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NotíciasTranscrição
00:00Cada época tem a sua tecnologia.
00:03No passado era necessário equipamentos muito caros
00:06e um alto investimento para você poder fazer uma produção de nível hollywoodiano.
00:13Hoje em dia, com o avanço das novas tecnologias, o céu é o limite.
00:18E você é capaz de chegar a um nível extraordinário utilizando essas novas tecnologias.
00:25Por isso eu digo, o modo como se faz o cinema e o audiovisual é diferente.
00:32Hoje você não precisa necessariamente de uma câmera,
00:36não precisa de microfones superpotentes
00:40ou de toda uma equipe, um investimento para poder chegar a um nível incrível de qualidade
00:48e poder colocar suas ideias em prática.
00:52Por isso que eu digo a frase, uma engenharia na cabeça e uma inteligência na mão,
00:59você pode fazer um trabalho de nível hollywoodiano.
01:04Falando sobre Apucarana, Cidade Oculta,
01:07ele envolveu uma ampla pesquisa sobre a cidade de Apucarana.
01:11Eu demorei aproximadamente três anos, seguindo três etapas.
01:15A primeira foi a pesquisa.
01:17Tive acesso a três livros, que foi Apucarana, Nossa Terra,
01:22que foi escrito pelo pioneiro José de Oliveira Rosa.
01:26Há uma história das ruas de Apucarana, escrito pelo jornalista Fernando Klein.
01:31Tive acesso ao livro Vivo Apucarana,
01:34que, celebrando o cinquentenário da cidade,
01:37só que antes desse livro existir,
01:40já existia um livro que ele comemorava as bodas de prata do município,
01:45os 25 anos, que, inclusive, o meu avô,
01:48o Sem Salomão, quem eu levo o nome,
01:51ajudou a produzir esse livro.
01:54O primeiro passo foi trazer essa ampla pesquisa sobre Apucarana
01:58e, principalmente, conversar com os parentes dos pioneiros,
02:02as pessoas que ajudaram a construir a cidade.
02:06Conversei muito com a Sarita Bresolim,
02:09que é a irmã da Thalita Bresolim.
02:11Então, ela me passou informações muito valiosas e importantes
02:15para poder desenvolver esses personagens.
02:17Mas eu queria, literalmente, mostrar a alma da pessoa,
02:21a alma desse personagem histórico,
02:24o que ele, de fato, pensava, quem que era ele.
02:28Então, essas conversas foram fundamentais
02:30para cruzar as informações e trazer uma veracidade
02:34de quem eram essas pessoas,
02:36de como elas se comportavam, como elas agiam.
02:39Eu tive acesso, principalmente, ao diário do meu avô.
02:44Ele escrevia apunho.
02:46E ele tinha, eu acho que,
02:49uma coisa já muito instintiva dele próprio
02:52de documentar fatos da vida dele.
02:57E esses fatos pessoais,
02:59eles se misturaram com fatos históricos da cidade.
03:05Nesse diário que eu tive acesso,
03:06ele relatou quando a caixa d'água caiu,
03:10diversos fatos históricos,
03:13até de cunho estadual e até nacional também.
03:16Então, ele foi uma testemunha ocular de tudo isso.
03:20E eu não quis apenas replicar o que ele escrevia.
03:26Eu quis, literalmente,
03:28trazer ele de volta à vida
03:30com o auxílio dessa tecnologia.
03:33Consegui transcrever todos os diários
03:36e tive acesso a múltiplas fotos.
03:39E, através dessas fotos,
03:40cruzando com as informações pessoais
03:44e o pensamento verdadeiro dele.
03:47E, principalmente,
03:49faltava um último detalhe,
03:50que era dar a voz a ele.
03:52E a voz dele é, literalmente,
03:55sua própria voz gravada no gravador
03:57da década de 60.
04:00E, na época que ele foi delegado,
04:03ele gravava o depoimento dos presos
04:06e gravava relatos dele,
04:08pessoais, com bom humor,
04:10com a linguagem da época.
04:13E todas essas informações,
04:15eu consegui copilar
04:16e alimentar uma inteligência.
04:18Então, essa inteligência,
04:20ela foi capacitada exclusivamente
04:23para recriar
04:24como que o meu avô era
04:27naquela época.
