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  • há 2 dias
serafim anjos
Transcrição
00:01Eu, Manuel Moura Machado, tenho medo do que estas pessoas que estão envolvidas neste caso,
00:08daquilo que possam vir a fazer. Também sei de 2 a 3% dos agentes da autoridade que estão
00:15para o meu lado, mas 97, 98% estão para o lado deles. Muitos. Eu, em brevemente, vou
00:25me entregar perante a justiça. Pois sei que os meus atos têm consequências muito graves.
00:34E a lei tem que ser igual para todos. E sei que a lei não está acima de ninguém. E
00:39ninguém está acima da lei. Estou muito arrependido daquilo que eu fiz. Só estou assim nesta
00:52situação porque tenho muito medo do que possam vir a fazer à minha família, exclusivamente
01:00aos meus filhos. E esclarecendo uma coisa. Minha mãe está ao cuidado. De dois irmãos
01:10meus, doentes, reformados. Dois sobrinhos meus que estão ao encarga dela, menores. Foram
01:23expulsos de casa, escorraçados de casa. Como não se faz a um animal. A um animal. A um
01:40do meu pai que deixou para a minha mãe viver com meus irmãos, tranquilos. E eles fizeram
01:49com que eles saíssem de lá, expulsaram-nos de lá, escorraçaram-nos de lá. E isso não
02:08tem muita coisa que ele diz. E tem muita razão o que diz respeito à segurança nacional
02:16portuguesa. E à justiça. Porque eu fui várias vezes pedir ajuda às autoridades locais, à
02:26PJ, exclusivamente ao Ministério Público, a entrar para dentro do Ministério Público,
02:31dentro do tribunal, a sangrar de cabeça aberta, como está aqui, como podem ver.
02:39Pedir ajuda. O que eles não fizeram e nada foi feito. Nada, nada, nada, nada, nada, nada
02:44foi feito. E quero que reavaliem, principalmente, o Partido Chega, que analise o caso profundamente,
03:00que vai ao fundo, que isto aqui já se arrasta. Há mais de três anos. Mais de três anos,
03:07desde o ano de 2023. Eu sei que não sou inocente, mas também não sou 100% culpado.
03:19Não sou. Porque estamos julgando em imparaça pública, devido ao caso mediático conforme
03:27o que foi. De fugir do tribunal. Nem empurrei ninguém. Não bati a ninguém. Fugi, simplesmente.
03:36Sei que tenho atos que isso aí são consequentes.
03:44Ao passar por isto, muita parvorização, muita autorização, pressão psicológica que
03:53tenho passado ao longo destes anos, de quatro, três, quatro anos.
04:02Porque uma pessoa que tenha família, que tenha família, prefere morrer do que ver a fazer
04:08ameaças, família, ameaças de morte, a molestar, agressões, a violar meus filhos, a minha mãe,
04:20e meus irmãos, principalmente a minha mulher, que se encontra grávida, uma família que estava
04:29unida, agora desunida-se toda. Está tudo, pernas viradas para o avesso. E eu peço, peço que analisem,
04:40isto é, isto é profundo, que vejam como está. E principalmente, eu não fugi do tribunal
04:53para provar, ou para apurar a minha inocência. Que eu não sou 100% inocente, também não sou
05:02100% culpado. Mas sim, fiz isto porquê? Para verem, mesmo realmente, que eles, as pessoas
05:11que estão envolvidas nisto, também são culpadas. Não sou só eu. São, eles são 98% culpados
05:20pelos atos que eu cometi, pelos atos que eu tive, que eu fiz. Mas eu não estou a fugir.
05:25Fugi com medo que fizessem mal à minha família, minha mãe, meus irmãos, meus sobrinhos,
05:33minha mulher, que se encontra grávida, e principalmente aos meus filhos. Por isso é que eu fugi.
05:40E fugi para provar que eles também são culpados. Porque a Justiça da Lei de Pontesores
05:46estava muito incubada. Aquilo não sei, não sei o que é que se passa ali, mas estas pessoas
05:54estão envolvidas tendo ali um grande conhecimento. Tem a manda ali, seja do posto da GNR, sim,
06:04do Pão de Soura. Capitões, sargentos, muita pessoa sabia, Ministério Público sabia, PJ de Évora sabia.
06:14Muitas vezes pedi ajuda ao chefe, inspetor, Lopes Pereira. Muita vez. E nunca ninguém me ajudou.
06:23Nunca. Leveu um tiro. Partiram-me casa. Partiram-me todo o que tinha de eletrodomésticos que eu tinha em casa.
06:34Partiram-me quatro carros. Leveu um tiro. Partiram-me a cabeça em frente ao tribunal.
06:41E ninguém fazia nada. Ninguém, ninguém, ninguém, ninguém, ninguém, ninguém, ninguém, ninguém, ninguém.
06:45Partiram-me.
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