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Transcrição
00:00O fenômeno climático El Ninho deve impactar o Paraná no segundo semestre de 2026,
00:06trazendo aumento de chuvas, temporais mais intensos e mudanças no comportamento do inverno em todo o estado.
00:13O alerta foi divulgado pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná
00:17e pela Defesa Civil durante uma apresentação técnica.
00:22Segundo os meteorologistas, o El Ninho é provocado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico
00:28e vão alterar a circulação atmosférica, favorecendo o aumento de umidade e tempestades na região sul.
00:35Isso também tem um lado positivo do El Ninho, que é que vai ter mais chuva que a média histórica
00:39e isso vai favorecer esses dois pontos que eu gostaria de destacar.
00:42Vai ser ao longo do inverno, então ele vai se desenvolver, se configurar ao longo dos próximos dois, três meses,
00:48então até junho, julho nós vamos ter, e aí sim as chuvas vão ficar um pouco mais frequentes.
00:52Então, climatologicamente falando, o inverno é seco, esse ano não vai ser.
00:57Ele também não vai ser frio, como foi ano passado, nós tivemos várias ondas de frio,
01:02foi um inverno até rigoroso em alguns momentos, e a gente não espera, justamente devido à influência desse fenômeno,
01:07que vai transportar mais calor e umidade da região amazônia.
01:10Então, a gente já espera que ao longo do inverno tenhamos mais chuva que o normal,
01:13então não vai ser seco e também um inverno ameno com temperaturas mais elevadas.
01:18Pode, pode acontecer, não tem como descartar, já faz parte da climatologia do inverno,
01:24alguns eventos de dois, três dias com chuvas um pouco mais persistentes,
01:28que pode levar a alguma inundação, algum alagamento, isso pode acontecer.
01:34Em termos de valores, a gente trabalha com um meio grau, um grau acima da média,
01:39então isso já é bastante porque a gente está falando de valores médios,
01:43não estamos falando de um período específico, de uma semana, sim valores médios,
01:47isso já quer dizer que é menos ondas de frio passando pelo Paraná.
01:50E não por dentro dessa possibilidade de configuração?
01:52Hoje a gente pode falar entre um aninho forte e muito forte,
01:55já existem algumas probabilidades relativamente até altas,
01:57de um aninho que está na borda, entre um aninho forte e muito forte,
02:02então os impactos, com certeza nós vamos ter impactos do fenômeno ao longo dos próximos meses,
02:08a primavera é a estação que mais tem influência desse fenômeno,
02:11porque naturalmente já chove muito, as tempestades são bastante severas,
02:15então a gente tendo mais energia na atmosfera,
02:18é natural que tenhamos sistemas meteorológicos mais atuantes ou mais severos ao longo dos próximos meses.
02:24Os ciclones estropicais, que é o que se forma aqui no sul do país,
02:27principalmente ali na costa do Rio Grande do Sul, Norte da Argentina,
02:31podem ser intensificados, às vezes tendo mais essa energia,
02:35eles podem ficar um pouco mais intensos, mas isso nós trabalhamos aí na prisão do tempo,
02:39nós estamos falando aqui de cenários climáticos para os próximos meses,
02:42a tendência é que possamos ter alguns eventos um pouco mais severos,
02:45que levam a tempestades mais severas, a grande incidência de raios,
02:49então quando esses fenômenos estão mais ativos,
02:53pode ter uma grande quantidade de raios, vendaval,
02:56isso faz parte da climatologia, inclusive agora nos próximos meses,
03:00na primavera e verão mais.
03:02Confirmar.
03:02Então, é um nível forte, é muito forte, o impacto no Paraná é precisante em relação ao volume de chuva
03:07e temperaturas mais altas que o normal.
03:10Então, a gente espera que tenhamos, não seja o inverno seco, inverno chuvoso,
03:14primavera também chuvosa, isso é o padrão.
03:17Então, chuvas mais frequentes, mais persistentes, vários dias consecutivos com precipitação,
03:22e associado a isso, às vezes a temperatura também pode ficar mais elevada.