04:28O jeito que ele falava,
04:29o jeito que ele pensava,
04:31o jeito que ele se comportava,
04:33a visão dele do mundo.
04:35E tudo isso foi trazido à vida
04:39usando essas ferramentas sofisticadas
04:42de inteligência.
04:49Eu tive muito cuidado
04:51na questão das fotos da cidade.
04:56Eu queria trazer
05:01a Pucarana verdadeira do passado.
05:04Então, o filme foi focado
05:05na época de ouro da cidade,
05:08do início até o início dos anos 70,
05:12aproximadamente.
05:14Então, a cidade teve essas fases
05:16e essas figuras históricas
05:18que viveram
05:19e tinham um pensamento
05:20próprio da época.
05:22Então, foi muito importante
05:24retratar o processo de construção
05:26da catedral através das fotos,
05:30a parte histórica como a caixa d'água,
05:32recriar com riqueza de detalhes,
05:35ela desabando.
05:37E a reação das pessoas,
05:39como é que foi isso aí?
05:40Que muitas pessoas
05:41relataram, inundou as casas,
05:43teve algumas inundações.
05:46Homenageamos também, em vida,
05:48principalmente,
05:50o radialista Antônio Penabel.
05:54E ele próprio gravou,
05:56especialmente para o filme,
05:57sua locução,
05:58o jeito que ele fala na rádio,
06:00que deu vida ao seu personagem.
06:02Ele é retratado ali
06:05na extinta
06:06rádio difusor FM da cidade,
06:09que funcionava ali
06:10no redondo.
06:11Existe ainda esse prédio,
06:12que é o edifício Reis.
06:15Então, através dessas fotos
06:16e com essa tecnologia de ponta,
06:19a gente conseguiu trazer de volta
06:20como é que era a rádio naquela época,
06:22na sua exata localização.
06:24e fizemos muitas homenagens
06:27aos pioneiros,
06:28principalmente a Thalita Bresolim,
06:30que vale destacar.
06:32A gente conseguiu recriar
06:33o passo a passo da sua vida,
06:35como é que ela era.
06:40Toda a passagem da vida dela
06:42até culminar
06:43no seu fatídico acidente
06:46que tirou a sua vida.
06:48Então, precisamos reconstituir
06:51a estrada,
06:52que de acordo com as pesquisas
06:54já era asfaltada,
06:55que ligava para o Carano ali
06:57a Vila Reis,
07:02e reconstituímos o jipe,
07:04como é que ela estava.
07:06Então, esses detalhes
07:07que forneceram,
07:08quem que estava com ela no carro?
07:10Então, as informações trouxeram
07:12que era um carro
07:13que tinha muitas pessoas juntas ali,
07:15que eram as moças
07:16que faziam as caridades ali.
07:18E ela estava,
07:19ela ia sentar ali
07:21num ponto,
07:23ela ia sentar
07:25numa parte ali do carro
07:27e acabou, de última hora,
07:28mudando o lugar do assento.
07:30O que, infelizmente,
07:32acabou culminando
07:33no seu acidente,
07:34que ela caiu,
07:35bateu a cabeça,
07:36foi projetada para fora
07:37do jipe
07:39e bateu a cabeça.
07:40Isso que, infelizmente,
07:42tirou a vida dela.
07:44Uma das pessoas homenageadas
07:45também é o pioneiro
07:47Pedro Preto,
07:48que teve uma grande importância
07:50aí no desenvolvimento da cidade.
07:52Ele chegou em 1948,
07:55foi um dos fundadores da Soprap.
07:57Então, ele teve
07:58uma parte histórica
08:01e uma parte pessoal, né?
08:04É muito presente na cidade, né?
08:07Então, o nome dele está presente
08:10no DNA da cidade.
08:11Então, a gente procurou, assim,
08:13retratar de forma
08:15bastante crível
08:16e trazemos
08:18a história do Ferramula.
08:21Ferramula é uma instituição
08:22que ela é reconhecida
08:24em todo o Brasil, né?
08:25Ela é uma sala de visitas
08:27de Apucarana.
08:28As pessoas que vêm de fora,
08:30elas chegam até o Ferramula
08:32e comem a costela
08:34e se impressionam muito, né?
