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  • há 9 horas
Distância, exumação e boatos: entenda o que levou o MP a pedir o arquivamento do caso do Cão Orelha

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Transcrição
00:00Descompasso temporal, falta de provas, exumação e investigação baseada em ouvir dizer.
00:06Estes foram alguns dos pontos centrais apresentados pelo Ministério Público de Santa Catarina
00:10para contrariar a polícia civil e pedir à justiça o arquivamento do inquérito
00:15contra os adolescentes acusados de agredir e causar a morte do cão-orelha.
00:19Primeiro, o MP afastou a hipótese de que o animal e o suspeito da agressão
00:23permaneceram na Praia Brava, em Florianópolis, por cerca de 40 minutos,
00:27como sustentava o relatório policial.
00:30Para chegar a essa conclusão, o órgão analisou as imagens e descobriu que havia uma divergência
00:35de 30 minutos entre os horários das câmeras de residências e as de monitoramento do poder público.
00:41Com a correção, o MP afirma que quando o adolescente esteve no deck,
00:45o cão se encontrava a 600 metros de distância.
00:48Além disso, foi constatado pelas imagens que o orelha mantinha plena capacidade motora,
00:53quase uma hora após o horário da suposta agressão.
00:56Segundo, a causa da morte.
00:58Com base em laudos periciais e no depoimento do médico veterinário responsável pelo atendimento ao cão,
01:04o MP concluiu que o animal não morreu por maus tratos,
01:07mas por uma doença grave e pré-existente.
01:10Além disso, a exumação apontou que não existia fratura ou lesão compatível com a ação humana
01:15em nenhum dos ossos de orelha,
01:17mas sinais de osteomielite,
01:19uma infecção óssea grave e crônica na região maxilar esquerda do cão.
01:23Terceiro ponto, falta de provas e redes sociais.
01:27Segundo o MP, um aspecto relevante foi a completa ausência de registros visuais
01:32ou testemunhais diretos que confirmem a presença do cão na praia
01:36no período em que teria sido agredido.
01:38Além disso, a versão da agressão surgiu a partir de narrativas indiretas,
01:42baseadas em comentários de terceiros, boatos e conteúdos divulgados em redes sociais,
01:47com expressões recorrentes como
01:49ouvi dizer e vi nas redes sociais.
01:52Esse cenário, segundo o MP, se agravou após a constatação de que não havia confirmação dessas versões,
01:57como supostos vídeos que mostrariam agressões à orelha.
02:01Assim, se estabeleceu uma narrativa equivocada da autoria,
02:04afastando outras linhas de investigação.
02:07Com base nesses argumentos, o Ministério Público pediu o arquivamento do caso,
02:11mas a decisão final ainda será da justiça.
02:13Agora, existe uma nova investigação para apurar quem espalhou informações falsas
02:18ou exageradas sobre a morte de orelha.
02:20E se alguém também lucrou financeiramente com a repercussão nas redes sociais.
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