03:26Nos períodos mais secos, a tendência é que tenhamos possibilidade de alguma onda de calor,
03:30ou vários dias consecutivos com temperaturas elevadas.
03:34As madrugadas não serão tão geladas, no verão, por exemplo, o desconforto pode aumentar,
03:40então está mais associado a isso.
03:42Chuva acima da média e temperaturas também, e geralmente acima do comportamento normal.
03:46Em resumo com o cidadão.
03:48Sim, o inverno vai ser amêndo, então a gente não vai ter tanta frequência de,
03:52por exemplo, formação de jados como tivemos essa semana,
03:55e depois, na primavera, verão, o guarda-chuva vai ser essencial,
03:59mas também, como as tempestades são severas, também temos que ter cuidado,
04:03acompanhamento dos alertas emitidos.
04:05Então, o El Ni, quando começar a influenciar, vai ajudar bastante,
04:09porque nós estamos passando por uma seca em alguns pontos do Estado,
04:13como o Norte Pioneiro, Faixa Norte como um todo,
04:16já tem registrado uma seca de mais de um ano.
04:18A tendência é que essa seca vá perdendo força e desapareça, vamos dizer assim,
04:23até o final deste ano ou no máximo início do ano que vem.
04:25E na região oeste, estudoeste, ela se estabeleceu nos últimos dois meses,
04:29a tendência é que já nos próximos meses tenhamos uma recuperação dos níveis dos reservatórios,
04:35a umidade do solo vai melhorar, então com isso nós não vamos mais falar de seca.
04:40Isso, a gente tem observado nos últimos 30 anos que a frequência dos eventos mais severos
04:44estão ficando mais próximos.
04:46Não existe ainda uma conclusão sobre isso,
04:50uma das causas pode ser, tem que ser, ainda está sendo analisada por várias pesquisas,
04:55pode ser o crescimento global.
04:57A atmosfera está mais quente, os oceanos estão mais quentes,
04:59então isso pode acabar contribuindo para que tenhamos eventos mais severos,
05:04no intervalo mais curto.
05:05Isso é um dos pontos que se discute quando nós temos a alteração no clima.
05:11Mas o que a gente observou, pelo menos nesse período, sim,
05:14realmente os eventos mais fortes estão ficando mais frequentes.
05:18Reinaldo, é muito difícil cravar quais regiões do Paraná serão mais impactadas com chuvas?
05:23Todas as regiões vão ter o impacto em algum momento,
05:26mas realmente não é possível, às vezes, cravar, vamos dizer assim,
05:32informar assim, ah, essa região vai ser mais atingida do que a outra.
05:36Os fenômenos meteorológicos, quando estão sob a influência do EUNINS,
05:40podem, fenômenos aqui da região que podem favorecer com que haja,
05:43às vezes, uma chuva um pouco mais significativa,
05:45algum evento um pouco mais crítico,
05:47então todo o estado vai ser impactado.
05:51Estatisticamente falando, as regiões oeste do oeste, metade do sul,
05:54é a que geralmente, olhando a maioria dos EUNINS,
05:57acaba sendo influenciada por um tempo mais chuvoso,
06:02por períodos mais severos, assim como ali, o oeste da Argentina,
06:10o oeste da Catarina, então essa faixa oeste do sul do país,
06:15geralmente é a que é mais impactada.
06:16Bom, nesse momento a gente está acompanhando,
06:18como é que vai ser a evolução do fenômeno.
06:20Já existe um, como tem prisão de chuvas acima da média agora no inverno,
06:25então, de certo modo, é benéfico,
06:27porque a gente está precisando de chuva para o solo ficar úmido.
06:30Então, nesse momento, o início do fenômeno vai ser benéfico,
06:33porque ele vai trazer a umidade que está faltando no solo.
06:37E aí depois nós vamos acompanhar para ver a evolução e os impactos em cada região,
06:42o impacto no tempo, vamos dizer assim.
06:45Então, no primeiro momento ele é benéfico.
06:47O coordenador estadual da Defesa Civil, Fernando Schunin,
06:50afirmou que as cidades historicamente afetadas por alagamentos e desastres naturais
06:55estão recebendo uma atenção especial.