08:36Com a qualidade
08:37e com toda a história
08:39do Ferramula.
08:40Então, a gente procurou
08:41retratar, assim,
08:42com muito bom humor
08:44o ritual do Ferramula,
08:46como é que era, né?
08:47Que pregava uma ferradura
08:49na sola do sapato
08:51e tinha a imagem
08:53da mula ali.
08:54Então, o filme,
08:56ele traz a história,
08:58mas também ele traz
08:59um pouco de humor também
09:00dentro das situações.
09:02Então, a gente faz
09:03essa homenagem
09:03ao Pedro Preto
09:04e traz toda a história dele
09:07até os últimos anos ali.
09:09Como é que foi, né?
09:11Por que que é chamado
09:12Cidade Oculta?
09:15Cidade Oculta
09:16não é um cunho
09:19espiritual ou místico,
09:20mas sim
09:21é um trabalho
09:23principalmente de observação.
09:25A gente,
09:26na coeriria do dia a dia,
09:28a gente passa
09:29múltiplas vezes,
09:30várias vezes,
09:31pelo mesmo lugar,
09:32as ruas.
09:33é um ambiente
09:34que é familiar
09:35para a gente,
09:36a gente conhece
09:37tudo ao nosso redor,
09:38mas a gente nunca
09:39parou para observar
09:41os detalhes
09:42e o que que
09:42cada coisa representa.
09:44Então, o filme,
09:45ele, pum,
09:47desperta a pessoa, né?
09:48Fala, ó,
09:48presta atenção
09:49naquilo ali,
09:50o que que aquilo ali conta?
09:53Uma das coisas
09:54que vale destacar
09:56é a biblioteca pública.
09:59Fiz um trabalho
10:00de observação.
10:01que eu fiquei observando
10:02e eu descobri
10:03que a biblioteca,
10:06a arquitetura dela
10:08é um livro aberto.
10:10É um livro
10:11como esse aqui,
10:12um livro aberto.
10:18De um lado
10:19e de outro.
10:20E tem as esculturas
10:22como se fossem
10:23as figuras,
10:25as ilustrações do livro.
10:26Então,
10:26é uma página aberta
10:27com as ilustrações.
10:28e o telhado
10:29da biblioteca
10:30é um livro
10:31também aberto,
10:31só que virado
10:32para cima.
10:33Então,
10:34isso é um detalhe
10:35muito importante
10:35que eu trago
10:37no Cidade Oculta
10:38e de uma forma
10:39muito lúdica,
10:40muito, assim,
10:41bonita e bem trabalhada.
10:54Para retratar
10:56muitas fases
10:58da cidade,
10:58principalmente
10:59dando ênfase
11:00à fase
11:01que apresenta
11:02como a Pucarana
11:04seria no futuro.
11:06Eu fiz questão
11:07de desenhar
11:08e fazer à mão
11:09e de ter uma criação,
11:11de projetar
11:13lugares conhecidos
11:14de como é que seria
11:16naquela época.
11:17A gente retrata
11:18a Praça da Onça,
11:19a gente retrata
11:20o próprio cinema,
11:22o Cine Teatro Fênix,
11:23a gente retrata
11:24a biblioteca.
11:26Então,
11:27eu elaborei
11:28esses desenhos,
11:32eu elaborei
11:32esses desenhos
11:34e com a ajuda
11:36da inteligência
11:40conseguimos,
11:40assim,
11:41trazer à vida
11:42uma coisa,
11:44assim,
11:44muito bonita
11:45que o público,
11:45assim,
11:46eu acredito
11:47que vai se impressionar
11:49e dar asas
11:51à imaginação
11:52do que que
11:53pode vir aí
11:55pela frente.
11:59Tem uma novidade
12:00nesse filme
12:00que ele
12:01praticamente
12:0290%
12:03foi gravado
12:04não com uma filmadora
12:05como essa,
12:06que eu já usei
12:06em vários filmes,
12:08mas foi usado
12:08um celular,
12:10por incrível
12:11que pareça.
