00:01Eu costumo ser uma pessoa alta astral, vocês sabem disso, mas hoje eu estou aqui com um sentimento de melancolia,
00:08de tristeza, de raiva, porque eu acordei com uma notícia que me deu um choque.
00:12Vocês devem ter visto nos noticiários hoje, do comandante Dato de Oliveira, com quem eu trabalhei durante muitos anos no
00:21Globocópio, um cara fenomenal.
00:23Uma baita história de vida, surfista, foi sequestrado quando era piloto para participar de um resgate de uma penitenciária, de
00:34presos de uma penitenciária.
00:36Escreveu um livro contando as peripécias com os helicópteros, pilotos de avião, um cara alto astral.
00:44A vida do Dato foi ceifada, de forma violenta, agressiva, brutal.
00:52Ontem, durante um assalto, no Butantan, aqui em São Paulo.
00:55Porque quantas mortes violentas eu já noticiei nesses meus 30 anos de carreira, de profissão como jornalista.
01:03Mas é claro que quando a gente conhece a vítima da violência, isso fica ainda pior, porque a gente se
01:09envolve com cada reportagem que faz sobre violência.
01:12Meu desejo é que o Dato encontre um céu azul com poucos ventos, do jeito que ele merece voar, porque
01:20ele sempre gostou de voar, e que nesse último voo dele, ele seja recebido de braços abertos por quem estiver
01:28esperando por ele.
01:29Obrigada.
01:29Obrigada.
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