06:57Com certeza absoluta. Nós estamos investindo já há um bom tempo,
07:01o Governo do Estado, tanto em equipamentos e materiais
07:04para reestruturar a capacidade de resposta,
07:06tanto dos municípios quanto do Corpo de Bombeiros da Defesa Civil como um todo,
07:10assim como ampliando também o pessoal e treinamento e conhecimento
07:14das nossas equipes de resposta e também da população dos municípios.
07:18Olha, nós temos feito já uma série de ações e trabalho com os municípios.
07:22Posso citar agora recentemente, já fizemos todo um plano de treinamento e evacuação,
07:27por exemplo, no município de Morretes, para as populações que estão em área de risco
07:30e já sofreram com vários danos aí, historicamente.
07:33Estamos com um novo treinamento já programado agora para o município de Antonina,
07:37que também tem áreas muito sensíveis.
07:39Nós temos hoje várias obras de macro e micro drenagem em regiões que historicamente
07:45a lago, por exemplo, tanto no nosso litoral, temos o município de Londrina,
07:50de Laranjeiras do Sul, enfim, são várias obras aí, em torno de mais de 17 milhões
07:55que já foram investidas em obras de prevenção, que vão evitar desastres maiores
07:59nessas localizações.
08:01Olha, o município de Curitiba, ele possui uma defesa civil bastante estruturada e organizada.
08:06Inclusive, pode-se observar, sim, em toda Curitiba, a quantidade de obras que têm sido realizadas,
08:11buscando, primeiro, a capacidade de melhor escoamento das águas, em várias regiões,
08:17não só ali na Vila Fani, Parolim, que são historicamente locais com bastante problema,
08:21mas em toda a cidade.
08:22Então, são obras que, obviamente, demoram, mas que já estão ocorrendo,
08:26realizadas pelo município de Curitiba, em parceria com a Secretaria das Cidades,
08:30em parceria com a própria defesa civil, temos algumas ações em conjunto.
08:34Então, estão sendo trabalhadas, obviamente, ao longo do tempo, do período,
08:38dessas tendências de alagamento vão quase se diminuir, se não acabarem como um todo.
08:44Vai, vai reduzir.
08:45Nós já vemos aí, com um período de, pelo menos, de dois a três anos,
08:49com deficiência hídrica em todo o Estado, né, as queimadas estão aí acentuadas.
08:54E, obviamente, essa maior chuva, essa umidade, essa tendência que nós temos aí,
09:00principalmente agora nessa entrada dos meses de setembro, outubro, novembro,
09:04que são os períodos maiores queimados que nós temos no Estado.
09:06Então, esse fenômeno Ninho vem nos ajudar nesse aspecto aí,
09:10melhorando e diminuindo aí, praticamente, a quase zero, né,
09:13a incidência das queimadas é a nossa expectativa.
09:17Olha, as mudanças, as atualizações são sempre necessárias.
09:22Obviamente que as ocorrências de tornado, elas não são ocorrências corriqueiras
09:26ou comuns para o nosso Estado, né.
09:29O Brasil, como um todo, ele não sofre com esse tipo de evento.
09:32Nós temos protocolos, sim, relativa à parte de tornados.
09:36Reavaliamos algumas ações, sentimos algumas dificuldades.
09:39Para isso, já estamos fazendo alguns investimentos e programando, inclusive,
09:42a atualização do nosso pessoal.
09:44Como já foi dito pelo presidente Simepar, o governo do Estado já está montando
09:47uma comitiva que devemos ir em breve para os Estados Unidos,
09:51onde é o berço do conhecimento e da tecnologia com relação a tornados,
09:55justamente para nós trazermos o que há de novo, o que há de melhor,
09:58e o que nós podemos incrementar em termos de ação.
10:00Rio Bonito, obviamente, foi uma escola para todos nós,
10:04mas observa-se claramente a capacidade de resposta do governo do Estado
10:08foi muito rápida, muito eficiente, com relação a atender aquelas pessoas
10:11que foram afetadas diretamente, com relação à previsão, né.