12:12Apesar que os celulares
12:13hoje em dia
12:14eles têm
12:14uma grande qualidade,
12:16né,
12:16é difícil um celular
12:17que não traz
12:18uma qualidade,
12:19mas eu consegui
12:20fazer um trabalho
12:21usando apenas
12:22esse celular,
12:23que é o
12:24Xiaomi 13T Pro,
12:26que ele já traz
12:26alguns recursos
12:27profissionais,
12:28tratamento de imagem,
12:30de iluminação.
12:31Agora,
12:32o ponto,
12:33assim,
12:33fantástico,
12:34eu vou mostrar
12:35para vocês agora
12:36a magia.
12:37Vocês estão ouvindo
12:38o meu áudio,
12:39né,
12:39olha só,
12:39está um áudio
12:40que não está legal.
12:42Agora,
12:43olha a transformação.
12:45Está escutando
12:46agora o meu áudio?
12:48Ele está diferente,
12:48não está?
12:49Está mais encorpado
12:50e tal.
12:51Então,
12:51eu consegui
12:52usar uma ferramenta
12:53para fazer
12:55toda uma
12:56remasterização
12:57e um tratamento
12:58do áudio.
12:59Então,
13:00hoje em dia,
13:00eu já não precisei
13:01mais usar
13:02um microfone
13:02profissional,
13:04um microfone
13:05boom.
13:05Eu usei apenas
13:06o áudio do celular,
13:08gravei os atores
13:09e depois
13:09só fiz um tratamento
13:10de qualidade
13:11e o áudio
13:12ficou encorpado
13:13e profissional.
13:14Antigamente,
13:15a gente usava
13:16um microfone
13:16como esse aqui,
13:17né,
13:18que é o microfone.
13:19Antigamente,
13:19não, né?
13:20Hoje em dia,
13:20até hoje em dia,
13:21a gente usa
13:23microfone desse tipo
13:24que é o direcional,
13:25é um boom,
13:27que ele capta
13:27assim com perfeição
13:28o áudio.
13:29Agora,
13:30nesse filme,
13:34nesse filme,
13:35eu usei
13:36o próprio áudio
13:37do celular.
13:38Esse celular aqui,
13:39simplesinho,
13:40no tripé
13:41e um áudio
13:42de baixa qualidade
13:44se transformou
13:45num áudio
13:46assim de ótima
13:47qualidade
13:47usando esse recurso
13:49de tratamento
13:50de áudio.
13:51É bastante interessante
13:53que a gente
13:55sempre está buscando
13:56a perfeição
13:56no filme,
13:57né?
13:57E às vezes
13:59você gravar
14:00alguma coisa
14:01não ficava legal.
14:02Qual que seria
14:03a lógica?
14:03Você ter que
14:04chamar os atores
14:05de volta,
14:06modificar os ângulos
14:08e de repente
14:08até regravar a cena,
14:09né?
14:09Filmar de outros ângulos
14:11que faltaram,
14:12que não ficaram bons.
14:14Eu não fiz nada
14:15disso no filme.
14:16Eu consegui
14:17através dessa ferramenta
14:20com um simples
14:21print,
14:23uma simples imagem
14:23de um ator
14:24ou do lugar,
14:25conseguir recriar
14:27um novo ângulo
14:28de câmera.
14:29Então,
14:30não precisei ir lá
14:31e ter que filmar
14:32de novo,
14:32ter que filmar
14:33novas cenas.
14:33Eu simplesmente,
14:34com o que já estava pronto,
14:36eu consegui
14:37refazer aquilo,
14:38recriar
14:39e usar
14:40que eu acredito
14:41que muita gente
14:41não vai perceber
14:42que cenas
14:45foram usadas
14:46com o auxílio
14:47da inteligência artificial.
14:49Olhares
14:49e cenas
14:50que a gente
14:51conseguiu chegar
14:52num patamar
14:53muito real,
14:55que é
14:56só um olhar
14:57muito refinado
14:58vai conseguir
14:59observar
14:59que não foi
15:00feito
15:01de forma convencional.
15:04As cenas
15:05que eu conversava,
15:06que eu dialogava
15:07com algum antepassado,
15:09alguma figura
15:09histórica,
15:10eu precisava
15:11dar
15:12uma alma
15:14para esses personagens,
15:15uma vida,
15:15uma interpretação
15:16mais
15:18verdadeira.
15:19Então,
15:20eu mesmo
15:20gravei um vídeo
15:21comigo
15:22falando o texto
15:23que essa
15:24personagem
15:25devia falar.
