que o vírus Sabiá, considerado raro e altamente perigoso,
00:12sofreu mutações genéticas ao longo do tempo.
00:15E isso fez com que os exames antigos deixassem de identificar o patógeno.
00:21O vírus é responsável por uma síndrome hemorrágica e neurológica aguda.
00:26Desde 1990, quatro casos fatais foram registrados em São Paulo.
00:31Segundo o estudo, as cepas mais recentes têm apenas 89% de semelhança com as versões analisadas nos anos 90.
00:40Essas mudanças aconteceram justamente nas regiões reconhecidas pelos testes antigos,
00:46o que pode ter permitido uma circulação silenciosa do vírus no país.
00:50Para identificar as novas variantes, os cientistas usaram uma técnica chamada metagenômica
00:58e conseguiram criar um novo método de diagnóstico.
01:02O manejo do vírus Sabiá é considerado um dos mais perigosos do mundo
01:06e exige nível máximo de biossegurança, estrutura que ainda não existe na América do Sul.
01:13Hoje, a cepativa brasileira é mantida nos Estados Unidos.
01:17Enquanto isso, pesquisadores tentam entender como um vírus que circula há mais de um século
01:23conseguiu mudar a ponto de escapar dos testes da ciência.
01:27Amanda Feitosa, para o Correio Brasiliense.
01:30A CIDADE NO BRASIL
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01:33A CIDADE NO BRASIL
01:35A CIDADE NO BRASIL
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