10:14É cerca de até cinco dias antes, nós já estávamos emitindo alertas
10:17para a possibilidade da ocorrência de eventos mais extremos na região.
10:21Enfim, o sistema funcionou, a resposta foi boa,
10:24mas, obviamente, sempre temos que estar melhorando e buscando aí qualificar melhor.
10:27Como já foi mostrado, esclarecido, hoje nós temos um fundo que subsidia essas ações,
10:33várias demandas já foram atendidas, de obras necessárias e também daquela manutenção básica,
10:40da desobstrução do moeiro, da limpeza, do desastoramento do rio,
10:43que são obras fáceis de orientação à população com relação a resíduos,
10:47materiais que são depositados nos rios, enfim.
10:49Essas ações já estão acontecendo, né.
10:51A Defesa Civil, ela tem um trabalho muito integrado com a Secretaria das Cidades,
10:55que financia muitas dessas obras de recuperação,
10:59e pode ter certeza, como nós tivemos agora, nesse final de semana,
11:01um volume excessivo de chuvas aí na região central do Estado,
11:04que já é atendida por essas medidas,
11:07e não tivemos um registro de ocorrência na cidade de retirar a população de área de risco.
11:10Eu acho que a gente tem que reforçar a preocupação de estarmos preparados
11:15para todas as condições climáticas que estão por vir.
11:18Então, é nesse sentido que nós temos trabalhado.
11:20Estamos trabalhando agora, reforçando bastante a questão da previsão.
11:25Nós temos um programa chamado Monitora Paraná,
11:27que vai adquirir radares, tem o Monitora Litoral,
11:30que também vai adquirir radar,
11:32para que nós possamos fazer a previsão da melhor forma possível.
11:36E, diante da previsão, orientar a população no sentido de se precaver
11:41em determinadas situações.
11:43E aí, nesse ponto, é que existe uma conexão muito forte
11:45entre as nossas ações da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável
11:48com a Defesa Civil,
11:51que, pegando as informações do CIMEPAR,
11:54com uma precisão cada vez maior meteorológica,
12:00que a gente possa realmente informar a população
12:02para evitar transtornos, quer dizer,
12:04evitar que se percam vidas,
12:06evitar que se percam bens materiais.
12:08E também, na própria falta da água também,
12:13todo o trabalho que está sendo feito,
12:14do Estado como um todo, na verdade,
12:17no Programa de Segurança Hídrica,
12:18buscando também, quando existe a necessidade
12:21de aportar água para os sistemas,
12:24seja para as comunidades urbanas,
12:28como também para as atividades rurais,
12:30que nós possamos também atender.
12:31Nós nos utilizamos muito das informações
12:34da Defesa Civil,
12:35da incidência dos casos de enchentes e alagamentos
12:39nos diversos municípios do nosso Estado.
12:41Então, nós temos lá, por exemplo,
12:42um programa de parques urbanos,
12:44um programa de parques urbanos
12:45que privilegia aqueles municípios
12:48que têm problema na sua drenagem urbana.
12:50E, às vezes, são pequenos municípios
12:52e que causam problema
12:53para um número reduzido de pessoas,
12:55mas para aquela população é 100% atingida.
12:58Então, a gente quer sempre proporcionar
13:01para esse povo também
13:02uma melhoria de condição de vida.
13:04Então, parques urbanos é um caso,
13:06as obras de drenagem, de macro-drenagem
13:09aqui na região metropolitana de Curitiba,
13:11as obras de macro-drenagem
13:13no litoral do Paraná.
13:14Então, hoje, nós temos lá
13:15o município de Matinhos equipado,
13:17vamos dizer assim,
13:18com uma estrutura de macro-drenagem
13:19que permite dizer que os veraniças
13:22possam ter conforto lá no nosso litoral.
13:25A obra que vai ser feita agora
13:26do engordamento e também
13:28na melhoria da condição de macro-drenagem.
13:30Guaratuba também vai ser
13:32visando esse tipo de benefício.
13:35Então, é nesse sentido que temos que trabalhar.
13:37KTV.com, um portal diferente.
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