Pular para o playerIr para o conteúdo principal
  • há 11 horas

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:05Música
00:19Vanessa da Mata em Curitiba numa semana que é impossível começar essa entrevista sem falar disso.
00:24Vanessa, você participou do show com o Jonas Brothers, mas ver a sua música ir tão longe quanto você percebeu
00:31no palco ali,
00:33você imaginou que Boa Sorte poderia ir tão longe e atingir pessoas a nível que você sequer imaginava como o
00:39Jonas Brothers?
00:42Olha, dizem que a música Get Luck, que foi a música número um do mundo, foi inspirada em Boa Sorte.
00:50Eu já ouvi a música Boa Sorte no Marrocos, se você vê os números do Ben Harper, a música Boa
00:58Sorte é a música, o dobro da música mais tocada dele.
01:03Então assim, é uma coisa estratosférica mesmo que a música faz, como ela acontece.
01:09Essa música surgiu na minha cabeça, a parte da minha melodia, com milhares de pessoas cantando.
01:17Eu imaginei que ela seria um hit, mas eu não imaginei que seria tão grande um hit.
01:22Então assim, ao mesmo tempo que eu falo para você, eu não imaginava, na minha cabeça ela chegou com milhares
01:29de vozes.
01:30Então, não sei te dizer, às vezes a gente tem revelações naquele momento, você não acredita, mas aquilo acaba acontecendo.
01:39Foi lindo de ouvir, foi lindo de ouvir.
01:43Outra geração, outra galera, totalmente diferente e cantando uma música que é muito atual, na verdade.
01:52Ela é muito atual, talvez por isso também.
02:23Música
02:32Agora falando do show, a gente assistiu o seu show e eu tinha pensado, o show é cheio
02:38de pontos sociais, críticas, tem até um toque espiritual, é uma pergunta dupla, você
02:45tem a sensação de que esse é o seu show mais corajoso e junto disso você consegue
02:51perceber a força do papel, o seu papel social para entregar isso para as pessoas também,
02:56como música, como arte?
02:58Olha, eu faço muito o que eu desejo como mulher, como um feminino ferido que nós somos, não
03:05tem como, a gente vem de um DNA ferido, né, feminino.
03:09Eu faço o que eu preciso fazer, eu geralmente não penso muito no outro, se eu pensar, eu
03:18jamais seria sincera, eu acho, fazendo o que eu acredito, né.
03:43Mas, e quando eu faço isso, eu penso naquela menina que vende água, porque para ela a água
03:48é pior que a fome mesmo, a sede é pior que a fome, quando eu falo de uma mulher que
03:53é, que é Maria sem vergonha, que é assim, é uma necessidade enorme de dizer, escuta,
04:02a gente está vivendo novo século, né, não entrem nessa loucura que é essa desorganização,
04:12essa objetificação feminina, que a gente não precisa mais disso.
04:18Então, são várias nuances dessa minha insatisfação com o mundo também, é minha essa insatisfação.
04:24E o que é bom dela é que ela vem junto com o movimento inteiro, né, de pessoas percebendo
04:30isso e lutando contra isso.
04:32Mas eu não penso muito, eu preciso falar disso por causa da pessoa que vai comprar essa
04:38ideia, é uma insatisfação minha mesmo.
04:58Então, para deixar, finalizar, eu vou deixar você sozinha com a câmera para despedir
05:01dos leitores e deixar recado para Curitiba.
05:03Bom, Curitiba, querida, desde o início, estava dizendo ali no palco agora, no show do Paiol,
05:11eu já tinha a minha direção maravilhosa de Nelsinho Mota com todo mundo, aquele pequeno
05:16teatro, todo tomado pelas palavras e pela delicadeza das canções que eu fazia e que eu entendi
05:24durante tantos anos, eu muito diferente de tudo, dos cabelos a tudo, na minha época não
05:29existia nada do que eu era, então eu era uma figura muito solitária e de repente eu
05:35estava no colo das pessoas, as pessoas no meu colo, eu me senti totalmente acalentada,
05:43acariciada, amparada, muito obrigada pelo carinho de vocês e que bom que a minha música
05:48coube no colo de vocês, na casa de vocês, na intimidade de vocês.
05:53É isso aí.
06:00Música
06:00Música
06:27Música
06:28Música
06:29Música
06:31Música

Recomendado