15:26Então,
15:27chama-se
15:27o vídeo-guia.
15:28Eu fiz um vídeo
15:29que é um guia
15:31e aquela foto
15:33estática,
15:34ela simplesmente
15:35vai copiar
15:36tudo o que eu fiz.
15:37Se eu pisquei,
15:38se eu sorri.
15:41Nossos lascos
15:42nos trouxeram
15:43um ao outro.
15:46Você chegou
15:47até aqui.
15:50Você
15:51venceu.
15:53E no começo,
15:54ao longo
15:56de três anos,
15:57a tecnologia
15:57evoluiu
15:58de forma
16:00impressionante.
16:02e começou
16:03com coisas
16:03que não eram
16:04tão realísticas
16:05e
16:07nos
16:07meses
16:08finais
16:09de refinamento,
16:11de criação
16:11do filme,
16:12eu já tinha
16:14nas minhas mãos
16:16tecnologias
16:17e inteligências
16:17de ponta
16:18que traziam
16:19o máximo
16:20de realidade
16:20possível.
16:21Então,
16:21o filme
16:22foi crescendo
16:23ao longo
16:24do tempo.
16:25Eu,
16:26como diretor,
16:26eu sou um diretor
16:27muito intuitivo.
16:28Eu escrevo
16:29o roteiro,
16:30mas isso
16:30não é lei,
16:31não vai ficar,
16:32não vou bater
16:33o martelo
16:33naquilo.
16:34É uma obra
16:35aberta
16:35e ampla
16:36que eu vou
16:36modificando
16:37ao longo
16:38do tempo
16:38e até
16:39alterando
16:39outras coisas
16:40que já
16:41estavam escritas
16:41e eu
16:42modifiquei
16:43de última hora.
16:44Então,
16:45à medida que a
16:46inteligência artificial
16:46foi avançando,
16:47o filme
16:48também foi
16:48crescendo
16:49junto
16:49e se
16:50refinando
16:51junto
16:51com as
16:52atuais
16:53ferramentas.
16:54Agora,
16:55dia 17 de maio,
16:56o filme
16:56estará
16:57na sua
16:57segunda
16:58sessão
16:58no Cine
16:59Teatro
16:59Fênix
17:00e conto
17:01com vocês
17:03para estarem
17:04lá prestigiando
17:05e se permitirem
17:06essa experiência,
17:07porque a experiência
17:08de ver o filme
17:09no cinema
17:09e assistir o filme
17:11em casa,
17:11no celular,
17:12é totalmente diferente
17:13de você experimentar
17:15no cinema.
17:15O cinema
17:16te amplia
17:17teus sentidos
17:18e eu dou a dica,
17:20esse é um tipo
17:21de filme
17:21que exige
17:23que você
17:24preste atenção,
17:25porque ele
17:26fornece
17:27muitos detalhes,
17:28a cada cena
17:29existe um detalhe,
17:30existe um símbolo,
17:32trabalhei muito
17:33com a geometria
17:33sagrada
17:34no filme também,
17:35formas geométricas
17:37que o próprio símbolo
17:39já dizem
17:39alguma coisa.
17:40Então,
17:40o filme
17:41é ligado
17:42a muitas camadas,
17:44muitas camadas
17:44de conhecimento
17:46do próprio ser humano,
17:48muitas camadas
17:49de autoconhecimento,
17:51conhecimento
17:51e de conhecer
17:53a si mesmo,
17:54de você prestar atenção,
17:56porque o objetivo
17:57da arte
17:58é ser um espelho
17:59da vida.
18:00Então,
18:00você vai estar
18:02assistindo o filme,
18:04mas você vai estar
18:05se vendo ali,
18:05porque ele vai estar
18:06refletindo
18:07seus pensamentos,
18:08suas memórias
18:09e suas vivências
18:10de vida.
18:11Então,
18:11o filme
18:12trabalha
18:12com múltiplas camadas
18:14e então
18:15é interessante
18:17que você
18:18se permita
18:19prestar atenção
18:20nos detalhes,
18:22porque o Cidade Oculta
18:23mostra aquilo
18:24que você não vê
18:26na sua vida cotidiana.
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